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| Foto: Victor Piemonte/Arquivo/STF |
O ministro Alexandre de Moraes usou um relatório interno da Polícia Federal, classificado pelo próprio documento como “sem valor probatório”, para sustentar pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade e interferências na condução de investigações. O material não tem cabeçalho oficial da PF nem assinatura de delegado e reúne relatos anônimos sobre a atuação de Mendonça em investigações relacionadas a desvios no INSS. A informação é do Estadão.
Segundo o documento, Mendonça teria questionado a atuação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de avaliar medidas relacionadas à condução das apurações. O próprio relatório, porém, classifica os relatos como de confiança “baixa a moderada”, por não haver provas documentais. Em outro trecho, considera defensável o pedido de Mendonça para identificar interlocutores de Daniel Vorcaro, mas aponta como possivelmente indevida a determinação para obter a íntegra das mensagens.
O relatório também não confirma uma das principais conclusões atribuídas por Moraes ao documento: a existência de direcionamento das investigações contra cinco ministros do STF. As referências aos magistrados aparecem em contextos distintos e também são classificadas como de baixa confiabilidade. O material cita, por exemplo, suspeitas envolvendo Dias Toffoli e a preocupação de Mendonça com acusações consideradas infundadas contra Kassio Nunes Marques.
Por: Politica Livre

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