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18 julho, 2026

Perícia aponta que não houve violência sexual em bebê morta no Ceará; caso é tratado como homicídio culposo

Foto: Reprodução / Governo do Estado do Ceará
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a análise da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) revelada nesta sexta-feira (17) constatou que não houve estupro na morte da bebê de 10 meses, em Fortaleza, ocorrida na última segunda-feira (13).

"Foram realizados exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue, que não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança. Os exames realizados pela Pefoce também não constataram presença de sêmen e não indicaram presença de material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual", informou a SSPDS, em nota.

Os presos foram identificados como Francisco Ray Rodrigues Magalhães, de 22 anos, que possuía um relacionamento amoroso com a mãe da criança, e Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco. Eles tiveram a prisão convertida para preventiva pela Justiça do Ceará, na terça-feira (14).

Após a conclusão dos laudos periciais da Pefoce e com o andamento das diligências policiais, a investigação conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) passou a tratar o caso como homicídio culposo, descartando a ocorrência de violência sexual contra a criança.

No momento da morte, a mãe da criança estava no local. Inicialmente, ela acreditou que a filha estivesse engasgada, por isso, chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Como o socorro não chegou, ela decidiu levar a bebê a uma unidade de saúde por conta própria.

"A morte foi por asfixia, justamente a tese defensiva de que Levy, primo de Ray, [...] esmagou a criança com seu peso corporal ao deitar na cama, embriagado. O que agora deve mudar completamente o rumo da investigação e ser tratado como um homicídio culposo, ou seja, quando não há a intenção de matar", comentou a advogada de Francisco Ray, Gleicy Kelly Leitão.

Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) atenderam a ocorrência e participam da investigação.
Informações: Bahia noticias

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