Inundações catastróficas na região do Himalaia entre o Nepal e o Tibete mataram ao menos 95 pessoas nesta quarta-feira (26), segundo autoridades locais. Quase 400 pessoas estão desaparecidas. Casas e estradas foram destruídas, pontes foram arrastadas pela correnteza e vilarejos inteiros ficaram submersos em lama.
A causa da enchente ainda não foi esclarecida, e a dimensão do desastre ainda é incerta. Uma hipótese sugere que um terremoto teria atingido a região e provocado uma avalanche de gelo e rochas, causando as inundações. Outra afirma que, como consequência da crise do clima, um enorme bloco de gelo se desprendeu de uma geleira, resultado em avalanche e inundação.
No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra atingiu o porto de Gyirong, causando pânico e destruição. Ao menos três pessoas morreram e outras 265 estão desaparecidas após um deslizamento de terra, informou a emissora estatal CCTV, citando uma contagem preliminar das autoridades.
O número exato de vítimas ainda está sendo verificado, segundo a CCTV. Esses são os primeiros números de vítimas e desaparecidos divulgados referentes ao lado chinês da fronteira, e não está claro se há sobreposição com os números fornecidos pelo governo nepalês.
Segundo o órgão de turismo do Nepal, ao menos 384 pessoas estão desaparecidas, dos quais 341 estrangeiros. O grupo inclui 105 indianos, 12 britânicos e três americanos, além de cidadãos da Austrália, Holanda, Malásia e África do Sul. Não havia confirmação de vítimas brasileiras até a última atualização deste texto, segundo o Itamaraty.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que equipes da polícia e do Exército se uniram aos esforços de resgate. O governo afirmou que pediu ajuda aos seus vizinhos China e Índia, para reforçar as operações.
No distrito montanhoso de Rasuwagadhi, no norte do Nepal, o transbordamento do rio Bhote Koshi impediu que helicópteros de resgate pousassem nas áreas mais atingidas de Syapru Besi e Timure. O Exército informou que as aeronaves só poderão operar no local quando o nível da água baixar.
Imagens exibidas pela televisão mostram casas destruídas, veículos sendo levados pela correnteza e uma ponte metálica sendo arrastada pela água. Testemunhas disseram à Reuters que a água das enchentes engoliu vilarejos inteiros.
Por Manoella Smith e Victor Lacombe, Folhapress
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