O Ministério Público do Trabalho (MPT) descobriu que uma rede pastelarias do Rio de Janeiro, investigada por envolvimento em máfia de trabalho escravo, servia carne de cachorro como recheio dos salgados que fabricava. Uma vistoria realizada pelo órgão no processo de investigação encontrou cachorros congelados em caixas de isopor, nos fundos do estabelecimento. Segundo a procuradora Guadalupe Louro Couto, os animais podem ter sido mortos a pauladas e eram guardados na lanchonete localizada em Parada Lucas, para a fabricação de pasteis e outros salgados. “Tinha muita carne estragada. O cheiro daquele lugar era insuportável”, contou a procuradora. Em depoimento, o chinês dono da pastelaria que cumpre pena no Complexo do Gericinó, no Rio de Janeiro, disse que o uso da carne de cães na produção de pastéis é uma pratica comum nas lanchonetes chinesas espalhadas pela cidade. O local oferecia condições de trabalho degradantes para os funcionários. O primeiro caso de trabalho escravo chegou ao conhecimento do MPT há dois anos, quando um rapaz foi hospitalizado com queimaduras no corpo. Além de ser obrigada a trabalhar sem remuneração, a vítima era alvo de castigos diários e jornada de trabalho exaustiva. “Ele levava coronhadas e apanhava todos os dias. Os vizinhos ouviam os gritos, mas como não era de socorro, não sabiam do que se tratava. Um dia o patrão jogou uma panela quente nas costas dele. A vizinhança chamou a polícia, e o menino foi hospitalizado”, disse Couto. Perplexa, a procuradora disse que é fundamental que a sociedade se sensibilize com esses casos e denuncie sempre que suspeitar de situações parecidas. "Já vi muita coisa ruim, principalmente em trabalhos que realizei em fazendas do Mato Grosso. Mas o que encontrei naquela pastelaria foi o pior de tudo", contou a procuradora.
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