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16 setembro, 2026

Flávio Bolsonaro endurece críticas e diz que 'sem ministros do Lula no Supremo, a democracia vive'

                 Flávio Bolsonaro (PL) participa de carreata em Juazeiro do Norte (CE)
Foto: Divulgação/PL
O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) indicados por Lula (PT) e afirmou que, se eleito presidente, poderá indicar cinco integrantes da corte.

"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia. O que nós vimos, ontem, no meu ponto de vista, é uma esperança do povo brasileiro que ainda vive porque, sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o Judiciário vive", afirmou o senador em entrevista à imprensa.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (16), em Juazeiro do Norte (CE), um dia após a tumultuada sessão do STF que discutiu relatório da Polícia Federal sobre diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O documento foi pedido pelo ministro André Mendonça e pode levar à abertura de uma investigação sobre a conduta de Moraes, o que nunca ocorreu no STF.

Flávio Bolsonaro classificou a sessão do STF como um "triste espetáculo", disse que houve uma tentativa de proteger Moraes e buscou associar Lula ao ministro: "Hoje quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes, mas isso tem dia e hora para acabar", disse.

A declaração aponta para uma estratégia da campanha do senador de associar Lula a Moraes. Os petistas, por sua vez, têm atuado no sentido contrário, lembrando que Moraes é ministro do STF desde 2017 e foi indicado ao cargo pelo então presidente Michel Temer (MDB).

Flávio Bolsonaro desembarcou em Juazeiro do Norte por volta das 10 horas desta quarta, acompanhado de candidatos do PL. Foi recepcionado por apoiadores e políticos locais no aeroporto e seguiu em carreata até o centro da cidade.

O senador cumpre agenda em estados do Nordeste esta semana. Na terça-feira (15), ele participou de um comício no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, onde foi recebido pelo deputado federal André Fernandes (PL) e uma multidão de apoiadores.

Na ocasião, o candidato buscou associar ministros do STF ao presidente Lula e afirmou que a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes só não foi iniciada hoje "porque a tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo".

"O julgamento vai avançar e fica aí o recado: ninguém pode acreditar que, com o Lula reeleito, alguma coisa vai mudar nesse país", afirmou o senador.

Flávio Bolsonaro é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de Estado.

A decisão que tornou o candidato alvo foi dada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho deste ano, a pedido da Polícia Federal.

A PF apura a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção no financiamento do filme, que recebeu recursos do Banco Master.

Na quinta-feira (17), Flávio Bolsonaro continua em périplo pelo Nordeste e vai à cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, onde participa de uma carreata e de um comício.

Por Yaçanã Neponucena e João Pedro Pitombo, Folhapress

Diego Castro sai de caixão e provoca estudantes da UFBA ao anunciar retorno às redes

Foto: Divulgação
O deputado estadual e candidato à reeleição Diego Castro (PL) usou uma encenação para anunciar, nesta quarta-feira (16), o retorno de seu perfil no Instagram após contestar na Justiça Eleitoral a suspensão da conta. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar aparece saindo de dentro de um caixão e aproveita a gravação para provocar estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), semanas depois da confusão protagonizada na Faculdade de Comunicação (Facom).

A publicação faz referência ao episódio ocorrido no final de agosto, quando Diego esteve na Facom e se envolveu em um tumulto com estudantes. Na ocasião, o deputado afirmou ter ido à universidade para verificar denúncias relacionadas à presença de propaganda político-eleitoral no campus. A passagem terminou em discussões e troca de acusações entre o parlamentar, sua equipe e integrantes da comunidade acadêmica.

O vídeo foi divulgado após a conta @diegocastroba voltar a ficar disponível ao público. O perfil havia sido suspenso temporariamente por determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) na última sexta-feira (11). Segundo a decisão, havia uma irregularidade na forma como o endereço da rede social foi informado no registro de candidatura.

Diego contestou a medida desde o início e afirmou que a rede social havia sido informada no registro de sua candidatura. “Mesmo tendo informado o perfil no registro de candidatura, a decisão afirma que essa informação não foi apresentada. Ou seja, o próprio registro mostra que o dado foi informado, mas a decisão diz o contrário”, declarou, na ocasião.

Após conseguir o restabelecimento da conta, o deputado afirmou que o episódio se soma, na avaliação dele, a outras situações enfrentadas durante a campanha e classificou o cenário como uma tentativa de dificultar sua atuação.

“Não tenho dúvida de que estamos enfrentando uma série de tentativas de dificultar o nosso trabalho durante esta campanha. O que aconteceu com as nossas redes sociais é mais um episódio que, na minha avaliação, mostra uma perseguição contra quem não se curva e tem coragem de defender aquilo em que acredita”, disse Diego.

“Nós recorremos à Justiça, apresentamos os fatos e conseguimos restabelecer o nosso principal canal de comunicação com milhares de baianos. Não vão nos intimidar. Vamos continuar fazendo a nossa campanha, defendendo nossas ideias e levando a nossa mensagem a cada canto da Bahia”, completou o deputado.

O Instagram é uma das principais ferramentas utilizadas por Diego para divulgar as atividades do mandato e, durante o período eleitoral, ações relacionadas à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Por Redação/Politica Livre

15 setembro, 2026

Flávio associa governo Lula a Moraes e ignora 'Dark Horse' em dia de sessão no STF

Foto: Reprodução/Arquivo
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ignorou sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e associou o governo Lula (PT) ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O plenário da corte analisará nesta terça-feira (15) a relação do ministro com o ex-dono do Banco Master.

"O atual governo criou um desequilíbrio institucional, decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei. Não é à toa que isso tudo tá acontecendo, é porque o atual governo faz parte desse sistema que tá apodrecido", afirmou Flávio Bolsonaro em pronunciamento.

O senador ainda aproveitou para atacar Lula na segurança pública: "Primeiro: combatendo o crime organizado. O PCC, o Comando Vermelho e as milícias, no meu governo, vão ser declarados organizações narcoterroristas. Nós vamos devolver a primeira de todas as soberanias: a soberania da segurança pública".

A sessão do STF nesta terça ocorre em meio ao desgaste da imagem de Moraes, que se tornou um dos principais alvos do bolsonarismo por sua atuação no inquérito das fake news e em outras investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Documentos da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República) que tiveram o sigilo retirado pelo STF na semana passada apontam que Flávio era interlocutor direto de Vorcaro na negociação para investimentos no filme "Dark Horse", que conta a história de seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado ao fim de seu governo.

O material também indica que Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente e que vive nos Estados Unidos, atuava como gestor do dinheiro levantado para o longa-metragem.

Por Augusto Tenório/Folhapress

Zé Cocá reúne apoiadores em Lafaiete Coutinho ao lado de Cacá Leão e Hassan Por Redação 15/09/2026 às 10:21

O ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) participou, na noite desta segunda-feira (14), de um ato de campanha em Lafaiete Coutinho
Foto: Divulgação
Candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União), o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) participou, na noite desta segunda-feira (14), de um ato de campanha em Lafaiete Coutinho, município onde iniciou sua trajetória política. Ele esteve acompanhado do candidato a deputado federal Cacá Leão (PP) e do deputado estadual Hassan de Zé Cocá (PP), que disputa a reeleição.

O grupo foi recebido pelo prefeito Flávio Brandão Santana, conhecido como Binho Santana (PP), além de vereadores e lideranças políticas locais. A mobilização reuniu ainda apoiadores em caminhada e carreata pelas ruas da cidade. Durante o encontro, Zé Cocá destacou sua ligação com o município que administrou por dois mandatos antes de chegar à Assembleia Legislativa e, posteriormente, à Prefeitura de Jequié.

No discurso, o candidato a vice-governador agradeceu a recepção e afirmou que, caso a chapa seja eleita, pretende priorizar políticas de desenvolvimento voltadas para os pequenos municípios e para a atividade produtiva no interior.

“Como não podia deixar de ser, voltamos hoje a Lafaiete Coutinho, terra amada onde tudo começou. Agradeço o carinho, o afeto e as palavras de cada morador, e tenham a certeza de que, com as bênçãos de Deus e muito trabalho, nós vamos transformar a Bahia e trazer dias melhores para todas as famílias baianas, principalmente para a população dos pequenos municípios, onde faremos um grande projeto de desenvolvimento focado na força produtiva do interior", declarou Zé Cocá.
Por Redação/Politica Livre

Filho de Fux chamou Vorcaro de 'irmão' e falou em 'tapete vermelho' para ex-banqueiro

Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF
Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, mostram uma relação de proximidade dele com o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Rodrigo também teria articulado a participação do pai em um evento ligado ao banqueiro em Londres.

As conversas mostram que, após uma série de contatos, o advogado pediu a Vorcaro que informações sobre um compromisso em Londres fossem enviadas à secretária do ministro no Supremo.

O Fux Advogados afirmou, em nota, que nunca advogou, prestou serviços ou recebeu valores de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas e fundos relacionados ao grupo.

Em relação ao tom informal das conversas, disse que houve apenas uma tentativa de aproximação comercial por parte de Vorcaro e seus sócios, que não se concretizou e ocorreu mais de um ano antes das notícias sobre suspeitas de fraudes e implicações criminais envolvendo o banqueiro.

O ministro também foi procurado por meio da assessoria do STF, mas não houve resposta até o momento.

A Polícia Federal entregou o conteúdo integral do celular de Vorcaro nesta segunda-feira (14) aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Eles pediram o conteúdo sob a justificativa de que era necessário para a análise que ocorre nesta terça-feira sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.

As mensagens revelam encontros presenciais e conversas entre o filho de Fux e Vorcaro. Em diferentes momentos da conversa, Rodrigo Fux trata Daniel Vorcaro como "irmão".

Em 17 de maio de 2024, por exemplo, o advogado inicia uma conversa com "Fala irmão. Tudo bem?"; em novembro, ao avisar que estava disponível para uma chamada, escreve "Vamos irmão? Liberei".

Em uma das mensagens em 4 de dezembro de 2024, quando os dois tentavam combinar um encontro no escritório do filho de Fux, no Rio de Janeiro, Vorcaro disse que só conseguiria ir ao local às 14h, e Rodrigo afirmou que remarcaria outro compromisso para recebê-lo. Após confirmar o horário, escreveu: "Tapete vermelho irmão". Vorcaro respondeu: "Valeu irmao!".

Um mês antes, em novembro de 2024, o ex-banqueiro procurou o advogado e afirmou: "Quero te chamar pra me ajudar num caso". Rodrigo respondeu que seria um prazer ajudar e os dois marcaram uma videoconferência. Depois da conversa, Vorcaro enviou um documento, e Rodrigo afirmou que iria analisá-lo.

Em fevereiro de 2025, os dois voltaram a se encontrar em Brasília. Rodrigo estava no STJ e, ao deixar o tribunal, perguntou onde encontraria Vorcaro. Depois de uma ligação, afirmou que chegaria às 17h30. O banqueiro enviou então o endereço de uma casa no Lago Sul.

No dia 25 daquele mês, Rodrigo fez referência a outro compromisso. "Já está a par do encontro de hoje né?", perguntou. Vorcaro respondeu: "Sim! Vc é fera". "Será um grande dia", afirmou o advogado. O trecho das mensagens, porém, não identifica os participantes desse encontro e, isoladamente, não permite afirmar que se tratava de uma reunião com Luiz Fux.

A conexão direta com o ministro aparece nas conversas de março. No dia 11, Rodrigo procurou Vorcaro para marcar uma reunião em Brasília. Disse que precisava "alinhar algumas questões" e afirmou que, antes, passaria pelo aniversário do ministro Luís Roberto Barroso. O encontro inicialmente seria realizado naquela noite, mas Vorcaro ainda estava em São Paulo à espera de um voo. Os dois decidiram então deixar a conversa para a manhã seguinte.

Rodrigo sugeriu 10h ou 10h30, e Vorcaro escolheu o segundo horário. "Fechado", respondeu o advogado. Às 10h12 do dia 12 de março, Rodrigo escreveu: "Bom dia. 10:30hs tô aí".

Poucas horas depois, às 13h29, Rodrigo voltou a procurar Vorcaro e perguntou: "Qual a data de Londres mesmo?". Em seguida, pediu que o material fosse enviado ao seu próprio email e acrescentou: "E para a Patrícia. Secretária do meu pai. Com cópia pra mim". O endereço informado pelo advogado tinha domínio institucional do STF. Vorcaro respondeu: "Vou pedir!".

Por Catia Seabra , Raquel Lopes , José Marques e João Gabriel/Folhapress

Homem é espancado ao defender companheira de importunação no sudoeste da Bahia

Um homem de 41 anos foi espancado por um grupo após tentar defender a companheira de uma situação de importunação, no bairro Alto Caiçara, em Guanambi, no sudoeste da Bahia. Segundo informações do 17º Batalhão da Polícia Militar (17º BPM), a vítima contou que questionou indivíduos que importunavam a mulher na divisa entre os bairros Brasília e Alto Caiçara. Após a intervenção, o homem passou a ser agredido pelo grupo.

Ele conseguiu escapar e buscou abrigo em uma residência próxima. Entretanto, os suspeitos invadiram o quintal do imóvel e continuaram as agressões. A violência só foi interrompida após a proprietária da casa intervir. Em seguida, os agressores fugiram.

Acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), a Polícia Militar enviou uma equipe ao local para apoiar o atendimento realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Os policiais realizaram buscas na região, mas nenhum suspeito foi encontrado. Procurada pelo g1, a Polícia Civil informou que, até o momento da consulta, não havia localizado registro da ocorrência no sistema. O estado de saúde da vítima não foi divulgado.

14 setembro, 2026

Crise do STF ameaça contaminar Congresso, e parlamentares temem vazamentos generalizados

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e André Mendonça, que estão em conflito diante do caso do Banco Master
Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
A crise institucional do STF (Supremo Tribunal Federal) levou a cúpula do Congresso temer vazamentos generalizados a partir da investigação do Banco Master. O receio de serem pegos no fogo cruzado entre ministros da corte aumentou nesta segunda-feira (14), com a operação da Polícia Federal contra um deputado aliado do relator do caso, ministro André Mendonça.

A avaliação de lideranças do centrão ouvidas sob reserva pela Folha é a de que o Congresso pode se tornar o principal alvo do efeito colateral da disputa do STF. Esse receio se consolidou com a pressão do presidente Lula (PT) para a quebra geral do sigilo do caso Master, o que foi atendido parcialmente pelo presidente do tribunal, Edson Fachin.

Tal possibilidade era tratada como uma caixa de Pandora com chance de tumultuar a eleição nos estados com o caso Master. O incômodo foi reforçado neste fim de semana, quando parte da cúpula da Câmara teve os nomes citados em uma lista encontrada numa churrasqueira da casa do senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP.

O papel foi encontrado durante uma operação para averiguar a relação do senador com o Master. Nogueira e Daniel Vorcaro conversavam e viajavam juntos, e o ex-banqueiro chegou a pagar despesas do senador, segundo a PF. Os nomes de parlamentares do centrão e do PL foram encontrados num papel ao lado de números que somam 100.

Nesta segunda, o alerta vermelho foi ligado com a operação autorizada por Flávio Dino, relator do caso sobre desvios e falta de transparência de emendas parlamentares, contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). O congressista é um dos principais aliados de Mendonça no Legislativo.

Mendonça e Dino fazem parte de grupos adversários no STF, que agora estão em guerra por causa do Banco Master. A operação foi interpretada por políticos como um novo capítulo da batalha travada pelas alas divergentes do Supremo.

Nesse sentido, parlamentares temem que o Congresso seja alvo tanto de efeitos colaterais da investigação do Master quanto de ações deliberadas de ministros. Na avaliação dos congressistas, os magistrados podem agir contra Legislativo tanto para atacar uns aos outros quanto para tirar atenção da crise institucional enfrentada pela própria corte.

Além de indícios de corrupção, deputados e senadores temem serem envolvidos nas revelações sobre as festas promovidas por Vorcaro e aliados. A partir de dados obtidos pela PF, por exemplo, foi publicizado um evento privado promovido pelo banqueiro em 2023, no Madame Satã, com 120 mulheres e 20 autoridades e empresários.

Foram citados como convidados o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o ministro do STF Dias Toffoli, o senador Ciro Nogueira, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Wesley Batista. Todos negam ter participado. Não há registros da festa.

Qualquer reação do Congresso, porém, só deve ocorrer após a eleição. Líderes relatam dificuldade de articulação num momento em que deputados e senadores estão em suas bases eleitorais—a prioridade é garantir a própria reeleição.

A curto prazo, o centrão avalia que a guerra entre ministros e os efeitos colaterais contra o Congresso seguirão até a eleição. Integrantes do bloco dizem acreditar que a disputa presidencial será influenciada pelo grupo que vencer o cabo de guerra do STF.

Se a ala do ministro Alexandre de Moraes vencer, Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai e tem diálogos com o banqueiro, tende a ser o maior prejudicado. Se Mendonça vencer, o governo Lula tende a se afundar na crise pela associação com Moraes, ainda de acordo com essas lideranças do centrão.

O bloco estuda como agir depois do pleito. O deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), um dos citados no papel achado na casa de Ciro Nogueira, defendeu a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os vazamentos da PF.

Sob reserva, lideranças do centrão dizem entender que é preciso uma "pacificação" para conter a crise institucional. Eles avaliam que a própria crise sobre os relatores —Toffoli deixou o comando do caso após ter relação com Vorcaro exposta, e Mendonça é criticado por agir politicamente— abre espaço para um pedido de anulação de processos do Master.Por Augusto Tenório, Folhapress

Mendonça vê tentativa de intimidação em operação autorizada por Dino

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
                            O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça viu a operação deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal contra um deputado como mais uma tentativa de intimidá-lo diante da crise sem precedentes em que vive a corte.

A aliados, o ministro diz que a ação foi mais uma forma de tentar constrangê-lo. Isso porque o alvo foi o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), próximo dele. Cezinha foi um dos principais cabos eleitorais da nomeação do ministro ao STF.

A operação desta segunda foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes dentro do STF. Os investigadores citam "comercialização de influência" do deputado junto aos tribunais superiores.

A avaliação de Mendonça é que o grupo de Moraes tem tentado de todas as formas desgastar o ministro, que é relator do caso Master no Supremo.

O ministro tem dito, nos bastidores, que as sucessivas tentativas aumentaram após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcar o julgamento que pode afastar Moraes.

A sessão está prevista para esta terça-feira (15), às 10h. O julgamento será público, mas ainda há dúvidas sobre quem vota. Além disso, ministros já discutem pedir vistas do processo para adiar uma definição.

por Dino Por Gabriela Echenique, Folhapress

João Roma prevê vitória com “barba, cabelo e bigode” da oposição na Bahia e comemora liderança de Flávio nas pesquisas

Foto: Divulgação
O presidente do PL na Bahia e candidato a senador, João Roma, afirmou que a oposição poderá fazer “barba, cabelo e bigode” nas eleições deste ano no estado, com a eleição de ACM Neto (União) para o governo e dele próprio e de Angelo Coronel (Republicanos) para o Senado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio UP FM, de Vitória da Conquista.

Roma disse estar “esperançoso” não apenas em superar o ex-governador Jaques Wagner (PT) na disputa pelo Senado, mas em alcançar um resultado amplo para o campo oposicionista. Segundo ele, a avaliação é baseada no que tem observado nos eventos políticos realizados na Bahia e no que classifica como um sentimento de mudança entre os eleitores.

“Estou esperançoso não é em passar o [Jaques] Wagner, não. Estou esperançoso que a gente faça barba, cabelo e bigode nessas eleições porque da forma que a gente tem visto os eventos, acho que a gente vai ter resultados muito animadores”, afirmou.

Para o presidente do PL baiano, a disposição de mudança do eleitorado vai além da identificação pessoal com determinado candidato. “O sentimento de mudança é mais que simpatia a um candidato”, declarou.Na entrevista, Roma também comentou a agenda que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro terá em Vitória da Conquista na próxima quinta-feira (17). Segundo ele, a programação será uma oportunidade para aproximar o senador dos eleitores baianos e permitir que ele conheça melhor as particularidades do estado.

Roma lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro já realizou uma programação semelhante na região e avaliou positivamente a presença de Flávio.

“Mais uma vez, e assim como o pai dele também fez uma programação bem parecida como essa, ficou muito feliz. Da mesma maneira, nós sabemos que existem muitos apoiadores, não só em Conquista, mas em toda a região”, afirmou.

João Roma também comemorou o desempenho de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República e destacou o crescimento do candidato nas pesquisas. Durante a entrevista, Roma citou o levantamento divulgado nesta segunda (14), no qual Flávio aparece dois pontos à frente do atual presidente.

Para Roma, o avanço é resultado de uma campanha que tem conseguido dialogar com os problemas enfrentados diariamente pela população. “Eu acho que o Flávio está acertando muito na comunicação dele, falando de problemas que realmente fazem parte do dia a dia do brasileiro, quando ele vai no supermercado, quando ele mostra a importância de a gente estar tendo uma responsabilidade fiscal”, afirmou.

Ao explicar por que acredita na possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, Roma citou a avaliação que faz sobre o desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o atual governo teria perdido a capacidade de apresentar aos eleitores uma perspectiva de melhora para o país.

“Hoje o que eu observo é que de fato as pessoas estão percebendo com clareza que o atual governo não consegue sequer hoje levar adiante o discurso da esperança para as pessoas.”

Roma afirmou que, em suas conversas, não encontra eleitores que justifiquem o voto em Lula pela expectativa de melhora da situação econômica ou social do país.

“Eu não encontro nenhuma pessoa que diz que vai votar em Lula porque as coisas vão melhorar. Tem até alguns eleitores por alguma paixão, como eu disse, por alguma identidade, mas ninguém abre a boca para dizer que vai votar porque com ele as coisas vão melhorar no Brasil”, afirmou.

Por Redação/Politica Livre

13 setembro, 2026

Com ruas lotadas, ACM Neto faz caminhada em Simões Filho: “faltam 21 dias para a Bahia votar pela mudança”

Foto: Divulgação
Acompanhado por uma multidão, o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) participou, neste domingo (13), de uma grande caminhada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Saindo da Praça da Bíblia, Neto percorreu as ruas da cidade no meio do povo ao lado dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além de lideranças políticas e apoiadores da região.

Antes do início da caminhada, ACM Neto fez um agradecimento especial ao prefeito Del (União Brasil), à vice-prefeita Simone Costa, ao ex-prefeito Dinha, à deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) e aos vereadores de Simões Filho, alem de destacar a presença de edis de Salvador e de outros municípios da RMS. O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) também participou do ato.

Neto reforçou a proximidade do calendário eleitoral e convocou os baianos a votarem pela mudança. “Faltam três domingos para a Bahia decidir o seu futuro, faltam exatamente 21 dias para a Bahia fazer história, votar pela mudança, votar no 44”, declarou.

O candidato também reiterou compromissos com Simões Filho, especialmente nas áreas da saúde, emprego e oportunidades para a juventude. Neto afirmou que pretende atuar para reduzir a fila da regulação e ampliar o atendimento à população.

“Vamos trabalhar para resolver a fila na regulação, trazendo atendimento à saúde. Trabalhar para respeitar o jovem, mais emprego, melhor condição de vida. E com tudo isso, Simões Filho vai ter um governador que ama essa cidade, que está aqui desde que começou a sua vida política e que, se Deus permitir, a partir do ano que vem eu vou entrar para a história como governador que mais trabalhou por Simões Filho em todos os tempos. Vamos à vitória”, afirmou.

Depois de Simões Filho, ACM Neto e a majoritária seguem para Xique-Xique onde ainda neste domingo participam de uma caminhada com apoiadores e lideranças regionais.

Mendonça diz ser contra abrir íntegra do celular de Vorcaro e pede que Fachin apure suposta coação na PF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) disse neste domingo (13) ser contra a abertura da íntegra das informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por entender que isso pode tumultuar o julgamento de terça-feira (15).

Mendonça pediu que o presidente do Supremo, Edson Fachin, apure se delegados da PF (Polícia Federal) estão sofrendo alguma espécie de constrangimento interno ou pressão para liberar a totalidade do material.

O despacho foi assinado depois que a PF informou a Fachin que dispõe "de plenas condições técnicas" para produzir e encaminhar cópia da extração do celular de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros que o solicitaram, observadas as cautelas de sigilo aplicáveis.

Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defendem o acesso integral às mídias extraídas do celular. Eles argumentam que a divulgação dos documentos sobre as investigações do Master não pode ser seletiva.

De acordo com Mendonça, entretanto, seu gabinete dispõe do mesmo material que foi disponibilizado aos demais magistrados —ou seja, ele também só tem acesso a parte dos dados, e não à íntegra, que segue sob custódia da PF.

"Este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da sessão", disse Mendonça, afirmando que a divulgação do material inteiro "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".

Segundo ele, a inserção de elementos adicionais, que não constam nos autos, ensejaria "questionamentos de toda a ordem" para desviar o foco do julgamento. Ele afirmou que a gravidade dos fatos "não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".

Por LUÍSA MARTINS / FOLHAPRESS

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