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12 setembro, 2026

Em Teixeira de Freitas, Rui aponta reconstrução das políticas públicas como marco do Governo Lula 3

Foto: Divulgação
Durante caminhada do Time de Lula, neste sábado (12), em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul da Bahia, o candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, apontou a reconstrução das políticas públicas como uma das principais marcas do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. Segundo Rui, o governo federal retomou ações que haviam sido interrompidas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e voltou a investir na ampliação de serviços públicos em diferentes áreas.

“Eu diria que, como marca central nesse terceiro mandato, foi reconstruir todas as políticas públicas que tinham sido destruídas”, afirmou Rui, ao ser questionado sobre o principal legado do Governo Lula 3 para o país.

O candidato citou a retomada de obras paralisadas como parte desse processo, com destaque para investimentos nas áreas de educação, saúde e moradia.

“Reconstruir e recomeçar mais de 14 mil obras paralisadas, obras de escola, de creche. Além dessa reconstrução, o Lula também lançou novas obras, como 2.600 unidades básicas de saúde, 1.600 creches, 1.200 escolas em tempo integral e obras estruturantes no Brasil inteiro, inclusive na Bahia e inclusive no Extremo Sul, com uma escola em tempo integral para o jovem ter aí o dia inteiro na escola e melhorar a qualidade do ensino”, afirmou Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil de Lula.

Rui Costa disputa uma das vagas da Bahia no Senado pelo PT, com o número 133. Jaques Wagner, que também concorre ao Senado, tem o número 130.

A atividade em Teixeira de Freitas abriu a programação do grupo no Extremo Sul da Bahia neste sábado. Durante a agenda, Rui citou entre os investimentos na região a construção de uma escola em tempo integral, mencionada por ele como parte da ampliação das políticas públicas federais.

A agenda reúne o governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, e os candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner. A programação segue para Caravelas, às 13h, com carreata; Alcobaça, às 15h, também com carreata; e termina em Prado, às 17h, com um comício.

Ex-prefeito de Itaberaba critica Governo Jerônimo, denuncia perseguição política e cobra melhorias para Chapada

O ex-prefeito de Itaberaba Ricardo Mascarenhas fez críticas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) e apresentou uma série de reivindicações para o município e a região da Chapada Diamantina durante comício realizado na noite desta sexta-feira (11). Ao lado do candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil), Mascarenhas citou a situação do Hospital Regional Piemonte do Paraguaçu, defendeu a criação de uma universidade federal na região e pediu a redução da taxa de esgoto cobrada pela Embasa.

Antes do comício, Neto foi recepcionado por Mascarenhas e sua comitiva na chegada a Itaberaba, conhecida como a capital do abacaxi e portal de entrada da Chapada Diamantina. O candidato participou de um encontro com o ex-prefeito e lideranças locais, acompanhado pelos integrantes de sua chapa majoritária Zé Cocá (PP), João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos).

As críticas mais diretas ao governo estadual foram feitas ao tratar do Hospital Regional de Itaberaba. Mascarenhas relatou dificuldades enfrentadas no período em que comandou a prefeitura e acusou o Estado de impedir a inauguração da unidade por sua gestão. Segundo ele, serviços do hospital chegaram a ser limitados.

“Itaberaba não vai querer mais viver a perseguição que eu vivi. E eu falo com propriedade, do que eu vivi nos últimos anos do meu governo. Não deixaram a gente inaugurar o hospital, não deixaram a gente inaugurar, mas a placa estava lá com o meu nome e o nome do governador. Eu tive que fazer uma inauguração na porta do hospital, mas esse povo todo aqui esteve comigo, orando e agradecendo a Deus por tudo que a gente estava vivendo”, disse.

Segundo ele, o governo limitou todos os serviços na unidade de saúde. “Eu sei que quando você virar governador da Bahia, eu vou lhe pedir, abra a emergência pediátrica do Hospital Regional de Itaberaba. A gente não pode mais ter com aquele hospital grandioso, com 80 leitos, uma emergência pediátrica fechada”, declarou.

Mascarenhas também direcionou críticas ao funcionamento da unidade e, ao apresentar outro pedido a Neto, questionou o percentual cobrado pela Embasa sobre o serviço de esgotamento sanitário. O ex-prefeito defendeu que uma eventual gestão do candidato reveja a cobrança. “Mais um pedido, que quando o senhor virar governador, vai colocar um projeto para reduzir a taxa de esgoto da Embasa, que é uma exploração com o povo de Itaberaba cobrar uma taxa de 80% para as pessoas humildes e carentes”, disse.

Por Redação/Politica Livre

TRE-BA manda suspender perfil de Diego Castro no Instagram; deputado contesta /Por Redação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a suspensão temporária do perfil do deputado estadual e candidato à reeleição Diego Castro (PL) no Instagram. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (11) pelo juiz Antonio Marcelo Oliveira Libonati, responsável pelo poder de polícia sobre a propaganda eleitoral na internet.

A medida foi tomada após uma denúncia apresentada por meio do sistema Pardal, que apontou uma suposta irregularidade no uso do perfil @diegocastroba durante a campanha eleitoral. Segundo a denúncia, a página utilizada pelo parlamentar não teria sido comunicada corretamente à Justiça Eleitoral.

Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que o registro da candidatura apresenta a anotação “@DIEGOCASTROBA”, acompanhada do endereço “https://@DIEGOCASTROBA”. Para a Justiça Eleitoral, a informação não corresponde a um endereço eletrônico válido e completo, já que não identifica a plataforma nem permite o acesso direto ao perfil.

Na decisão, o juiz determinou que a Meta, responsável pelo Instagram, suspenda o acesso público à conta no prazo de 24 horas. Os dados e conteúdos publicados deverão ser preservados.

A suspensão deverá permanecer até que o endereço completo e correto do perfil seja informado à Justiça Eleitoral e seja cumprido o prazo de 48 horas após o protocolo da regularização. Caso a situação não seja corrigida, a restrição poderá seguir até o fim do período eleitoral.

Diego Castro contestou o entendimento da decisão e afirmou que o perfil foi informado no registro da candidatura.

“Mesmo tendo informado o perfil no registro de candidatura, a decisão afirma que essa informação não foi apresentada. Ou seja, o próprio registro mostra que o dado foi informado, mas a decisão diz o contrário”, afirmou o deputado Diego Castro.

A decisão também determina que o parlamentar seja intimado para tomar conhecimento da medida e regularizar o endereço eletrônico. Após a comprovação e o cumprimento do prazo estabelecido, a Justiça Eleitoral deverá comunicar à plataforma para que o acesso público ao perfil seja restabelecido.

ACM Neto visita terreno de policlínica em Barra e questiona promessa de Jerônimo

Foto: Divulgação
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União) visitou nesta sexta-feira (11) o terreno onde está prevista a construção de uma policlínica em Barra, no oeste do estado, e questionou o andamento do empreendimento. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele mostrou o local cercado por tapumes, com uma placa, mas sem trabalhadores ou equipamentos.

A manifestação ocorreu após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmar, em entrevista à TV Globo, que a unidade estava sendo construída no município. Neto disse que a policlínica foi anunciada há 2 anos e acusou o petista de apresentar a obra como em andamento às vésperas da eleição. “Governador, você prometeu essa policlínica aqui na cidade há dois anos, aí chega na véspera da eleição, ele bota a placa, faz o tapume, vai para a TV, tenta enganar o cidadão dizendo que está em construção e é desmentido”, afirmou.

Neto afirmou que pretende manter projetos considerados relevantes para a Bahia, mesmo quando iniciados ou propostos pela atual gestão. Sobre a unidade de Barra, disse que, se eleito, pretende tirar o projeto do papel para ampliar a oferta regional de consultas e exames especializados. “Eu, quando assumo compromisso, eu cumpro, eu cobro, eu fiscalizo e eu só faço propaganda depois que a obra está pronta”, completou.

A agenda do candidato em Barra incluiu uma caminhada com apoiadores e lideranças políticas da região. Ele esteve acompanhado dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além do ex-prefeito Artur Silva Filho

Por Redação

11 setembro, 2026

PF: ex-chefe de supervisão do BC recebeu R$ 500 mil mensais de Vorcaro Por Felipe Pontes/Agência Brasil 11/09/2026 às 12:55

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central (BC) Belline Santana recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil em troca de repassar informações sigilosas para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao menos um dos pagamentos chegou a R$ 760 mil reais, segundo mensagens trocadas entre o advogado e empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e apontado como seu operador financeiro, e Vorcaro, dono do antigo Banco Master, que foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado.

Belline foi beneficiado ainda com “almoço, jantar e guia em Paris”, tudo custeado por Vorcaro, segundo o relatório, cujo sigilo foi levantado na noite desta quinta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo.

Vantagens indevidas também foram pagas a Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do departamento de Supervisão do BC. No caso dele, a PF aponta para o pagamento de uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e a “aquisição de maneira atípica” de um imóvel rural do servidor.

No relatório, a PF identificou que os dois vazaram informações internas do BC ligadas às investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Master.

Segundo o documento, Santana e Souza atuaram como consultores de Vorcaro, promovendo “alinhamento de estratégias e revisão de documentos, bem como reuniões privadas, inclusive na residência do investigado”.

O relatório de 164 páginas traz mensagens que a PF diz terem sido trocadas entre Vorcaro e os dois servidores. Em uma delas, Paulo Sérgio Souza encaminha ao ex-banqueiro a portaria com sua nomeação ao cargo no Departamento de Supervisão. Em outro trecho, ele diz ser “prioridade absoluta” se encontrar com Vorcaro para discutir interesses Master.

A ligação entre os dois servidores do BC e Daniel Vorcaro já era conhecida desde a prisão preventiva do ex-banqueiro. A retirada do sigilo sobre o relatório da PF, contudo, revelou os detalhes sobre a suposta remuneração que recebiam.

Afastados de suas funções, Bellline Santana e Paulo Sérgio Souza negam ter vazado informações internas do BC a Daniel Vorcaro. Os dois alegam ter como provar que as despesas que tiveram com viagens e outras benesses foram pagas do próprio bolso.

A Agência Brasil busca contato com as defesas dos citados para novo posicionamento.

Por Felipe Pontes/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Arquivo
Documentos da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria Geral da República (PGR) que tiveram o sigilo levantado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que o senador Flávio Bolsonaro era interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na negociação para investimentos no filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de 2023.

O material também aponta que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente e que hoje vive nos Estados Unidos, atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa-metragem.

Na noite desta quinta-feira (10), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, determinou que o material sobre o Master fosse tornado público. A demanda foi atendida pelo relator do caso, o ministro André Mendonça.

O fim do sigilo sobre a investigação também havia sido defendido, anteriormente, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta sexta, após parte dos documentos vieram a tona, Flávio Bolsonaro pediu o fim da confidencialidade sobre o material envolvendo o Dark Horse.

"Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto. Porque vão só confirmar o que eu sempre falei, que não tem nada de errado em relação ao filme", disse o senador, durante entrevista no final desta manhã.

Os dois são candidatos à Presidência nas eleições de 2026 e aparecem empatados tecnicamente nas últimas pesquisas de intenção de voto, inclusive pelo Datafolha.

Como mostrou a Folha, a Polícia Federal investiga a atuação do senador para arrecadar dinheiro para o longa e suspeita que parte dos recursos arrecadados tenha sido usada para bancar as despesas do seu irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.

A PF aponta que o senador trocou mensagens com Vorcaro e seus interlocutores, encontrou pessoalmente o dono do Banco Master e fez "reiteradas cobranças" para que o ex-banqueiro fizesse investimentos no filme.

"Tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações", diz um relatório da investigação.

Como revelou o site The Intercept, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção do filme.

Deste montante, foram pagos efetivamente no mínimo US$ 12,3 milhões (hoje, cerca de R$ 62,9 milhões), segundo documentos da investigação noticiados pela revista piauí.

A PF também diz que as mensagens indicam que Eduardo Bolsonaro dava "orientações sobre a forma pela qual os recursos poderiam ser geridos nos Estados Unidos".

A administração dos recursos nos EUA seria feita por meio do fundo Havengate, que é ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

A conclusão é de que as informações "constituem, em juízo de cognição sumária, um conjunto coerente de elementos que evidencia justa causa para a instauração da investigação, a fim de esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados".

As afirmações são endossadas pela Procuradoria-Geral da República, que pede ainda que seja feita uma relação das propostas legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e também pelo deputado Mário Frias (PL-SP) e que possam ter beneficiado Daniel Vorcaro ou o Banco Master.

Nesta quinta, a Polícia Federal realizou operação autorizada pelo ministro Flávio Dino sobre o filme, que apura o possível desvio de R$ 750 mil da produção do filme, além de uso de verba pública.

Dentre os alvos, estão o deputado Mário Frias (PL-SP). Segundo relatório, ele enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG presidida por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Na quinta, Flávio Bolsonaro chamou a operação de "fajuta". "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim", disse.

Por João Gabriel, Folhapress

PF suspeita que Toffoli tinha dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal, diz revista

Foto: Luiz Silveira/Arquivo/STF
A Polícia Federal suspeita que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), é proprietário ou beneficiário final do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, segundo reportagem publicada pela revista piauí na quinta-feira (10) com base em relatório do órgão enviado à corte.

O fundo Arleen comprou uma parte das cotas da Maridt —empresa de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, e da qual o magistrado admitiu fazer parte do quadro societário,como a Folha revelou— no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SC).

De acordo com o documento ao qual a piauí teve acesso, o Arleen pertencia ao ex-banqueiro e foi comprado pelo empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli, em fevereiro de 2025.

Um mês depois, o fundo alterou seu regulamento para permitir investimentos no exterior e, em dezembro, transferiu todos os seus ativos para a holding Égide I, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe.

"Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos", diz o relatório da PF.

"Documentos e comunicação [...] sugerem uso de interpostas pessoas e estruturas no exterior, incluindo movimentações envolvendo a Edige I Holding nas Ilhas Virgens Britânicas", afirma o documento. O envio de recursos ao exterior teria ocorrido ao longo de 2025.

Nota enviada pelo gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o magistrado "jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior" e que "jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas".

O documento da PF também aponta, segundo a reportagem, suspeitas de que Daniel Vorcaro tenha influenciado um voto do magistrado em uma ação sobre precatórios do destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União reparação de prejuízos causados na década de 1980.

Toffoli tinha um posicionamento historicamente favorável às usinas em ações semelhantes, mas, antes do julgamento da Alcídia, votou a favor da União em um caso parecido e preocupou pessoas ligadas ao Banco Master, uma vez que a decisão sobre a empresa do grupo Atvos impactaria diretamente a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de R$ 10 bilhões.

Os diálogos extraídos pela PF do celular de Vorcaro sugerem ação do diretor jurídico do banco, André Kruschewsky, e de Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro.

Segundo o órgão, Kruschewsky aparentava "ter acesso ao STF inclusive para ‘tirar de pauta’ o processo em questão". No dia do julgamento, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista do processo, e Toffoli registrou ausência justificada.

Assim, o caso foi adiado e retomado posteriormente —por 3 votos a 2, com a posição de Toffoli a favor da usina marcando o desempate, a tese da Alcídia prevaleceu. O gabinete do ministro nega qualquer "alteração de voto" na nota enviada à Piauí.

A PF enviou o relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, porque Toffoli era o relator do caso Master e porque ministros do Supremo não podem ser investigados sem o aval do tribunal. Em sua conclusão, o documento diz que o documento foi encaminhado ao STF para "providências cabíveis". Tais ações poderiam ser tomadas pelo novo relator do inquérito do Master, o ministro André Mendonça.

Questionado pela revista, Mendonça afirma que o relatório não foi enviado a ele. O gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o documento "foi arquivado, com decisão de trânsito em julgado" e que "conforme nota oficial do STF, do dia 12 de fevereiro de 2026, os dez ministros tiveram ciência de todo o seu conteúdo e das devidas informações preparadas pelo ministro tanto no formato escrito quanto presencialmente, deliberando não ser o caso de suspeição".
Por Folhapress

Campanha de Lula comemora fim do sigilo do caso Master e mira Flávio na TV

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a decisão de quebra do sigilo das investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), apurou o Estadão/Broadcast, mas aguarda a divulgação de mais material envolvendo o caso, em especial sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal rival de Lula na corrida presidencial.

A revelação de que o candidato do PL se tornou formalmente investigado no STF foi o ponto mais celebrado por petistas e, segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, será usada pela campanha a partir daqui para tentar desgastar o adversário, com conteúdo para as inserções divulgadas em rádio e TV. Flávio rechaça qualquer irregularidade. O Estadão pediu manifestação da defesa do candidato sobre a investigação. O espaço está aberto.

A notícia não será abordada no próximo programa de Lula no horário eleitoral gratuito, neste sábado, 12. O programa já foi enviado à Justiça Eleitoral. Mas integrantes da campanha petista correm contra o tempo para preparar inserções com o tema e enviá-las o quanto antes para divulgação ao longo da programação dos canais de TV.

Lula diz que Fachin agiu corretamente, mas deve fazer mais para ‘pôr ordem na casa’

Os programas diários do horário eleitoral são de segunda-feira a sábado às 13h e às 20h, na TV, e às 7h e às 12h no rádio. Às segundas, quartas e sextas, o conteúdo é voltado para candidatos a deputados estaduais ou distritais, senadores e governadores. Às terças, quintas e sábados, para os candidatos a presidente e deputado federal.

As inserções são divulgadas durante todo o dia, diferentemente do horário eleitoral fixo e diário. São pequenos vídeos (no caso da TV) e áudios (no caso do rádio), de 30 a 60 segundos, produzidos pelas campanhas para uma divulgação mais breve, mas mais frequente, durante a programação comum.

Campanha diz esperar suspensão de todo o sigilo da investigação

A revelação de que Flávio se tornou investigado por decisão de André Mendonça em julho, tornada pública agora com a quebra de sigilo de grande parte do caso Master, é o foco do momento dos petistas. Mas há integrantes da campanha de Lula que dizem esperar que Mendonça levante todo o sigilo da investigação. O relator, seguindo pedido do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, manteve o sigilo de trechos considerados sensíveis para investigações em andamento.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, apesar de Mendonça ter tornado públicas as investigações sobre o Master, as apurações que atingem Flávio Bolsonaro permanecem sob sigilo .

A quebra do sigilo do caso Master vinha sendo defendida havia dias pela campanha do presidente Lula. O próprio presidente passou a defender o assunto publicamente nesta semana como uma forma de tentar superar a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou pedidos aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para que o sigilo sobre as investigações fosse quebrado.

Por Gabriel Hirabahasi/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre 'Dark Horse'

Foto: Charles Vieira/Arquivo/Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições de 2026, é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de Estado.

A decisão que tornou o candidato alvo foi dada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 22 de julho deste ano, a pedido da Polícia Federal (PF).

A PF pede para "apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos [...] no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master".

A decisão de Mendonça, porém, apenas aceita o pedido, mas não dá mais detalhes sobre seu conteúdo ou as suspeitas.

O candidato foi procurado por meio de mensagem à sua assessoria de imprensa, na manhã desta sexta-feira (11), mas não respondeu até a publicação deste texto. Anteriormente, ele negou qualquer irregularidade em relação ao caso e declarou que o filme só tem recursos privados.

Uma das suspeitas dos investigadores é de que parte do dinheiro arrecadado para o filme tenha sido usada para bancar as despesas do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos.

Como revelou o site The Intercept, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção do filme.

Deste montante, foram pagos efetivamente no mínimo US$ 12,3 milhões (hoje, cerca de R$ 62,9 milhões), segundo documentos da investigação noticiados pela revista piauí.

Vorcaro está preso, investigado por uma fraude bilionária contra o sistema financeiro do Brasil, orquestrada por meio de sua instituição, o Banco Master.

O ministro André Mendonça retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo de parte dos processos do caso Master em resposta a pedido do presidente da corte, Edson Fachin. O despacho inclui a petição que é a base da investigação na corte e procedimentos derivados dela. A informação sobre a investigação de Flávio consta desse material.

Também nesta quinta, a Polícia Federal realizou operação autorizada pelo ministro Flávio Dino sobre o filme, que apura o possível desvio de R$ 750 mil da produção do filme, além de uso de verba pública.

Dentre os alvos, estão o deputado Mário Frias (PL-SP). Segundo relatório, ele enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG presidida por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Na quinta, Flávio Bolsonaro chamou a operação de "fajuta". "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim", disse.

Já a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, diz que o empresário era um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para Daniel Vorcaro, do Banco Master. Esse dinheiro muitas vezes era entregue em malas, devido ao seu volume.

Entre as remessas feitas por Mineiro estão recursos destinados ao fundo dos Estados Unidos usado para financiar "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Esse fundo, chamado Havengate Development Fund, é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Por Luísa Martins e João Gabriel/Folhapress

10 setembro, 2026

Robinho reforça compromisso com Senhor do Bonfim e destaca acolhimento no município

Em recente agenda na região, o candidato a Deputado Federal Robinho (4444) celebrou a recepção calorosa que teve ao visitar o município de Senhor do Bonfim. A passagem pela cidade foi marcada por encontros com lideranças locais e apoiadores, fortalecendo a aliança política para as próximas eleições.

Durante sua visita, o candidato destacou o carinho recebido pela população bonfinense e reiterou sua disposição em trabalhar ativamente em prol do desenvolvimento da cidade na Câmara dos Deputados.

"Foi surpreendente a minha passagem por Senhor do Bonfim. Não imaginei receber tanto acolhimento. Ficam os registros desse município maravilhoso, ao lado de pessoas que acreditam na mudança e confiam no nosso trabalho. Senhor do Bonfim tá com Robinho e Robinho vai trabalhar muito por Senhor do Bonfim!", declarou.

Foco em recursos e emendas parlamentares

Entre as prioridades assumidas pela equipe do candidato, destaca-se a articulação política para atrair investimentos e direcionar emendas parlamentares destinadas a suprir as reais demandas da comunidade local e da região norte do estado.

Com o apoio de importantes lideranças políticas baianas, como ACM Neto, Robinho reafirma sua candidatura ao cargo de deputado federal sob o número 4444, propondo um mandato focado em projetos estruturantes, melhorias nos serviços públicos e forte presença nos municípios baianos.

Alckmin promete a empresários que Lula fará superávit e defende fim de privilégios no Judiciário

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prometeu a empresários que, se reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará superávit nas contas públicas. Também defendeu o corte de privilégios a integrantes do Judiciário e Legislativo como meio de combate ao desperdício de recursos públicos.

Alckmin falou a empresários na noite de quarta-feira (9) em um jantar realizado em Brasília. A campanha do petista tenta reeditar o pacto costurado com setores do PIB em 2022, quando diversos empresários e economistas o apoiaram para evitar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) –hoje, o principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Ainda segundo relatos, o vice-presidente afirmou que o brasileiro está revoltado com os altos salários e benefícios, sendo necessário deixar claro que Lula é quem pode combatê-los.

Após ouvir críticas aos juros, Alckmin disse que, em 2020, o governo Bolsonaro gastou a mais do que arrecadou 10% do PIB e não pagou um centavo da dívida.

Em defesa do governo Lula, ele enfatizou terem zerado o déficit primário. Para o ano que vem, prometeu superávit de, no mínimo, 0,5%. Alckmin defende que se avance mais no ajuste para redução dos juros.

Organizador do encontro, o coordenador do grupo Direitos Já!, Fernando Guimarães, afirma que a iniciativa busca reativar o pacto que elegeu Lula em 2022, com a participação de apoiadores históricos do PSDB. A intenção, explica, é furar a bolha e atrair eleitores que estão fora da polarização do PT versus bolsonarismo.

Ainda segundo relatos, no discurso, Alckmin também apontou o eleitor de centro como fundamental para a definição das eleições.

Também falando em nome do governo, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Embora sem citá-lo nominalmente, disse que um magistrado não pode atuar em favor de uma campanha.

Segundo relatos, ele classificou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um abuso, uma intromissão descabida que tem o objetivo de blindar Flávio Bolsonaro. Ele lembrou ter levado essas críticas às redes sociais, pregando ainda a derrubada do sigilo do caso Master.

O jantar reuniu cerca de 100 pessoas na casa do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, aliado de Lula, com representantes de diferentes setores da economia. Um dos principais temas foram os impactos da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a eleição.

Além de Alckmin. Fernando Guimarães e José Guimarães, estavam presentes os ministros da Indústria, Márcio Elias Rosa, da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o controlador-geral da União, Vinícius Carvalho. Também participou o coordenador do programa de governo da campanha de Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli.

Estavam presentes, entre outros nomes, os economistas Felipe Salto e André Perfeito, a pecuarista Teresa Vendramini e o dirigente empresarial Rafael Lucchesi. Após a abertura de Fernando Guimarães, eles falaram sobre o cenário econômico e o impacto nos diferentes segmentos.

O jantar da quarta-feira não foi o único movimento recente do grupo político de Lula para tentar atrair o apoio de setores do PIB. No fim de agosto, o próprio presidente recebeu alguns grandes empresários no Palácio da Alvorada para conversar, e prometeu que fará todo o possível para reduzir os juros.
Por Catia Seabra e Adriana Fernandes/Folhapress

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