Página




02 setembro, 2026

CCJ do Senado vota fim da escala 6x1; o que pode mudar na jornada, nas folgas e nos salários?

Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado
O fim da escala 6x1 —na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga— está na pauta da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal desta quarta-feira (2). A sessão está prevista para ter início às 9h, e há outros itens em debate.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) 221/19 propõe a redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas semanais para 42 horas em 60 dias após a promulgação e publicação da PEC; 12 meses depois, a jornada cairia para 40 horas.

A escala 5x2 deverá ser implantada para todos os trabalhadores do país sem redução de salário, com dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Após ser aprovado na comissão, o texto precisa ser analisado no plenário do Senado, em duas votações. É necessário ter votos favoráveis de três quintos da Casa, o que dá 49 dos 81 senadores.

A promulgação é feita pela presidência do Senado e não pelo presidente da República. A cerimônia, porém, costuma contar com os líderes do Legislativo e Executivo, incluindo o presidente da Câmara.

Cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho com a jornada e a escala atual deixarão de valer 60 dias após a publicação da emenda. A PEC cria ainda a figura do superempregado, que não terá controle de jornada por ter salário a partir de R$ 21.188,88, mas também será beneficiado pela nova escala.

Categorias essenciais, que trabalham aos domingos e feriados, deverão ter escalas de trabalho e revezamento que permitam o descanso.

Quando há trabalho aos domingos, a empresa deve organizar escala de revezamento e garantir a folga compensatória em outro dia da semana. Caso não haja a folga nem outro tipo de compensação prevista em acordo ou convenção coletiva, as horas devem ser pagas em dobro.

A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) determina que deve haver um domingo de folga a cada três ou sete semanas, a depender da categoria. Há especificação para a escala assegurar ao menos um domingo de folga a cada 15 dias para mulheres.

No período de transição, pode ser que o trabalhador tenha uma jornada diária de pouco mais de oito horas, sem que essas horas sejam pagas como extras. O motivo é que, sem o trabalho em um dia a mais, essas horas devem ser acomodadas na nova jornada.

Trabalhadores que já têm a jornada reduzida não terão nova diminuição. Quem já tem escala 5x2 também não será afetado em um primeiro momento. Mas, quando a jornada de trabalho for reduzida, deverá trabalhar menos horas.

Como ficarão as principais regras trabalhistas

Escala de trabalho

  • A proposta prevê o fim da escala 6x1, na qual o trabalhador atua seis dias e folga um
  • A regra passaria a ser a escala 5x2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso remunerado por semana
  • A jornada semanal cairia de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação e publicação da emenda
  • Depois de 12 meses, a jornada seria reduzida para 40 horas semanais, sem redução de salário
  • Uma das folgas deverá ser, preferencialmente, aos domingos
  • A PEC não determina que todos os trabalhadores tenham sábado e domingo de folga, mas especialistas acreditam que, em regra geral, a maioria terá esses dias de descanso remunerado na semana
  • A organização da escala poderá variar conforme a atividade e as regras coletivas
Feriados
  • O texto não proíbe o trabalho em feriados
  • Categorias que funcionam nesses dias poderão continuar trabalhando, desde que sejam respeitadas as regras de descanso e compensação
  • O trabalho em feriados poderá ser compensado por folga ou banco de horas, quando houver previsão em acordo ou convenção coletiva
  • Se não houver a compensação exigida, aplicam-se as regras de remuneração previstas para o trabalho, com pagamento de hora extra em dobro
Trabalho aos domingos
  • O fim da 6x1 não significa o fim do trabalho aos domingos
  • O domingo é, pela CLT e pela Constituição, dia preferencial de descanso, mas não de folga obrigatória para todos
  • Empresas que precisam funcionar aos domingos poderão manter seus trabalhadores em atividade, organizando escalas de revezamento, conforme prevêem legislações federais e municipais; a regra se aplica a comércio e serviços por exemplo, área de saúde, comunicação, transporte e limpeza, consideradas essenciais
  • O trabalhador deverá receber folga compensatória em outro dia da semana, conforme as regras aplicáveis
  • Se não houver folgas ou outra compensação prevista em lei, acordo ou convenção coletiva, o trabalho poderá ser pago em dobro
  • A CLT já prevê regras específicas para o descanso aos domingos, inclusive diferentes períodos de revezamento conforme a categoria
Serviços essenciais
  • A PEC não acaba com as escalas diferenciadas de categorias que precisam funcionar continuamente, como atividades essenciais
  • Esses trabalhadores poderão continuar atuando aos domingos e feriados, mas deverão ter escalas de revezamento que garantam os períodos de descanso
  • O texto mantém a possibilidade de regras específicas para determinadas categorias, definidas por leis, normas regulamentadoras, acordos e convenções coletivas
  • Acordo entre governo e parlamentares prevê ainda uma legislação futura para disciplinar outras jornadas especiais, como a 12x36, comum em áreas como saúde e segurança, para manter as escalas sem prejuízo de atendimento, salários e custos a empregadores
Salários
  • A redução da jornada deverá ocorrer sem redução salarial
  • Quem passar de 44 para 42 horas e depois para 40 horas semanais deverá manter o mesmo salário
  • Trabalhadores que já cumprem jornada inferior à estabelecida pela PEC não terão nenhum redução
  • A proposta também prevê que uma futura lei complementar possa estabelecer medidas transitórias para reduzir impactos da mudança sobre determinados empregadores, especialmente MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte
Novos contratados
  • Novos trabalhadores já estarão submetidos à nova regra depois que a emenda entrar em vigor
  • A escala deverá ser organizada dentro do novo modelo, com dois dias de descanso semanal remunerado e jornada de até 40 horas semanais ao fim do período de transição, em 2027
  • Não há, na PEC, uma regra que permita às empresas contratar novos funcionários mantendo a escala 6x1 depois da entrada em vigor da emenda
  • As condições específicas de determinadas categorias poderão continuar sendo definidas por legislação própria e por negociação coletiva
Demissão
  • O texto apresentado não cria uma nova regra de demissão nem estabelece estabilidade no emprego devido ao fim da escala 6x1
  • Portanto, a PEC não impede, por si só, que empresas demitam trabalhadores seguindo as regras trabalhistas vigentes
  • A proposta prevê, porém, que eventuais medidas de incentivo ou compensação para empresas sejam condicionadas à manutenção dos níveis de emprego no caso de micro e pequenas empresas
  • Essas medidas ainda dependeriam de uma lei complementar, que definiria como funcionariam os incentivos e quais condições seriam exigidas
Por Cristiane Gercina/Folhapress

Confira a agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (2) -Por Agência Brasil

A agenda dos presidenciáveis nesta quarta-feira (2) inclui entrevistas e sabatinas, além de visitas a instituições e mercados. Também estão previstas caminhadas e encontros com diferentes segmentos da população e atividades partidárias.

Augusto Cury (Avante)
Visita a Federação Israelita do Estado de São Paulo. À noite, participa do podcast Salada Cast.

Clariana Barão (Democracia Cristã)
Participa de entrevistas nas plataformas May News Studio e BM&C News e no canal Mathias TV. À tarde, participa de caminhada no Brás, em São Paulo (SP).

Edmilson Costa (PCB)
Cumpre agenda da secretaria-geral do PCB em Lisboa.

Romeu Zema (Novo)
Participa de encontro com motoristas de aplicativo e concede entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

Ronaldo Caiado (PSD)
Pela manhã, concede entrevista ao vivo para a rádio Metropolitana 90.5 FM, em São Paulo (SP) e visita o Mercado Municipal de Pinheiros (SP). À noite, participa de sabatina do Programa 'WW Especial Eleições' da CNN Brasil, também em São Paulo.

Samara Martins (UP)
Participa de confraternização do partido no bar Partisan, na Lapa, no Rio de Janeiro (RJ).

Wilson Grassi (Democrata)
Em Brasília, participa de protesto pacífico contra a suspensão de seus canais digitais de campanha.

Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Renan Santos (Missão) não divulgaram a agenda de campanha até o momento desta publicação.

Os candidatos Hertz Dias (PSTU) e Rui Costa Pimenta (PCO) não têm agenda pública de campanha nesta quarta-feira.

A ordem de apresentação da cobertura da agenda dos candidatos a presidente segue rodízio diário em ordem alfabética.

Desigualdade de renda entre servidores supera a observada no Brasil, diz estudo

Foto: Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil
A desigualdade de renda entre os trabalhadores do setor público brasileiro é maior do que a observada no conjunto do país, segundo estudo do auditor da CGU (Controladoria-Geral da União) Sergio Guedes-Reis, elaborado com dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho.

O índice de Gini do funcionalismo público chegou a 0,527 em 2023, acima dos 0,517 registrados para o Brasil naquele ano. O indicador varia de zero a um: quanto mais próximo de zero, mais igualitária é a distribuição de renda; quanto mais perto de um, maior é a concentração.

Guedes-Reis afirma que os dados o surpreenderam. A expectativa, segundo ele, era que a desigualdade fosse maior no setor privado, onde convivem trabalhadores de baixa renda e uma pequena parcela da população com ganhos muito elevados.

No serviço público, porém, a concentração também é puxada por uma pequena elite. Cerca de 80 mil servidores formam o 1% mais rico do funcionalismo, e mais da metade deles pertence às carreiras jurídicas de elite, como magistratura, Ministério Público, advocacia pública e defensoria pública.

Uma Carta do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) que analisa os estudos de Guedes-Reis aponta uma concentração ainda maior no topo da pirâmide. Entre o 0,1% dos servidores com os maiores rendimentos, 65% são magistrados ou integrantes do Ministério Público.

Segundo a publicação, a folha de pagamento do setor público responde por cerca de 10% da desigualdade de renda observada no Brasil.

O levantamento considera trabalhadores vinculados ao setor público em todas as esferas de governo e unidades da Federação, com exceção das empresas estatais. Ao todo, são cerca de 8,5 milhões de registros.

Estudos sobre desigualdade costumam mostrar que, à medida que se sobe na distribuição de renda, aumenta a importância dos ganhos provenientes do patrimônio e do capital —e diminui a participação do trabalho na renda total.

Guedes-Reis cita pesquisadores como o francês Thomas Piketty e os brasileiros Pedro Souza, Marcelo Medeiros e Sérgio Gobetti, que identificaram esse fenômeno.

"Todos eles mostram que, quanto mais se sobe na escada de renda, menor é a proporção do dinheiro que é oriundo do seu trabalho", afirma.

No topo do serviço público brasileiro, porém, ocorre o contrário. Segundo o pesquisador, toda a renda do 1% mais rico do funcionalismo tem origem no trabalho.

"É o mais impressionante, demonstra a excepcionalidade do caso brasileiro, porque isso não acontece em nenhum outro país que eu tenha pesquisado", disse. "Trata-se de um acúmulo de dinheiro que está sendo transferido para um segmento muito específico e para renda do trabalho, que é completamente descolado da situação fiscal real do país."

O retrato, segundo Guedes-Reis, ainda pode subestimar a concentração de renda. A Rais não inclui verbas indenizatórias e outros pagamentos que ficaram conhecidos como penduricalhos —parcelas que podem ser pagas além do salário-base e que, em alguns casos, elevam a remuneração muito acima do teto constitucional.

R$ 24,3 BILHÕES ACIMA DO TETO

O setor público brasileiro pagou ao menos R$ 24,3 bilhões acima do teto constitucional em 2025, segundo levantamento citado no debate sobre os supersalários.

O teto corresponde ao subsídio de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje de R$ 46.366 por mês.

Desse total, R$ 22,8 bilhões foram pagos a integrantes das quatro carreiras jurídicas de elite: magistratura, Ministério Público, defensoria pública e advocacia pública.

O grupo reúne 48,6 mil pessoas, entre servidores ativos, inativos e pensionistas.

Para Isadora Modesto, diretora-executiva da República.org, a ineficácia do teto constitucional está relacionada à falta de regras rígidas para diferenciar o que é remuneração —e, portanto, deveria estar sujeito ao limite— do que pode ser classificado como verba indenizatória e pago fora dele.

"O teto existe formalmente na Constituição, mas virou uma norma vazia na prática devido à falta de critérios legais, nacionais e de mecanismos eficazes de responsabilização", afirma.

Segundo ela, uma das medidas necessárias seria a aprovação, pelo Congresso, de regras mais restritivas sobre os pagamentos que podem ficar fora do teto.

A longo prazo, defende, também seria necessário reorganizar a política salarial do serviço público, estabelecendo uma hierarquia mais clara entre carreiras e remunerações, critérios técnicos e previsíveis para reajustes e uma instância independente para formular diretrizes.

COMISSÃO EXTERNA INDEPENDENTE

Guedes-Reis e a Carta do Ibre argumentam que os pagamentos acima do teto não podem ser explicados apenas como um problema de comportamento individual ou de interpretação jurídica.

Uma das explicações apontadas é comportamental: em ambientes muito desiguais, pessoas que ocupam o topo da distribuição de renda tendem a ter como referência outras pessoas com rendimentos igualmente elevados.

Há também, segundo os pesquisadores, um problema de coordenação corporativa. A pressão por novos benefícios e vantagens pode transformar a recusa em buscar remunerações maiores em uma espécie de desvantagem dentro das próprias carreiras.

A terceira questão é institucional. Parte das regras que definem a remuneração das carreiras jurídicas é estabelecida por órgãos formados majoritariamente por integrantes dessas próprias categorias, como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

Manoel Pires, do Observatório de Política Fiscal do Ibre, afirma que um poder não vai se autocontrolar. "Isso não funciona, todos querem ganhar mais".

Pires também critica as tentativas de criar listas cada vez mais detalhadas para definir o que pode ou não ser pago acima do teto constitucional.

"O teto já existe e é extremamente claro. Quando se tenta detalhar as regras de aplicação, criam-se novas categorias de benefícios para burlar a norma", diz ele.

Os pesquisadores citam experiências internacionais como possíveis referências para o debate brasileiro.

No Chile, após os protestos de 2019 —conhecidos como estallido social—, o país criou uma comissão externa independente para discutir, entre outros temas, a remuneração do funcionalismo público e de cargos eletivos.

Modesto cita também o Reino Unido, onde uma entidade independente formula recomendações sobre as faixas salariais da alta cúpula do Executivo e da magistratura.

"Em ambos os países não se observam problemas tão amplos e crônicos de supersalários como no Brasil —que, aliás, não tem paralelo ao redor do mundo", afirma.

Por Felipe Gutierrez/Folhapress

Aliados de Lula veem risco à democracia caso Flávio possa nomear substituto de Moraes

O eventual afastamento de Alexandre de Moraes do STF por causa de sua relação com Daniel Vorcaro daria ao próximo presidente o poder de nomear 5 dos 11 ministros da corte —contando os 3 que se aposentarão e a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso.

O cenário é descrito por aliados de Lula como perigoso para a democracia, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL).

Isso deve contribuir para que o governo discretamente trabalhe pela manutenção de Moraes, ainda que enfraquecido.

Apesar disso, não deve haver gestos ostensivos por parte de Lula e aliados de apoio a Moraes, até porque a avaliação é que o desgaste do ministro na opinião pública é grande.

Por Fábio Zanini/Folhapress

01 setembro, 2026

Vorcaro pediu intervenção na PF para adiar operação e evitar falência do Banco Master, aponta perícia terça-feira, 01/09/2026 - Por Fernando Duarte / Ronne Oliveira

A Polícia Federal (PF) identificou, em relatório pericial, uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro ao contato cadastrado em seu celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA", na qual o controlador do Banco Master pede que seja feita uma interlocução junto à direção da própria PF para adiar uma medida policial que, segundo ele, poderia levar a instituição à quebra.

O documento que estava em sigilo de justiça, obtido pelo Bahia Notícias (BN), registra a recuperação de uma imagem enviada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp.

Na captura de tela, extraída pela perícia do aparelho de Vorcaro, aparece um texto redigido pelo empresário em seu bloco de notas em 16 de novembro de 2025: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel" [a grafia original foi apresentada integralmente].

De acordo com o relatório da PF, a referência a "Andrei" diz respeito a Andrei Passos, diretor-geral da Polícia Federal. Na avaliação dos investigadores, a mensagem demonstra um pedido para que o destinatário tentasse sensibilizar a chefia da corporação a adiar o cumprimento de uma medida policial iminente contra o banco.

No próprio texto, Vorcaro afirma que o adiamento, somado ao feriado subsequente, no dia 20 de novembro, evitaria a quebra da instituição financeira.

ENTRE 25 SEGUNDOS
Para comprovar a autenticidade e a autoria da mensagem, os peritos cruzaram registros do sistema operacional do aparelho com vestígios deixados pelos aplicativos utilizados pelo empresário. Segundo o relatório, o intervalo entre a criação do conteúdo e o envio da imagem foi de apenas 25 segundos.

A cronologia reconstruída no texto pela perícia aponta:
  • 16h56min40s (19h56min40s UTC): Daniel Vorcaro abre o aplicativo Bloco de Notas do iPhone e digita a mensagem.
  • 16h57min22s (19h57min22s UTC): o empresário realiza uma captura de tela do conteúdo. O sistema iOS registra automaticamente o horário da ação.
  • 16h57min26s (19h57min26s UTC): Vorcaro encerra o Bloco de Notas e abre o WhatsApp.
  • 16h57min47s (19h57min47s UTC): a imagem é enviada, por meio do WhatsApp, ao contato identificado como "Alexandre de Moraes BRASILIA."
  • 16h57min50s (19h57min50s UTC): o aplicativo é fechado no dispositivo.
Segundo os investigadores, o uso de uma captura de tela enviada por visualização única dificultava a preservação do conteúdo no histórico convencional das conversas. Embora o recurso apague a imagem do dispositivo do destinatário após a abertura, os peritos afirmam ter comprovado a transmissão por meio de duas frentes técnicas:
  1. Registros de conectividade (logs): o software de perícia forense IPED identificou o envio de dados pelo WhatsApp ao destinatário no exato momento registrado na cronologia do aparelho.
  2. Recuperação de arquivos temporários: a captura de tela gerou vestígios em áreas temporárias do sistema iOS. A equipe técnica conseguiu extrair a imagem original e seus metadados diretamente da memória do telefone de Vorcaro.
Por Fernando Duarte / Ronne Oliveira

Petróleo volta a disparar mais de 5% após navios serem atacados em Hormuz terça-feira, 01/09/2026

Foto: Andre Ribeiro / Agência Petrobras
O preço do petróleo teve uma forte subida na manhã desta terça-feira (1°) após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.

O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 5,03% por volta das 10h15 (horário de Brasília), a US$ 92,82 (R$ 481,39). Uma hora depois, a cotação estava a US$ 92,67 (R$ 480,61), valorização de 4,87%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 2,23%, cotado a US$ 87,67 (R$ 454,68).

A negociação da commodity teve uma forte alta já na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.

O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

"Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças no corredor de Omã", informou a empresa de dados da navegação marítima Marisks. De acordo com a Kpler, outra empresa de dados de navegação, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.

Os ataques vieram em um dia em que não houve registros de ataques entre EUA e Irã, que haviam sido retomados entre domingo e segunda-feira.

Além da situação no Oriente Médio, os negociadores aguardam a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e grupos petrolíferos marcada para esta terça-feira na Casa Branca.

Marathon Petroleum, Phillips 66, Chevron, Delek US Holdings, PBF Energy e Valero Energy estão entre as empresas chamadas para discutir capacidade de refino e preços, segundo pessoas a par do evento.

"O presidente se reunirá com líderes do setor para colaborar na busca das melhores formas de ampliar a capacidade de refino, liberar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para o povo americano", disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca.

A menos de três meses das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, o presidente dos EUA enfrenta uma pressão política cada vez maior devido à crise do custo de vida.

A interrupção no fornecimento de petróleo causada pela guerra no Irã e a redução da capacidade global de refino após ataques de drones ucranianos contra instalações russas contribuíram para manter o preço médio da gasolina nos Estados Unidos acima de US$ 4 por galão em agosto, uma alta de quase 30% no último ano.

O preço do diesel, essencial para a indústria e a agricultura dos Estados Unidos, aproxima-se do recorde histórico de US$ 5,80 por galão.

A convocação das refinarias ocorre no momento em que elas registram lucros recordes, com a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto, conhecida como "margem de refino", disparando para US$ 100 por barril.

Em junho, Trump acusou as grandes petrolíferas de praticar preços abusivos e pediu que o Departamento de Justiça investigasse os elevados preços da gasolina.

Apesar da reunião na Casa Branca, analistas disseram que o governo tem pouca margem para influenciar os preços dos combustíveis no mercado interno, uma vez que os grupos petrolíferos já operam suas instalações em capacidade máxima e adiam a manutenção para continuar produzindo combustível sem parar.

Na semana encerrada em 21 de agosto, a utilização das refinarias dos Estados Unidos havia permanecido em 95% ou mais por 12 semanas consecutivas, a maior sequência desde 2000, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Alguns analistas alertaram que o sistema operando no limite deixava o mercado vulnerável a novas interrupções e a aumentos adicionais de preços, a menos que Trump encerrasse o confronto com o Irã. Refinarias próximas ao Golfo do México, por exemplo, poderiam sofrer paralisações devido a um furacão, elevando ainda mais os preços, disseram os analistas.

"Ele precisa fazer alguma coisa para reduzir os preços da gasolina, mas também não vai simplesmente abandonar a guerra. É a única carta que pode jogar", comentou Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank

Um levantamento da Brown University mostra que, desde o início do conflito, no fim de fevereiro, os americanos pagaram US$ 51,9 bilhões a mais por gasolina do que teriam desembolsado se os preços tivessem permanecido no nível anterior à guerra. Também pagaram US$ 43,1 bilhões adicionais por diesel

Por Folhapress

Rui Costa lidera intenções de voto ao Senado em pesquisa Futura/Política Livre Por Política Livre

Foto: Diego Mascarenhas/Arquivo/Divulgação
O ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) lidera todos os cenários na disputa pelo Senado na pesquisa eleitoral feita pelo instituto Futura Inteligência e contratada pelo Política Livre, divulgada nesta quarta-feira (01).

No voto estimulado, quando é apresentado ao eleitor os nomes dos candidatos, Rui figura com 49,7%. Ele também é o primeiro voto ao Senado de 36,1% dos entrevistados do levantamento.

O levantamento, registrado no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TER-BA) sob o número 08990/2026, entrevistou mil pessoas em 214 cidades baianas no intervalo entre 24 e 26 de agosto, por telefone. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Confira abaixo o cenário estimulado para o Senado, no qual os candidatos Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) aparecem empatados dentro da margem de erro.

Pesquisa para o Senado (estimulado)

Rui Costa (PT) – 49,7%
Jaques Wagner (PT) – 38,9%
Angelo Coronel (Republicanos) – 25,6%
João Roma (PL) – 24,5%
Professora Dilliana (PSOL) – 6,1%
Marcelo Santtana (DC) – 1,9%
Marcelo Carvalho (Rede) – 1,4%
Carlos Sodré (Mobiliza) – 1,2%
Marcelo Millet (PCO) – 0,5%
Gregório Gould (UP) – 0,4%
Ninguém/Branco/Nulo – 22,9%
Não sabe/Indeciso – 26,9%

Do total de entrevistados, 36,1% informaram que Rui Costa é a primeira opção para o Senado (este ano são dois votos para senador), seguido de João Roma (16%), Jaques Wagner (13,7%), Angelo Coronel (11,6%), Professora Dilliana (2,1%), Carlos Sodré (0,7%), Marcelo Santtana (0,5%), Marcelo Carvalho (0,2%) e Marcelo Millet (0,2%). Respondem não votar em ninguém 8,5% e 10,2% dizem não saber ou estar indecisos.

No levantamento espontâneo, quando não é apresentado ao eleitor a lista com os nomes dos candidatos, Rui Costa segue na liderança das intenções de voto, mas empado tecnicamente com Jaques Wagner dentro da margem de erro. Chama a atenção a quantidade de eleitores indecisos.

Pesquisa para o Senado (espontânea)

Rui Costa (PT) – 20,5%
Jaques Wagner (PT) – 17,2%
Angelo Coronel (PSD) – 9,6%
João Roma (PV) – 8,7%
Carlos Sodré (Mobiliza) – 0,1%
Professora Dilliana (PSOL) – 0%
Outros – 5,1%
Ninguém/Branco/Nulo – 4,4%
Não sabem/Indeciso – 59%

Leia também:


Marcelo Carvalho comemora criação de refúgio ambiental na Chapada Diamantina -Por Redação

           Marcelo Carvalho entre o casal de ambientalistas Alcione Correa e Marcos Fantini
Foto: Divulgação
Candidato ao Senado, Marcelo Carvalho comemorou o decreto assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), nesta terça-feira (1º), que cria o Refúgio de Vida Silvestre Serra da Chapadinha, na Chapada Diamantina. A nova unidade de conservação abrange os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia e estabelece proteção permanente para a fauna, a flora, os recursos hídricos e a biodiversidade da região.

Para Marcelo, a medida representa uma vitória coletiva do movimento ambientalista e destaca a atuação de Alcione Corrêa e Marcos Fantini, líderes do movimento pela criação do refúgio e proprietários da pousada Toca do Lobo, que sofreram ataques após defenderem a preservação da área.

“Esse decreto permite que eles voltem a morar no seu local. Eles foram expulsos de lá por pistoleiros, na verdade, a mando de garimpeiros, que queriam explorar aquela região. E o nosso movimento, o movimento de esquerda no Estado da Bahia, apoiado pelo nosso partido, nossa federação, Rede/PSOL, conseguiu essa importante vitória para o movimento ambientalista”, disse.

O candidato ainda lembrou que o compromisso com a criação do refúgio foi assumido por Jerônimo durante o debate na TV Band Bahia entre candidatos ao governo, após ser questionado pelo candidato Ronaldo Mansur (PSOL).

“Nosso candidato arrancou no debate, no primeiro debate da televisão entre os governadores, o compromisso de Jerônimo Rodrigues, e hoje ele fez. Eu vinha cobrando reiteradamente isso em toda a sabatina, em toda a participação pública da nossa campanha ao Senado. Então, a vitória de todos é uma vitória coletiva”, declarou.

Vale ressaltar que em 2023 o deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou um projeto de indicação na Assembleia Legislativa solicitando ao governador Jerônimo rodrigues a criação do Refúgio da Serra da Chapadinha.

Reunião com Lideranças em Feira de Santana

O Deputado, candidato a Federal Robinho (4444) realizou, nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma importante reunião com lideranças políticas e comunitárias em Feira de Santana.

O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo com representantes locais, discutir demandas da população e alinhar estratégias para o desenvolvimento da região.

Durante o encontro, foram debatidas pautas importantes para o fortalecimento da região, incluindo demandas locais, projetos de desenvolvimento e estratégias de aproximação com a população.


O deputado destacou a relevância do diálogo constante com representantes da comunidade, reforçando seu compromisso em buscar soluções e melhorias para Feira de Santana e toda a Bahia.

( “acompanhe mais novidades aqui no site: www.ipiauurgente.ccom.br”).



31 agosto, 2026

Messi anuncia aposentadoria da seleção argentina: “Dói na alma”

Foto: Reprodução/Instagram/@leomessi
O craque Lionel Messi anunciou, nesta segunda-feira (31), sua aposentadoria da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 comunicou a decisão por meio de uma publicação nas redes sociais e afirmou que deixa a equipe nacional por entender que chegou o momento de encerrar o ciclo.

“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreveu Messi na carta de despedida.

O camisa 10 argentino destacou que sempre entregou o máximo quando vestiu a camisa da seleção, independentemente dos resultados. Segundo ele, a decisão também foi tomada pela proximidade do fim de sua trajetória e pela ascensão de novos jogadores que merecem espaço na equipe.

“Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, afirmou.

Depois de mais de duas décadas sem conquistar títulos pela seleção principal, Messi participou da conquista da Copa América de 2021, disputada no Brasil. Na sequência, levantou a Finalíssima, a Copa do Mundo de 2022, no Catar, e voltou a conquistar a Copa América.

Messi também fez referência à derrota para a Espanha na final do Mundial disputado nos Estados Unidos neste ano. De acordo com o jogador, a carta foi escrita em 21 de julho, dois dias após a decisão.

“Estas palavras foram escritas em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, declarou, em referência à morte do pai, ocorrida em 8 de agosto.

Ao se despedir, Messi agradeceu aos torcedores, familiares, companheiros, treinadores e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória com a Argentina. O jogador também afirmou que passará a acompanhar a seleção como torcedor.

“Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais”, escreveu

 

Leia a carta na íntegra: 

“Depois desse tempo que passou desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção...

 

Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre dei tudo, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas antes também. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

 

Falta pouco e as etapas vão se encerrando, e esta é uma que dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção. Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar.

 

Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês de dentro. Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais.

 

Obrigado à minha família por estar sempre comigo, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem tive a oportunidade de compartilhar. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis que vivi.

 

Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de ter dado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhamos. Foi uma loucura ter vivido tudo isso com vocês. Amo vocês!

 

Obrigado, Deus, por me fazer argentino.

 

Vamos, Argentina!".


Rui Costa provoca João Roma e diz que ele "esconde" nome de Flávio Bolsonaro durante a campanha

Foto: Divulgação
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) acusou João Roma (PL) de esconder o nome de Flávio Bolsonaro (PL) durante seu primeiro programa eleitoral na televisão. A declaração foi feita nesta segunda-feira (31), em entrevista à Rádio Salvador FM, enquanto o petista avaliava o cenário da disputa na Bahia.

Segundo Rui, a suposta ausência da referência a Flávio contradiz o posicionamento político assumido pelo candidato do PL, que se apresenta como bolsonarista.

“Embora no primeiro programa, surpreendentemente, o candidato do PL que dizia ser bolsonarista não tocou no nome do candidato dele. Eu não sei nem se o Flávio sabe disso, porque o candidato que representa o partido dele e a candidatura dele, no primeiro programa de televisão, escondeu o nome do Flávio”, afirmou.

Ao comentar a eleição para o Senado, Rui defendeu que o alinhamento dos candidatos aos dois campos políticos nacionais tornará a escolha mais clara para os eleitores. O petista afirmou que os dois concorrentes do grupo adversário se definiram como bolsonaristas e contrapôs essa identificação à ligação de sua chapa com Lula.

“O povo vai escolher entre dois senadores do time do Flávio Bolsonaro e dois senadores do time de Lula. Está fácil decidir”, declarou.

Rui também disse que o eleitor deve comparar a atuação dos candidatos e suas contribuições para a Bahia. Na avaliação dele, esse balanço favorece seu grupo político e sustenta a confiança em um resultado positivo nas urnas.

“É só comparar o que cada um fez pelo estado da Bahia”, afirmou. “Nós temos muita confiança na nossa vitória.”

Apesar do otimismo em relação à disputa pelo Senado, Rui reconheceu que a eleição para o governo estadual apresenta um cenário mais acirrado. Ainda assim, manifestou confiança na vitória de seu grupo no primeiro turno.

“Para governo, a eleição está mais apertada, mas eu sou muito confiante na vitória no dia 4 de outubro”, concluiu.

Por Política Livre

Postagem em destaque

CCJ do Senado vota fim da escala 6x1; o que pode mudar na jornada, nas folgas e nos salários?

Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado O fim da escala 6x1 —na qual se trabalham seis dias por semana com um dia de folga— está na paut...