16 janeiro, 2026

Criminoso envolvido na morte do capitão Salomão estava no presídio e foi colocado em regime aberto por decisão judicial

 

Indivíduo integrava uma facção envolvida com tráficos de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.

O criminoso que morreu durante troca de tiros com o capitão Osniesio Pereira Salomão, na noite de quinta-feira (15), estava no Conjunto Penal de Lauro de Freitas e foi colocado em regime aberto após decisão judicial.

Vitor Souza da Silva integrava uma facção envolvida com tráficos de drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.

Ações de inteligência foram intensificadas para localizar outro criminoso envolvido na morte do oficial da PM. Informações sobre o comparsa de Vitor podem ser enviadas, com total sigilo, através do telefone 181 (Disque Denúncia) da SSP. O anonimato é garantido por lei.
Fonte
Alberto Maraux/SSP

PRF apreende 420 ampolas de tirzepatida avaliadas em R$ 200 mil na BR-153

A Polícia Rodoviária Federal apreendeu, na manhã desta quinta-feira (15), 420 ampolas de tirzepatida, medicamento de uso controlado, durante fiscalização na rodovia BR-153, em São José do Rio Preto (SP).

A apreensão ocorreu durante o patrulhamento, quando os policiais abordaram um Fiat Mobi, conduzido por uma mulher de 47 anos, que viajava acompanhada da filha, de 15 anos. A condutora informou que havia saído de Foz do Iguaçu (PR) e seguia com destino a Goiânia (GO).
Durante a vistoria no interior do veículo, os policiais localizaram as ampolas do medicamento, sem documentação fiscal ou autorização legal para transporte e comercialização. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 200 mil.

Questionada, a mulher afirmou que receberia uma quantia em dinheiro para realizar o transporte da mercadoria até a capital goiana.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal de São José do Rio Preto, onde serão adotadas as providências legais cabíveis.
Categoria
Crimes

PRF apreende caminhão com um milhão em mercadorias importadas ilegalmente em Bagé

Na madrugada desta quinta-feira (15), a Polícia Rodoviária Federal prendeu cinco pessoas e apreendeu um caminhão, carregado com grande quantidade de mercadorias estrangeiras importadas ilegalmente. Uma caminhonete que viajava junto, prestando apoio, também foi apreendida. A abordagem ocorreu na BR-293, em Bagé.

Durante ação de combate aos crimes transfronteiriços, os PRFs abordaram um caminhão Ford/Cargo, com placas de Tubarão/SC e, ao vistoriarem o compartimento de carga, localizaram grande quantidade de bebidas alcoólicas, cosméticos e eletroeletrônicos introduzidos ilegalmente no Brasil. O caminhão era conduzido por um homem de 47 anos e natural de Laguna/SC, e tinha como passageira uma mulher de 52 anos, nascida em Criciúma/SC.

Os policiais também abordaram uma Hillux, emplacada em Içara/SC, que viajava junto e prestava apoio aos ocupantes do caminhão com os ilícitos. Na caminhonete estavam três pessoas. O motorista, de 55 anos, assumiu a responsabilidade pela mercadoria. Os outros envolvidos eram um homem de 57 anos e uma mulher de 48 anos. O trio é natural de Içara/SC.

As cinco pessoas foram presas, os veículos e a carga, com valor estimado em R$ 1 milhão, foram apreendidos e encaminhados à polícia judiciária em Bagé. Os envolvidos responderão pelo crime de descaminho.
Categoria
Crimes

PF deflagra operação contra importação irregular de produtos eletrônicos

Araraquara/SP. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a Operação Marcos 12:17, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de descaminho e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em estabelecimentos comerciais localizados no município de São Carlos/SP.

A investigação teve início a partir de informações que indicavam a comercialização de aparelhos eletrônicos importados por valores significativamente abaixo da média do mercado nacional, o que levantou suspeitas de importação irregular, sem o devido recolhimento de tributos. As apurações também identificaram movimentações financeiras atípicas, apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares e medicamentos emagrecedores importados sem autorização dos órgãos competentes e sem o recolhimento dos tributos devidos.

Comunicação Social da Polícia Federal em Araraquara

15 janeiro, 2026

Relator da CPI do Crime Organizado acusa Moraes e Toffoli de abuso de poder por tentar intimidar PF, Receita e Coaf

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de tentar “constranger e intimidar” órgãos federais de controle e fiscalização. O senador fez a declaração nesta quinta-feira (15) na rede X.

Vieira fez referência a decisões recentes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Para o senador, ambos os ministros do STF agiram para tentar limitar os poderes da Polícia Federal e da Receita Federal.

“Os ministros Toffoli e Moraes tentam de todas as formas constranger e ameaçar a Polícia Federal e a Receita. É abuso de poder escancarado. Não conseguem explicar relações com investigados e transações milionárias, então partem para a intimidação”, afirmou o senador em sua conta no X.

Alessandro Vieira fez o comentário ao compartilhar uma notícia do jornal Folha de S.Paulo sobre o inquérito instaurado por Alexandre de Moraes para investigar o vazamento de informações de ministros e seus familiares pela Receita Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Vieira fez carreira como delegado da Polícia Civil antes de se tornar senador.

Nesta quarta (14), o ministro Dias Toffoli ordenou que todas as provas colhidas durante uma operação da PF relativa ao Banco Master fossem enviadas lacradas ao STF lacradas. Mais tarde, o ministro recuou e determinou que tais provas fossem encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão inicial de Dias Toffoli de manter as provas no STF gerou reação imediata da PF e da PGR, que apontaram o risco de perda de informações dos aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores. O receio expresso por investigadores é de que os aparelhos sejam eventualmente acessados remotamente e de que haja prejuízo à investigação com a destruição de provas.

O ministro atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu que a extração e análise das provas apreendidas pela PF fossem realizadas pela PGR “dada a necessidade de formação adequada da opinião ministerial sobre a materialidade e autoria dos delitos em apuração”.

O procurador-geral sustenta que a análise do material pela PGR “poderá acrescentar um juízo adicional sobre a participação de cada investigado nos ilícitos sob apuração”. Para peritos, porém, o envio das provas à PGR segue invadindo a competência da perícia criminal, conforme previsto no Código de Processo Penal.

Ainda nesta quarta (14), os senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) ingressaram com pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli. Os senadores consideram ter havido crimes de responsabilidade na atuação do magistrado no caso do Banco Master.

Os parlamentares de oposição apontam ter havido até agora violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade em razão do que consideram uma associação extraprocessual de Toffoli com a defesa e a execução de atos processuais atípicos e alinhados à estratégia privada, dentre outros pontos.

Segundo o pedido de impeachment, essa associação deve-se aos atos de Toffoli de ter retirado a investigação da primeira instância, determinado sigilo, impedido que dados fossem compartilhados com a CPMI do INSS. Também é citado no requerimento a ordem do ministro para que houvesse uma acareação entre um diretor do Banco Central e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro.

PRF apreende 256 Kg de maconha em Marília

A droga foi carregada na fronteira do Brasil com o Paraguai e seria levada para a capital paulista.
Um homem de 27 anos foi preso na manhã dessa quinta-feira (15) em Marília/SP transportando 256 quilos de maconha (pesagem preliminar). Ele passava pelo entroncamento da BR-153 com a SP-294 (rodovia Comandante João Ribeiro de Barros). Além do tráfico de droga o homem estava dirigindo um carro furtado na capital paulista.

O flagrante ocorreu às nove horas da manhã quando uma equipe da Polícia Rodoviária Federal abordou um carro com características semelhantes às obtidas em informações de inteligência da Receita Federal. Já na aproximação se percebia forte odor de maconha e, devido a isso, o motorista já confirmou o que transportava.

A droga estava acondicionada em sacos e tabletes no porta-malas. O homem disse aos PRFs que havia carregado a droga em Dourados, cidade próxima à fronteira com o Paraguai, e que a levaria para a cidade de São Paulo.

Após descobrirem o tráfico de droga, os policiais passaram a inspecionar o veículo Renault Logan usado para o tráfico e descobriram que as placas utilizadas eram clonadas de outro veículo. O carro parado havia sido furtado em Americana/SP no dia 26 de dezembro.

Segundo o abordado, ele já havia sido preso em dezembro do último ano por furto de outro veículo, tendo saído na audiência de custódia. Ele, o carro e a droga foram levados para a delegacia da Polícia Civil em Marília onde foram registrados os crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo e tráfico de drogas, ficando à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.
Categoria
Crimes

PF deflagra Operação Segunda Mão II contra furto e receptação de computadores da Caixa

São Paulo/SP. A PF deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a Operação Segunda Mão II, com o objetivo de reprimir a prática de furtos e a receptação de computadores pertencentes a agências da Caixa Econômica Federal.

As investigações apontam que o grupo criminoso causou prejuízos estimados em aproximadamente R$ 1,5 milhão à empresa pública federal, em razão da subtração e posterior comercialização dos equipamentos.

Esta é a segunda fase da operação e tem como foco a identificação de outros integrantes da organização criminosa, bem como o aprofundamento das apurações sobre a atuação do grupo.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa, além de outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

Comunicação Social
Superintendência da Polícia Federal em São Paulo

PF deflagra nova fase da Operação Coffee Break contra fraudes em licitações públicas

Terceira etapa da operação cumpre mandados de busca e apreensão e medidas patrimoniais em São Paulo
Campinas/SP. A PF deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a terceira fase da Operação Coffee Break, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em processos de licitação pública.

Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além da execução de medidas de constrição patrimonial autorizadas judicialmente.

A ação dá continuidade à operação iniciada em 12 de janeiro, ocasião em que foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes relacionados à corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Comunicação Social
Delegacia de Polícia Federal em Campinas

Operação da PF contra o Master apreende 30 armas e 23 carros avaliados em R$ 16 milhões

Os agentes recolheram R$ 645 mil em espécie, além de celulares e computadores; houve bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens


Durante a nova operação do caso Master feita desta quarta-feira (14), a Polícia Federal apreendeu R$ 645 mil em espécie e 23 veículos avaliados em R$ 16 milhões.

Os agentes ainda recolheram 39 celulares, 31 computadores e 30 armas. Os dados são de um balanço da PF sobre a segunda fase da Compliance Zero, que envolveu novos endereços do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A ação teve 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro, parentes dele e donos de empresas, além de sequestrar e bloquear bens no valor de R$ 5,7 bilhões.

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o material apreendido seja encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), reconsiderando decisão anterior.

Desta forma, o relator acolheu pedido do procurador-geral, Paulo Gonet. Antes, Toffoli havia definido a guarda do material na corte.

A nova fase da operação mirou pessoas supostamente envolvidas em fraudes do banco Master por meio do uso de fundos de investimento.

Esses fundos participavam de um esquema bilionário de ciranda financeira para desvio de recursos e compra de ativos podres, como as chamadas cártulas, certificados de ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina).

O esquema começava com empréstimos feitos pelo Master a empresas. Essas companhias aplicavam em fundos da gestora Reag, que tinha até recentemente como presidente e sócio-fundador João Carlos Mansur, um dos alvos da operação da PF nesta quarta.

Por Ana Pompeu/Folhapress

14 janeiro, 2026

Ibirataia: Novo secretário de Saúde Dr. Elmar Lopes inicia agenda estratégica na Sesab

Elmar Lopes busca alinhamento institucional, informações técnicas e parcerias para fortalecer a saúde pública municipal
O novo secretário de Saúde de Ibirataia, Elmar Lopes, iniciou sua gestão com uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do sistema de saúde do município. Em sua primeira visita à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), realizada nesta segunda-feira de janeiro, o gestor buscou informações técnicas e alinhamentos institucionais. 
O encontro permitiu diálogo direto com diferentes setores do órgão estadual. A iniciativa teve como foco compreender programas em andamento e fluxos administrativos. Também foram discutidas possibilidades de parcerias e investimentos. A agenda marca os primeiros passos da nova gestão na área da saúde.
De acordo com a secretaria municipal, a aproximação com a Sesab visa criar condições para melhorias concretas nos serviços oferecidos à população de Ibirataia. O contato direto com equipes técnicas estaduais ocorreu logo nos primeiros dias de Elmar Lopes à frente da pasta. 

A estratégia busca integrar ações e fortalecer o planejamento da saúde pública local. A iniciativa sinaliza uma gestão focada em articulação institucional. O objetivo é ampliar o acesso a políticas públicas de saúde. As tratativas devem subsidiar futuras ações e projetos no município.

Armarinho de R$ 100 passou a R$ 31 bi em 4 anos em fundo que integra a ciranda bilionária do Master

>Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Arquivo<
A estrutura financeira formada pelos fundos investigados por integrar o esquema do Banco Master tinha como etapa um processo acelerado de reavaliação de ativos, feito muitas vezes sem comprovação. Uma das empresas que integrava esse arranjo foi um armarinho paulista, cujo capital social passou de R$ 100 para R$ 31 bilhões em quatro anos.

De 2020 a 2024, o Pereira e Silva Comércio de Armarinho S.A. mudou de nome e passou a atuar no mercado de créditos de carbono. Nesse período, ele foi adquirido por dois fundos administrados pela Reag, gestora investigada por participar de suposta ciranda financeira que inflava artificialmente ativos no caso Master. A transformação da companhia foi noticiada em dezembro pelo UOL.

A estimativa do valor da nova empresa, rebatizada de Global Carbon, foi feita com base numa avaliação de ativos realizada pela Horbia, contratada para reestimar o capital da companhia.

Responsável técnico pelas avaliações, o economista Marco Aurelio Hardt afirmou a jornal Folha de São Paulo que a avaliação se baseia no balanço —que, segundo ele, havia sido auditado. Hardt não informou, no entanto, o nome da empresa que fez a auditoria.

"Não tenho que investigar a história da empresa. Eu recebo balanço auditado da Global Carbon de 31 de dezembro de 2024 e assumo isso como dado", disse.

A avaliação colocou o antigo armarinho Pereira e Silva entre as 50 maiores empresas do Brasil de acordo com o site Companies Market Cap, que lista o valor de mercado das companhias abertas no mundo. O escritório também mudou de endereço do bairro Cidade Monções, na zona oeste da capital paulista, para um edifício luxuoso no Itaim Bibi.

Um dos fundos que se tornaram donos do armarinho, o New Jade 2, está na ponta de uma cadeia de controle de fundos que se inicia no Hans 95, um dos seis apontados como fraudulentos pelo Banco Central.

A prática de inflar ativos teria sido usada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para desviar recursos do Master a partir de empréstimos a empresas que aplicavam em fundos geridos pela Reag, de acordo com investigação da Polícia Federal e do Banco Central. 

Os recursos eram repassados para outros fundos, numa cadeia que levava à valorização desses ativos, irrigando o que os investigadores apuram ser "laranjas do Vorcaro".com a reavaliação, os dois fundos que detêm as ações da Global Carbon tiveram uma valorização bilionária. Os R$ 6,64 bilhões detidos pelo New Jade 2, em ações da Global Carbon passaram a valer R$ 7,75 bilhões. No Regia, os R$ 19,8 bilhões registrados nas demonstrações no fim de 2023 passaram para R$ 23,3 bilhões no fim do ano passado.

A informação sobre a transformação do armarinho surgiu no contexto da operação Carbono Oculto da Receita Federal, que também investiga a Reag por, segundo os investigadores, lavar dinheiro do PCC. O que se sabe agora é que a empresa virou ativo em um fundo que participa da intrincada cadeia financeira montada pelo Master.

Procurado, o Master não respondeu aos questionamentos feitos pela Folha. A Reag informou que atua como gestora e administradora de fundos regulados e fiscalizados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), com demonstrações financeiras auditadas e publicadas e que suas avaliações seguem "metodologia técnico-científica desenvolvida pela Unesp e auditada por terceiros independentes, sem interferência da Reag".

O Pereira e Silva Comércio de Armarinho foi criado em agosto de 2020 em São Paulo. Ele contava com dois sócios, e sua sede ficava no bairro Cidade Monções. Sua finalidade, de acordo com a ata de criação do empreendimento, era a venda de artigos de armarinho no varejo.

Tudo mudou em março de 2023 com a entrada dos dois fundos da Reag, gestora que atua do mercado financeiro e administrava fundos do Master.

Os dois fundos se chamam New Jade 2 e Regia. Com a entrada deles no negócio, o capital social da Pereira e Silva Comércio de Armarinho subiu de R$ 100 para R$ 26,6 bilhões.

Não foi a única mudança. Com a chegada dos fundos, o nome da empresa mudou para Sião, e seu objeto social —a descrição detalhada das atividades que desempenha— foi alterado para a venda de créditos de carbono.

Em setembro de 2024, a Sião mudou novamente de nome e passou a se chamar Global Carbon. Neste momento, sua diretoria também mudou. Silvano Gertzel, que era diretor da Reag e executivo sem designação específica da Global Carbon desde abril de 2023, deixou a companhia. No lugar dele, entrou o advogado mineiro Thiago Assumpção Henriques.

Thiago Henriques aparece em um negócio imobiliário de R$ 70 milhões do pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, na Bahia. Um dos terrenos comprados pela família Vorcaro foi transferido para uma empresa chamada AFC Holdings.

O diretor-presidente da AFC é Thiago Henriques. Foi ele quem representou a empresa na escritura do imóvel. Henriques não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A AFC Holding faz parte de uma teia empresarial da família Vorcaro que inclui dezenas de companhias, sendo a principal delas a Multipar, da qual Henrique, pai de Daniel, é fundador e presidente, e Natalia, irmã, é diretora.

As fraudes envolvendo fundos fazem parte das diversas denúncias feitas pelo BC ao MPF apontando indícios de irregularidades na atuação do Master. A primeira foi a revenda ao BRB (Banco de Brasília) de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores.

A segunda trata da sobreposição de fundos de investimentos, que tiveram o patrimônio inflado tendo como pontapé recursos oriundos de empréstimos simulados do Master.

Veja o passo a passo do esquema descoberto pelos investigadores

O Master emprestava dinheiro para uma empresa, que tinha outro dono não relacionado diretamente com o banco, mas que também fazia parte do esquema de fraudes.

A empresa pegava o dinheiro do empréstimo e aplicava os recursos em fundos da Reag.

O que aparecia nos sistemas monitorados pelo BC era que o empréstimo tinha sido feito dentro dos limites que a legislação bancária exige (regra de Basileia).

O gestor do fundo da Reag, que recebeu o dinheiro cuja origem inicial era o empréstimo do Master, comprava um ativo podre com baixa liquidez pagando um preço muito acima do que ele vale. Ele então registrava no patrimônio do fundo o ativo adquirido com preço supervalorizado.

O vendedor, por outro lado, ficava com lucro de um ativo de pouco valor que foi adquirido por um preço elevado.

Em seguida, o vendedor usava o dinheiro recebido pelo ativo também em outro fundo. Dessa forma, os valores passavam de fundo em fundo até desaguar em carteiras que tinham titularidades de laranjas ligadas ao grupo Master.

Por Lucas Marchesini/André Borges/Adriana Fernandes/Folhapress

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