O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou nesta quarta-feira (26) que haja qualquer tipo de acordo com a presidente Dilma Rousseff (PT) e lideranças políticas para definir quais seriam os denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato. Questionado sobre a existência do chamado “acordão” pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), durante a sabatina no Senado para a sua recondução ao cargo, o procurador disse que não há “qualquer acordo que possa interferir nas investigações”. “A essa altura da minha vida, eu não deixaria os trilhos do Ministério Público para assumir um processo que eu não domino e não conheço, que é a política”, garantiu. Janot classificou o suposto acordo como um “factóide” que ganhou espaço, que não seria possível já que todas as informações obtidas nas investigações são tornadas públicas. “Todo material colhido nas investigações, quando não é mais resguardado o sigilo, é inteiramente aberto. Não existe um pedaço que vai e outro que não vai", justificou. Por isso, garante, o acordão é uma “ilação impossível”. “Com todos os delegados competentes que atuam no caso, seria impossível que o procurador-geral celebrasse um acordo dessa natureza. Se eu fosse fazer um acordão, eu teria que combinar com os russos. É uma ilação impossível”, concluiu.
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