A ação integrada com a Polícia Civil do Mato Grosso busca desarticular um grupo que invadia dispositivos para furtar dados bancários
A Polícia Civil da Bahia, em apoio à Polícia Civil do Mato Grosso, deflagrou, na tarde de domingo (29), a Operação Bad Fish, com o objetivo de reprimir um grupo atuante no crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica. Um casal investigado por essa prática foi preso em um estabelecimento comercial, na Avenida Juracy Magalhães, na cidade de Vitória da Conquista.
As investigações conduzidas pela polícia judiciária mato-grossense apontaram que o grupo se utilizava de uma técnica denominada “phishing”, por meio da qual efetuava invasões de dispositivos eletrônicos para capturar dados pessoais e bancários de vítimas. O golpe consiste no uso de informações e mensagens falsas, aparentando ser de fontes confiáveis, para subtrair dados sensíveis, como senhas, números de cartões de crédito e credenciais bancárias.
Ainda de acordo com as apurações, os suspeitos invadiram um dispositivo informático de uma empresa sediada na cidade de Cuiabá (MT), onde credenciais bancárias de uma vítima foram capturadas. Com os dados, os investigados acessaram a conta bancária da vítima e realizaram transferências de valores para contas pessoais de outros envolvidos no crime.
Parte dos valores foi convertida em criptoativos, de forma a ocultar o patrimônio obtido ilicitamente, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 34 mil foram subtraídos na ação criminosa.
Durante a operação, foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão, além de pedidos de bloqueio de valores depositados em contas bancárias. Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
As diligências foram realizadas pelas Polícias Civis da Bahia e do Rio Grande do Sul, na cidade baiana de Vitória da Conquista e no município gaúcho de Portão. Um homem e uma mulher, ambos de 28 anos, foram presos por equipes do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (Gatti/Sudoeste). Eles foram conduzidos a uma unidade policial, onde tiveram a prisão preventiva cumprida pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ambos seguem custodiados, à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Guilherme Santos/Ascom PC-BA

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