19 março, 2026

PF realiza prisão em flagrante e apreende 575 kg de maconha

Maringá/PR. Nessa quarta-feira (18/3), em diligências de rotina nas estradas do Paraná, visando à repressão dos crimes de tráfico de drogas e de contrabando, a Policia Federal vistoriou um veículo que transportava 575 kg de maconha.

Diante dos fatos, o motorista foi preso em flagrante e responderá pelo crime de tráfico de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

PF e PMERJ prendem casal com cerca de 52 kg de maconha em Macaé/RJ

Macaé/RJ. Nessa quarta-feira (18/3), a Polícia Federal, em ação conjunta com o 32º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, prendeu em flagrante um casal transportando cerca de 52 kg de maconha na rodovia BR-101, na altura do município de Macaé.

Durante a abordagem ao veículo do casal, policiais encontraram diversos tabletes de maconha acondicionados em bolsas de viagem, o que resultou na prisão em flagrante dos suspeitos.

Após a apreensão do veículo e da carga ilícita, ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Macaé para a lavratura do auto de prisão em flagrante, e após os procedimentos de praxe, foram encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça. Eles responderão pelo crime de tráfico de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF e PRF capturam homem com cerca de 8 kg de entorpecentes em Rio das Ostras/RJ

Macaé/RJ. Na última quarta-feira (18/3), a Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu em flagrante um homem que transportava cerca de 5 kg de entorpecentes na Rodovia Amaral Peixoto, no município de Rio das Ostras/RJ.

Durante a abordagem ao veículo, policiais localizaram aproximadamente 2,85 kg de cocaína, 5,5 kg de maconha e 100 g de crack. O condutor confessou que transportava o material de Búzios, na Região dos Lagos, com destino a Macaé, no Norte Fluminense, mediante pagamento de uma organização criminosa.

O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Macaé e, posteriormente, ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de tráfico de drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF e PM/PR apreendem agrotóxicos proibidos e cigarros eletrônicos em Itaipulândia/PR

          Carga ilegal foi trazida do Paraguai pelo Lago de Itaipu e interceptada após fuga de suspeitos
Foz do Iguaçu/PR. Uma ação conjunta entre policiais federais e militares resultou na apreensão de agrotóxicos proibidos no Brasil e de cigarros eletrônicos, na terça-feira (17/3), na área rural de Itaipulândia/PR.

Durante as diligências na região do Lago de Itaipu, as equipes visualizaram uma embarcação proveniente do Paraguai, carregada com diversos volumes, que adentrou um braço do lago em território brasileiro.

Na sequência, os policiais observaram a embarcação se aproximar da margem, onde uma caminhonete, com carreta acoplada, realizou a retirada da embarcação da água, levantando suspeitas de crime transfronteiriço.
As equipes deslocaram-se para a abordagem e localizaram o veículo. A caminhonete foi posteriormente abandonada em via pública, momento em que o motorista e outros dois indivíduos fugiram, não sendo mais localizados.

Durante a vistoria, foram encontrados 20 volumes contendo, aproximadamente, 200 kg de agrotóxicos do tipo THX Tampa 75, substância proibida no Brasil, além de quatro volumes contendo cigarros eletrônicos.

Diante dos fatos, a carga ilícita, a caminhonete e a embarcação com carreta foram apreendidas e encaminhadas à Receita Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

18 março, 2026

FICCO/PA combate organização criminosa, corrupção passiva e violação de sigilo funcional

Belém/PA. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Pará (FICCO/PA) deflagrou, nesta quarta-feira (18/3), duas operações no âmbito da Operação Força Integrada, ação coordenada nacionalmente e realizada de forma simultânea em diversos estados da Federação para intensificar o enfrentamento ao crime organizado.

No estado do Pará, estão sendo cumpridas seis medidas cautelares, sendo dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e uma medida cautelar diversa da prisão (monitoramento eletrônico).

A Operação Covil II (4ª Fase) tem como objetivo apurar a atuação de integrantes de organização criminosa no estado do Pará, com o cumprimento de mandados no município de Pau d’Arco/PA.

Já a Operação Custos Legis investiga os crimes de violação de sigilo funcional e de corrupção passiva, envolvendo ex-servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. As diligências indicaram o uso indevido de credenciais institucionais para acesso a processos sigilosos, cujas informações eram repassadas a integrantes de organização criminosa, comprometendo ações policiais em andamento. As medidas estão sendo cumpridas no município de Belém/PA.

A FICCO/PA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil do Pará e pela Secretaria de Administração Penitenciária.

Comunicação Social da Polícia Federal no Pará

FICCO/GO faz operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO) deflagrou, nesta quarta-feira (18/3), a 2ª fase da Operação Corrosão, no âmbito da Operação Força Integrada, com o objetivo de dar continuidade ao desmantelamento de organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e com lavagem de dinheiro.

Durante as diligências, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Criminal do Estado de Goiás, em Goiás, no Mato Grosso do Sul e no Maranhão.

A ação é desdobramento da Operação Corrosão, deflagrada em 25/9/2025, para avanço das investigações e das medidas judiciais voltadas à completa desarticulação do grupo criminoso, que possui atuação interestadual.

A FICCO/GO também está promovendo, na data de hoje, ações complementares de enfrentamento à evasão carcerária, incluindo diligências voltadas à captura de foragidos envolvidos em crimes graves, reforçando o caráter permanente e integrado das atividades desenvolvidas.

A FICCO/GO é resultado da integração entre a Polícia Federal, a Polícia Penal, a Secretaria Nacional de Políticas Penais, a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás

Bahia publica portaria que regulamenta acesso a imóveis em ações de vigilância em saúde

Publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (18), a Portaria nº 240, da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, estabelece regras para o acesso a imóveis públicos e particulares em situações de risco iminente à saúde pública. A medida organiza a atuação das equipes de vigilância em saúde em ações de controle de vetores, zoonoses e outros agravos.

A norma tem como foco principal o enfrentamento de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, e poderá ser aplicada em casos de imóveis abandonados, com ausência de responsável após tentativas de visita ou com recusa injustificada de acesso. O objetivo é permitir a adoção de medidas sanitárias quando houver ameaça à saúde coletiva.
O texto define critérios técnicos e legais para essas situações, com exigência de registro formal da ocorrência, notificação prévia por edital e autorização da autoridade sanitária competente. A portaria também delimita a forma de atuação em cada caso. Em imóveis residenciais ocupados, por exemplo, o acesso, em situações de ausência ou recusa, fica restrito às áreas externas. Já em imóveis caracterizados como abandonados, a atuação poderá alcançar o interior da edificação.

Para a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, a regulamentação traz mais clareza e segurança para o trabalho das equipes. “Essa portaria fortalece a atuação da vigilância em saúde ao estabelecer critérios objetivos, respaldo legal e procedimentos claros para situações que exigem resposta do poder público. É uma medida voltada à prevenção e à proteção da saúde da população”, afirmou.

A execução das ações caberá aos agentes de combate às endemias e às equipes de vigilância em saúde municipais e estaduais. Quando necessário, poderá haver apoio da autoridade policial ou da guarda municipal para garantir a realização da medida. Após a ação, a portaria prevê o registro formal dos procedimentos adotados e, nos casos cabíveis, a emissão de auto de infração sanitária.

Além do controle de arboviroses, a norma também prevê aplicação em outras situações de grave risco ou ameaça à saúde pública, desde que observadas as condições legais estabelecidas. A portaria passa a servir como instrumento de apoio às estratégias de prevenção e controle sanitário no estado.

GovBA e Divulgação / Saúde GovBA

PF e PRF apreendem 400 kg de cocaína em operação contra tráfico interestadual

Goiânia/GO. A Polícia Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, deflagrou, nessa terça-feira (17/2), uma operação voltada ao combate ao tráfico interestadual de drogas. A ação resultou na prisão em flagrante de três indivíduos e na apreensão de, aproximadamente, 400 kg de cocaína.

A droga foi localizada durante diligências realizadas no município de São Desidério/BA, onde também foram apreendidos três veículos de alto valor, utilizados no transporte do entorpecente.

Durante a operação, os policiais ainda recolheram telefones celulares e antenas de internet via satélite, equipamentos frequentemente utilizados por organizações criminosas para viabilizar comunicação em áreas remotas e durante o deslocamento da carga ilícita.

Os três presos responderão pelo crime de tráfico interestadual de drogas, cuja pena pode ser agravada em razão da natureza da atividade criminosa e da quantidade de entorpecente apreendida.

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás

FICCO/PE combate organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e de armas

Estão sendo cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 49 de busca e apreensão, além de medidas judiciais de bloqueio de ativos financeiros e restrições de imóveis e de veículos
Recife/PE. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco (FICCO/PE), no contexto da operação nacional Força Integrada, deflagrou, nesta quarta-feira (18/3), a Operação Roça, com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e de armas, em roubos de cargas e em lavagem de dinheiro.

Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Orocó/PE, de Petrolina/PE, de Caruaru/PE, de Chã Grande/PE, de Pesqueira/PE, de Gravatá/PE, de Cabrobó/PE, de Surubim/PE, de Feira Nova/PE, de Tamandaré/PE, de Pombos/PE, de Bezerros/PE, de Palma/TO e de Manaus/AM.
A investigação, iniciada em 2023, identificou um grupo criminoso estruturado, com atuação predominante no Sertão de Pernambuco, que utilizava empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultação e para dissimulação de recursos ilícitos.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Pernambuco é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal Estadual e pela Polícia Penal Federal.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado está presente em todos os estados da federação e no Distrito Federal, contando, atualmente, com 39 unidades em funcionamento em diversas regiões do país.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

17 março, 2026

Hélio Ferreira diz que tarifa zero deve alcançar todos os modais em Salvador

Foto: Política Livre
O vereador Hélio Ferreira (PCdoB)
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS) desta terça-feira (17), o vereador Hélio Ferreira (PCdoB) afirmou que defende a adoção da tarifa zero em todos os modais de transporte público da capital baiana – como ônibus, metrô, VLT e BRT.

O comunista ressaltou que os estudos conduzidos pelo Governo Federal e pontuou que a proposta não deve ser aplicada de forma isolada, mas de maneira integrada entre os diferentes meios de transporte.

“Se hoje você tem integração com o metrô, com o VLT, com ônibus e com outros modais que vão aparecer, como no subúrbio, como o plano inclinado, então você tem que, se já tem essa integração, você tem que ter uma integração também na tarifa zero”, declarou.

O edil ainda aproveitou a ocasião para avaliar que a proposta pode trazer impactos positivos para cidades de médio e grande porte.
“A tarifa zero vai ser fantástica para as grandes e médias cidades, porque ela vai melhorar a economia da cidade, vai gerar mais emprego, vai gerar mais custo”, acrescentou.

“As pessoas vão ter acesso ao serviço público, então final de semana, dia de folga, dia de feriado, as pessoas vão ter mais acesso aos serviços da cidade. Então isso vai ser uma coisa muito importante. Discutir e aceitar a tarifa zero é uma forma inteligente de gestão das grandes e médias cidades no Brasil”, continuou.

Para defender sua tese, Ferreira destacou que a defesa da proposta independe de posicionamento político.
“Eu acho que a tarifa zero não é querer condenar ou criticar o prefeito por criticar, ou criticar o governo. É buscar solução para implantar a tarifa zero, independente de eu ser da base do governo e não poder falar. Então, eu não sou covarde para isso, eu tenho que falar aquilo que a população, que eu vejo, que eu sinto”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, o tema vem ganhando força no país. “Quando eu apresentei o projeto da tarifa zero aqui na Casa, quase ninguém acreditava que era possível. E hoje, com esse estudo nacional, com mais de 140 cidades que implantaram a tarifa zero, eu vejo como uma realidade no nosso país. Então por que não falar disso? Não posso falar só do ônibus, tenho que falar como um todo”, ressaltou.

Em relação aos estudos federais, o edil reiterou a defesa de que a proposta seja ampla e integrada.
“Tem que vir para o metrô, para o VLT, para o modal que o prefeito vai fazer agora do bonde no subúrbio, tem que vir para o ônibus. Tem que ser uma integração total, porque senão, se for só o ônibus, a população não vai poder usar os outros modais. Não é uma crítica ao governo, não é uma crítica ao prefeito. É uma defesa da convicção daquilo que eu penso, do que eu acho necessário para a população”, disse.

Para concluir, Ferreira defendeu a importância do envolvimento da sociedade no debate.
“Eu acredito que a sociedade deve se organizar através das instituições, associações, institutos e outros meios, para aprofundar esse debate e conseguir chegar mais rápido na tarifa zero. Eu acredito que a tarifa zero é uma realidade, é só uma questão de tempo”, finalizou.
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

Acusação aponta esquema envolvendo extorsão de prefeituras e devolução de 25% do valor das emendas

Foto: Gustavo Moreno/STF
Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal)
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (17) três deputados do PL por corrupção passiva pelos desvios na destinação de emendas parlamentares. Por outro lado, os ministros descartaram a acusação de organização criminosa.

Até o momento, o colegiado vota para condenar os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Votaram nesse sentido o relator do caso, Cristiano Zanin, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Também são réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

Esta é a primeira condenação por desvios de emendas parlamentares fixada pelo Supremo.

No voto, Zanin afirmou existirem, nos autos, provas robustas sobre como o grupo teria solicitado propina de 25% sobre emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

O relator também afirmou que, embora a defesa tenha argumentado que não havia proximidade política entre os réus, o interesse da conduta era outro.

"Na verdade, aqui não se buscava provavelmente uma convergência política, mas, sim, como ficou demonstrado, o recebimento de vantagens indevidas como contrapartida à destinação de valores federais. E da mesma forma, o fato de um dos parlamentares ser de outro estado também não afasta aqui a alegação da PGR, porque na verdade ele não estava fazendo uma ação política, mas sim uma ação criminosa que buscava o recebimento de vantagens indevidas", disse.

Quanto à imputação do crime de organização criminosa, Zanin entendeu não haver provas suficientes da prática. Ele foi acompanhado pelos colegas.

Moraes, ao acompanhar, afirmou não haver dúvida da participação dos réus associados para a prática do crime de corrupção passiva. "Os autos também comprovam que os próprios deputados assumiram o protagonismo da solicitação", disse.

O ministro destacou a atuação de Josimar no grupo.

"Há inúmeros diálogos que [mostram que] o deputado federal Josimar foi não apenas um dos autores dos pedidos de valores, mas também coordenou pedido dessa natureza com pastor Gil e Bosco. E cito aqui os diálogos. A situação narrada também encontra correspondência em anotações encontradas pela PF da contabilidade da propina", afirmou.

De acordo com Cármen Lúcia, em alguns processos sobre desvios de emendas é relevante entender o modelo de indicação de emendas, o que não ocorre neste caso. Isso porque foi o uso do recurso que demonstrou ilegalidade.

"Para a configuração de materialidade, para o meu entendimento, não há nenhum relevo identificar o modelo de indicação dessas emendas. Temos aqui a indicação de maneira lícita, mas com a finalidade absolutamente criminosa, que é promover essa ciranda", disse.

A ministra também comentou a forma de atuação do grupo, com definição de condutas e inclusive uso de violência.

"Um grupo de pessoas que reunidas, ainda que não de forma organizada para configuração de organização criminosa, mas que atuam numa composição criminosa impressionante. Sabe-se onde ir, a quem solicitar", afirmou.

A análise do caso teve início na última terça (10), quando foram ouvidas as sustentações da PGR (Procuradoria-Geral da República) e das defesas dos réus.

Segundo a denúncia oferecida pela PGR, o esquema envolvia uma tentativa de extorquir a Prefeitura de São José de Ribamar para que 25% do valor enviado ao município, o terceiro mais populoso do Maranhão, fosse devolvido aos parlamentares.

"Os documentos apreendidos na investigação corroboram a acusação de que os réus constituíram organização voltada à destinação de emendas parlamentares em troca de propina", disse o subprocurador-geral Paulo Jacobina, que representa a PGR no julgamento.

De acordo com ele, Maranhãozinho tinha uma posição de liderança no esquema, que operou entre 2019 e 2021. A organização também contava com a participação de assessores e intermediários, que exerciam o papel de "cobradores" junto aos gestores municipais.

As denúncias contra os três foram as primeiras apresentadas contra parlamentares com Paulo Gonet como PGR. A Procuradoria também pediu a perda do mandato público e a fixação de indenização por danos morais coletivos.

Os investigadores contabilizam mais de R$ 1,6 milhão em propina —R$ 1,03 milhão (referente à parcela de 25% de R$ 4,12 milhões em emendas de Bosco Costa), R$ 375 mil (25% de R$ 1,5 milhão em emendas de Maranhãozinho) e R$ 262 mil (25% de R$ 1,05 milhão em emendas de Pastor Gil).

O esquema, de acordo com a investigação policial, envolvia extorsão a prefeituras beneficiadas com o dinheiro do Orçamento viabilizado pelos deputados citados. O agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, se encarregava das abordagens, segundo a acusação.

O desvio dos recursos ocorreria, de acordo com o inquérito, por meio de contratos com empresas de fachada. A apuração indica que os valores eram repassados aos deputados. Pacovan e seu grupo recebiam uma comissão, aponta a investigação.

O advogado Felipe Fernandes de Carvalho, que representa Maranhãozinho, disse que a acusação é baseada em meras deduções e que não há provas de que o deputado tenha solicitado vantagens indevidas. "A situação probatória atual é menos clara do que a existente no momento da denúncia", disse.

A defesa de Gil, feita pelo advogado Maurício de Oliveira, pediu a absolvição do parlamentar, afirmando ter havido quebra da cadeia de custódia e "manipulação inequívoca" das provas. Segundo ele, ao longo da instrução da ação penal, a PGR "pouco ou nada fez" para obter evidências que embasassem a denúncia.

Na mesma linha, o advogado de Costa, Leandro Raca, argumentou que a PGR não cumpriu seu ônus de provar a hipótese criminal. "Não há nenhum ato de solicitação [de propina] praticado pelo deputado, nem elemento de prova que indique seu conhecimento quanto a solicitações imputadas a terceiros".

Por Ana Pompeu/Folhapress

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