O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à operação de busca e apreensão realizada contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), em junho, mas foi contrário à apreensão de dinheiro em espécie e bens de luxo encontrados nos endereços do parlamentar. Segundo documentos tornados públicos pelo ministro do STF André Mendonça, Gonet avaliou que a medida seria "prematura" e excessivamente invasiva, afirmando que a posse de bens de alto valor, por si só, não configura crime. A informação é do jornal O Globo.
Apesar da manifestação da Procuradoria-Geral da República, André Mendonça acolheu o pedido da Polícia Federal e autorizou a apreensão dos itens. Durante a operação, foram recolhidos 13 relógios de luxo e cerca de R$ 479 mil em espécie, entre dólares, euros e reais, encontrados em um hotel de Brasília e em um apartamento de Jaques Wagner, em Salvador. A defesa do senador sustenta que parte dos relógios apreendidos são réplicas.
A investigação integra o chamado caso Banco Master e apura suspeitas envolvendo o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, também há indícios relacionados à negociação de um apartamento de luxo avaliado em R$ 2,5 milhões. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que está tranquilo quanto às investigações, dizendo confiar que conseguirá comprovar sua inocência.
Por Redação
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