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22 setembro, 2026

Militares e servidores acusam empresa de cobrança abusiva em consignado

Segundo decisões na Justiça, a companhia teria cobrado taxa referente a clube de benefícios sem anuência dos clientes
Foto: Divulgação/Arquivo
Conhecida por soluções de crédito consignado para militares do Exército e servidores públicos, a gestora do sul Larca Capital tem sofrido na Justiça processos por cobrança indevida de uma taxa referente a seu clube de benefícios na concessão de empréstimo a esse público.

Segundo ações judiciais em diferentes comarcas do país, a Larca Promotora, empresa do grupo, disse a clientes que solicitaram empréstimo consignado junto à companhia que estes haviam ganhado gratuitamente os benefícios, entre eles serviços de telemedicina, além de descontos e cashback em lojas físicas. No entanto, descontos feitos no depósito do crédito correspondiam exatamente à adesão ao chamado "Clube Larca".

Em um dos processos, que foi aberto em Roraima e no qual a Larca foi condenada a pagar indenização de R$ 2.000 mais a restituição em dobro do valor debitado pelo clube de benefícios, o contrato principal previa a liberação de R$ 4.885,35, mas o cliente recebeu R$ 4.278,98. A diferença de R$ 606,37, segundo a ação judicial, corresponde exatamente à taxa de adesão ao clube de benefícios.

O cliente disse no processo que, quando percebeu o desconto, tentou devolver, por meio de Pix, o crédito à empresa, mas esta estornou o valor e o impediu de desistir do empréstimo.

A juíza Bruna Guimarães Bezerra Fialho julgou que a prática configura violação ao direito de arrependimento, algo previsto no Código de Defesa do Consumidor. Ela também afirmou que a cobrança foi indevida e baseada na informação falsa de que os benefícios eram gratuitos.

A magistrada falou ainda em abusos no ato da contratação do crédito consignado e disse que a empresa realizou uma venda casada, prática que condiciona a oferta de um serviço ou produto a outro contratado, e que desrespeita o código do consumidor.

Em outro processo, que ainda corre no Tribunal de Justiça do Amazonas em fase de recurso, o juiz Alexandre Henrique Novaes de Araújo disse que a oferta de produto ou serviço sem prévia e expressa solicitação do consumidor é prática comercial abusiva, algo que se encaixa nesse caso. O magistrado condenou a Larca a indenizar em R$ 3.000 a cliente por danos morais, além de devolver em dobro os descontos referentes ao clube de benefícios.

Um terceiro processo, na Justiça do Rio Grande do Sul mostra que um cliente solicitou empréstimo consignado de R$ 4.370,97, mas recebeu R$ 1.529,85. Segundo a ação judicial, o desconto não autorizado de R$ 2.840,80 era referente à adesão ao clube de benefícios. O cliente alegou que recusou o serviço, mas que foi induzido a erro quando a empresa garantiu que não haveria custos adicionais pelos benefícios. O autor da ação disse ainda que tentou solucionar o problema por meio administrativo, mas que não conseguiu.

Nos processos, abertos entre meados de 2025 e este ano, a Larca argumentou que houve assinatura eletrônica dos clientes como prova de adesão ao clube de benefícios e que, por isso, a operação foi regular. Em algumas ações também disse que atuou apenas como correspondente bancário da QI Sociedade de Crédito Direto, e que esta é que teria feito o pagamento final aos clientes.

Em áudios enviados à Justiça, porém, funcionários da Larca aparecem dizendo aos clientes de crédito consignado que o clube de benefícios não traria nenhum custo adicional dentro da operação, algo que, segundo o juiz Marcelo Malizia Cabral, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, foi enganoso e que induziu ao erro.

O magistrado também afirmou que a cláusula contratual que prevê o "Clube Larca" estabelece sua natureza "adicional e facultativa", mas a abordagem da empresa vinculou a aceitação do clube à operação principal de crédito consignado, "assegurando falsamente a ausência de custos". O juiz disse que isso caracteriza a prática de venda casada.

Consultada, a empresa disse à coluna que os seis processos na Justiça que tratam diretamente de descontos indevidos relacionados ao clube de benefícios são isolados, reafirmando a "legitimidade de sua operação e a solidez de seus processos de contratação".

Em manifestação enviada à coluna, a Larca afirmou que realiza atualmente mais de 5.000 novas contratações de crédito consignado por mês em todo o território nacional, o que representa aproximadamente 60.000 operações por ano. "Trata-se de uma operação de escala relevante e consolidada, construída sobre processos de contratação criteriosos e sobre o relacionamento de confiança com milhares de consumidores em todo o país."

Segundo a empresa, todas as contratações intermediadas pela Larca Promotora, incluindo a adesão ao Clube Larca, são precedidas de confirmação por vídeo e áudio. "A adesão ao Clube Larca é sempre facultativa e devidamente informada, com previsão clara das condições contratuais, e constitui produto autônomo em relação ao crédito consignado propriamente dito", afirmou em nota.

A Larca Promotora disse ainda que identificou 22 ações judiciais em todo o Brasil envolvendo a empresa e que, desse total, apenas sete tratam de descontos em operação de crédito consignado, o que corresponde a aproximadamente 0,01% do volume anual de operações da empresa, ou cerca de um a cada 8.500 contratações realizadas.

"Trata-se, portanto, de uma volumetria irrisória, que evidencia a exceção, e não a regra, na totalidade da operação da Larca Promotora", completou.

Além dos processos judiciais, a reportagem encontrou 18 reclamações recentes no "Reclame Aqui" sobre descontos indevidos na concessão de crédito consignado referentes ao clube de benefícios.

No fim do ano passado, a Larca Capital concluiu a liquidação de seu primeiro Fidc (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), voltado a operações de crédito consignado. O volume total da transação foi de R$ 300 milhões. Na época, a empresa estava completando dois anos e três meses de atuação em consignado.

Por Stéfanie Rigamonti, Folhapress

Flávio repete críticas ao governo federal, Lula compara gestões e Caiado destaca ações em Goiás

O candidatos à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD)
Foto: Divulgação/Arquivo
Na propaganda eleitoral exibida nesta terça-feira (22), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a concentrar o discurso em propostas para segurança pública, redução de impostos e juros, além de críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista, por sua vez, explorou medidas de apelo popular e reforçou a comparação entre seu governo e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Já Ronaldo Caiado (PSD) utilizou um trecho de sua participação no podcast Flow para apresentar sua trajetória e destacar ações realizadas em Goiás.

Flávio retomou temas já apresentados em programas anteriores, como o combate à criminalidade, a redução da maioridade penal, o bloqueio de celulares em presídios e a redução de impostos. O candidato também voltou a relacionar o endividamento da população aos juros e às contas das estatais.

Na abertura do programa, Flávio acusou Lula de utilizar a propaganda para atacá-lo e afirmou que não pretende responder da mesma forma. “Na minha parte você nunca viu jogo baixo, e nunca vai ver também.”

O candidato também associou o custo de vida à atuação do governo federal e afirmou que pretende reduzir impostos e despesas públicas. Entre as propostas apresentadas, citou a construção de cinco presídios federais de segurança máxima no primeiro ano de governo, o bloqueio de celulares de lideranças criminosas e o aumento da pena para furto de celulares.

Na área econômica, Flávio prometeu um “tesouraço” nos impostos e disse que pretende reduzir desperdícios e combater o déficit das estatais. Segundo ele, a redução da dívida pública levaria à queda dos juros e, consequentemente, das dívidas das famílias.

Já a inserção de Lula apostou na comparação do Brasil antes e depois da sua gestão. A expressão “antes do Lula, depois do Lula” foi repetida diversas vezes ao longo da propaganda. A peça também destacou propostas como o fim da escala 6x1, a ampliação do Pé-de-Meia, a redução de impostos sobre alimentos da cesta básica e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.

Lula também afirmou que seu governo recuperou o poder de compra da população e apresentou indicadores relacionados ao salário mínimo, desemprego e preços dos combustíveis.

“Lula começou o trabalho de trazer de volta o poder de compra das pessoas”, disse. Ao abordar a gestão Bolsonaro, o programa afirmou que houve aumento dos preços dos alimentos e criticou medidas de desestatização no setor de combustíveis. A propaganda também exibiu depoimentos de eleitores contrários ao retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, numa crítica clara a seu filho Flávio.

Na área tributária, Lula voltou a destacar a reforma tributária e medidas direcionadas à população de menor renda. A propaganda também mencionou o cashback de impostos sobre contas de luz e gás.

Com um tempo mais curto, Ronaldo Caiado reproduziu um trecho de sua participação no podcast Flow. Na conversa, o candidato falou de sua trajetória pessoal e política e destacou resultados atribuídos à sua administração em Goiás.

Caiado relatou medidas adotadas no sistema penitenciário goiano, especialmente o isolamento de lideranças criminosas, e também apresentou iniciativas na educação e na área de saúde.

Por Carine Andrade, Política Livre

Angelo Coronel diz que Wagner iniciou “fritura” e lamenta fim de amizade de 39 anos com Otto Alencar

Foto: Reprodução
O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou, durante sabatina nesta terça-feira (22), na Rádio Sociedade, que o senador Jaques Wagner (PT) foi o responsável por iniciar o processo que culminou em sua retirada da chapa governista para as eleições de 2026. Coronel também lamentou o rompimento da amizade de 39 anos com o senador Otto Alencar (PSD), seu compadre e antigo aliado político.

Em tom emocionado, Coronel afirmou que a saída da chapa teve como consequência o afastamento de Otto e atribuiu ao PT a ruptura entre os dois.

“Aos operadores de mídia, pediria que não me fizesse mais essa pergunta, porque isso me deixa muito emocionado. Quando a gente tem uma amizade de 39 anos e ela é ceifada, ela é cortada, simplesmente, talvez por um capricho do PT que me tirou essa amizade”, afirmou.

O senador disse ainda acreditar que Otto também tenha sido afetado pelo rompimento. “Tenho certeza que o coração de Otto Alencar também está ferido, está sangrando com esse grande feito que, para mim, é o mal feito que o PT fez com a gente”, declarou.

Coronel também classificou como uma “punhalada pelas costas” a forma como tomou conhecimento de que seria retirado da composição governista. Segundo ele, a decisão foi articulada enquanto estava fora da Bahia e chegou ao seu conhecimento por meio da imprensa.

“Me apunhalaram pelas costas fora da Bahia. Nem na Bahia eu estava. Recebi pelas emissoras de rádio. Apunhalada pelas costas”, contou.

Segundo Coronel, as conversas sobre a formação da chapa teriam avançado sem que ele fosse informado. Ele comparou a situação ao episódio envolvendo o ex-vice-governador João Leão (PP), que também deixou a base governista e passou a integrar o grupo de oposição.

“Porque a partir do momento que você está conversando, como estamos aqui agora, tudo acertado, e você pega, viaja e lá fora da Bahia, estava até fora do Brasil, e já estavam planejando fazer essa punhalada nas minhas costas”, disse.

O senador ainda culpou o cacique do PT, Jaques Wagner: “Mas o artista que iniciou esse processo de fritura de Angelo Coronel chama-se o meu colega, senador Jaques Wagner”, frisou.

Por Carine Andrade, Política Livre

Deltan Dallagnol terá novo julgamento no TRE-PR após TSE manter campanha ao Senado suspensa

Foto: Bruno Spada Câmara dos Deputados/Arquivo
Com sua campanha ao Senado pelo Paraná suspensa, o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) terá o registro de candidatura novamente analisado pela Justiça Eleitoral nesta quarta-feira, 23. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) julgará um recurso apresentado pela coligação do PT contra a decisão que autorizou a candidatura. O caso está no item 23 da pauta da sessão, marcada para as 14h.

A análise no TRE-PR ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter, nesta segunda-feira, 21, a suspensão dos atos de campanha de Dallagnol. A medida havia sido determinada em caráter liminar no sábado, 19, pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. Os dois processos tramitam paralelamente: enquanto o tribunal paranaense discutirá a validade do registro, o TSE manteve, por ora, a interrupção das atividades de campanha.

Em nota, Deltan Dallagnol afirma que as provas estão nos autos e já fundamentaram o reconhecimento da elegibilidade no Paraná, "o TSE tem o dever de examiná-las e ouvir minha defesa. Contraditório e ampla defesa são garantias constitucionais e precisam ser respeitados pela própria Justiça Eleitoral. Confio que, com essas garantias asseguradas, teremos no TSE o mesmo reconhecimento obtido no Paraná, preservando o direito dos paranaenses de escolher seus representantes", destacou Deltan.

A defesa de Deltan ressalta que a liminar que suspendeu os atos de campanha foram concedidas em 'processo sigiloso', "os advogados não tiveram acesso aos autos ou oportunidade de se manifestar antes da decisão e da formação de maioria por sua manutenção. Segundo a defesa, essa falta de acesso também impediu a apresentação prévia de pedido de suspeição do ministro Dias Toffoli", afirmou a nota.

A suspensão determinada pelo TSE teve origem em recurso apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT e PDT, entre outros partidos. Na decisão, Floriano de Azevedo apontou indícios de que o TRE-PR teria contrariado entendimento anterior do TSE ao manter a candidatura de Dallagnol em 9 de setembro. Na ocasião, a Corte paranaense acolheu, por 4 votos a 3, recurso do candidato e permitiu o registro da candidatura.

Entenda o caso

O questionamento sobre a candidatura está relacionado a uma decisão do TSE de 2023. Naquele ano, a Corte considerou que Dallagnol havia pedido exoneração antecipada do cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF) para evitar ser alvo de procedimentos disciplinares.

Após o julgamento desta quarta-feira, caso o TRE-PR mantenha novamente o registro da candidatura, um eventual recurso contra a decisão poderá ser encaminhado ao TSE ainda até o fim da semana.

Por Fabrícia Braga, Estadão Conteúdo

EUA rejeitam pedido da China para participar com Brasil de consultas na OMC sobre tarifas Por Nathalia Garcia, FOlhapress

Governo Lula (PT) fará questionamentos aos americanos sobre tarifaço na próxima sexta-feira (25)
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
Os Estados Unidos rejeitaram o pedido da China para participar em conjunto com o Brasil das consultas na OMC (Organização Mundial do Comércio). Na próxima sexta-feira (25), o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionará a gestão de Donald Trump sobre as tarifas impostas ao Brasil, que chegam a 37,5% para alguns setores.

A posição dos EUA já era esperada por autoridades brasileiras, que veem a reunião em Genebra, na Suíça, como protocolar e não têm expectativa de que seja encontrada uma solução para o conflito comercial. As consultas representam a primeira etapa do processo de solução de controvérsias da OMC.

Em documento enviado à OMC, os americanos disseram que a solicitação de consultas apresentada pelo Brasil "não diz respeito a quaisquer atos, políticas ou práticas da China, tampouco a quaisquer tarifas impostas a produtos originários da China."

Os Estados Unidos disseram não considerar procedente a alegação da China sobre ter interesse comercial substancial nessas consultas. Portanto, recusaram o pedido de Pequim feito no dia 6 de agosto.

Pelas regras da OMC, os países envolvidos nas consultas —no caso, Brasil e EUA— precisariam autorizar a participação de um terceiro membro.

A gestão Lula protocolou a ação na organização internacional no dia 27 de julho. O principal argumento do governo brasileiro é que o tarifaço desrespeita normas da entidade e anula princípios que devem ser aplicados a todos os países, segundo as regras internacionais do comércio.

O Brasil contesta tanto uma sobretaxa de 25%, por supostas práticas comerciais injustas, como uma tarifa de 12,5%, aplicada com base em apuração sobre supostas falhas no combate à importação de produtos feitos com uso de trabalho forçado.

O pedido de consultas é a primeira etapa do processo na OMC. No Palácio do Planalto, recorrer à organização é visto como um gesto simbólico importante para marcar posição do Brasil em defesa do sistema multilateral de solução de disputas comerciais.

Se as consultas não resolverem a disputa, o demandante –no caso o Brasil– pode pedir a instauração de uma segunda etapa: um painel.

As partes formam os painéis com três membros, escolhidos em comum acordo. Os dois países apresentam petições escritas e participam de audiências. O painel emite um relatório sobre as medidas em contestação e sua compatibilidade com acordos da organização.

O prazo teórico para a apresentação desse relatório é de até seis meses, prorrogáveis por mais três. Na prática, a fase de painel tem durado cerca de 12 meses —a não ser em casos de maior complexidade, que podem se arrastar por até cinco anos.

Há possibilidade de recurso para o país derrotado, dando início a uma terceira e última etapa: uma contestação no Órgão de Apelação. O colegiado pode manter, modificar ou reverter as conclusões de um painel, e a decisão é de implementação obrigatória pelos países-membros. O problema é que essa última instância está paralisada desde 2019.

No ano passado, o Brasil protocolou na OMC uma primeira ação contra os EUA por causa do tarifaço de 40% aplicado sob a justificativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava submetido a uma "caça às bruxas".

Cerca de duas semanas depois, o governo de Donald Trump aceitou o pedido de consultas feito pelo Brasil, mas afirmou que as queixas apresentadas pelo Itamaraty eram temas de segurança nacional e, portanto, não estavam sujeitas à revisão da entidade.

Essas tarifas foram declaradas ilegais pela Suprema Corte americana. Na ocasião, as delegações brasileira e americana na OMC chegaram a realizar reuniões sobre o tema.

Por Nathalia Garcia, FOlhapress

Caiado critica fala de Lula na ONU sobre combate à corrupção

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo
O candidato do PSD à Presidência Ronaldo Caiado criticou nesta terça-feira, 22, a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de que o combate à corrupção continuará "implacável, doa a quem doer".

"Ouvi o Lula dizer na ONU que o combate à corrupção será implacável e que ninguém está acima da lei. Só faltou explicar por que até hoje ninguém pagou pelo escândalo dos aposentados", escreveu Caiado.

O chamado escândalo dos aposentados refere-se a uma investigação da Polícia Federal sobre descontos de mensalidades associativas sem autorização em benefícios do INSS. Segundo a PF, o esquema pode ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Na publicação, Caiado também fez referência ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, investigado pela PF, ao lado de Roberta Luchsinger, em apurações sobre suspeita de tráfico de influência para favorecer empresas junto a órgãos federais. Até o momento, as investigações não apontaram se contratos chegaram a ser firmados com o poder público.

Além disso, o candidato citou o senador Jaques Wagner (PT-BA). Relatório da PF tornado público após a quebra de sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master apontou indícios de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o senador e executivos da instituição.

O candidato questionou ainda um suposto "encontro secreto com o Vorcaro no Planalto". Daniel Vorcaro esteve no Palácio do Planalto ao menos quatro vezes entre 2023 e 2024 em compromissos fora da agenda pública. O governo afirmou que, em três dessas ocasiões, o banqueiro não foi recebido por Lula nem por ministros.

"Discurso em Nova York é fácil, o difícil é devolver o dinheiro do povo e punir os culpados. Esse modus operandi do PT nunca muda!", concluiu Caiado.

Por Victor Ohana e Gabriel Gonçalves, especial para a AE

21 setembro, 2026

Jornalista e candidata a governo regional é assassinada a tiros no Peru

Foto: Reprodução/Instagram @chinapolo_dominical
A jornalista e candidata às eleições regionais do Peru, Susy Aponte, de 44 anos, foi assassinada a tiros no sábado (19) durante um ato de campanha em um mercado no distrito de Caraz, na região de Áncash.

Segundo informações da AFP, divulgadas pelo UOL, a postulante ao governo regional percorria o local acompanhada de simpatizantes quando foi atacada. A ação deixou outras cinco pessoas feridas a tiros, que foram encaminhadas a um hospital regional. Um homem de nacionalidade venezuelana foi preso por suspeita de envolvimento no crime, de acordo com nota emitida pela Polícia Nacional do Peru.

Além da atuação política com vistas ao pleito marcado para 4 de outubro, a vítima mantinha o portal de notícias "China Polo Dominical", espaço em que publicava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção policial. Dias antes do ataque, Aponte havia relatado nas redes sociais o recebimento de ameaças originadas do sistema penitenciário.

O Conselho da Imprensa Peruana manifestou-se cobrando apuração rigorosa sobre a motivação do homicídio e destacando a necessidade de esclarecimento dos fatos. Conforme dados policiais, o Peru registrou o assassinato de quatro jornalistas ao longo de 2025.

Por: Redação/Bahia noticias

Turista holandesa denuncia estupro após ficar inconsciente na Praia do Porto da Barra, em Salvador

Foto: Reprodução TV Bahia
Uma turista holandesa denunciou ter sido vítima de estupro na Praia do Porto da Barra, em Salvador, neste final de semana. O suspeito de cometer o crime foi preso em flagrante, neste domingo (21) pela Polícia Civil (PC-BA)  A mulher denunciou que o estupro teria ocorrido após ficar desnorteada, quando estava acompanhada de sua irmã, também holandesa.

De acordo com informações da TV Bahia, a turista deixou o local sem ter consciência do que estava acontecendo. Em relato à polícia, a vítima afirmou que suspeita de ter sido dopada, após o homem colocar alguma substância em sua bebida. Ela ficou inconsciente e sem se lembrar ao certo do que ocorreu. A holandesa disse que se recorda de ter levado um soco no rosto e que foi obrigada a ter relação sexual com o suspeito.

Já o homem confessou que teve a relação com a turista, só que de "forma consensual." No entanto, a Polícia Civil (PC-BA) explicou que os elementos reunidos durante a investigação apontam em sentido contrário à versão apresentada pelo suspeito.

Após a denúncia da vítima, equipes da Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) fizeram buscas para localizar o homem. Ele foi capturado em flagrante e encaminhado para a Delegacia dos Barris, onde o caso foi registrado. Já a turista foi acolhida pela equipe da Deltur (PC-BA), passou por exames periciais e foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris.

Por Bahia Noticias

Alvo de operação, coordenador da Sefaz-BA volta a ser preso após receber alta em tratamento psiquiátrico; entenda segunda-feira,

Foto: Reprodução Redes Sociais
O auditor fiscal da Secretaria de Fazenda da Bahia (Sefaz-BA, Olavo José Gouveia Olivia, antigo coordenador de fiscalização de petróleo e combustíveis do Estado, voltou a ser preso na última semana, em Salvador, após passar por um tratamento em uma clínica psiquiátrica da capital baiana.

No mês de maio, Olavo foi um dos alvos da Operação Khalas, deflagrada pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal da Bahia. A ação investiga uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis. Com isso, ele passou a responder por suposta atuação em organização criminosa, manipulação de dados sigilosos e interferência probatória.

Além disso, na mesma época, ele foi detido pelo crime de posse de arma ao ser encontrado durante a ação com uma pistola. Contudo, segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o Juízo da 2ª Vara das Garantias de Salvador homologou, no dia 22 de maio, a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares, entre elas o comparecimento bimestral em juízo e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização.

Foi ressaltado que essa soltura dizia respeito apenas ao crime de posse de arma e não interferia na ordem de prisão preventiva expedida por Feira de Santana nas outras suspeitas contra ele.

INTERNAÇÃO EM CLÍNICA

Após a decretação da prisão preventiva, Olavo foi internado no Hospital da Bahia e, posteriormente, na Clínica Holiste Psiquiatria. Não há informações exatas sobre a data de internação do suspeito, mas, um relatório do dia 31 de agosto apontava que Olavo apresentava um caso de “Episódio Depressivo Grave sem Sintomas Psicóticos e Transtorno de Ansiedade Generalizada”.

O relatório do médico assistente, André Barbosa Oliveira, diz: “Atesto, para os devidos fins, que o Sr. Olavo José Gouveia Oliva encontra-se internado em regime integral nesta instituição hospitalar, sob meus cuidados, em decorrência de quadro psiquiátrico grave, compatível com os diagnósticos de Episódio Depressivo Grave sem Sintomas Psicóticos e Transtorno de Ansiedade Generalizada”.

O auditor estava preso na clínica psiquiátrica na ocasião da prisão e, segundo os documentos anexados no âmbito do inquérito, o diretor clínico da unidade hospitalar, Dr. Luiz Fernando Silva Pedroso, atestou, no dia da prisão, que o acusado se encontrava em bom estado clínico geral e apto a permanecer sob custódia das autoridades policiais, concedendo-lhe alta médica.

DISPUTA JUDICIAL
Na ocasião da emissão do mandado de prisão, a Justiça requisitou relatórios médicos atualizados e pacificou o entendimento de que a internação particular não iria suspender nem revogar a ordem de prisão. Entretanto, no último dia 1º, o Ministro Sebastião Reis Júnior indeferiu o pedido liminar da defesa que buscava a prisão domiciliar humanitária, mantendo a prisão preventiva para garantia da ordem pública e da instrução criminal.

Depois disso, no último dia 4, a juíza Sebastiana Costa Bomfim e Silva determinou o cumprimento imediato da prisão preventiva na Clínica Holiste, exigindo avaliação por médico da rede pública para estabelecer as condições seguras de transferência dele para o Conjunto Penal de Feira de Santana.

Na ocorrência da prisão, no dia 11, ele foi encaminhado ao Instituo Médico Legal (IML) para passar por procedimentos e posteriormente à custódia, tendo a certidão de prisão anexada aos autos. Olavo chegou a passar por audiência de custódia na última segunda-feira (14), mas a prisão preventiva foi mantida.

Na ocasião, o judiciário baiano determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) ofertasse acompanhamento psiquiátrico, aplicasse protocolo de prevenção ao suicídio e fornecesse todos os medicamentos prescritos para o tratamento dele. Já no último dia 16, a defesa pleiteou a realização de perícia psiquiátrica oficial e o cumprimento da prisão na capital baiana, pedindo que ele ficasse preso em uma unidade da comarca da cidade. A juíza responsável pelo caso rejeitou os embargos de declaração, decidindo que a assistência médica necessária já estaria assegurada pela rede penitenciária e pública, e que o Olavo não tem direito subjetivo de escolher a comarca da custódia.

Em nota enviada ao BN, na manhã desta segunda-feira (21), o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) explicou que recebeu uma denúncia referente ao caso e que irá dar prosseguimento aos ritos da apuração de acordo com o previsto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), após a família de Olavo denunciar a clínica por conceder alta médica ao paciente.

PROCESSO DE DEMISSÃO
No dia 17 de julho uma reportagem do Bahia Notícias mostrou que a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) deu um passo decisivo para demitir e responsabilizar o ex-servidor. O processo foi anunciado em portaria publicada no Diário Oficial ainda nesta quinta-feira (15), com a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar formalmente a conduta do servidor.

Com a abertura do processo interno de demissão, novos detalhes sobre como o ex-coordenador agia por debaixo dos panos vieram à tona. O Bahia Notícias (BN) teve acesso ao procedimento do caso por meio de documento da Secretaria e despachos judiciais sobre o investigado.

FAMÍLIA CONTESTA ALTA
Uma denúncia atribuída a familiares de Olavo, trata sobre o recebimento de alta administrativa na Clínica Holiste. Segundo o relato, ele necessitava de internação intensiva, já que se “encontrava em processo de estabilização psicopatológica e apresentava alto risco de suicídio”.

O texto associado a família, ele possui diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertrigliceridemia, cirrose secundária à esteato-hepatite não alcoólica, hiperplasia prostática benigna e insônia. De acordo com o comunicado, no momento da alta, Olavo estaria em processo de estabilização psicopatológica e de ajuste terapêutico, “apresentando flutuação do humor e persistência de ideação suicida”.

A família considerou “preocupante” que ele recebesse alta em meio a ser um “paciente psiquiátrico vulnerável”, que ainda necessitava de cuidados intensivos, tenha recebido alta administrativa em meio a uma situação policial.

Atualizada às 11h24
Por Eduarda Pinto / Victor Hernandes

Operação Escudo das Marias: Homem é preso após descumprir 180 vezes medida protetiva segunda-feira, Por Redação

Imagem Ilustrativa: Divulgação / Ascom-PCBA
Um homem, de 59 anos, foi preso neste sábado (19), no bairro de Pirajá, em Salvador, por descumprimento de medida protetiva e ameaça contra a cunhada, de 60 anos. A investigação da Polícia Civil (PC-BA) aponta que o investigado desobedeceu determinações judiciais mais de 180 vezes.

Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Salvador (TJ-BA). O homem foi conduzido a uma unidade policial, onde foram adotadas as medidas cabíveis, e permanece à disposição do Poder Judiciário.

A ação de cumprimento do mandado, determinada no âmbito da Operação Escudo das Marias, foi realizada pelas equipes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Casa da Mulher Brasileira (Deam-CMB) e da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Periperi (Deam-Periperi).

Lula avalia debate antes do 1º turno e Flávio condiciona presença -Por Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia participar do debate entre presidenciáveis da TV Globo, marcado para 1º de outubro. A campanha petista ainda define a agenda das últimas semanas do primeiro turno e deixou os dias 30 de setembro e 1º de outubro sem compromissos, reservando o período para uma possível preparação para o encontro. A informação é da CNN.

Lula não participou dos debates realizados até agora. A estratégia vinha sendo evitar uma exposição em confrontos com candidatos de direita e centro-direita. Com a campanha reavaliando a estratégia e ampliando a exposição do presidente, a participação no debate da Globo passou a ser considerada.

A decisão também é acompanhada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo aliados, só pretende comparecer ao debate caso Lula esteja presente. Nesta semana, o presidente terá agendas no Rio de Janeiro, Nordeste e São Paulo. Para a reta final, estão previstas ainda caminhadas em Minas Gerais e São Paulo. 


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Segundo decisões na Justiça, a companhia teria cobrado taxa referente a clube de benefícios sem anuência dos clientes Foto: Divulgação/Arqui...