A Polícia Federal encontrou indícios de que os pagamentos de propina revelados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, continuam acontecendo na Petrobras mesmo após a saída do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, de acordo com informações da Folha. O relatório da última etapa da investigação aponta que o esquema “assola o país de Norte a Sul até os dias atuais”, “vai muito além das obras contratadas pela Petrobras” e atinge outras áreas do governo. “Essas empresas tinham interesse em outros ministérios capitaneados por partidos. Se você cria um problema de um lado, pode criar um problema do outro. Então, no meu tempo lá, eu não me lembro de ter nenhuma empresa deixado de pagar”, declarou Paulo Roberto à PF. Nesta terça-feira (18), vencem as prisões temporárias de 16 dos 23 presos na última fase da operação. O grupo está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba desde sexta-feira (14). Duas pessoas continuam foragidas – Adarico Negromonte Filho, irmão do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, Mário Negromonte, e Fernando Antônio Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano. Os presos são interrogados pela PF desde sábado (15). Pelo menos cinco entre os 16 com prisão temporária ainda devem prestar depoimento nesta terça. A polícia disse que pode pedir a prisão preventiva de alguns deles.
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