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06 abril, 2026

Caiado elogia ação que matou 122 no Rio e defende usar Forças Armadas na segurança

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) elogiou a operação policial que vitimou 122 pessoas, em outubro passado, nos complexos da Penha do Alemão, no Rio de Janeiro. O ex-governador de Goiás defendeu ainda a presença das Forças Armadas na segurança das cidades do país.

"Foi uma operação a mais bem realizada estrategicamente no país. Olha, é invejável a estratégia daquela operação. A região mais habitada no Rio de Janeiro não teve nenhum civil envolvido", afirmou Caiado, nesta segunda-feira (6), ao Frente a Frente, programa de entrevistas do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

A Operação Contenção, que também causou a morte de cinco policiais, foi a mais letal da história do estado e terminou sem prender Doca, o chefe do Comando Vermelho procurado.

Ecoando um discurso linha-dura na segurança pública, o presidenciável defendeu ainda a equiparação de organizações criminosas a terrorismo. Segundo ele, as Forças Armadas devem atuar contra a expansão desses grupos.

"Isso tem que estar na pauta no primeiro dia. Terroristas, sim, está certo? E você vê como a Brigada Vermelha foi combatida na Itália, que é um país democrático, assim também. E as Forças Armadas entrando. Eu preciso da Aeronáutica, da Marinha. A Amazônia hoje é 100% dominada".

Durante a entrevista, o ex-governador afirmou ainda que o STF (Supremo Tribunal Federal), agora em crise com as suspeitas de envolvimento de ministros com o caso Master, deve dar explicações à sociedade.

"O Supremo Tribunal Federal tem que dar à sociedade a resposta que a sociedade espera de cada poder, cabe ao Supremo um gesto maior".

Sem citar o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), Caiado tentou fazer um contraponto ao bolsonarismo ao defender as instituições. Segundo ele, não é possível ser simplista e achar possível governar sem os três Poderes.

Durante o evento que oficializou a pré-candidatura, na semana passada, Caiado afirmou à imprensa que, caso seja eleito presidente, seu primeiro ato será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Apesar de ter se distanciado de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, Caiado se reaproximou do ex-presidente esperando receber seu apoio.

Os movimentos de Caiado até a sua pré-candidatura começaram ainda em janeiro, quando deixou o União Brasil rumo ao PSD, partido que abrigou outros dois governadores para disputar uma candidatura ao Planalto: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr., do Paraná. Caiado oficializou a filiação do partido presidido por Gilberto Kassab poucos dias antes de Ratinho Jr. anunciar ter desistido da disputa presidencial. Nesse momento, o caminho ficou aberto para a candidatura de Caiado, que já havia tentado se eleger em 1989.

Na época, ele era presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e terminou em décimo lugar, não somando nem 1% dos votos. Caiado fazia oposição a Lula nos debates e acabou apoiando o candidato vencedor, Fernando Collor de Mello, do extinto PRN (Partido da Reconstrução Nacional).

Médico e com longa trajetória no Congresso —foram cinco mandatos como deputado federal e um como senador—, Caiado chegou ao Executivo goiano em 2018 e foi reeleito em 2022.

Por Gustavo Zeitel/Folhapress

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