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27 setembro, 2026

Eleitorado brasileiro no exterior bate recorde e atrai atenção de lulistas e bolsonaristas

Com 918,9 mil brasileiros aptos a votar fora do país, grupo já supera o eleitorado de Roraima, Amapá e Acre

"Se você concorda que o nosso país não tem que se curvar para os interesses dos Estados Unidos e de nenhum outro país, compartilhe!", publicou nas redes sociais a conta Núcleo PT de Roma. "Com Washington, a palavra é soberania e ‘interferência’. Mas quando chegamos à China, parceria estratégica. Curioso, não?", postou o perfil Liga Conservadora Brasil-Alemanha.

Na reta final da disputa presidencial, lulistas e bolsonaristas no exterior se movimentam para mobilizar um contingente recorde de eleitores até o próximo domingo (4). São 918,9 mil brasileiros aptos a votar fora do país, um grupo que não para de crescer e que tem se interessado mais em ir às urnas, apesar dos obstáculos do voto presencial.

Agrupados no sistema eleitoral como se fossem uma 28ª unidade federativa, chamada de ZZ, os brasileiros que moram no exterior já superam o eleitorado de três estados –Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil). O crescimento é constante, com alta de quase 360% em 16 anos. Desde 2022, o aumento foi de 31,8%, ante 1,4% do total do eleitorado.

Essa alta reflete a maior presença de brasileiros no exterior. Segundo o Itamaraty, no ano passado o número de brasileiros fora do país atingiu o recorde de 5,3 milhões. Há quatro anos, eles eram 4,6 milhões.

A tecnologia também ajuda. Desde a pandemia do Covid-19, ficou mais fácil transferir o título para outro país de forma remota, sem precisar ir a um consulado. Com o aplicativo e-título, o imigrante também consegue regularizar sua situação e quitar dívidas com a Justiça Eleitoral.

Ainda assim, votar fora do país exige esforço. Em muitos casos, é preciso viajar até uma embaixada ou posto consular. Na Itália, por exemplo, só é possível votar em Roma e Milão. Na França, em Paris e Marselha. O voto é igualmente obrigatório para quem mora fora.

"As coisas não param para você votar, como no Brasil, e pode ser necessário se deslocar, perder um dia de trabalho. São custos de tempo, energia e dinheiro", diz Teresa Schneider Marques, professora de ciência política da PUC-RS e pesquisadora da Uerj sobre participação política transnacional. "Isso é o que mais explica o fato de muitas pessoas não votarem".

Nestas eleições, será possível votar em 186 cidades de 134 países. Os que reúnem mais eleitores são EUA, com 265,4 mil, Portugal, com 134,8 mil, e Japão, com 88,4 mil.

A abstenção no exterior é historicamente mais alta do que no território brasileiro, mas isso vem mudando. No segundo turno de 2022, a abstenção foi de 55,4%, quatro pontos percentuais a menos do que em 2018 (59,7%). Como houve aumento no número de eleitores inscritos, foram mais de 100 mil votos válidos a mais em quatro anos.

Autora de uma pesquisa sobre a participação do eleitorado brasileiro na França em 2022, Schneider Marques identificou um motivo, ao menos local, para o aumento do interesse em ir às urnas. Enquanto estudos de voto transnacional de outros países já mencionaram como incentivos a necessidade do eleitor de reivindicar sua identidade nacional ou o resultado de um aprendizado cívico, seu trabalho encontrou o que ela chamou de "sentimento de urgência".

"No nosso caso, o sentimento de urgência ganhou disparado. Em 2022, muitas pessoas foram votar porque tinham a sensação de que aquela eleição podia mudar o rumo do país para uma democracia ou para uma ditadura", diz à reportagem.

O imigrante-eleitor, diz a professora, costuma ter mecanismos peculiares de decisão. "O contexto importa muito, porque ele vê a eleição como um processo global. Ele não vê mais a força política para a qual vota, seja esquerda ou direita, como isolada", afirma. "Ele percebe que as relações entre o país em que mora e o país de origem afetam a forma como ele é visto, tanto no meio social, quanto no mercado de trabalho".

O modo dos principais partidos de lidar com o eleitorado no exterior tem estratégias diferentes. O PT tem uma secretaria de Relações Internacionais, chefiada pelo senador Humberto Costa, conectada com 26 núcleos fora do país.

"O objetivo do núcleo é despertar na população brasileira que vive na Itália tudo o que o PT defende. Tem muitos brasileiros que vêm trabalhar que a gente consegue sensibilizar", afirma Gabriela Lima, responsável por Bolonha, no norte da Itália, com que cerca de 50 inscritos.

Ela também atua como delegada de fiscalização no local de votação, em Milão, e tem contato direto com a secretaria de Relações Internacionais e com a Fundação Perseu Abramo. Diz receber material de campanha digital, mas nenhum recurso de apoio.

No PL, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente nos EUA, chegou a ser nomeado em 2024 secretário de Relações Internacionais, mas a família se beneficia principalmente da afinidade com comunidades no exterior com forte presença nas redes sociais.

Como a Liga Conservadora Brasil-Alemanha, que tem 105 mil seguidores no Instagram e apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a criadora da conta, Samia Sittel-Faraj, que mora em Bonn, a iniciativa envolve produção e divulgação de conteúdo e mobilização de brasileiros no exterior para que participem do processo eleitoral.

A atuação, afirma, é voluntária, sem vínculos partidários e recebimentos de recursos, embora tenha contato com representantes do PL. "Neste momento, estamos divulgando a plataforma do PL para o cadastramento de fiscais eleitorais no exterior".

Para a professora Schneider Marques, a atuação dos partidos brasileiros junto ao eleitorado no exterior ainda é aquém do que ocorre em outros países. Uma das razões é a ausência de representantes no Congresso eleitos pelos brasileiros no exterior. Na Itália, são 12 vagas no Parlamento preenchidas com o voto de expatriados.

A existência dessa figura favorece campanhas partidárias fora do país mais organizadas. "No Brasil, os partidos ainda não avançaram tanto nesse sentido, mas acredito que é uma tendência e uma necessidade. Essas comunidades só vão crescer, o número de votos só vai se ampliar. Em um contexto de eleições acirradas, o voto no exterior pode fazer a diferença".

Por Michele Oliveira/Folhapress

Voto de jovens e idosos motiva estratégias de campanha de PT e PL e pode definir eleição apertada

Contingente é visto como decisivo para vencer a disputa pelo Palácio do Planalto

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Quase cinco décadas separam esses dois eleitores, que têm argumentos diferentes para uma decisão comum na disputa de outubro: estão inclinados a não votar em nenhum candidato à Presidência da República.

Para Osires, o obstáculo é menor: o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos. Já Tiago ainda aguarda para tomar uma decisão final até o próximo domingo, 4, dia do primeiro turno.

Moradores de Brasília, os dois representam uma porção do eleitorado que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) trabalham para conquistar. Os votos dos jovens entre 16 e 24 anos (5,5 milhões, ou 12,5% do eleitorado) e dos brasileiros com mais de 70 anos (17 milhões, ou 15,75% do eleitorado) são vistos pelas duas candidaturas como potenciais alvos decisivos para vencer a disputa.

A apatia eleitoral de Osires vem desde 2022, quando ainda era obrigado a votar. Ele, que fez campanha para o PT no passado e foi filiado ao PDT, diz estar decepcionado com a política. Esse sentimento o levou a votar em Jair Bolsonaro (PL), em 2018. Mas logo se arrependeu.

O motivo? A “Lava Toga” – movimento iniciado no Senado para investigar supostos abusos de autoridade de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) –, barrada por iniciativa de aliados do próprio governo Bolsonaro. “Ali eu vi que eles não tinham compromisso com nada”, afirma.

Flávio Bolsonaro? Só para barrar Lula

A família de Tiago, cinco décadas mais jovem que Osires, também tenta convencê-lo a votar em alguém – neste caso, no senador Flávio Bolsonaro. Ele diz ser de direita e não vê nenhum político se encaixar no seu perfil de candidato ideal.

“Eu gosto do Jair Bolsonaro. O Bolsonaro eu acho honesto, mas o Flávio eu não acho. Honestidade para mim pesa muito”, diz Tiago. “Mas com certeza ele é menos pior que o Lula.”

Os parentes argumentam que votar em Flávio no primeiro turno seria uma forma de impedir uma possível vitória de Lula – algo que ele cogita só no segundo turno.

Título de eleitor para votar no PT

O argumento contrário também motiva eleitores jovens a votar no PT. “Eu voto em Lula por discordar dos ideais do Flávio e do pai dele. E Lula também fez políticas públicas para os mais pobres e necessitados”, afirma Gabriela Rojas, estudante de 16 anos, de Brasília, que vai votar pela primeira vez.

Gabriela se diz politicamente influenciada pelos pais, advogados ambientais que defendem pautas da esquerda. No início do ano, ela se juntou a sete amigas da mesma idade que decidiram tirar o título de eleitor. Jovens de 16 e 17 anos estão aptos, mas não são obrigados a votar – eles são 1,6 milhão de brasileiros.

A estudante observa uma onda conservadora crescendo entre pessoas da sua faixa etária. “Vários meninos estão tirando título de eleitor para voltar como era antes, quase como um Make America Great Again”, constata Gabriela, numa referência ao slogan do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Jovem bolsonarista contra a esquerda

Felipe Guerra, de 23 anos, também não considera faltar às urnas. Depois de apertar 22 na eleição passada, Felipe chega ainda mais convicto à disputa deste ano: antes um mero eleitor, hoje ele milita no PL Jovem, setorial de Juventude da legenda bolsonarista, e vem fazendo campanha por Flávio no Distrito Federal.

Estudante de Gestão Pública no Instituto Federal de Brasília, Felipe diz não ter a liberdade de manifestação que gostaria com seus pares da faculdade – majoritariamente de esquerda, ainda que de forma velada, segundo ele – e conta que até já rompeu amizades por seu posicionamento político.

Ele viveu 17 de seus 23 anos sob governos de esquerda e diz ser essa hegemonia que tem levado sua geração (a Z) para a direita. Na visão de Felipe, os principais problemas do País, como violência e corrupção, são colocados na conta do PT, uma vez que o partido governou o Brasil por quase duas décadas. E vê no deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) uma de suas maiores referências.

“Quem mais faria uma pessoa como eu sair de casa num sábado de manhã, pegar um ônibus até Luziânia, desembarcar e sair caminhando com ele até Brasília?”, indaga, numa alusão à marcha “Acorda, Brasil”, promovida por Nikolas em janeiro deste ano, do interior de Minas Gerais até a capital federal para protestar contra as instituições.

Lula ‘até morrer’

Ao longo de todo o ano, a casa simples onde Conceição Ferreira vive sozinha, em Cachoeira Paulista (SP), renova a decoração de acordo com as festividades do calendário, do Natal à Copa do Mundo, mas com um elemento sempre presente: Lula estampado em toalha, adesivos e fotos.

“Nunca mais vamos ter um presidente igual a ele. Eu sei que não preciso mais votar, mas vou. O que me faz votar nele é que é um presidente que tem consciência para os pobres, não faz pouco caso de ninguém”, diz Conceição, de 82 anos.

Embora não tenha sido beneficiária direta de programas do governo Lula, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, Conceição – que é de classe média baixa – atribui a oportunidade de sua neta se formar em uma universidade federal às políticas educacionais do presidente. “Gosta dos pobres, deu faculdade para todo mundo, pobre hoje tem carro, pobre hoje come carne”, afirma. “Agora, subiu um pouquinho o preço das coisas por causa dessa chuva".

A idosa evita citar o nome da família Bolsonaro, mas, quando questionada sobre a motivação de rejeitá-los, menciona principalmente episódios envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e a pandemia de covid-19.

“Esse outro, que não gosto nem de falar o nome, na época da covid o repórter perguntou a ele: ‘O senhor sabe quantas pessoas morreram?’ E ele falou assim: ‘Não, eu não sou coveiro’. Será que esse povo brasileiro não vê isso?”, questiona.

Apesar do cenário acirrado indicado pelas pesquisas eleitorais, Conceição acredita na reeleição do petista, que, segundo ela, “está escrita nas estrelas”. E planeja até mesmo fazer uma tatuagem da estrela do PT para homenagear o ídolo: “Eu sou Lula lá até morrer. E já falei para as crianças que, quando eu morrer, quero a toalha dele em cima da minha urna”, conta.

Para votar em Bolsonaro, até de bengala

Longe dali, Ida Cristina, 80 anos, reúne as amigas em sua casa no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo, para tomar vinho e jogar baralho. No centro da mesa, o símbolo do maior traço que elas carregam em comum: um balde de gelo estampado com referências a Jair Bolsonaro. “Até o balde de gelo na minha casa é Bolsonaro”, brinca Ida Cristina.

Sem obrigatoriedade de votar, a idosa faz questão de ir às urnas mesmo com mobilidade reduzida. “Vou de bengala votar”, diz. Ela conta que sua motivação principal é melhorar o País para seus filhos e netos, e considera que o ex-presidente vinha fazendo um bom trabalho. Com o patriarca da família Bolsonaro fora das urnas, seu voto migrou, naturalmente, para o filho, Flávio. Mas, mesmo quando fala de seu voto nas eleições deste ano, se refere ao pai.

“Tenho esperança nele (Jair Bolsonaro) porque ele é uma pessoa idônea, com boas intenções. Ele não aceitou certas coisas, foi prejudicado e, em consequência disso, a gente está sendo prejudicada. Tem que mudar”, afirma.

Ida Cristina considera que o ex-presidente fez um bom trabalho quando esteve à frente do País, sobretudo na área econômica, que avalia como fundamental para garantir a prosperidade da família, composta por profissionais autônomos, como médicos, engenheiros, dentistas e empresários.

“Minha neta luta como médica, trabalha, faz plantão, e não ganha bem. E o pai gastou um dinheirão para que ela pudesse estudar”, conta. “O Flávio é jovem, está na flor da idade para comandar o País.”

O fantasma das investigações do Banco Master sobre a campanha de Flávio Bolsonaro também não assusta a eleitora: “Se mexerem com Flávio, tem muita gente pior, mais envolvida, do outro lado. Então, não tenho medo de nada”, diz ela.

Estratégias das campanhas

Do lado da campanha de Lula, o PT coordena e produz conteúdos voltados para os mais jovens e dedica especial atenção aos idosos. O partido lançou o projeto “Geração Lula”, focado em conversar com eleitores com mais de 70 anos.

“Milhões de pessoas com 70 anos ou mais querem ver o Lula presidente de novo. Mas como o voto é facultativo nessa idade, muitas acabam ficando de fora: em 2022, 8 milhões de 70+ não foram votar. Por isso, estamos nos organizando esse ano para levar o máximo possível dessas pessoas às urnas”, diz o texto no site da iniciativa.

O site ainda oferece um guia de mensagens para convencer pessoas com mais de 70 anos a votar e materiais para compartilhar nas redes sociais. Além disso, apresenta as propostas de Lula para os idosos, na tentativa de fazer quem está pensando em não ir votar mudar de ideia.

Na campanha de Flávio, por sua vez, existe uma insatisfação sobre a falta de estratégia direcionada a esse eleitorado. O candidato deve gravar na próxima semana um conteúdo voltado para o público com mais de 70 anos, mas já tem conversado indiretamente com esses eleitores nos discursos.

Uma das principais estratégias ofensivas de sua campanha é desgastar o governo Lula com a crise das fraudes no INSS, que afetou sobretudo aposentados e pensionistas. Há meses, Flávio se refere a Lula e ao empresário Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente, como personagens que “roubaram milhões de idosos”.

Flávio também tenta fisgar o eleitorado jovem com propostas. Num comício em Vitória da Conquista (BA), por exemplo, ele fez o público vibrar ao anunciar a promessa de baixar para 16 anos a idade mínima para dirigir.

O que dizem os números

Pesquisas mostram que Lula vai melhor nos eleitorados dos extremos. No levantamento do Datafolha de 17 de setembro, o petista aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, na faixa de 16 a 24 anos, contra 29% de Flávio. Duas outras pesquisas apontam empate técnico: 31% a 31% na Quaest de 21 de setembro (que abrange uma faixa de 16 a 34 anos); e 30% a 31% na Atlas de 23 de setembro, respectivamente.

Já no eleitorado idoso, a vantagem do petista é maior. No Datafolha, Lula marca 43% e Flávio, 33%. A Quaest indica uma diferença similar: 42% contra 32%. A Atlas oferece um cenário ainda mais favorável a Lula: 62,5%, enquanto Flávio tem 31,5%.

As pesquisas justificam o esforço da campanha do PT para tirar os idosos de casa no dia da votação. O Datafolha mostra que, somados, os indecisos e os votos em branco e nulos representam 11% do público que tem mais de 60 anos.

“As pesquisas têm mostrado que Lula vai muito bem na faixa dos acima de 60 anos. Obviamente que essa faixa precisa de muita motivação para votar”, analisa Marco Antônio Carvalho Teixeira, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O cientista político pondera, porém, que o espaço para apresentação de propostas no debate da atual eleição foi esvaziado. “Ao mesmo tempo, Vorcaro e STF sequestraram a agenda pública. Então, qualquer debate de proposta, de projeto, de concepção de política pública acabou ficando secundário ou nem existindo”, afirmou.

No caso dos mais jovens, o PT mobiliza viagens pelo Brasil em encontros de juventude, organiza plenárias virtuais com fandoms (grupo de pessoas que cultua determinada obra ou artista) e dissemina conteúdos nas redes sociais especialmente pelo Lulaverso, iniciativa que surgiu nas eleições em 2022.

O PL também tem tido sucesso em atrair o público conhecido pelo estereótipo de rebelde, progressista e revolucionário. Nos seminários de comunicação, organizados pelo partido, líderes jovens ensinam os demais correligionários como se comunicar melhor pelas redes sociais, recorrendo a manuais de guerrilha digital: provocação, trollagem, cortes e confrontos.

Para Marco Antônio Carvalho Teixeira, a abstenção entre os jovens projeta uma situação em que Lula e Flávio perderiam. “Na faixa dos 16 aos 24, pesquisas mostram que eles têm tido pouca propensão a votar. E essa faixa tem sido dividida entre Lula e Flávio. Então, ambos perdem em caso de alta abstenção”, conclui o cientista político.

Por Paula Ferreira/Levy Teles/Guilherme Caetano/Estadão

26 setembro, 2026

‘Dilma Bolada’ começou com fake sobre N. S. Aparecida, indica monitoramento da campanha de Flávio

Publicitário por trás de perfil governista fez publicação, na noite do dia 23, associando família Bolsonaro a plano de retirar título de padroeira do Brasil de santa católica

Foto: Reprodução/Facebook

A informação falsa de que o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil nasceu a partir de um boato lançado nas redes sociais pelo influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, autor do perfil governista “Dilma Bolada”.

É o que indica o monitoramento de redes sociais realizado pela campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento da equipe, a publicação de Jeferson, feita às 21h50 de quarta-feira, 23, levou a uma onda de boatos e distorções a partir dos minutos seguintes.

“Católico não vota em nenhum Bolsonaro e nem em nenhum candidato que queira retirar o título de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira e Rainha do Brasil. Tudo com Jesus. Nada sem Maria. E Bolsonaro na cadeia!”, diz a publicação no perfil de Jeferson.

Na tarde deste sábado, 26, o post seguia disponível na rede social X (antigo Twitter). A reportagem não conseguiu contato com o autor.

A segunda publicação identificada pela equipe de Flávio surgiu seis minutos depois. O usuário @waglegal10 escreveu: “se for eleito, o senador Flávio terá que lidar com uma forte cobrança de uma ala de seus apoiadores. Representantes de grupos evangélicos prometem fazer pressão para retirar de Nossa Senhora Aparecida o posto oficial de padroeira do Brasil”.

A informação falsa escalou por volta das 20h13 do dia seguinte, quando o canal GloboNews levou ao ar um comentário de jornalista dando conta de que haveria um grupo evangélico se mobilizando contra o título da padroeira.

Horas depois, o canal fez um comunicado dizendo que errou e pediu desculpas. Além disso, a campanha de Flávio obteve decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tirar do ar mais de 1 mil publicações que propagavam a informação falsa.

Influenciadores governistas, porém, seguiram reforçando a desinformação com o objetivo de desgastar Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado católico.

Coordenador da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, George Marques republicou um post que estimulava a continuidade da disseminação da informação falsa.

“Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar. Eles fizeram isso em outras eleições e quase nos ferram. Continuem compartilhando que nossa senhora foi atacada, precisa chegar no interior do Nordeste, no interior do Norte”, dizia a publicação, que depois foi apagada. A campanha de Flávio pediu a prisão dele.

Embora o erro da GloboNews não tenha citado o nome do candidato, um dos posts indicados pela campanha de Flávio como tendo a maior visibilidade atrelava o senador à informação errada do canal.

Com mais de 2 milhões de visualizações em menos de 24 horas, o post do usuário @vitor_dlucca compartilhava parcialmente a informação da GloboNews e dizia ser um “absurdo o que estes bolsonaristas estão tentando fazer”.

Catorze minutos depois, o usuário @CarlosPortoRJ escreveu: “Eu custei a acreditar que Flávio Bolsonaro vai tirar Nossa senhora aparecida como padroeira do Brasil. Mas acabou de sair na GloboNews essa notícia. Isso é algo tão grave e sem precedentes. É o maior ataque aos católicos do Brasil”. O post teve mais de 2,4 milhões de visualizações.

Em seguida, o assunto foi tracionado por um dos militantes mais ativos da rede governista. O monitoramento da campanha de Flávio Bolsonaro detectou que Lázaro Rosa fez 12 publicações com informações distorcidas, mesmo após os desmentidos.

“Rapaz, que absurdo é esse? Grupo de evangélicos quer, através de um projeto de lei, tirar a Nossa Senhora da Aparecida como padroeira do Brasil. Não duvido desse projeto ser aprovado em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, candidato apoiado por eles”, escreveu.

O projeto de lei em questão está arquivado há quase 20 anos. O texto foi apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal mato-grossense Victório Galli, filiado à época ao MDB.

A proposta pretendia alterar trechos da lei que criou o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado em 12 de outubro. Uma das mudanças seria trocar a expressão “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

O projeto foi arquivado em agosto de 2008, por recomendação do relator do texto na Comissão de Educação e Cultura, o então deputado Átila Lira. Segundo o parlamentar, a alteração pretendida pelo colega tinha “total falta de amparo constitucional”.

Na tarde do dia 24, o próprio perfil “Dilma Bolada”, criado por Jeferson Monteiro, publicou uma imagem na qual Flávio Bolsonaro era uma serpente que tinha a cabeça pisada por uma santa. A equipe do candidato do PL listou 29 perfis como disseminadoras da informação falsa.

O perfil Dilma Bolada se notabilizou nos idos de 2013 fazendo uma sátira positiva da então presidente Dilma Rousseff (PT). Na campanha de 2014, a página atuou pela reeleição da petista.

Em seu acordo de delação premiada, Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, afirmou que pagou R$ 200 mil a Jeferson Monteiro via caixa 2. Ele negou a informação e Dilma, na época, afirmou que o casal prestou falso testemunho.

No início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o publicitário ganhou um cargo na Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foi demitido em agosto de 2023, após cinco meses nomeado, depois de fazer uma viagem particular para a Europa sem estar em férias.


Por Vinícius Valfré/Folhapress

Avaliação negativa do Supremo sobe para 47% e bate recorde, mostra pesquisa Datafolha

Entre eleitores de Lula, 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro

A avaliação negativa do trabalho dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) passou de 40% em maio deste ano para 47% atualmente e atingiu seu índice mais alto na série histórica iniciada em 2019, mostra novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado neste sábado (26).

A avaliação positiva do desempenho da corte é de 18%, mesmo patamar de dezembro de 2019, até então o índice mais baixo registrado. Há ainda 31% que consideram o trabalho do STF regular, e 4% não opinaram.

Entre eleitores de Lula (PT), 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação negativa, o padrão se inverte: 69% dos eleitores de Flávio consideram o trabalho ruim ou péssimo, ante 24% dos eleitores de Lula.

A pesquisa, contratada pela Folha de São Paulo e Rede Globo, foi realizada de terça (22) a quarta (23) com 2.002 eleitores por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Os dados constam no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O número de registro é BR-00304/2026.

O Datafolha também consultou os eleitores sobre seis possíveis condutas de ministros do STF durante o exercício do cargo, se seriam aceitáveis ou inaceitáveis. A mais rejeitada entre elas é um ministro julgar processos de pessoa cujo advogado seja seu parente, considerada inaceitável por 88%
do eleitorado.

Em patamar similar, 85% veem como inaceitável um ministro aceitar convites para eventos pagos por empresas com ações no tribunal.

Tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos a presidente durante o período eleitoral é uma prática inaceitável para 82%.

As práticas menos rejeitadas, ainda que recebam rejeição da maioria, são um ministro ser sócio de empresa privada durante o exercício do cargo (78%), receber pagamentos por palestras de empresas privadas (78%) e dar entrevistas ou opiniões públicas sobre processos em julgamento (71%).

A maioria do eleitorado brasileiro é favorável à aprovação de um código de ética específico para ministros do STF, mostra a pesquisa.

De acordo com o levantamento, 45% aprovam a ideia (23% são totalmente a favor, e 23% em parte), ante 33% de brasileiros que se opõem a ela (18% se dizem totalmente contra, e 15% em parte). Afirmam não ser nem a favor, nem contra 5%. Não sabem 17%.

A elaboração de um código de ética para ministros do STF é uma das bandeiras de Edson Fachin na presidência do tribunal. O objetivo é enfrentar conflitos de interesse, consolidar normas de conduta, ampliar a transparência e construir consenso no colegiado. Em fevereiro, o ministro anunciou a colega Cármen Lúcia como relatora da proposta. A ideia, no entanto, sofreu resistência interna na corte e chegou a dividir até mesmo os que eram favoráveis a ela.

O projeto ganhou tração após revelações de elos de ministros da corte com o escândalo do Banco Master. Vieram a público revelações envolvendo o resort Tayayá e o ministro Dias Toffoli, então relator das investigações do Master no Supremo, e o contrato milionário da esposa de Alexandre de Moraes com a instituição financeira.

Neste mês, o plenário do Supremo ensaiou uma análise de relatório da Polícia Federal com diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, com Moraes. A sessão poderia decidir sobre a abertura de uma investigação contra o ministro.

O debate, porém, foi interrompido por uma questão de ordem levantada por Gilmar Mendes sobre o rito a ser seguido e depois suspenso por um pedido de vista de Flávio Dino.

Relatórios recentes da Polícia Federal e do CNJ também ligam o ministro Kassio Nunes Marques a articulações para beneficiar Daniel Vorcaro em decisões sobre dívidas judiciais federais bilionárias. O suposto esquema atenderia tanto o Master com cálculos que inflacionam precatórios que o banco havia adquirido de usinas credoras da União, quanto escritórios de advocacia que atuavam no caso. Mensagens do celular de Vorcaro utilizavam a codificação "Turma do KN" para se referir a um núcleo de influência próximo ao ministro.

O ministro André Mendonça também figura entre os magistrados citados nas mensagens do celular de Vorcaro. O banqueiro mencionou ter participado de uma reunião com o ministro para tratar de interesses de sua instituição financeira. Mendonça afirmou que o encontro ocorreu em caráter oficial, em seu gabinete, tratando-se de uma audiência formal, como é comum no Judiciário.

O Datafolha perguntou se os entrevistados estavam a par das suspeitas ligando ministros do STF ao caso Master: 77% disseram que sim e 23% que não.

Aos que disseram ter conhecimento sobre as suspeitas, o Datafolha perguntou se o entrevistado acredita que há mesmo envolvimento de ministros: 68% responderam que sim, 2% que não e 7% não souberam responder.

Para 33% dos brasileiros, a atuação dos ministros da mais alta corte brasileira mais prejudica do que beneficia a candidatura de Flávio Bolsonaro. Outros 23% afirmaram que o presidente Lula é mais prejudicado do que beneficiado pelo STF.

Por Arthur Guimarães de Oliveira/Clayton Castelani/Folhapress

Roberta Roma passa por cateterismo após sofrer infarto durante agenda de campanha em Cruz das Almas

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
A deputada federal e candidata à reeleição Roberta Roma (PL) sofreu um infarto neste sábado (26) e passou por um cateterismo. Segundo a assessoria da parlamentar, ela está estável e permanece internada na UTI do Hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador.

O exame não identificou lesões importantes nas artérias coronárias. A equipe médica investiga a possibilidade de síndrome de Takotsubo, conhecida como “síndrome do coração partido”.

Roberta passou mal na manhã deste sábado, quando se preparava para cumprir uma agenda de campanha em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano. Ela foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade e, posteriormente, transferida para Salvador.

De acordo com a assessoria, a deputada segue sob os cuidados do clínico-geral Silvestre Sobrinho e do cardiologista Adriano Martins, chefe da UTI.

Por Redação/Politica Livre

25 setembro, 2026

PF, PM/PR e PM/SC atuam no combate ao contrabando em Santa Catarina

Ação localizou 200 medicamentos emagrecedoras irregulares e 450 cigarros eletrônicos na região de fronteira entre Brasil e Argentina
Dionísio Cerqueira/SC. A Polícia Federal apreendeu, no interior do município de Flor da Serra do Sul/PR, um veículo com mercadorias de origem estrangeira introduzidas irregularmente em território nacional. A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PM/PR) e da Polícia Militar de Santa Catarina (PM/SC).

Após informações acerca de um veículo suspeito, foram realizadas diligências e apreendidos 200 canetas emagrecedoras e 450 cigarros eletrônicos, mercadorias cuja entrada e comercialização estão sujeitas à fiscalização e ao controle dos órgãos competentes.

Após os procedimentos de praxe, o veículo e toda a carga apreendida foram encaminhados à Receita Federal, para a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis.

Comunicação da Polícia Federal em Santa Catarina

PF prende duas pessoas por posse de moeda falsa em Peruíbe/SP

                                      Ação apreendeu R$ 17,8 mil em cédulas falsas

Santos/SP. A Polícia Federal prendeu em flagrante dois homens, nesta sexta-feira (25/9), após apreender R$ 17.800 em cédulas falsas que estavam em posse dos suspeitos.

Durante abordagem em Peruíbe/SP, os policiais localizaram o dinheiro no automóvel. Diante das características que indicavam possível falsificação, as cédulas foram submetidas a uma verificação preliminar.

Na Delegacia de Polícia Federal em Santos/SP, foi constatado que diversas cédulas apresentavam numeração de série repetida, confirmando os indícios de falsidade.

Os suspeitos poderão responder, em tese, pelo crime de moeda falsa. Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, eles foram encaminhados para audiência de custódia e permanecem à disposição da Justiça Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santos

PF combate armazenamento de cenas de abuso sexual infantojuvenil

Foto: Divulgação/PF
Pelotas/RS. A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (25/9), um mandado de busca e apreensão no município de Pelotas, no âmbito de investigação sobre possível armazenamento de cenas de abuso sexual infantojuvenil.

O inquérito foi instaurado a partir de indícios de que um homem estaria armazenando arquivos com esse tipo de conteúdo. A partir das diligências realizadas pela Polícia Federal, o suspeito foi identificado e tornou-se alvo da medida judicial.

Alerta
A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de orientar e acompanhar as atividades de crianças e adolescentes nos ambientes virtual e físico, contribuindo para a prevenção de situações de abuso e exploração sexual. A conscientização e a vigilância são fundamentais para garantir a segurança e a proteção de crianças e adolescentes.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pelotas

PF combate impedimento ilegal de realização de evento político em Manaus/AM

Ação conjunta com o BOPE cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre atuação de grupo criminoso em intimidação e constrangimento contra candidatos e apoiadores durante o período eleitoral
Foto: Divulgação/PF
Manaus/AM. A Polícia Federal, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) cumpriu, nessa quinta-feira (24/9), mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um suspeito de participar em uma ação criminosa para impedir a realização de um evento político na capital.

Segundo as investigações, integrantes de uma organização criminosa estariam promovendo intimidação e constrangimento contra candidatos e apoiadores durante o período eleitoral.

As diligências têm como objetivo assegurar a aplicação da lei penal, cessar a atividade criminosa investigada e aprofundar a coleta de provas relacionadas aos fatos apurados, incluindo a identificação de possíveis coautores e partícipes.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas

PF investiga esquema de desvio de recursos públicos em Minas Gerais

Ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão no âmbito de investigação sobre superfaturamento de valores em ações judiciais para a compra de medicamentos de alto custo pelo SUS
Foto: Divulgação/PF
Juiz de Fora/MG. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (25/9), a Operação Alto Custo, com o objetivo de investigar uma suposta organização criminosa envolvida em um esquema de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nos municípios mineiros de Nova Lima e São João del-Rei. As medidas têm como finalidade reunir elementos que possam esclarecer a atuação dos investigados e identificar a eventual participação de outras pessoas e empresas no esquema. Durante a diligência, foram apreendidos aparelhos de telefone celular e documentos.

As investigações apontam para a possível utilização de ações judiciais visando à obtenção de medicamentos custeados pelo poder público. Segundo os elementos já reunidos, os investigados teriam apresentado, de forma reiterada, orçamentos com valores supostamente superfaturados dos medicamentos pleiteados judicialmente.

Os orçamentos apresentados seriam provenientes de empresas também alvo das medidas, o que levantou suspeitas sobre uma possível atuação coordenada entre os envolvidos para elevar artificialmente os valores dos medicamentos e, consequentemente, aumentar os recursos públicos destinados à aquisição.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

PF combate o descaminho na região de Guaíra/PR

Foto: Divulgação/PF
Guaíra/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (25/9), a Operação Texugo-do-Mel, com o objetivo de combater a prática de descaminho na região. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no município de Mariluz/PR.

A investigação teve início após a apreensão de mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no país, decorrente da apreensão de 108 volumes de encomendas postais contendo mercadorias estrangeiras desacompanhadas de documentação comprobatória de regular importação.

Durante as diligências, foram apreendidos dispositivos de armazenamento de dados, que serão analisados.

Comunicação Social da Polícia Federal em Guaíra

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