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| Foto: Zeca Ribeiro Câmara dos Deputados |
A decisão da Executiva Nacional do PDT de ingressar na federação formada por PRD, Solidariedade e Avante, aprovada nesta sexta-feira (06), deve provocar uma reconfiguração partidária na Bahia. Isso porque dois parlamentares do Avante que pretendiam permanecer na legenda devem agora seguir o mesmo destino dos colegas de legenda e migrar para o Podemos.
Conforme revelou em primeira mão o Política Livre, os membro do Avante, comandado na Bahia por Ronaldo Carletto, estudam uma mudança em bloco para o Podemos. O partido é formado por cinco deputados estaduais e três federais.
Segundo apurou o site, eles já obtiveram o sinal para sair da agremiação, emitido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após consulta, afinal o partido não alcançou individualmente a clausula de barreira. O mesmo vale para os demais envolvidos na formação da federação.
Entretanto, o deputado federal Pastor Sargento Isidório e o filho dele, o deputado estadual eleito Tancredo Isidório, pretendiam permanecer e assumir o controle da legenda no estado. Só que, com a decisão de hoje do PDT de ingressar na federação e a saída em massa do Avante, o comando ficaria, em tese, nas mãos do deputado federal Félix Mendonça Júnior, que é pedetista e preside a maior sigla.
O PDT elegeu um federal e cinco estaduais. O Avante ficaria apenas com um federal e um estadual, em caso de permanência da família Isidório. PRD e Solidariedade não elegeram ninguém na Bahia no pleito deste ano.
Ingresso - A decisão do PDT de ingressar na federação foi tomada nesta sexta-feira pela Executiva, presidido por Carlos Lupi. O partido aprovou o ingresso na Federação Renovação Solidária, formada originalmente por PRD e Solidariedade e à qual o Avante também decidiu aderir. A proposta será submetida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com mudanças previstas no nome e no estatuto da federação.
O objetivo principal da união é superar a cláusula de barreira, que estabelece um desempenho eleitoral mínimo para garantir acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão. Juntas, as quatro legendas elegeram 18 deputados federais em outubro, número suficiente para superar o requisito de representação parlamentar, desde que a composição seja reconhecida para essa finalidade pela Justiça Eleitoral.
A Executiva pedetista também aprovou um indicativo favorável à entrada do PSB na federação. A sigla socialista, que elegeu Mário Negromonte Júnior deputado federal pela Bahia, poderá integrar a aliança, embora tenha conseguido superar individualmente a cláusula de desempenho nas eleições deste ano.
Se o PSB aderir, a federação reunirá cinco partidos e terá ainda mais peso na política baiana. A eventual participação dos socialistas, entretanto, exigirá novas negociações sobre o comando estadual e a distribuição de espaços entre as legendas.
Por Política Livre

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