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| Foto: Bahia Notícias |
“Quando fizemos os primeiros exames, realizamos 2.000 procedimentos. Desses, cerca de 200 pessoas apresentaram alterações que precisavam ser melhor avaliadas. Criamos um comitê e indicamos 46 biópsias entre esses 2.000 pacientes. A meta era atender 3.000 pessoas”, explicou em entrevista ao podcast Saúde 360°.
O médico relatou que encaminhou os pacientes para a realização das biópsias na rede pública estadual de saúde. No entanto, a demora no acesso aos procedimentos — que ultrapassou três meses — gerou apreensão na equipe e levou à interrupção do programa de rastreamento.
“Uma boa parte dessas pessoas que indicamos para biópsia começou a aguardar o tempo do Estado. Percebemos que se passou um mês, dois meses, três meses. O tempo estava se esgotando e a ansiedade da equipe era muito grande. Por isso, interrompemos as tomografias ao atingir a marca de 2.000 exames. Tivemos que contratar um hospital privado para realizar as biópsias”, revelou.
Diante da falta de estrutura da rede pública para absorver a demanda, o especialista optou por recorrer ao setor privado para garantir o diagnóstico dos pacientes. Ele ressaltou, ainda, que já havia alertado as autoridades de saúde sobre essa necessidade com antecedência.
“Não estava no meu radar que o Estado estaria tão despreparado para dar segmento a esse fluxo. E não foi por falta de aviso: um ano antes de começarmos as tomografias, estivemos na Secretaria de Saúde apresentando essas demandas”, concluiu.
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