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11 setembro, 2026

PF: ex-chefe de supervisão do BC recebeu R$ 500 mil mensais de Vorcaro Por Felipe Pontes/Agência Brasil 11/09/2026 às 12:55

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central (BC) Belline Santana recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil em troca de repassar informações sigilosas para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao menos um dos pagamentos chegou a R$ 760 mil reais, segundo mensagens trocadas entre o advogado e empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro e apontado como seu operador financeiro, e Vorcaro, dono do antigo Banco Master, que foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado.

Belline foi beneficiado ainda com “almoço, jantar e guia em Paris”, tudo custeado por Vorcaro, segundo o relatório, cujo sigilo foi levantado na noite desta quinta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo.

Vantagens indevidas também foram pagas a Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do departamento de Supervisão do BC. No caso dele, a PF aponta para o pagamento de uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e a “aquisição de maneira atípica” de um imóvel rural do servidor.

No relatório, a PF identificou que os dois vazaram informações internas do BC ligadas às investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Master.

Segundo o documento, Santana e Souza atuaram como consultores de Vorcaro, promovendo “alinhamento de estratégias e revisão de documentos, bem como reuniões privadas, inclusive na residência do investigado”.

O relatório de 164 páginas traz mensagens que a PF diz terem sido trocadas entre Vorcaro e os dois servidores. Em uma delas, Paulo Sérgio Souza encaminha ao ex-banqueiro a portaria com sua nomeação ao cargo no Departamento de Supervisão. Em outro trecho, ele diz ser “prioridade absoluta” se encontrar com Vorcaro para discutir interesses Master.

A ligação entre os dois servidores do BC e Daniel Vorcaro já era conhecida desde a prisão preventiva do ex-banqueiro. A retirada do sigilo sobre o relatório da PF, contudo, revelou os detalhes sobre a suposta remuneração que recebiam.

Afastados de suas funções, Bellline Santana e Paulo Sérgio Souza negam ter vazado informações internas do BC a Daniel Vorcaro. Os dois alegam ter como provar que as despesas que tiveram com viagens e outras benesses foram pagas do próprio bolso.

A Agência Brasil busca contato com as defesas dos citados para novo posicionamento.

Por Felipe Pontes/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro negociava recursos para 'Dark Horse' com Vorcaro, e Eduardo era gestor do dinheiro, diz PF

Foto: Reprodução/Redes Sociais/Arquivo
Documentos da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria Geral da República (PGR) que tiveram o sigilo levantado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que o senador Flávio Bolsonaro era interlocutor direto do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na negociação para investimentos no filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de 2023.

O material também aponta que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente e que hoje vive nos Estados Unidos, atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa-metragem.

Na noite desta quinta-feira (10), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, determinou que o material sobre o Master fosse tornado público. A demanda foi atendida pelo relator do caso, o ministro André Mendonça.

O fim do sigilo sobre a investigação também havia sido defendido, anteriormente, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nesta sexta, após parte dos documentos vieram a tona, Flávio Bolsonaro pediu o fim da confidencialidade sobre o material envolvendo o Dark Horse.

"Para mim, a melhor coisa que pode acontecer é a transparência total sobre esse assunto. Porque vão só confirmar o que eu sempre falei, que não tem nada de errado em relação ao filme", disse o senador, durante entrevista no final desta manhã.

Os dois são candidatos à Presidência nas eleições de 2026 e aparecem empatados tecnicamente nas últimas pesquisas de intenção de voto, inclusive pelo Datafolha.

Como mostrou a Folha, a Polícia Federal investiga a atuação do senador para arrecadar dinheiro para o longa e suspeita que parte dos recursos arrecadados tenha sido usada para bancar as despesas do seu irmão, Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.

A PF aponta que o senador trocou mensagens com Vorcaro e seus interlocutores, encontrou pessoalmente o dono do Banco Master e fez "reiteradas cobranças" para que o ex-banqueiro fizesse investimentos no filme.

"Tais elementos indicam que o senador Flávio Nantes Bolsonaro não aparece apenas como terceiro mencionado em comunicações de outras pessoas, mas como interlocutor direto de Daniel Vorcaro em tratativas relacionadas ao financiamento da produção, inclusive com cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento do andamento das gravações", diz um relatório da investigação.

Como revelou o site The Intercept, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção do filme.

Deste montante, foram pagos efetivamente no mínimo US$ 12,3 milhões (hoje, cerca de R$ 62,9 milhões), segundo documentos da investigação noticiados pela revista piauí.

A PF também diz que as mensagens indicam que Eduardo Bolsonaro dava "orientações sobre a forma pela qual os recursos poderiam ser geridos nos Estados Unidos".

A administração dos recursos nos EUA seria feita por meio do fundo Havengate, que é ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

A conclusão é de que as informações "constituem, em juízo de cognição sumária, um conjunto coerente de elementos que evidencia justa causa para a instauração da investigação, a fim de esclarecer a origem, o trânsito, a destinação e os beneficiários finais dos valores movimentados".

As afirmações são endossadas pela Procuradoria-Geral da República, que pede ainda que seja feita uma relação das propostas legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e também pelo deputado Mário Frias (PL-SP) e que possam ter beneficiado Daniel Vorcaro ou o Banco Master.

Nesta quinta, a Polícia Federal realizou operação autorizada pelo ministro Flávio Dino sobre o filme, que apura o possível desvio de R$ 750 mil da produção do filme, além de uso de verba pública.

Dentre os alvos, estão o deputado Mário Frias (PL-SP). Segundo relatório, ele enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG presidida por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Na quinta, Flávio Bolsonaro chamou a operação de "fajuta". "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim", disse.

Por João Gabriel, Folhapress

PF suspeita que Toffoli tinha dinheiro de Vorcaro em paraíso fiscal, diz revista

Foto: Luiz Silveira/Arquivo/STF
A Polícia Federal suspeita que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), é proprietário ou beneficiário final do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, segundo reportagem publicada pela revista piauí na quinta-feira (10) com base em relatório do órgão enviado à corte.

O fundo Arleen comprou uma parte das cotas da Maridt —empresa de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, e da qual o magistrado admitiu fazer parte do quadro societário,como a Folha revelou— no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SC).

De acordo com o documento ao qual a piauí teve acesso, o Arleen pertencia ao ex-banqueiro e foi comprado pelo empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli, em fevereiro de 2025.

Um mês depois, o fundo alterou seu regulamento para permitir investimentos no exterior e, em dezembro, transferiu todos os seus ativos para a holding Égide I, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe.

"Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos", diz o relatório da PF.

"Documentos e comunicação [...] sugerem uso de interpostas pessoas e estruturas no exterior, incluindo movimentações envolvendo a Edige I Holding nas Ilhas Virgens Britânicas", afirma o documento. O envio de recursos ao exterior teria ocorrido ao longo de 2025.

Nota enviada pelo gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o magistrado "jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior" e que "jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas".

O documento da PF também aponta, segundo a reportagem, suspeitas de que Daniel Vorcaro tenha influenciado um voto do magistrado em uma ação sobre precatórios do destilaria Alcídia, do grupo Atvos, que cobrava da União reparação de prejuízos causados na década de 1980.

Toffoli tinha um posicionamento historicamente favorável às usinas em ações semelhantes, mas, antes do julgamento da Alcídia, votou a favor da União em um caso parecido e preocupou pessoas ligadas ao Banco Master, uma vez que a decisão sobre a empresa do grupo Atvos impactaria diretamente a carteira de precatórios do setor sucroalcooleiro no balanço do Master, que somava mais de R$ 10 bilhões.

Os diálogos extraídos pela PF do celular de Vorcaro sugerem ação do diretor jurídico do banco, André Kruschewsky, e de Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações do governo Bolsonaro.

Segundo o órgão, Kruschewsky aparentava "ter acesso ao STF inclusive para ‘tirar de pauta’ o processo em questão". No dia do julgamento, o ministro Kassio Nunes Marques pediu vista do processo, e Toffoli registrou ausência justificada.

Assim, o caso foi adiado e retomado posteriormente —por 3 votos a 2, com a posição de Toffoli a favor da usina marcando o desempate, a tese da Alcídia prevaleceu. O gabinete do ministro nega qualquer "alteração de voto" na nota enviada à Piauí.

A PF enviou o relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, porque Toffoli era o relator do caso Master e porque ministros do Supremo não podem ser investigados sem o aval do tribunal. Em sua conclusão, o documento diz que o documento foi encaminhado ao STF para "providências cabíveis". Tais ações poderiam ser tomadas pelo novo relator do inquérito do Master, o ministro André Mendonça.

Questionado pela revista, Mendonça afirma que o relatório não foi enviado a ele. O gabinete do ministro Dias Toffoli afirma que o documento "foi arquivado, com decisão de trânsito em julgado" e que "conforme nota oficial do STF, do dia 12 de fevereiro de 2026, os dez ministros tiveram ciência de todo o seu conteúdo e das devidas informações preparadas pelo ministro tanto no formato escrito quanto presencialmente, deliberando não ser o caso de suspeição".
Por Folhapress

Campanha de Lula comemora fim do sigilo do caso Master e mira Flávio na TV

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a decisão de quebra do sigilo das investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), apurou o Estadão/Broadcast, mas aguarda a divulgação de mais material envolvendo o caso, em especial sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal rival de Lula na corrida presidencial.

A revelação de que o candidato do PL se tornou formalmente investigado no STF foi o ponto mais celebrado por petistas e, segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, será usada pela campanha a partir daqui para tentar desgastar o adversário, com conteúdo para as inserções divulgadas em rádio e TV. Flávio rechaça qualquer irregularidade. O Estadão pediu manifestação da defesa do candidato sobre a investigação. O espaço está aberto.

A notícia não será abordada no próximo programa de Lula no horário eleitoral gratuito, neste sábado, 12. O programa já foi enviado à Justiça Eleitoral. Mas integrantes da campanha petista correm contra o tempo para preparar inserções com o tema e enviá-las o quanto antes para divulgação ao longo da programação dos canais de TV.

Lula diz que Fachin agiu corretamente, mas deve fazer mais para ‘pôr ordem na casa’

Os programas diários do horário eleitoral são de segunda-feira a sábado às 13h e às 20h, na TV, e às 7h e às 12h no rádio. Às segundas, quartas e sextas, o conteúdo é voltado para candidatos a deputados estaduais ou distritais, senadores e governadores. Às terças, quintas e sábados, para os candidatos a presidente e deputado federal.

As inserções são divulgadas durante todo o dia, diferentemente do horário eleitoral fixo e diário. São pequenos vídeos (no caso da TV) e áudios (no caso do rádio), de 30 a 60 segundos, produzidos pelas campanhas para uma divulgação mais breve, mas mais frequente, durante a programação comum.

Campanha diz esperar suspensão de todo o sigilo da investigação

A revelação de que Flávio se tornou investigado por decisão de André Mendonça em julho, tornada pública agora com a quebra de sigilo de grande parte do caso Master, é o foco do momento dos petistas. Mas há integrantes da campanha de Lula que dizem esperar que Mendonça levante todo o sigilo da investigação. O relator, seguindo pedido do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, manteve o sigilo de trechos considerados sensíveis para investigações em andamento.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, apesar de Mendonça ter tornado públicas as investigações sobre o Master, as apurações que atingem Flávio Bolsonaro permanecem sob sigilo .

A quebra do sigilo do caso Master vinha sendo defendida havia dias pela campanha do presidente Lula. O próprio presidente passou a defender o assunto publicamente nesta semana como uma forma de tentar superar a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentou pedidos aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para que o sigilo sobre as investigações fosse quebrado.

Por Gabriel Hirabahasi/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro é investigado no STF em inquérito sobre 'Dark Horse'

Foto: Charles Vieira/Arquivo/Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições de 2026, é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de Estado.

A decisão que tornou o candidato alvo foi dada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 22 de julho deste ano, a pedido da Polícia Federal (PF).

A PF pede para "apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos [...] no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master".

A decisão de Mendonça, porém, apenas aceita o pedido, mas não dá mais detalhes sobre seu conteúdo ou as suspeitas.

O candidato foi procurado por meio de mensagem à sua assessoria de imprensa, na manhã desta sexta-feira (11), mas não respondeu até a publicação deste texto. Anteriormente, ele negou qualquer irregularidade em relação ao caso e declarou que o filme só tem recursos privados.

Uma das suspeitas dos investigadores é de que parte do dinheiro arrecadado para o filme tenha sido usada para bancar as despesas do irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos.

Como revelou o site The Intercept, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, o repasse de pelo menos US$ 24 milhões (hoje, aproximadamente R$ 122,7 milhões) para a produção do filme.

Deste montante, foram pagos efetivamente no mínimo US$ 12,3 milhões (hoje, cerca de R$ 62,9 milhões), segundo documentos da investigação noticiados pela revista piauí.

Vorcaro está preso, investigado por uma fraude bilionária contra o sistema financeiro do Brasil, orquestrada por meio de sua instituição, o Banco Master.

O ministro André Mendonça retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo de parte dos processos do caso Master em resposta a pedido do presidente da corte, Edson Fachin. O despacho inclui a petição que é a base da investigação na corte e procedimentos derivados dela. A informação sobre a investigação de Flávio consta desse material.

Também nesta quinta, a Polícia Federal realizou operação autorizada pelo ministro Flávio Dino sobre o filme, que apura o possível desvio de R$ 750 mil da produção do filme, além de uso de verba pública.

Dentre os alvos, estão o deputado Mário Frias (PL-SP). Segundo relatório, ele enviou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para o ICB (Instituto Conhecer Brasil), ONG presidida por Karina Gama, também dona da Go Up Entertainment, produtora do filme.

Na quinta, Flávio Bolsonaro chamou a operação de "fajuta". "Faltam 24 dias para a eleição, eles precisam inventar alguma coisa contra mim", disse.

Já a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, diz que o empresário era um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para Daniel Vorcaro, do Banco Master. Esse dinheiro muitas vezes era entregue em malas, devido ao seu volume.

Entre as remessas feitas por Mineiro estão recursos destinados ao fundo dos Estados Unidos usado para financiar "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Esse fundo, chamado Havengate Development Fund, é administrado por Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Por Luísa Martins e João Gabriel/Folhapress

10 setembro, 2026

Robinho reforça compromisso com Senhor do Bonfim e destaca acolhimento no município

Em recente agenda na região, o candidato a Deputado Federal Robinho (4444) celebrou a recepção calorosa que teve ao visitar o município de Senhor do Bonfim. A passagem pela cidade foi marcada por encontros com lideranças locais e apoiadores, fortalecendo a aliança política para as próximas eleições.

Durante sua visita, o candidato destacou o carinho recebido pela população bonfinense e reiterou sua disposição em trabalhar ativamente em prol do desenvolvimento da cidade na Câmara dos Deputados.

"Foi surpreendente a minha passagem por Senhor do Bonfim. Não imaginei receber tanto acolhimento. Ficam os registros desse município maravilhoso, ao lado de pessoas que acreditam na mudança e confiam no nosso trabalho. Senhor do Bonfim tá com Robinho e Robinho vai trabalhar muito por Senhor do Bonfim!", declarou.

Foco em recursos e emendas parlamentares

Entre as prioridades assumidas pela equipe do candidato, destaca-se a articulação política para atrair investimentos e direcionar emendas parlamentares destinadas a suprir as reais demandas da comunidade local e da região norte do estado.

Com o apoio de importantes lideranças políticas baianas, como ACM Neto, Robinho reafirma sua candidatura ao cargo de deputado federal sob o número 4444, propondo um mandato focado em projetos estruturantes, melhorias nos serviços públicos e forte presença nos municípios baianos.

Alckmin promete a empresários que Lula fará superávit e defende fim de privilégios no Judiciário

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) prometeu a empresários que, se reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará superávit nas contas públicas. Também defendeu o corte de privilégios a integrantes do Judiciário e Legislativo como meio de combate ao desperdício de recursos públicos.

Alckmin falou a empresários na noite de quarta-feira (9) em um jantar realizado em Brasília. A campanha do petista tenta reeditar o pacto costurado com setores do PIB em 2022, quando diversos empresários e economistas o apoiaram para evitar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) –hoje, o principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente.

Ainda segundo relatos, o vice-presidente afirmou que o brasileiro está revoltado com os altos salários e benefícios, sendo necessário deixar claro que Lula é quem pode combatê-los.

Após ouvir críticas aos juros, Alckmin disse que, em 2020, o governo Bolsonaro gastou a mais do que arrecadou 10% do PIB e não pagou um centavo da dívida.

Em defesa do governo Lula, ele enfatizou terem zerado o déficit primário. Para o ano que vem, prometeu superávit de, no mínimo, 0,5%. Alckmin defende que se avance mais no ajuste para redução dos juros.

Organizador do encontro, o coordenador do grupo Direitos Já!, Fernando Guimarães, afirma que a iniciativa busca reativar o pacto que elegeu Lula em 2022, com a participação de apoiadores históricos do PSDB. A intenção, explica, é furar a bolha e atrair eleitores que estão fora da polarização do PT versus bolsonarismo.

Ainda segundo relatos, no discurso, Alckmin também apontou o eleitor de centro como fundamental para a definição das eleições.

Também falando em nome do governo, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça. Embora sem citá-lo nominalmente, disse que um magistrado não pode atuar em favor de uma campanha.

Segundo relatos, ele classificou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um abuso, uma intromissão descabida que tem o objetivo de blindar Flávio Bolsonaro. Ele lembrou ter levado essas críticas às redes sociais, pregando ainda a derrubada do sigilo do caso Master.

O jantar reuniu cerca de 100 pessoas na casa do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, aliado de Lula, com representantes de diferentes setores da economia. Um dos principais temas foram os impactos da crise no Supremo Tribunal Federal sobre a eleição.

Além de Alckmin. Fernando Guimarães e José Guimarães, estavam presentes os ministros da Indústria, Márcio Elias Rosa, da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, e o controlador-geral da União, Vinícius Carvalho. Também participou o coordenador do programa de governo da campanha de Lula, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli.

Estavam presentes, entre outros nomes, os economistas Felipe Salto e André Perfeito, a pecuarista Teresa Vendramini e o dirigente empresarial Rafael Lucchesi. Após a abertura de Fernando Guimarães, eles falaram sobre o cenário econômico e o impacto nos diferentes segmentos.

O jantar da quarta-feira não foi o único movimento recente do grupo político de Lula para tentar atrair o apoio de setores do PIB. No fim de agosto, o próprio presidente recebeu alguns grandes empresários no Palácio da Alvorada para conversar, e prometeu que fará todo o possível para reduzir os juros.
Por Catia Seabra e Adriana Fernandes/Folhapress

Sidninho questiona suspensão de licitação de 10 novos trens do metrô e cobra respostas do Governo

Foto: Divulgação
O vereador Sidninho (PP) questionou o Governo do Estado da Bahia sobre o planejamento e a destinação dos R$ 490,3 milhões previstos para a aquisição de 10 novos trens do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. O processo licitatório para a compra das composições foi suspenso pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDUR), em cumprimento a uma decisão judicial publicada no Diário Oficial do Estado.

A suspensão interrompe o cronograma de ampliação da frota — medida fundamental para aumentar a capacidade de atendimento das Linhas 1 e 2, reduzir o tempo de espera (headway) nas plataformas e absorver a crescente demanda do sistema. Os detalhes do processo judicial e os fundamentos da liminar não foram tornados públicos pela gestão estadual, e não há prazo definido para a retomada do certame.

"Quem paga essa conta é o usuário diário do sistema. A Linha 1 conecta a Lapa a Águas Claras, integrando importantes terminais de ônibus e fazendo transbordo com a Linha 2 no Acesso Norte. Por sua vez, a Linha 2 atende densos corredores comerciais e o Aeroporto Internacional. Essa infraestrutura é vital para a mobilidade da capital e não pode ficar paralisada por inconsistências em editais de licitação", apontou Sidninho.

O parlamentar destacou que esta é a segunda interrupção do certame em um curto intervalo. Em agosto, a própria CTB havia revogado uma primeira tentativa de licitação com base em pareceres administrativos internos.

"As paralisações recorrentes evidenciam falhas na elaboração do edital, como exigências qualificatórias restritivas, descumprimento de prazos ou divergências nas especificações técnicas dos trens. Além disso, a falta de divulgação dos motivos da liminar afronta o princípio constitucional da publicidade (Art. 37 da CF/88)", afirmou.

Para buscar esclarecimentos, o vereador anunciou a formalização de requerimentos aos órgãos competentes. "Enviarei um pedido formal à SEDUR/CTB solicitando cópia integral do processo administrativo e o teor da decisão judicial, além de um ofício ao TCE-BA pedindo auditoria e acompanhamento do processo para averiguar possíveis incorreções técnicas. A adição dessas 10 composições (cerca de 40 carros) é indispensável para recompor a oferta do sistema após a ampliação do trecho Retiro–Águas Claras e o aumento de passageiros na Linha 2", concluiu.

Edital do STF sobre monitoramento de redes gera críticas na direita- Por Fábio Zanini/Folhapress

Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF
Uma licitação aberta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para monitoramento de redes sociais tem aumentado as críticas da direita à corte, que aponta risco de uso político das informações para perseguição de adversários.

O processo foi aberto em maio, para renovação de um contrato de acompanhamento de informações sobre a corte em redes como Instagram, X, YouTube, Facebook, TikTok, LinedIn, Kwai e Discord. O valor é de R$ 249 mil.

Um dos pontos contestados por políticos de oposição é a exigência de que a empresa vencedora faça uma classificação sobre o "sentimento" de influenciadores com relação ao STF, rotulando suas interações como positivas, negativas ou neutras.

No início de agosto, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do edital. Ele justificou que o certame representaria um risco potencial à liberdade de pensamento e expressão.

Outros que criticaram o edital foram candidatos do Partido Novo, como Cris Monteiro, que disputa mandato de deputada federal em São Paulo, e Gerson Pires, que busca vaga na Assembleia Legislativa do estado.

Procurado, o STF negou objetivos políticos e afirmou que o monitoramento de redes é uma prática rotineira em grandes órgãos e empresas, usada apenas para aprimoramento das suas ações de comunicação. Acrescentou ainda que se trata somente da renovação de um contrato já existente, que expirou.

08 setembro, 2026

Fachin avalia tirar de Mendonça e assumir casos Master e INSS para conter crise no STF

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, avaliar tirar do ministro André Mendonça e assumir as investigações dos casos Master e INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar conter a crise instalada na corte.

Fachin reuniu auxiliares na tarde de domingo (6) para tratar da disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes. O encontro com assessores mais próximos foi chamado para articular o caminho e a forma com a qual o presidente do Supremo deverá dirigir o momento inédito.

Essa discussão teve início antes da ordem de Mendonça desta terça-feira (8) de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. A determinação foi a julgamento na Segunda Turma da corte e chegou a formar maioria, porém o julgamento foi suspenso após pedido de vista (mais tempo para analisar a matéria) de Gilmar Mendes.

Desde o início da última semana, o Supremo enfrenta, de forma pública, a maior disputa entre integrantes. Fachin já havia tirado do inquérito das fake news o pedido de abertura de investigação de Moraes contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Afastar Mendonça seria, também, como a Folha mostrou, uma aposta da ala do STF que apoia Moraes. Para esse grupo, Fachin deve retirar temporariamente o relator dos casos enquanto houver qualquer tipo de dúvida sobre os métodos do ministro.

Segundo interlocutores do presidente, no entanto, a avaliação é a de que é preciso controlar os ânimos dos dois polos da crise. A medida seria uma forma de reduzir poder de ataques entre os dois grupos em disputa na corte.

Na sexta (4), Fachin defendeu o fim do inquérito das fake news, aberto em 2019 e nas mãos de Moraes desde então, e a aprovação da proposta de um código de ética no tribunal. No Palácio do Planalto, o ministro disse que "não haverá precipitação, mas tampouco omissão" para solucionar o conflito.

"A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa. Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça."

Fachin conversou com Lula antes da cerimônia que participaram e sinalizou a intenção de dar andamento às acusações levantadas entre os ministros e levar os casos ao plenário da corte. Também demonstrou insatisfação com os meios escolhidos por ambos os colegas para seguir com as medidas de cada lado.

De acordo com ele, a retirada da investigação contra Mendonça das mãos de Moraes era necessária para verificar a regularidade do ato de Moraes. E, em seguida, para eventual avaliação das acusações feitas pelo relator ao colega que conduz os casos mais rumorosos do país atualmente.

Moraes determinou a apuração com base em um relatório interno da Polícia Federal, apócrifo, e descrito pelo próprio documento como sem valor probatório. A PF incluiu informações muitas vezes classificadas como de grau de confiança "baixo" ou "moderado", mas que Moraes usa indiscriminadamente na decisão.

A medida foi a resposta de Moraes dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta o colega como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar Moraes.

O inquérito das fake news foi aberto na gestão de Dias Toffoli, quando designou Moraes, sem sorteio, para a relatoria da investigação sobre ataques e ameaças à corte. A abertura prolongada da apuração tem gerado questionamentos internos e externos ao menos desde a gestão de Luis Roberto Barroso.

Na noite de quinta (3), Fachin determinou que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem informações em até cinco dias sobre o relatório da PF que envolveu Moraes e citou as duas outras autoridades.

O presidente pede informações sobre as circunstâncias nas quais Mendonça determinou a identificação das pessoas com as quais Vorcaro conversava e as medidas tomadas para que as regras de investigação sobre autoridades fossem cumpridas.

A última semana teve início com os primeiros passos da crise, quando Mendonça tornou públicas as mensagens do ex-dono do Master a Moraes, perguntando ao ministro se deveria deixar o país dois dias antes de ser preso e agendando encontros para tratar dos negócios alvo de investigação.

Vorcaro foi preso pela PF em 17 de novembro de 2025, quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Documentos mostram que no dia 14 ele pergunta ao ministro se está "marcado amanhã lá em casa" ou se "prefere deixar para semana que vem". Minutos depois, confirma: "Vou chegar 14:30 ok! La em casa marcado".
Por Ana Pompeu, Folhapress

Lula criticou decisão de Moraes que barrou indicação de Bolsonaro para PF em 2020

Foto: Divulgação/Arquivo
O presidente Lula (PT) reagiu com críticas em 2020 a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender a nomeação feita pelo presidente Jair Bolsonaro de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal.

O caso vem sendo lembrado no contexto da decisão de André Mendonça de afastar do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A decisão de Moraes foi proferida no dia 29 de abril de 2020. "Não pode um único juiz da Suprema Corte tomar atitude de evitar. Não podemos permitir que as instituições ajam politicamente. [...] Que a pessoa prove que o delegado tem um ilícito, aí sim ele está correto [em barrá-lo]", disse Lula, em entrevista ao UOL.

Na ocasião, o petista também centrou críticas ao ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A troca da chefia feita por Bolsonaro desagradou Moro, que pediu demissão do governo.

"O presidente da República tem mais autoridade para indicar o delegado do que o ministro, afinal de contas foi o presidente da República que foi eleito. O que é importante é tratar a instituição de forma republicana, ou seja, não é um instrumento do presidente da República", disse.

Moraes interferiu na indicação de Ramagem ao se basear, principalmente, nas afirmações de Bolsonaro de que pretendia usar a PF, um órgão de investigação, como produtor de informações

Por Carlos Petrocilo, Folhapress

Postagem em destaque

PF: ex-chefe de supervisão do BC recebeu R$ 500 mil mensais de Vorcaro Por Felipe Pontes/Agência Brasil 11/09/2026 às 12:55

Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil A Polícia Federal (PF) apontou em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-...