Integrante de uma operação que apura fraudes de R$ 19 bilhões na Receita Federal, o Procurador da República Frederico Paiva criticou as indicações do setor privado no Conselho Administrativo de Recursos Federais (Carf), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, e disse que a estrutura do Conselho favorece a formação de tráfico de influência. Responsável pelo julgamento dos recursos de grandes contribuintes em débito com a Receita Federal, o Carf é suspeito de receber recursos para favorecer empresas. Na avaliação do procurador, a presença de auditores fiscais no Conselho indicados por representantes do setor produtivo, favoreceu a formação do esquema de fraude bilionário que pode envolver bancos como Bradesco, Santander, Safra e BTG Pactual. "O sistema, como é composto atualmente, favorece o tráfico de influência", afirmou Paiva, em entrevista à revista Veja. O Procurador defende que o ministério da Fazenda promova estudas e proponha uma revisão no atual sistema do Carf para coibir a corrupção. De acordo com o Paiva, após a análise dos materiais apreendidos na última quinta-feira (26), o próximo passo do Ministério Público Federal (MPF) pode ser a formalização de denúncias contra os envolvidos.
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