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04 outubro, 2026

Lídice admite disputa difícil do PSB na Assembleia Legislativa Por Política Livre

Lídice da Mata-Foto: Reinaldo Oliveira
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) reconheceu, neste domingo (4), que o partido enfrenta uma disputa difícil para garantir representação na Assembleia Legislativa da Bahia. Em contrapartida, a parlamentar afirmou que a legenda trabalha com a possibilidade de conquistar até três cadeiras de deputado federal pela Bahia.

Lídice falou ao acompanhar a votação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador. Ao analisar especificamente o desempenho esperado pelo PSB nas eleições proporcionais, ela afirmou que a legenda foi enfraquecida pela perda de dois de seus principais puxadores de votos.

“Na Assembleia, o partido está disputando uma vaga. Perdemos os dois principais eleitores nossos, os mais fortes, e isso debilitou. Mas temos uma chapa de luta e resistência”, afirmou.

O cenário apresentado por Lídice é mais otimista na disputa pela Câmara dos Deputados. Segundo ela, o desempenho final dependerá tanto da votação alcançada pela chapa quanto da distribuição das vagas na fase das sobras eleitorais.

“Nacionalmente, brigamos por até três vagas. Vai depender do número de votos que alcançarmos e da sobra na disputa com outros partidos”, frisou.

A parlamentar também manifestou confiança na reeleição de Jerônimo e afirmou acreditar em uma definição da disputa estadual ainda no primeiro turno. “Na Bahia, acho que Jerônimo vai ganhar no primeiro turno. Pesquisas internas e externas revelam isso. É a minha expectativa. Não creio em surpresa”, declarou.

Sobre a eleição presidencial, Lídice também defendeu a reeleição de Lula (PT), embora tenha evitado assegurar que a disputa nacional terminará neste domingo. “Tomara. Vamos torcer muito e lutar também. É muito importante para o Brasil, que precisa de estabilidade”.
Com informações do repórter Reinaldo Oliveira.

Bruno Reis diz estar “muito confiante” em vitória da oposição e critica suspensão de show de Léo Santana

Foto: Reinaldo Oliveira
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou estar “muito confiante” na vitória da chapa de oposição nas eleições deste domingo (4). Em entrevista ao Política Livre, na manhã deste domingo, o gestor declarou que há um “desejo de mudança grande” na Bahia e apostou na vitória de ACM Neto (União Brasil) para o governo do estado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) para o Senado.

“Desde as primeiras horas, a gente está recebendo as fotos, as imagens, vendo as pessoas indo votar de azul. Por onde passei pela nossa cidade, as pessoas atenderam à nossa convocação”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, o resultado eleitoral deverá refletir a insatisfação de parte do eleitorado com os governos do PT na Bahia. “São 20 anos com promessas que não foram cumpridas, políticas públicas que pioraram, diminuíram a qualidade, ocupando as últimas posições do Brasil. Portanto, o povo quer mudar”, declarou.

Bruno Reis acrescentou que espera uma consolidação desse sentimento nas urnas. “Hoje vai haver essa consolidação desse sentimento de mudança e vamos vencer essa eleição”, disse.

Prefeito critica decisão do TRE

Na entrevista, Bruno Reis também comentou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que suspendeu o show de Léo Santana e outras apresentações artísticas previstas para a inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, no Subúrbio de Salvador, em 2 de outubro.

A proibição ocorreu em razão das restrições legais a showmícios e apresentações artísticas custeadas com recursos públicos em inaugurações no período eleitoral. A ação foi movida pela coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, que apontou possível uso político do evento para beneficiar ACM Neto.

Questionado sobre a decisão e a possibilidade de aplicação de multa à Prefeitura, Bruno Reis afirmou que a determinação judicial foi cumprida integralmente e negou que tenha ocorrido show no local.

“A decisão foi integralmente cumprida. Eu podia estar presente, houve lá uma apresentação teatral e quem estava lá sabe que não houve show”, declarou.

O prefeito também criticou a iniciativa que levou à suspensão das apresentações musicais e afirmou que artistas da comunidade foram prejudicados. Segundo ele, a programação previa a participação de artistas negros e da periferia.

“Infelizmente, o PT não gosta do povo suburbano e impediu a celebração”, criticou.

Bruno Reis defendeu ainda a realização do evento, argumentando que o equipamento cultural representa um investimento para os moradores do Subúrbio Ferroviário. Segundo o prefeito, não havia candidatos nem propaganda eleitoral na programação.

“Era um grande equipamento funcionando da comunidade, um grande centro cultural de convenções que o Subúrbio nunca viu, porque antes só se fazia no centro da cidade, nas áreas novas”, disse.

Com informações do repórter Denis FrançaPor Política Livre

Flávio Bolsonaro sobrevive a escândalos e se alavanca no STF em eleição para vingar o pai

Escalado para vingar o pai, Jair Bolsonaro (PL), nas urnas e na Justiça, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45, chega ao primeiro turno neste domingo (4) empatado tecnicamente com o presidente Lula (PT) após ter sobrevivido, ao menos por ora, a escândalos passados e recentes, como sua relação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A escolha de Flávio, feita para manter o poder político dentro do clã, foi recebida com descrédito na direita e no centrão. O PT chegou a ver vantagem em disputar com o "filho 01" por acreditar que ele não seria competitivo. Hoje, porém, aliados do senador celebram o que veem como resiliência, ainda que admitam que boa parte de sua força é reflexo do antipetismo.

Para o candidato do PL, o adversário nesta eleição não era apenas Lula, mas seus "amigos no Judiciário", em referência sobretudo aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acusados pelo bolsonarismo de rasgar o direito para beneficiar o petismo.

Se, por um lado, decisões judiciais foram apontadas por Flávio como prejudiciais, como no debate cancelado pela TV Globo, por outro, a crise ética sem precedentes que eclodiu no STF, com Moraes e outros ministros acusados de envolvimento com Vorcaro, serviu para alavancar seu discurso antissistema e tirá-lo das cordas pelo caso "Dark Horse".

A eleição agravou a divisão interna do STF. Em relação à ala que seus aliados consideram lulista, Flávio não escondeu seu objetivo de eleger maioria no Senado para promover impeachment. Ao mesmo tempo, ignorou a ligação de Vorcaro com ele próprio e com os escolhidos pelo seu pai para a corte: Kassio Nunes e André Mendonça.

No seu programa eleitoral, Flávio afirmou que Lula "decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei".

Na quinta-feira (1º), seguindo a estratégia de voto útil na reta final, pediu: "Me dê seu voto de revolta. Com todo respeito aos outros concorrentes, somente Flávio Bolsonaro tem condições de vencer o Lula já no primeiro turno".

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra o senador empatado tecnicamente com Lula. O atual presidente registra 45% das intenções de votos válidos, ante 42% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A candidatura de Flávio foi selada em dezembro de 2025 dentro da prisão na Polícia Federal, onde o ex-presidente começava a cumprir sua pena por tentativa de golpe de Estado após a derrota de 2022.

A partir daí, Flávio insistiu na figura do "Bolsonaro moderado", num difícil equilíbrio entre se livrar da rejeição do pai sem perder a mobilização da direita radical. Na mesma semana em que anunciou ter sido escolhido candidato, o senador se definiu como o "Bolsonaro vacinado", em oposição ao ex-presidente negacionista da pandemia de Covid-19.

Na tentativa de se firmar como um democrata, Flávio também aprimorou a tática bolsonarista de descredibilizar o Supremo, desta vez fustigando ministros específicos, em vez da instituição, e associando sua ruína moral a Lula.

Apesar de tentar apontar diferenças com Bolsonaro, Flávio buscou se colocar como seu principal herdeiro político e recorreu a marcas deixadas por ele, como a estética verde e amarela, as lives semanais e as motociatas.

Na campanha, levantou dúvidas sobre as urnas, negou o aquecimento global e deu seguimento à subserviência do pai em relação aos Estados Unidos de Donald Trump, enquanto cresce o receio de intervenção americana na eleição.

A plataforma política do grupo também foi exposta nas promessas de Flávio de conceder perdão aos condenados pelo ataque golpista de 8 de Janeiro, em especial a seu pai, e "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".

Integrantes da campanha apontam o boato em torno da retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida como um baque tão duro quanto o escândalo do filme "Dark Horse" em homenagem a Bolsonaro.

Em maio, a revelação pelo site The Intercept de que Flávio pediu a Vorcaro dinheiro para bancar a produção americana atingiu o senador quando sua pré-campanha ainda estava desacreditada, isolada e sob alvo de fogo amigo.

A suspeita da Polícia Federal de que essa verba tenha sido desviada para financiar a vida do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA levou a operações contra os envolvidos no filme e pôs Flávio, que chamava Vorcaro de irmão, na condição de investigado em inquérito no STF.

A revelação interrompeu a trajetória de alta de Flávio nas pesquisas e transformou a convenção do PL, em julho, em uma linha de chegada diante da ameaça de que sua candidatura não resistisse.

A decisão de Bolsonaro, inelegível, de escolher o filho para substituí-lo em vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Michelle Bolsonaro (PL) voltou a ser questionada. Em reação, o governador e ex-primeira-dama se restringiram a um apoio protocolar a Flávio.

O senador passou a campanha assombrado pelo rumor de que viriam à tona imagens íntimas e por antigas acusações, como a denúncia de rachadinha operada por Fabrício Queiroz, a compra de imóveis com dinheiro vivo e a homenagem ao miliciano Adriano da Nóbrega.

Michelle ainda expôs os conflitos familiares e políticos do bolsonarismo ao dizer que havia sido maltratada e desrespeitada pelo enteado. Para tentar diminuir a rejeição do eleitorado feminino, agravada pela madrasta, Flávio precisou reforçar o papel da mulher, Fernanda Bolsonaro, e o dele próprio como "pai de menina".

A campanha de Flávio também buscou durante meses uma candidata a vice mulher para minimizar a acusação de machismo.

Os partidos do centrão, porém, rejeitaram se coligar com o PL e restou a Flávio uma chapa isolada com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice —escolhido de última hora pelo papel de "justiceiro" contra a farra de descontos ilegais no INSS e pelas acusações contra Lulinha.

Flávio também se propôs a falar do "Brasil real" para criticar o governo federal não só pela segurança pública, mas também pelo endividamento das famílias —sem explicar o que ele próprio fará com as bets, em caso de vitória.

A rejeição do governo Lula 3 favoreceu o bolsonarista, que atrelou sua campanha ao novo e à mudança. Mas, para além de palavras de ordem, há dúvidas sobre como seria um governo Flávio. O candidato se limitou ao que a população queria ouvir: linha dura contra bandidos e nenhum detalhe sobre quais benefícios ou serviços serão afetados pelo prometido tesouraço à moda do argentino Javier Milei.

Olhar para trás em busca dessas respostas também não ajuda. Em quatro mandatos como deputado estadual e um como senador, Flávio não aprovou projetos ou teve marcas relevantes, apesar de usar sua atuação na Comissão de Segurança como vitrine.

Já como candidato, ele propôs uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para acabar com a reeleição a presidente, em um aceno a Tarcísio na disputa de 2030. O projeto mantém o mandato de quatro anos, mas abre brecha para que o Congresso, onde a direita deve ser majoritária, estenda o período.

Por Carolina Linhares e Thaísa Oliveira/Folhapress

Ronaldo Caiado encerra campanha no 1º turno sem se consolidar como alternativa a Lula e Flávio

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, aposta do PSD para a disputa à Presidência, tentou, mas derrapou no objetivo de se tornar a opção mais lembrada do eleitor que não quer nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL), mesmo em cenário de alta rejeição, no qual os dois cabeças na disputa amargam 45% de brasileiros que não votariam neles de jeito nenhum, segundo Datafolha divulgado no dia 1º de outubro.

Caiado batalhou pelo lugar na sigla de Kassab e venceu Eduardo Leite (PSD) e Ratinho Jr. (PSD), este por default —uma vez que o governador do Paraná desistiu de tentar a Presidência— e teve certa tração na corrida eleitoral, ao menos entre grupos de empresários, que chegaram a encará-lo como uma opção mais estável que Flávio Bolsonaro.

A agenda junto a empresários de São Paulo em busca de apoio, porém, não resistiu aos baques que fizeram a campanha aparentemente naufragar, embora o resultado só possa ser medido com a apuração das urnas neste domingo (4).

Enquanto o político pedia ao empresariado que "espalhasse a palavra" para torná-lo mais popular, seguiu em agendas em São Paulo sem ser reconhecido pelas pessoas nas ruas e distante do eleitorado alheio a Goiás.

Um dos choques na campanha foi o voo de galinha de Augusto Cury (Avante), que, no fim de agosto e em setembro, ultrapassou adversários e chegou a alcançar dois dígitos em algumas pesquisas, proeza não alcançada pelo adversário goiano.

Cury tem agora 3% dos votos totais, segundo Datafolha deste sábado (3), frente a 4% de Caiado. Renan Santos (Missão) tem 3%, e Romeu Zema (Novo) não pontuou. Lula tem 42%, e Flávio, 40%. Disseram votar em branco, nulo ou nenhum 4%, e 3% são indecisos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outro baque na disputa foi o próprio desempenho do goiano nos debates e entrevistas. Ele foi criticado por não conseguir detalhar planos de governo, argumento que o candidato, que é médico, rebateu dizendo só ser possível "examinar o paciente", o equivalente a dar mais detalhes sobre como sanar os problemas do país estando na cadeira de presidente.

Outra crítica foi a dificuldade de nacionalizar o discurso, percebida em deslizes nos próprios debates, quando o político chegou a confundir o cargo que pleiteia ao dizer que iria se tornar "governador do estado" durante sabatina da Folha e do UOL em setembro.

Outro episódio usado para ilustrar que a campanha do político não deslanchou, talvez pelo baixo desempenho, foi o flagra de seu vice e líder de partido, Gilberto Kassab, dormindo durante a fala de Caiado no debate de agosto da TV Bandeirantes.

A cena viralizou nas redes sociais, e Kassab negou o cochilo, dizendo que mexia no celular. O episódio foi usado por eles na sequência, em tom de brincadeira, para promover a candidatura. "Comigo na Presidência, você vai dormir tranquilo igual ao Gilberto Kassab no debate", publicou Caiado nas redes.

O goiano foca o combate à violência, pauta à qual sempre tentou se associar. Um dos destaques do plano do presidenciável é endurecer penas, classificar as organizações criminosas como terroristas e criar uma polícia conjunta com países vizinhos.

Na economia, promete reduzir as despesas e atrelá-las a no máximo 50% do PIB (Produto Interno Bruto), corrigidas pela inflação, com enfoque no corte de emendas parlamentares. Em relação à saúde, propõe menos tempo nas filas do SUS (Sistema Único de Saúde), foco no tratamento preventivo de doenças e o uso de inteligência artificial para auxiliar profissionais do setor.

De nomes que poderiam compor o governo, citou na Fazenda Armínio Fraga como referência, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), para Relações Exteriores, e a própria médica, a cardiologista Ludhmila Hajjar, para a pasta da Saúde....

Outro nome citado foi o do promotor Lincoln Gakiya para a pasta da Segurança Pública, embora Gakiya tenha afirmado na época do convite que não se manifestaria sobre o assunto por ser promotor da ativa.

Durante o percurso até este 4 de outubro, Caiado mudou de estratégia para tentar alçar voo e chegar ao segundo turno com Lula (PT), que, gosta de dizer, só poderia ser derrotado nessa fase do pleito por ele.

No início, não agia frontalmente contra Flávio Bolsonaro, mas depois passou a atacar o senador de maneira mais direta, tentando conquistar o eleitor crítico ao filho de Jair Bolsonaro (PL). A tática chegou a gerar a troca do marqueteiro Paulo Vasconcelos pelo publicitário Marcos Carvalho, porque o primeiro defendia postura de menor embate com Flávio.

O alvo de toda vida, porém, é Lula, contra quem faz questão de reforçar a forte oposição e atrelar à corrupção. É por isso que a tendência é que o goiano apoie Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno do senador com o petista, embora Caiado tenha evitado antecipar o apoio.

Na medida em que a campanha não deslanchou, Caiado tem se voltado para Goiás, onde gosta de lembrar que tem índices de aprovação acima de 80%. O domingo de apuração vai contar com o candidato em Goiânia, ao lado da esposa, Gracinha (União Brasil), que tenta uma vaga no Senado.

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, o primeiro iniciado em 1991. Em 2014, foi eleito senador por Goiás. Chegou ao Executivo do estado em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte. No Congresso, passou a maior parte do tempo no PFL (que virou DEM em 2007 e, depois, tornou-se União Brasil).

Sua atuação política foi marcada pela defesa do agronegócio e pela oposição ao PT, além de apelo às bandeiras da segurança pública e do combate à corrupção.
Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

03 outubro, 2026

PF apreende mais de R$ 500 mil e prende dois suspeitos por crimes eleitorais em Alagoas

Investigação aponta movimentações financeiras atípicas de R$ 750 mil durante o período eleitoral e possível compra de votos
Foto: Divulgação/PF
Maceió/AL. A Polícia Federal apreendeu, nesta sexta-feira (2/10), mais de R$ 500 mil em espécie com dois homens e uma mulher investigados por suspeita de corrupção eleitoral e lavagem de capitais no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió.

O inquérito policial identificou a realização de saques atípicos em dinheiro durante o período eleitoral, que totalizam aproximadamente R$ 750 mil. Os valores são objeto de apuração e podem estar relacionados ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores nas Eleições 2026.

Durante a ação, dois homens foram presos e encaminhados para os procedimentos cabíveis na Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas.

Com um dos investigados, os policiais apreenderam uma arma de fogo, além de envelopes contendo cédulas de dinheiro e listas com nomes, materiais que serão submetidos à análise pericial e auxiliarão no aprofundamento das investigações.

A Polícia Federal prossegue com as diligências para identificar todos os envolvidos e esclarecer a origem, a movimentação e a destinação dos recursos apreendidos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Alagoas

PF prende duas pessoas e apreende R$ 25 mil suspeitos de serem utilizados para compra de votos

Boa Vista/RR. A Polícia Federal prendeu, nessa sexta-feira (2/10), duas pessoas em flagrante pela prática do crime de corrupção eleitoral no município de Alto Alegre/RR.

A ação foi desencadeada a partir de informações recebidos no Disk-Denúncia Eleitoral da Polícia Federal, que indicavam que indivíduos estariam transportando uma quantia significativa de dinheiro em espécie destinada à compra de votos. Após diligências, equipes da Polícia Federal localizaram e abordaram o veículo suspeito.

Durante a fiscalização, foram apreendidos R$ 8.007,00 em espécie no interior do automóvel, além da localização de elementos indicando que os valores seriam destinados ao pagamento de “boca de urna”.

Em continuidade às diligências, foi realizada busca no imóvel de onde os suspeitos haviam acabado de sair, ocasião em que foram apreendidos outros R$ 17.100,00 em espécie.

O dinheiro estava separado em montantes distintos e acompanhado de anotações contendo nomes de pessoas.

Diante dos elementos colhidos, os dois indivíduos receberam voz de prisão e foram autuados em flagrante pelo crime de corrupção eleitoral.

Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima.

PF prende 11 pessoas em flagrante por corrupção eleitoral

Na ação, foram apreendidos R$ 4,3 mil em espécie, além de materiais de interesse para a investigação
Boa Vista/RR. A Polícia Federal prendeu, na noite de sexta-feira (2/10), 11 pessoas em flagrante pela prática do crime de corrupção eleitoral.

A ação ocorreu durante patrulhamento de equipes da Polícia Federal em Boa Vista/RR, quando foi identificada uma aglomeração de pessoas saindo de um imóvel com movimentação suspeita.

Durante as abordagens, os policiais encontraram com os envolvidos quantias de R$ 300 em espécie, além de panfletos de candidatos aos cargos de deputado estadual e federal.

As diligências indicaram que os valores haviam sido entregues no imóvel pouco antes da abordagem e, em tese, seriam destinados à compra de votos.

Ao todo, foram apreendidos aproximadamente R$ 4,3 mil em espécie, além de materiais de interesse para a investigação.

Os 11 envolvidos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal em Roraima, onde foram autuados em flagrante pelo crime de corrupção eleitoral.

Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima

PF deflagra operação para apurar possível movimentação irregular de recursos em espécie com indícios de vínculo eleitoral

As apurações tiveram início após a apreensão de aproximadamente R$ 4 milhões em espécie
Boa Vista/RR. A Polícia Federal deflagrou, na manhã deste sábado (3/10), a Operação Moriarty, para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo Eleitoral das Garantias da 2ª Zona Eleitoral de Caracaraí/RR.

A investigação apura possível esquema de movimentação irregular de recursos financeiros em espécie, caracterizado pela realização de saques milionários, com indícios de vinculação a atividade eleitoral.

As apurações tiveram início após a apreensão de aproximadamente R$ 4 milhões em espécie, realizada em decorrência do acompanhamento de uma operação de saque bancário.

A análise preliminar dos elementos obtidos revelou indícios de movimentação de valores sem justificativa plausível e possível destinação relacionada a financiamento eleitoral irregular.

As diligências realizadas nesta fase têm por objetivo obter novos elementos de prova, esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e identificar eventuais outros envolvidos nas operações financeiras investigadas.

Comunicação Social da Polícia Federal em Roraima

PF deflagra quatro operações de combate a crimes eleitorais em MT

Cuiabá/MT. A Polícia Federal deflagra, na manhã deste sábado (3/10), quatro operações destinadas à apuração de crimes eleitorais em Mato Grosso. Ao todo, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Eleitoral, no âmbito de investigações sobre possíveis irregularidades relacionadas ao processo eleitoral.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos aproximadamente R$ 235.000 em espécie, além de outros materiais de interesse das investigações.

Novas informações poderão ser divulgadas oportunamente, observados os limites legais e o interesse das apurações.

Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso

Gilmar derruba direito de resposta de Moro e libera propaganda de Sandro Alex sobre aborto

Ministro do STF cassou decisões do presidente do TRE-PR que haviam determinado a retirada de inserções e concedido resposta a Moro; propaganda usa trecho de tese de doutorado do candidato sobre decisão dos EUA no caso Roe v. Wade

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou neste sábado (3) decisões do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que haviam concedido direito de resposta a Sergio Moro contra propagandas de Sandro Alex.

Com a decisão, Moro perde o direito de resposta e as peças que haviam sido retiradas podem voltar a ser exibidas.

A campanha de Sandro Alex usa um trecho da tese de doutorado de Moro sobre o julgamento da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Roe v. Wade, que tratou do aborto.

Em uma das peças, aparece a frase “Aborto = Solução razoável”.

Moro inicialmente pediu a retirada de propagandas de Sandro Alex que insinuavam que ele, Moro, era a favor do aborto . O TRE negou.

Em seguida, em decisão monocrática, o presidente do TRE que, monocraticamente , atendeu ao pedido de Moro.

A defesa de Sandro Alex, então, acionou o STF. O ministro Gilmar Mendes , em decisão monocrática, derrubou a decisão monocrática do presidente do TRE. Restabeleceu as inserções e derrubou o direito de resposta de Moro .

Entenda o caso:

O que Moro escreveu

Na tese de doutorado, Moro estudou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Roe v. Wade, de 1973, que reconheceu naquele país o direito constitucional ao aborto. O trabalho analisava os argumentos usados pela Corte e os limites da atuação do Judiciário em questões desse tipo.

No trecho usado pela campanha, ele afirma que a decisão representava uma “solução intermediária para a questão do aborto”. Em seguida, ao comentar a tentativa de conciliar posições diferentes sobre o tema, diz que isso “não deixa de ser razoável”.

A campanha de Sandro Alex usa esse trecho para questionar a posição de Moro sobre o aborto.

O que aconteceu no TRE-PR

O caso teve decisões diferentes dentro do TRE-PR. Primeiro, o plenário do tribunal negou os pedidos de direito de resposta feitos por Moro.

Depois, o presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, concedeu a Moro o direito de resposta em decisões individuais e determinou a retirada das peças.

Sandro Alex e a coligação A Mudança Continua recorreram ao STF contra essas decisões.

O que decidiu Gilmar Mendes

Gilmar cassou as decisões individuais do presidente do TRE-PR.

Segundo o ministro, questionar posições públicas e acadêmicas de um candidato faz parte do debate eleitoral. Ele também destacou a proteção constitucional à liberdade de expressão.

A decisão não diz que Moro é a favor do aborto. O que Gilmar decidiu é que a campanha pode usar o conteúdo da tese para questionar o candidato dentro do debate eleitoral e que, neste caso, não havia motivo para retirar a propaganda e conceder direito de resposta.

A decisão foi tomada na véspera do primeiro turno das eleições no Paraná
Por Camila Bomfim, g1 — Brasília

PF realiza operação contra dois suspeitos de planejar ação contra Embaixada dos EUA

PF realiza operação contra dois suspeitos de planejar ação contra Embaixada dos EUA
A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (2) em uma investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Os investigadores miraram dois suspeitos.

De acordo com comunicado da Polícia Federal, os mandados foram cumpridos em São Paulo (SP) e em Águas Lindas (GO), no Entorno do Distrito Federal. O suposto planejamento, segundo as apurações, poderia colocar em risco representações diplomáticas norte-americanas.

"As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados", diz trecho do comunicado da PF.

As ações foram autorizadas por um juiz de primeiro grau do DF. A PF informou que a ação adotada nesta sexta faz parte de uma investigação sigilosa da corporação com a colaboração de agências de inteligência estrangeiras.

Os agentes da PF apreenderam computadores e celulares, que serão analisados por peritos.

Ainda conforme a corporação, até o momento, não foram identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.

🔎Nesta quinta-feira (1º), o governo norte-americano divulgou um comunicado suspendendo o atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados do país em todo o Brasil nesta sexta-feira (2) por questões de segurança, sem detalhar quais.

O governo dos EUA não deixou claro que tipo de serviços consulares fornecidos pela embaixada foram suspensos. Também não especificou se seguirá emitindo vistos e passaportes no período.

Postagens nas redes sociais

A TV Globo apurou que os dois alvos foram identificados depois postarem comentários em plataformas e redes sociais.

A princípio, os suspeitos não têm ligação, mas isso ainda é investigado. Segundo fontes, postagens como as identificadas são frequentes nas redes sociais.

A GloboNews apurou que governo americano avisou sobre as suspeitas à Embaixada dos EUA, que comunicou ao Ministério das Relações Exteriores, que, por sua vez, acionou a PF.


Nesta manhã, a Embaixada da Austrália anunciou que ficará fechada ao longo desta sexta-feira (2). Em um comunicado, o governo australiano também alegou "'questões de segurança".

De acordo com fontes do governo brasileiro, não há indícios de ameaças contra a embaixada da Austrália até o momento. A Austrália decidiu fechar as portas se baseando na decisão dos EUA.
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