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06 agosto, 2026

Leandro de Jesus afirma que não vai parar de fiscalizar obras do governo apesar de decisão judicial

Em entrevista à rádio Baiana FM nesta quinta-feira (6), o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) afirmou que não vai parar de fiscalizar as obras do Governo da Bahia, mesmo após a decisão judicial que o impede de fazer as inspeções. O parlamentar defende que a decisão do juiz Glauco Dainese de Campos, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, seria enviesada e inconstitucional, e que por isso não vai ser respeitada.

“Eu vou deixar de maneira clara para os eleitores que me elegeram: eu não vou parar, ainda que isso venha a contrariar a decisão desse juiz. Aqui não significa desrespeitar a Justiça, até porque nós vamos recorrer e acreditamos que essa decisão será reanalisada. Eu prefiro obedecer à Constituição Federal e respeitar o meu eleitor do que obedecer uma ordem ilegal”, declarou.

A decisão judicial contra o liberal surgiu após a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE) encaminhar uma denúncia ao Ministério Público (MP-BA) por suposto crime de dano ao patrimônio público contra o bolsonarista, após Leandro ter retirado a placa de inauguração da obra de implantação e pavimentação da BA-649, conhecida como Rodovia Gabriela, no trecho entre Itabuna e Ilhéus.

“A remoção da placa aconteceu porque nós vimos uma fake news. Jerônimo Rodrigues, que se coloca como um democrata, um defensor da liberdade, acionou a justiça para me proibir de fiscalizar, ou seja, um deputado eleito não pode fiscalizar e o juiz concedeu essa liminar. Para Leandro de Jesus fiscalizar eu tenho que pedir autorização para o próprio governo e ainda vou ter uma autorização de um colegiado da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Como eu vou pedir o fiscalizado a fiscalizar?”,indagou.

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

Planalto vê interferência dos EUA e adia aval a novo embaixador até após as eleições/ Por Redação

O Palácio do Planalto avalia que a revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, representa uma nova tentativa de interferência norte-americana nas eleições de 2026. Nos bastidores, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que o governo não pretende conceder, antes do pleito de outubro, o agrément ao deputado da Flórida Daniel Perez, indicado por Washington para assumir a embaixada dos EUA no Brasil. A reportagem é da CNN.

A decisão ocorre após o Departamento de Estado cobrar a aprovação do nome de Perez ao anunciar a sanção contra Viotti. Integrantes do governo alegam que a indicação do parlamentar foi feita sem consulta prévia ao Itamaraty, contrariando a prática diplomática, e questionam a escolha de apresentar um embaixador às vésperas das eleições brasileiras.

Apesar de classificar a revogação do visto como um gesto grave, o governo considera a medida principalmente simbólica e decidiu manter Maria Luiza Viotti em Washington. O Planalto também monitora a possibilidade de novas sanções por parte dos Estados Unidos e estuda eventuais medidas de reciprocidade, embora, por ora, adote uma postura de cautela diante da crise diplomática.

Neto Carletto apresenta crescimento patrimonial de 6.000% em declaração de renda -Por Política Livre

O deputado federal Neto Carletto (Avante) apresentou, nas eleições deste ano, um patrimônio de R$34,3 milhões à Justiça Eleitoral. O valor corresponde a um aumento de 6.000% em relação ao que o parlamentar divulgou na declaração de renda no pleito de 2022, quando foi eleito pela primeira vez para a Câmara, pelo PP. Os dados foram divulgados na coluna Radar do Poder desta semana.

Na eleição de 2022, a declaração de bens do candidato somava R$591,6 mil e era composta por nove itens. Entre os ativos mais valiosos estavam uma fração de R$300 mil de uma aeronave modelo PT-OS. Havia, ainda, um veículo modelo Toyota Corolla GLI, no valor de R$106,5 mil.

No pleito deste ano, Carletto declarou bens como um prédio comercial em Porto Seguro, no valor de R$ 7,6 milhões, e uma participação societária em uma empresa de participações, no total de R$ 17,3 milhões.

Neto Carletto afirmou que o aumento no patrimônio se deve a doações feitas pelos pais e que tudo está devidamente declarado na receita federal.

Mulher é presa em flagrante por manter casa de prostituição

Foto: Reprodução/Redes sociais
A mulher de 49 anos foi presa em flagrante na tarde de quarta-feira (5), no distrito de Barrolândia, em Belmonte, no extremo sul da Bahia, suspeita de manter uma casa de prostituição. A ação da Polícia Civil ocorreu após uma denúncia de que uma adolescente estaria sendo explorada sexualmente no imóvel.

De acordo com a corporação, durante as diligências no local, os policiais encontraram uma mulher de 20 anos, que relatou trabalhar no estabelecimento e afirmou repassar um terço do valor recebido pelos programas à responsável pelo imóvel.

A suspeita foi conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante pelo crime de manutenção de casa de prostituição.

As investigações seguem em andamento para apurar a denúncia de exploração sexual envolvendo a adolescente, que ainda não foi localizada, além de verificar a possível participação de outras pessoas no caso.

A operação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Belmonte, vinculada à 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis), integrante do Departamento de Polícia do Interior (Depin).

Motociclista morre após colisão com carreta na BR-116

BR-116 (Foto: Google Street View
Um motociclista morreu após um acidente envolvendo uma carreta na manhã desta quinta-feira (6), na BR-116, em Planalto, no sudoeste da Bahia. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 7h, no km 778 da rodovia, e envolveu uma colisão lateral entre os dois veículos, que trafegavam em sentidos opostos.

Equipes permanecem na área aguardando a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para realização dos procedimentos de perícia e remoção do corpo.

A pista ficou parcialmente interditada no sentido crescente, causando alterações no fluxo de veículos. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

Neison Cerqueira

Operação da PF tem Prefeitura baiana como alvo

 PF cumpre mandados para investigar fraudes tributárias envolvendo permissões de táxi e agentes públicos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Bandeira Livre II para investigar um suposto esquema de fraudes na concessão de autorizações de táxi em Ipecaetá, município localizado a cerca de 30 quilômetros de Feira de Santana. A investigação aponta que permissões teriam sido utilizadas de forma irregular para obter isenções fiscais na compra de veículos.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, oito em Ipecaetá e um em Feira de Santana, por determinação da 3ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Feira de Santana.

De acordo com a PF, entre 2023 e 2025, a Prefeitura de Ipecaetá emitiu 70 autorizações de táxi. As investigações indicam que parte dessas permissões pode ter sido concedida a pessoas que, em tese, não exerciam a atividade de taxista, mas usaram os documentos para obter indevidamente isenções de IPI, ICMS e IPVA na aquisição de veículos.

Ainda segundo a Polícia Federal, cinco pessoas atualmente cadastradas possuem ocupações ou vínculos considerados incompatíveis com o exercício da profissão de taxista, o que reforça a suspeita de uso irregular das permissões.

Agentes públicos são investigados

Além das isenções fiscais, a investigação também apura a atuação de agentes públicos responsáveis pela emissão, renovação e cancelamento das permissões, além de administrar os cadastros e documentos fiscais relacionados ao serviço de táxi.

Como medida cautelar, a Justiça Federal determinou o afastamento de dois agentes públicos de suas funções pelo período de 60 dias. A Polícia Federal não divulgou os nomes dos servidores nem informou os setores da prefeitura envolvidos na investigação.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e crimes contra a ordem tributária.
Redação

05 agosto, 2026

EUA anunciam R$ 1,2 bilhão para conter avanço do ebola na República Democrática do Congo


Cepa Bundibugyo não tem vacina nem tratamento aprovados até o momento
Foto: Unicef/Carmel Ndomba Mbikayi/Arquivo
Os Estados Unidos destinaram mais de 242 milhões de dólares (R$ 1,23 bilhão) adicionais para combater a epidemia de ebola, que se intensifica na RDC (República Democrática do Congo), anunciou o Departamento de Estado nesta quarta-feira (5).

Com esses recursos, a ajuda concedida por Washington supera 500 milhões de dólares (R$ 2,55 bilhões), segundo o comunicado, que chama outros países a aumentarem suas contribuições.

O governo de Donald Trump foi criticado por suas medidas de restrição de viagens e por estabelecer um centro de quarentena no Quênia para seus cidadãos, ações contestadas na Justiça.

O anúncio do novo financiamento coincide com a visita à RDC do diretor da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que no sábado alertou para o avanço do surto e pediu o reforço da resposta sanitária.

A RDC declarou em 15 de maio, com várias semanas de atraso, a décima sétima epidemia de ebola no país africano de mais de 100 milhões de habitantes.

As autoridades confirmaram 3.874 casos, incluindo 1.751 mortes, desde o início da epidemia.

A febre hemorrágica viral é transmitida pelo contato próximo e fluidos corporais infectados. Não existe vacina nem tratamento aprovados contra a rara cepa Bundibugyo, responsável por essa nova epidemia.

Por Folhapress

Flávio repagina motoserra de Milei e usa broche de tesoura para defender corte de gastos

Foto: Gabriela Biló/Folhapress
O pré-candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou um broche em formato de tesoura nas cores verde e amarelo nesta quarta-feira (5) durante o anúncio, em Brasília, da escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor sua chapa puro-sangue como candidato a vice.

Segundo apurou a Folha, a escolha do símbolo faz referência ao "tesouraço" nas contas públicas defendido por Flávio desde o início de sua pré-campanha. É esperado que o senador apareça com o objeto em outros eventos até o pleito de outubro, para reforçar o mote.

Em meio à guinada da América do Sul à direita, a tesoura do presidenciável do PL mostra uma tentativa de repaginar a motosserra usada pelo ultraliberal Javier Milei em sua vitoriosa campanha na Argentina, em 2023, para emplacar seu plano de cortes radicais na máquina pública.

Flávio e Milei estiveram juntos durante a convenção nacional do PL que oficializou a candidatura do senador, em 25 de julho. No palco, os dois dançaram ao som de uma música de rock usada em comícios do argentino, enquanto Flávio simulava cortes com uma grande tesoura.

Em aceno ao mercado financeiro, desde que foi indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para concorrer ao Planalto, o senador tem feito críticas à equipe econômica do presidente Lula (PT) e defendido fazer um "tesouraço" em impostos, ministérios e despesas, além de desburocratizar o Estado.

O uso da tesoura por Flávio já foi ironizado pelo presidente do PT, Edinho Silva. "Tem que começar usando a tesoura com a família dele. O Eduardo Bolsonaro [PL-SP] passou meses nos Estados Unidos recebendo sem trabalhar, por exemplo", disse o petista, em janeiro deste ano.

Flávio mencionou, em sabatina ao Antagonista na terça (4), que, caso seja eleito, pretende reduzir a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), zerar o imposto de importação do petróleo e rever o Imposto Seletivo para ultraprocessados e o arcabouço fiscal, dentre outras medidas.

Em entrevista à Folha, o coordenador da pré-campanha do presidenciável do PL, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse em março que o atual modelo econômico está "estourando". Prometeu mudanças e afirmou que as reformas da Previdência (2019) e trabalhista (2017) seriam "revisitadas".

Por Isadora Albernaz, Folhapress

IC-Br recua 0,57% em julho ante maio, afirma Banco Central

Foto: Reprodução/Arquivo
O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) medido em reais caiu 0,57% em julho na comparação com junho, informou a autarquia nesta quarta-feira, 5. Houve queda em commodities metálicas (-4,52%) e de energia (-2,82%). Por outro lado, houve alta de commodities agropecuárias (1,51%).

O IC-Br representa a média mensal dos preços de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil. O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%).

Em dólares, o índice agregado recuou 0,39% em julho, com queda nas commodities metálicas (-4,39%) e de energia (-2,65%), contra alta nas commodities agropecuárias (1,71%).

O IC-Br medido em reais acumula alta de 1,97% de janeiro a julho deste ano. Em 12 meses, ele cresce 2,28%.

Os preços das commodities agropecuárias caem 1,43% no ano e recuam 5,68% em 12 meses. As commodities metálicas têm alta de 5,69% no ano e sobem 31,05% em 12 meses. Já as commodities de energia avançam 8,05% no ano e sobem 1,38% em 12 meses.
Por Marianna Gualter, Estadão Conteúdo

Tebet defende investigação de auxiliar de Lula e diz que contrato de trens da gestão Tarcísio 'cheira mal'

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil/Arquivo
Candidata ao Senado por São Paulo, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) defendeu nesta quarta-feira (5) a investigação do ex-chefe de gabinete de Lula (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, após virem à tona informações sobre um empréstimo com empresária investigada pela Polícia Federal.

"O que vale para Chico vale para Francisco. (...) Qualquer suspeita precisa ser investigada", afirmou Tebet em entrevista à Folha por telefone. "Vai fazer sua defesa, mas o que não pode é ter qualquer tipo de suspeição no entorno do presidente."

Como mostrou a Folha, Marcola pediu para deixar a campanha do presidente sob pressão de revelações de pagamento de despesas suas pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista e alvo de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) sob suspeita de tráfico de influência.

Tebet afirmou que todo cargo público traz consigo uma responsabilidade e defendeu tanto o afastamento quanto a investigação, com "transparência, ampla defesa e contraditório". "Sem pré-julgamentos", disse ela, "mas que se investigue, que ele faça sua defesa. Acredito que tem seus argumentos e que vá fazer os esclarecimentos devidos".

A ex-ministra comentou os problemas no sistema de trens paulista e defendeu a abertura de procedimento pelo Ministério Público sobre a concessão de linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Esta quarta foi o segundo dia de greve de ferroviários das linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM. Os trabalhadores pedem um compromisso de que o governo vai manter todos os empregos, mesmo com a concessão dos ramais.

No mês passado, houve uma falha no fornecimento de energia e um incêndio em um trem que paralisaram as linhas.

Segundo Tebet, que também cita o caso da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), os problemas recentes reforçam a necessidade de investigar as privatizações realizadas no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"No geral, essa sequência de episódios exige por parte do Ministério Público uma vigilância, uma abertura de procedimento para investigar o que está acontecendo com as últimas privatizações em São Paulo", disse a candidata ao Senado.

"Eu sou contra privatizações que cheiram mal, que têm indícios de irregularidade, de enriquecimento ilícito por parte de alguém. Alguém está ganhando nessa história", completou.


Questionada sobre se defende uma eventual reversão das concessões da CPTM, Tebet afirmou que essa medida só seria justificável caso uma investigação comprovasse irregularidades ou descumprimento de cláusulas contratuais.

Ela também defendeu que o governador esclareça os critérios adotados nos casos da CPTM e da Sabesp, mas disse que a principal responsabilidade, neste momento, é dos órgãos de controle, que devem apurar as denúncias e verificar a regularidade dos contratos.

Nesta terça-feira (4), o governo Tarcísio afirmou em nota à imprensa considerar a manutenção da greve "injustificável" e manifestou sua "absoluta reprovação", citando "graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário", sob "o pretexto de defender interesses da categoria".

Questionada sobre a fala da ex-ministra, a administração não retornou.

Indagado via assessoria de imprensa, o candidato ao Governo de São Paulo na chapa de Tebet, Fernando Haddad (PT), não se manifestou.

Por Arthur Guimarães de Oliveira, Folhapress

04 agosto, 2026

Assessor citado por repasse de amiga de Lulinha foi mensageiro de Lula na prisão; conheça

O cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro
Foto: Reprodução/redes social
O ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT) Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, é um dos assessores mais próximos do petista e deixou o cargo há duas semanas para atuar na coordenação da campanha à reeleição. Sua atribuição é cuidar da agenda do candidato em parceria com o ex-ministro Gilberto Carvalho, como ocorreu em 2022.

Na segunda-feira (3), Ribeiro afirmou ter recebido pagamentos de Roberta Luchsinger —investigada pela Polícia Federal e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha— como referentes a um empréstimo feito com a empresária. "Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", disse em nota.

Em dezembro passado, Luchsinger foi alvo de buscas na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de débitos não autorizados em aposentadorias e pensões. Segundo a apuração, a fraude teria descontado mais de R$ 6 bilhões de beneficiários do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) de 2019 a 2024.

Como chefe do gabinete pessoal do mandatário, o cientista político foi responsável por organizar os compromissos presidenciais e ajudar com materiais para tarefas diversas, como a elaboração de pronunciamentos, segundo o site do Palácio do Planalto.

Marcola foi assessor pessoal e político e era responsável por planejar e acompanhar reuniões e viagens antes do início do terceiro mandato do petista. Foi também coordenador-executivo das agendas das caravanas de Lula pelo Brasil em 2017 e 2018.

O cientista político foi um dos principais interlocutores de Lula durante a prisão em Curitiba, de abril de 2018 a novembro de 2019. Responsável por atender a pedidos diversos, como a distribuição de recados a políticos e amigos, ele foi, segundo a coluna Mônica Bergamo, um dos "pombos-correios" do então ex-presidente ao levar as cartas de Rosângela Silva, a Janja, com quem o petista se casou em maio de 2022.

"Eu comecei a recolher notícias de amigos, porque achei que era isso que ele [Lula] queria que eu fizesse. [Perguntava] como estava a moral de alguns movimentos e de alguns sindicatos. [...] Quando eu chegava em casa à noite, pegava o histórico de todo mundo que me ligou e mandou WhatsApp, colocava isso em uma carta e entregava para ele no dia seguinte", disse Ribeiro em entrevista à jornalista Julia Duailibi no documentário "Visita, Presidente", da GloboNews.

Natural do município de Caraguatatuba (SP), Marcola é mestre em ciência política pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), instituição em que cursou graduação em ciências sociais. Antes de trabalhar com Lula, foi assessor parlamentar na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) e na Câmara dos Deputados.

Por Marina Costa, Folhapress

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