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06 outubro, 2026

PF combate extração ilegal de ouro em Tucumã/PA

Investigação apura exploração ilegal de ouro e possível redução à condição análoga a de escravidão
Foto: Polícia Federal
Redenção/PA. A Polícia Federal realizou, nessa segunda-feira (5/10), uma ação de combate ao garimpo ilegal no município paraense de Tucumã. A ação teve como objetivo interromper a exploração mineral irregular e coibir a prática de crimes ambientais em imóvel rural vizinho à Terra Indígena Kayapó.

Durante a diligência, as equipes encontraram o garimpo em atividade. Foram apreendidos duas escavadeiras hidráulicas, dois motores e dois celulares.

No local, foi identificado também um galpão utilizado como alojamento. As condições do local indicam que os trabalhadores eram mantidos em condições degradantes, o que pode caracterizar o crime de redução à condição análoga a de escravidão.

As informações obtidas poderão possibilitar a identificação do responsável pelo garimpo e do comprador do ouro extraído.

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará

PF apreende 43 kg de entorpecentes em Corumbá/MS

Foto: Divulgação/Polícia Federal
Corumbá/MS. A Polícia Federal apreendeu 42 kg de maconha e 1 kg de cocaína durante uma ação realizada, nessa sexta-feira (2/10), no município de Corumbá.

Durante a ação, os policiais localizaram embalagens contendo drogas que estavam sendo descarregadas de uma residência para um veículo. Três pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá para as providências cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul

PF prende homem por crime de moeda falsa mediante encomenda postal

Ação ocorreu no momento em que o suspeito recebia uma encomenda postal contendo cédulas falsas adquiridas por meio da internet
Londrina/PR. A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (6/10), um homem no momento em que recebia uma encomenda postal contendo cédulas falsas adquiridas por meio da internet. A ação ocorreu no município de Bandeirantes/PR.

A correspondência, endereçada ao investigado, continha seis cédulas falsificadas de R$ 100,00, totalizando R$ 600,00 em moeda falsa.

Após o recebimento da encomenda, o suspeito foi abordado e preso em flagrante pelo crime de introdução de moeda falsa em circulação. Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Londrina para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária.

Durante as diligências, também foram apreendidos o telefone celular do investigado e dois discos rígidos (HDs), que serão submetidos à perícia com o objetivo de aprofundar as investigações e de identificar possíveis envolvidos na prática criminosa.

O homem permanece à disposição da Justiça Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal em Londrina

Lula cogita tirar da Presidência indicação de ministros do STF, diz Edinho

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem questionado a competência do Poder Executivo de indicar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). À CNN, Edinho disse que o chefe do Executivo ponderou sobre a participação da sociedade na escolha de integrantes da Corte.

"Outro dia num dialogo comigo, ele [Lula] está querendo e vai ouvir outros juristas, evidente, mas é uma ideia que ele tem e ele quer ouvir mais gente para dar uma posição. Ele mesmo disse: 'Por que que é o presidente da República que tem que indicar ministro do Supremo? Por que que a sociedade civil não pode ser chamada para ela opinar na indicação de um ministro do Supremo? Por que que um presidente tem que ter tanto poder sobre um ministro do Supremo?'", disse Edinho.

O chefe petista afirmou que a ideia ainda é estudada e que Lula buscará ouvir a opinião de juristas. A lei prevê que a indicação de um ministro do STF é feita pelo presidente da República e é submetida à análise do Senado.

Edinho também afirmou que a atual crise interna no STF foi associada ao governo Lula. Segundo ele, a “sociedade entendeu que a crise do Judiciário é uma crise do governo”.

Por Informações da CNN

Centrão perde espaço para direita na Câmara, mas ainda será decisivo para governo

Os partidos que compõem o centrão (União Brasil, PP e Republicanos) saíram menores das urnas em 2026 diante do avanço do PL na Câmara dos Deputados, mas ainda serão decisivos para o futuro governo aprovar reformas mais ambiciosas ou mesmo projetos de lei mais simples.

O grupo tinha 140 deputados antes das eleições e passará para 128 na próxima legislatura. Outras siglas de centro que costumam dar apoio legislativo a governos de distintas ideologias, como PSD e MDB, também perderão cadeiras a partir de 2027.

Esses partidos priorizam a eleição para deputado federal porque é ela que define quanto cada sigla receberá do fundo partidário e do fundo eleitoral, além de vitaminar os partidos com tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio.

No Senado, a bancada do centrão ficou do mesmo tamanho, com 17 senadores, mas o perfil mudou, tendendo mais para o bolsonarismo. Nesta terça (6), União Brasil e PP devem declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência no segundo turno. O Republicanos ainda não decidiu se adere à campanha ou se permanece neutro, com parte de seus filiados votando em Lula (PT).

A federação entre União Brasil e PP, que hoje contabiliza 98 deputados federais, caiu para 87. O Republicanos do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), foi de 42 para 41.

Parlamentares ouvidos pela Folha afirmam que a direita se mostrou um rival importante nesta eleição, tomando cadeiras com o voto de opinião em municípios que antes eram dominados por políticos do centrão com base em emendas parlamentares, nas máquinas das prefeituras e entrega de programas sociais. A campanha foi focada nas redes sociais, o que dificultou antecipar esse cenário.

Apesar da diminuição, esse grupo de partidos continuará ditando os rumos do país e será o fiel da balança nas votações. Sem eles, PT ou PL não serão capazes de formar maioria para aprovar projetos de lei. O partido de Flávio terá 121 cadeiras na Câmara, que se somam às 10 do Novo na direita. As siglas de esquerda, como PT, PCdoB, PSOL e PSB, ficarão com 124 votos.

A adesão completa dos demais partidos ao novo governo garantiria com folga votos para alterar a Constituição. Em um governo Flávio Bolsonaro, seriam 389 deputados. Se Lula for o vencedor, seriam 382. Para aprovar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) são necessários 308 votos favoráveis.

Uma ressalva importante é que parte dos deputados eleitos do centrão tem um alinhamento maior com a direita (principalmente os eleitos pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste) ou a esquerda (os vitoriosos no Nordeste e Norte). Isso significa que uma fidelidade completa é um cenário improvável, principalmente se o vencedor for Lula.

Parte ou até mesmo todo o terreno perdido pode crescer com a adesão de deputados de partidos que não atingiram a cláusula de desempenho (regra que exige uma votação mínima pelo país para que a legenda continue a ter direito a propaganda eleitoral na TV e rádio e aos recursos do fundo partidário).

Ao todo, 34 deputados federais foram eleitos por essas legendas e, agora, poderão ir para outros partidos sem risco de perderem o mandato. PSOL/Rede, PRD/Solidariedade, PDT, Avante e o recém-criado Missão, de Renan Santos, não atingiram o mínimo exigido pela regra.

O PSD, partido de centro com tendência governista, também perdeu deputados. São 43 eleitos nas eleições deste ano contra 48 antes do pleito. A sigla defende que cresceu em relação à eleição de 2022, quando elegeu 2022, e que também obteve um maior número de governos estaduais desta vez.

O MDB, também de centro, perdeu dois parlamentares no total, com a bancada passando de 38 para 36 deputados. O grupo mais forte representa o Nordeste, com peso de quase 40% dos eleitos. É um grupo mais lulista, mas que também votou a favor das pautas do governo Jair Bolsonaro (PL).

No Senado, o PP perdeu dois senadores, passando de oito para seis. Entre os novos parlamentares está Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e identificado com o bolsonarismo.

No União Brasil, a bancada passou de três para cinco senadores, enquanto no Republicanos ela permaneceu estável, com seis senadores (e os eleitos reforçaram a tendência bolsonarista do partido no Senado, que destoa do grupo da Câmara, com maior adesão ao governo Lula).

O PSD teve a maior queda, com a bancada passando de 14 senadores para 5. Dos restantes, dois foram eleitos agora. Um é Lucas Barreto (AP), mais alinhado à direita, e o outro é Júlio César (PI), eleito com o nome de urna de Julim de Lula. A identificação com o presidente petista é recente —ele apoiava o governo Bolsonaro, mas prometeu na campanha seguir alinhado com as pautas da esquerda.

O MDB perdeu um senador, com a bancada saindo de nove para oito. Renan Calheiros (AL) não voltará ao Senado em 2027. Ele era um dos principais nomes de apoio ao presidente Lula nos partidos de centro. Entre os reeleitos, no entanto, está um grupo próximo ao presidente, como Eduardo Braga (AM), Veneziano Vital do Rêgo (PB), Marcelo Castro (PI) e Helder Barbalho (PA).
Por Lucas Marchesini e Raphael Di Cunto, Folhapress

Urnas frustram projeções para a Câmara e votação de medalhões fica abaixo do esperado na Bahia Por Política Livre

        Félix Mendonça Júnior (PDT) foi reeleito para a Câmara com pouco menos de 60 mi
As urnas trouxeram uma constatação para boa parte da classe política baiana nas eleições deste domingo (4): as contas feitas durante a campanha, em muitos casos, estavam superestimadas. Deputados que trabalhavam internamente com a expectativa de ultrapassar com folga a barreira dos 100 mil votos terminaram abaixo dela, enquanto outros viram cair de forma significativa o desempenho obtido quatro anos atrás.

O fenômeno atingiu tanto candidatos à Câmara dos Deputados quanto postulantes à Assembleia Legislativa da Bahia. E, em alguns casos, nem mesmo ultrapassar os 100 mil votos foi suficiente para garantir uma cadeira, efeito do sistema proporcional e do desempenho das chapas e federações.

Um dos exemplos mais emblemáticos foi Félix Mendonça Júnior (PDT), reeleito para a Câmara. Nos bastidores da campanha, a expectativa girava entre 80 mil e 100 mil votos. Félix terminou com pouco menos de 60 mil. Em 2022, havia recebido 71.774 votos. A queda ocorreu mesmo com o parlamentar chegando à disputa como presidente estadual do PDT e deputado federal de vários mandatos.

Situação semelhante ocorreu com Paulo Magalhães (PSD), que não renovou o mandato. A expectativa era superar os 100 mil votos, patamar que ele já havia alcançado quatro anos antes. Em 2022, ele teve 107.093 votos; desta vez, ficou na casa dos 82 mil. Apesar da votação menor, permanece bem posicionado na fila de suplentes e pode chegar ao Legislativo caso haja movimentação na bancada do partido com uma eventual convocação de parlamentar para o Executivo.

No MDB, Jayminho Vieira Lima conseguiu ficar próximo da expectativa e ultrapassou os 110 mil votos, mas perdeu o pleito. O contraste na chapa foi a ex-prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho. Ex-deputada federal, ex-deputada estadual e quatro vezes prefeita de uma das maiores cidades da Região Metropolitana, ela terminou com apenas 5.350 votos, contribuição pequena para a soma da legenda.
Fenômeno Isidório - Ainda para federal, se muitos fizeram contas acima do que efetivamente apareceu nas urnas, Pastor Sargento Isidório (Avante) percorreu o caminho inverso. Ele saiu de 77.164 votos em 2022 para se transformar no deputado federal mais votado da Bahia em 2026, com cerca de 248 mil votos.

Neto Carletto também confirmou sua força eleitoral e chegou perto dos 200 mil votos, após ter obtido 164.655 quatro anos antes. Já Dr. Marcelo, apesar do apoio político recebido durante a campanha do senador eleito Rui Costa (PT), ficou na faixa dos 57 mil votos e não conseguiu acompanhar os dois puxadores do Avante.

No PSB, a eleição para federal também ficou abaixo das expectativas de alguns dos seus principais nomes. Lídice da Mata terminou com 89.705 votos, ante 112.385 em 2022. A ex-prefeita de Salvador manteve força na capital, onde conquistou 43.023 votos — quase metade de toda a sua votação no estado —, mas isso não foi suficiente para garantir a reeleição.

Mário Negromonte Júnior também perdeu votos em comparação com 2022, quando chegou a 147.711, embora tenha permanecido na casa dos 100 mil. Vitor Bonfim, por sua vez, ficou na faixa dos 87 mil votos e também não conseguiu êxito.
Veteranos perdem - No Republicanos, a comparação com 2022 ajuda a dimensionar o recuo de nomes conhecidos. O deputado federal Márcio Marinho havia conquistado 118.904 votos quatro anos atrás e caiu para cerca de 96 mil. Léo Prates também perdeu força: saiu de 143.763 votos em 2022 para pouco mais de 103 mil agora.

Diego Coronel, embora tenha conseguido novo mandato, também ficou abaixo dos 171.684 votos obtidos em 2022, terminando desta vez na faixa dos 140 mil.

Rogéria Santos sofreu destino semelhante. Eleita em 2022 com 82.012 votos, terminou a eleição de 2026 com pouco mais de 70 mil e ficou fora da nova composição da Câmara.

Mais acentuada ainda foi a queda de Marcelo Nilo. O ex-presidente da Assembleia, que havia recebido 65.363 votos para deputado federal em 2022, terminou desta vez com cerca de 18 mil. Outros candidatos da chapa tiveram desempenhos ainda menores.

No PL, João Bacelar, ao contrário, cresceu em relação à eleição passada: havia feito 90.229 votos em 2022 e agora passou dos 100 mil. Capitão Alden também avançou, saindo de 95.151 para cerca de 105 mil. Raissa Soares e Roberta Roma lideraram a votação da legenda.
União e PP - Na chapa formada por União Brasil e PP também sobraram exemplos de campanhas que esperavam mais das urnas na disputa pela Câmara. Cacá Leão, que disputou o Senado em 2022 e recebeu 1,8 milhão de votos naquele pleito majoritário, conseguiu agora cerca de 80 mil na corrida proporcional para deputado federa e não se elegeul.

Elmar Nascimento também sofreu redução considerável. Em 2022, foi o segundo deputado federal mais votado da Bahia, com 175.439 votos. Desta vez ficou na casa dos 130 mil. Entretanto, consegui uma vaga.

Arthur Maia repetiu votação próxima à de quatro anos atrás — 108.672 em 2022 e pouco mais de 100 mil agora —, mas acabou atingido pela matemática da disputa proporcional e ficou na suplência. Zé Chico, empresário de Feira de Santana apoiado pelo prefeito José Ronaldo (União), terminou com aproximadamente 48 mil e também ficou de fora.

Outro resultado que chamou atenção foi o do vereador de Salvador Jorge Araújo. Eleito em 2024 com 36.065 votos — a maior votação para vereador da capital em quatro décadas —, conseguiu somente 24.813 votos na tentativa de chegar à Câmara Federal e não entrou. Ele atualmente é deputado federal por conta da licença de João Leão (PP).

A ex-deputada federal Professora Dayane Pimentel, que em 2018 chegou à Câmara com 136.742 votos, teve pouco mais de 5 mil desta vez, mesmo tendo recebido verba do partido igual a de deputado federal.
Brasil da esperança - A Federação Brasil da Esperança ofereceu talvez o retrato mais curioso da eleição. O PCdoB concentrou sua chapa em poucos nomes competitivos e conseguiu eleger Olívia Santana, Alice Portugal e Daniel Almeida para deputado federal.

Maria Marighella (PT) foi uma das grandes surpresas positivas. Ela praticamente dobrou o desempenho de 2022, quando havia recebido 53.364 votos, e passou dos 108 mil, impulsionada por uma votação expressiva em Salvador. Foi eleita para a Câmara.

Do outro lado apareceu Zé Neto (PT). Mesmo superando os 100 mil votos, ficou fora da lista de eleitos. Bacelar (PV) viveu situação semelhante, também ultrapassando a marca dos 100 mil e não se reelegendo. Os casos mostram como, numa eleição proporcional, votação individual elevada não significa necessariamente mandato.

No PSDB, a surpresa ficou por conta de Carlos Muniz Filho, que estreou na disputa federal chegando à casa dos 140 mil votos e liderando a chapa tucana. Adolfo Viana veio logo atrás, com cerca de 119 mil. Os dois foram eleitos. Vereadores de Salvador, Mauricio Trindade e Duda Sanches apareceram na faixa dos 40 mil a 50 mil votos, enquanto Flávio Matos, de Camaçari, ficou pouco acima dos 20 mil.

Raimundo Costa (PSD) foi outro que surpreendeu. Ele havia sido eleito em 2022 com 53.486 votos e praticamente dobrou sua votação, chegando à casa dos 100 mil.

05 outubro, 2026

PF captura condenado por tráfico de drogas e organização criminosa no Paraná

Guarapuava/PR. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (5/10), em Palmas/PR, um homem condenado pelos crimes de tráfico de drogas e integração de organização criminosa armada.

A prisão ocorreu em cumprimento a mandado expedido pela Justiça. O homem foi localizado e conduzido por policiais federais à Cadeia Pública de Palmas, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.

O mandado foi cumprido durante o período eleitoral, em razão de se tratar de prisão decorrente de sentença condenatória definitiva por crime inafiançável.

Comunicação Social da Polícia Federal em Guarapuava

Os que a Direita expulsou do poder

 

Flávio lidera onda bolsonarista ao superar o próprio pai e ir ao 2º turno em vantagem contra Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL), 45, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais deste ano, no próximo dia 25.

Com 99,99% das urnas apuradas neste domingo (4), Flávio tinha 47,03% dos votos válidos, Lula, 45,16%, Augusto Cury (Avante), 2,89%, Renan Santos (Missão), 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. Os demais candidatos não chegaram a 0,3% cada um, enquanto as abstenções alcançaram 21,07% do eleitorado.

A diferença entre Flávio e Lula, inferior a dois pontos percentuais, é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. O recorde anterior era de 2022, quando o petista teve 5,23 pontos percentuais de distância sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio confirmou a tendência de crescimento detectada pelo Datafolha na reta final da campanha e, com 56,1 milhões de votos, superou o desempenho que seu pai teve no primeiro turno de 2022. Lula, por sua vez, encolheu em relação a quatro anos atrás e ficou com 53,9 milhões.

O senador fluminense liderou a onda bolsonarista que se espalhou pelo país. Políticos do PL e seus aliados venceram no primeiro turno em 10 estados, contra 5 conquistados pelo PT e siglas próximas. Ao todo, 20 governadores foram eleitos na primeira rodada de votação, um recorde neste século.

Em uma das vitórias mais expressivas, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 51, ex-ministro de Jair Bolsonaro, se reelegeu governador de São Paulo com 62,65% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT), 63, ex-ministro de Lula, ficou em segundo lugar, com 36,42%, e atingiu sua quarta derrota consecutiva

Sergio Moro (PL), outro ex-ministro bolsonarista, também foi eleito governador do Paraná já no primeiro turno, assim como Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), em Minas Gerais, entre outros nomes da direita.

Do lado petista, Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí) garantiram a reeleição.

Entre as sete unidades federativas com o pleito ainda em aberto estão o Rio Grande do Norte, com empate entre Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT), e Distrito Federal, onde Celina Leão (PP) ficou a menos de 0,1 ponto da vitória sobre Leandro Grass (PT).

No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) leva para o segundo turno grande vantagem sobre Eduardo Paes (PSD), mas pode ser declarado eleito caso os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) sejam mantidos como nulos.

No Legislativo, a esfera de influência bolsonarista também ganhou força. O PL obteve vitórias expressivas no Senado, com a eleição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis no DF, além de André do Prado em SP —estado que também escolheu Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Tarcísio.

Com isso, o PL terá 28 senadores, a maior bancada do Senado. Em segundo lugar fica a do PT, com 9, seguida pela do MDB, com 8. Partidos de direita também ajudaram a ampliar a bancada feminina para 18 integrantes: neste ano, foram eleitas 12 mulheres, mais uma marca histórica da disputa.

Segundo levantamento da Folha, o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas. Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

O PL ainda emplacou Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, como os deputados federais mais votados da história. Ambos ultrapassaram 2 milhões de votos. Erika Hilton (PSOL), de São Paulo, também quebrou um recorde ao passar de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.

Após a divulgação dos resultados, Flávio afirmou que esta eleição representa o "fim da era do PT". Ele disse estar feliz com a possibilidade de sair vitorioso e prometeu um governo com menos ministérios. O senador ainda falou em "resgatar a democracia" e indicar ministros do STF que não interfiram nas eleições.

"O Lula já disputou sete eleições presidenciais. Ele está preocupado com o poder. Eu estou preocupado com o futuro do Brasil", disse.

Lula, em seu discurso, afirmou que houve uma lição da democracia ao ficar atrás de Flávio. Em sinal para seus apoiadores, argumentou que, no segundo turno, começa nova disputa. "Apenas entre dois candidatos, a gente vai poder mostrar a diferença das propostas para o Brasil", afirmou.

O petista também disse que, na campanha, vai ficar clara "a participação [do grupo político adversário] na criação do Banco Master", que está no centro de um escândalo que envolve políticos e ministros do STF.

Flávio e Lula disputarão a herança de cerca de 9 milhões de votos distribuídos entre os demais candidatos. O Datafolha avalia, a partir da comparação entre o resultado da pesquisa de véspera e os resultados das urnas, que já houve uma migração de parte dos eleitores de Renan Santos e Caiado para Flávio.
Por Folhapress

Soldado Prisco é eleito deputado estadual e será o representante da PM-BA na Assembleia= Por Redação

Foto: Divulgação
O deputado estadual eleito Soldado Prisco (PL) celebrou, neste domingo (4), a vitória nas urnas e o retorno à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 50.235 votos, Prisco conquistou uma cadeira no Legislativo baiano quatro anos após deixar a Casa.

A eleição marca a volta de uma das principais lideranças ligadas aos profissionais da segurança pública na política baiana. Na próxima legislatura, Prisco será o único parlamentar oriundo das forças policiais a ocupar uma cadeira na Assembleia.

Após a confirmação do resultado, o deputado eleito agradeceu a confiança dos mais de 50 mil baianos que escolheram seu nome e destacou que o mandato terá como uma de suas prioridades a defesa dos policiais militares, policiais civis, bombeiros e demais profissionais da segurança pública.

“São 50.235 votos que representam confiança, responsabilidade e a certeza de que a nossa luta precisa continuar. Depois de quatro anos, estamos de volta à Assembleia Legislativa para representar aqueles que muitas vezes não têm voz. Minha gratidão a cada baiano que acreditou novamente no nosso trabalho”, afirmou Prisco.

O parlamentar eleito também ressaltou o peso de ser o único representante das forças policiais na composição da próxima legislatura.

“Essa responsabilidade se torna ainda maior porque seremos a única voz da categoria dentro da Assembleia. Vamos defender valorização profissional, melhores condições de trabalho, salários dignos e respeito aos homens e mulheres que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população baiana”, acrescentou.

Prisco já exerceu mandato na AL-BA e construiu sua trajetória política principalmente a partir da atuação em defesa dos profissionais da segurança pública. Agora, após quatro anos fora do Parlamento estadual, retorna à Casa com 50.235 votos e a missão de novamente levar as demandas da categoria ao plenário.

“Voltamos mais experientes, mais fortes e com a mesma disposição para lutar. Essa vitória não é apenas de Prisco. É de cada policial, bombeiro, profissional da segurança e de cada cidadão que acredita que a Bahia pode ter uma segurança pública mais valorizada e eficiente”, concluiu.

STF vê risco concreto de impeachment de ministros e quer buscar 'PL moderado' para evitar afastamentos

Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF
Com a eleição no domingo (4) de uma forte bancada conservadora no Congresso Nacional e em especial no Senado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre de 2027.

Dois magistrados avaliam que será preciso buscar algum tipo de interlocução com parlamentares mais "moderados" do PL, que não necessariamente encampem o radicalismo de direita pelo qual o partido de Flávio Bolsonaro é conhecido.

O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal, sendo que a abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.

De acordo com auxiliares de outros dois magistrados da corte, esse será um desafio institucional para o presidente do STF, Edson Fachin, que desde o início deste ano tem lidado com uma escalada de desgastes derivados da crise do Banco Master.

Com a integridade moral de seus membros posta em dúvida, o tribunal avalia que, independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial —Lula (PT) ou Flávio—, o Supremo vai continuar a ser um dos principais focos de tensão da política nacional.

A leitura é a de que o tribunal terá dificuldade de sair dos holofotes, especialmente com uma "bancada anti-STF" ativa no Congresso, capaz de encampar pautas que restrinjam poderes da corte, como projetos para limitar decisões individuais e propostas que facilitem a tramitação de pedidos de impeachment.

Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado. A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento.

O entorno do ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, teme que, com a composição que se definiu para o Congresso, ele nem chegue a assumir a presidência do Supremo em setembro de 2027, em substituição a Fachin.

Já interlocutores do ministro Flávio Dino, que é do mesmo grupo de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também avaliam que ele pode ser uma das primeiras "vítimas" de um Congresso majoritariamente bolsonarista.

Para essa ala do STF, outro receio é quanto ao número de indicações que o novo presidente da República terá. No próximo mandato, três ministros se aposentam: Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, além da vaga já aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

O grupo avalia que, no cenário de Flávio vencedor, o Supremo pode ser instrumentalizado pela direita e perder o chamado "papel contramajoritário" —a função de proteger os direitos das minorias, previstos na Constituição, mesmo quando isso vai contra a maioria da sociedade ou dos representantes eleitos.

De acordo com um integrante dessa ala, pautas mais conservadoras em temas de saúde, segurança pública e meio ambiente podem acabar sendo chanceladas pela corte, contrariando as jurisprudências atuais.

Por Luísa Martins e Ana Pompeu/Folhapress

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