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22 agosto, 2026

Pai morre durante relação com a própria filha em motel de Manaus

Esse caso está deixando as pessoas completamente perplexas, e aconteceu recentemente em Manaus. Sabemos que todas as relações são importantes, principalmente as relações familiares, aos quais são nossos laços sanguíneos e raízes. Porém as relações familiares saudáveis são aquelas que o amor puro entre pais e filhos impera mais que tudo.

Mas nesse caso específico, o amor entre um pai e uma filha, virou o mesmo amor de casal, que existe entre um homem e uma mulher. Nesse caso o amor de pai e filha passou para uma atração também, e eles começaram a se relacionar há 20 anos atrás, até os dias atuais, onde ele estava com 64 anos de idade e ela está com 46 anos de, incrivelmente eles tiveram um filho juntos, fruto desse relacionamento.

A família inteira os ignorou imediatamente quando souberam do envolvimento amoroso entre pai e filha, porém mesmo assim eles continuaram a viver essa história um tanto quanto inusitada, e ela só acabou com a morte do homem. Quando foi revelado como e quando ele morreu as pessoas ficaram em estado de choque.

O homem morreu tendo a sua última relação íntima com a sua filha em um motel, até então não se sabe exatamente o motivo que tirou a vida desse homem, porém ele acabou morrendo exatamente no momento do ato e fato sendo consumado.

Ao que tudo indica ele teve um infarto, pois muitas pessoas tem dificuldade de fazer grandes esforços físicos, o que sobrecarrega o coração e aumenta muito a circulação sanguínea. Rapidamente foi chamada uma equipe de salvamento.

Porém o homem já estava em óbito quando eles chegaram, e nada mais podia ser feito. Então foi chamada a perícia e o IML, para recolherem o corpo do homem e conseguir definir exatamente o que aconteceu com ele naquele momento específico.
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Aprovados em concurso de 2008 da área da Saúde na Bahia têm direito reconhecido

O certame ocorreu em 2008 e se destinou ao provimento de 850 cargos vagos de diversas carreiras
Foto: Divulgação/Arquivo
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) rejeitou os embargos de declaração opostos pelo Estado e manteve o acórdão que reconheceu a preterição de candidatos aprovados no último grande concurso da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), devido à contratação ou manutenção de servidores temporários em seus quadros. O certame ocorreu em 2008 e se destinou ao provimento de 850 cargos vagos de diversas carreiras.

O desembargador José Soares Ferreira Aras Neto, da 1ª Câmara Cível do TJ-BA, foi o relator dos embargos, cujo julgamento ocorreu no último dia 5 de agosto. O acórdão colocou fim em âmbito estadual a uma discussão iniciada em 2012, quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizou ação civil pública (ACP) para salvaguardar os direitos dos aprovados no certame que não foram convocados.

Alegadas omissões do TJ-BA ao julgar a apelação interposta pelo Estado foram rejeitadas por Aras na apreciação dos embargos. Segundo o embargante, a corte não examinou no recurso a dinâmica dos contratos temporários, circunstância que, segundo argumentou, descaracterizaria a existência de preterição arbitrária. O impacto orçamentário da medida, que violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal, também não teria sido analisado.

“O acórdão não presumiu a ocorrência de preterição pela simples existência de contratos temporários ou terceirizados. O julgado partiu da premissa de que a contratação temporária, por si só, não configura automaticamente violação à regra do concurso público, tendo reconhecido a preterição apenas diante do conjunto probatório específico verificado nos autos”, anotou o relator.

Quanto à alegada afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal, Aras ponderou que normas financeiras não podem ser invocadas para justificar a manutenção de vínculos precários em funções permanentes, especialmente quando o próprio ente público reconhece a necessidade do serviço e realiza dispêndios continuados para custeá-lo por vias excepcionais.

“O acórdão adotou solução restritiva e compatível com a prudência fiscal, pois afastou qualquer nomeação automática ou indistinta, restringiu a análise ao período de validade do concurso, limitou a apuração ao quantitativo de cargos vagos existentes à época e condicionou a execução à liquidação individualizada”, detalhou o relator, ao rejeitar os embargos e confirmar o teor do julgado de segunda instância.

Liquidação individualizada

Embora o julgamento da ACP tenha sido procedente para reconhecer a preterição arbitrária e o direito à nomeação dos candidatos efetivamente preteridos, durante o período de validade do concurso, prorrogado até agosto de 2012, a sentença da 5ª Vara da Fazenda Pública de Salvador e os acórdãos da 1ª Câmara Cível do TJ-BA relacionados à apelação e aos embargos destacaram que a decisão não tem efeito automático.

O acórdão embargado consignou de forma expressa que a liquidação individualizada é imprescindível. Cada candidato deve demonstrar a vacância real do cargo, a equivalência estrita entre a função contratada precariamente e o cargo para o qual concorreu, a correspondência entre especialidade e região de classificação, e a inexistência de hipótese legítima de contratação temporária para eventual substituição de servidor.

Advogado de inúmeros candidatos que se habilitaram nos autos da ação civil, Ivã Magali da Silva Neto realizou levantamento de dados e o cruzamento dessas informações para obter números relativos à mão de obra precária utilizada nas funções correspondentes aos cargos oferecidos no concurso, regido pelo edital Saeb/Sesab nº 2/2008. O trabalho abrange as carreiras do certame por região do estado.

“O Ministério Público desempenhou um papel essencial ao conquistar essa importante vitória coletiva. Agora, a transformação dessa conquista em uma nomeação dependerá da atuação individual de cada candidato, por meio do cumprimento de sentença, acompanhado do conjunto probatório exigido pelo TJ-BA. Para tanto, realizamos um amplo trabalho de levantamento de provas”, explicou o advogado.

Segundo Ivã, vínculos temporários, terceirizações, locais de atuação, cargas horárias, tempo de permanência, nomeações, desistências, exonerações, vacâncias e outras informações aptas a construir execuções individuais tecnicamente fundamentadas foram identificados. “É preciso provar que as contratações não atendiam apenas a necessidade passageira, mas supriam uma demanda permanente de pessoal, muitas vezes por anos”.
Por Eduardo Velozo Fuccia, Vade News

Lula diz que é candidato mais uma vez para acabar com invisibilidade da população mais pobre

Foto: Reuters/Folhapress
Em seu primeiro ato de campanha no Rio de Janeiro, o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), justificou sua candidatura como parte de um projeto para tirar da invisibilidade as pessoas mais pobres. Isso passa, segundo Lula, pela continuidade das políticas de inclusão e pela ampliação do acesso à educação.

"Eu cheguei três vezes ao cargo de presidente e vou chegar a quarta vez para fazer mais institutos federais, para garantir que teremos escola em tempo integral em todas as escolas públicas", declarou o petista, durante o evento neste sábado, 22, no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste.

Ao lembrar que, só no Rio de Janeiro, quase 700 mil alunos são atendidos pelo programa Pé-de-Meia, Lula defendeu a necessidade de políticas desse tipo como investimento no futuro. "Quando alguém diz que educação custa caro, eu desafio a se perguntar: quanto custou, até hoje, não investir? O Fernandinho Beira-Mar na cadeia custa o dobro do que o necessário para formar uma menina médica", afirmou.

E argumentou: "O sonho de cada mãe e de cada pai não é deixar herança para o filho, é deixar uma profissão para o filho. Posso dizer a vocês, sem nenhum desrespeito aos outros, que ninguém fez mais políticas de inclusão neste país."

Lula disse "estar feliz" por o lançamento da campanha ser no estádio de um clube que tem ligação histórica com o Corinthians. No fim da década de 1960 e no início da de 1970, o ponta-direita Paulo Borges e o ponta-esquerda Aladim foram vendidos pelo clube do subúrbio carioca.

Ele ainda criticou quem quer ocupar espaços de poder sem olhar para as demandas de quem está mais distante dos centros das cidades. "Todo político tem que olhar a periferia do Rio de Janeiro com respeito."

Por Gabriela da Cunha e Isadora Duarte, Folhapress

Margem Equatorial pode garantir mais 40 anos de petróleo para Petrobras

A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis a sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho. Se comprovado o potencial da bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios na região garantam pelo menor mais 40 anos de produção, segundo o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer.

"Eu vi o início da bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor", avaliou Victer.

Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo encontrado agora será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), para avaliar a qualidade e o potencial do poço. "Vamos aguardar as análises. que serão feitas no Cenpes sobre o óleo", disse Sylvia à Broadcast nesta segunda-feira.

A Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar a repor reservas de petróleo a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar. O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na Margem Equatorial e 15 novos poços.

Os próximos passo dependem do Ibama. O órgão ambiental analisa o pedido da estatal para perfurar mais três poços. No caso de Morpho, foram mais de 12 anos de espera, sendo os últimos três anos de muita pressão da atual gestão da empresa, que obteve a liberação em outubro de 2025. A inglesa BP, dona de 70% do ativo até 2021, desistiu de esperar e vendeu sua participação para a Petrobras.

"Tem que acelerar o licenciamento dos outros poços para a gente saber o que tem lá, ou seja, não dá para ficar nesse dilema a cada poço. Porque agora, se você for adiante, nós vamos estar falando de escalas muito diferentes de atividade geológica, exploratória, a escala aumenta", disse o professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, Edmar Almeida.

"A gente precisa superar o debate que estava tendo antes do ponto de vista da viabilidade ambiental, porque agora nós não estamos falando de fazer um poço mais, nós estamos falando de fazer três e muito mais. Ou seja, na Guiana, chegou a mais de cem poços. Até você ter a comprovação dos reservatórios e começar a ter um grande volume, (serão feitas) várias declarações de comercialidade", acrescentou o acadêmico.

Logo após a descoberta ser anunciada, na última sexta-feira, 14, o diretor do Centro Brasileiro de Infratestrutura, Adriano Pires, também destacou a importância do Ibama acelerar as licenças ambientais. "Não temos nenhum número da Petrobras, portanto não dá para falar se é uma descoberta relevante ou não. Mas é uma boa notícia que mostra a importância do Ibama agilizar as licenças ambientais", afirmou.

Sem Efeito

Para o analista de energia da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, a descoberta é positiva, mas ainda sem informações suficientes para "fazer preço" na ação da estatal. "Uma precificação consistente exigiria evidências de escala comercial, boa produtividade e competitividade econômica frente ao portfólio já contratado da Petrobras. Até lá, a descoberta deve ser tratada como opcionalidade exploratória, sem efeito sobre nosso preço-alvo ou recomendação", explicou o analista.

Segundo ele, a identificação de hidrocarbonetos (petróleo e gás) no bloco FZA-M-59 é positiva porque melhora a perspectiva exploratória da Petrobras na bacia da Foz do Amazonas, área central para a reposição de reservas no longo prazo.

Para o sócio-diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira Neto, a descoberta cria condições para que o governo acelere os leilões na região e deve gerar um aumento de apetite privado por blocos da Margem Equatorial. A leitura de Moreira Neto é de que a governança não deve se opor aos investimentos necessários para a região.

"É um anúncio que confirma o apetite de quem foi pro leilão e que deve ter uma boa influência na corrida daqui pra frente. Ainda há muitos riscos, mas todos os operadores já posicionados são de classe mundial e muito eficientes", afirmou. "É uma região que demanda movimento exploratório intenso, mas não vejo como uma boa ideia tentar aumentar muitos prêmios num cenário de competição global por investimentos", avaliou.

Em junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a indicação de 86 blocos da Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC). Para que os blocos sejam efetivamente oferecidos, ainda é preciso cumprir a análise ambiental e a emissão de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e do Clima (MMA). "Há uma dependência muito grande da construção com órgãos ambientais, mas com a primeira descoberta talvez possamos ver um ritmo melhor", acrescentou o advogado.

Em entrevista à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o professor da PUC e ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), David Zylbersztajn, destacou que a Margem Equatorial poderá mudar a geopolítica nacional se virar realmente uma nova província petrolífera do País. "Você vai mudar a geopolítica nacional em termos de poder econômico, industrial, porque se ali virar efetivamente uma província petrolífera, pode ser um novo caminho de redenção econômico-social da região", disse Zylbersztajn.

Por Denise Luna e Gabriela da Cunha, Estadão Conteúdo

Direita se organiza, e centro ganha terreno no Nordeste sem confrontar Lula

                                                A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra
Com um chapéu de couro e a bandeira de Pernambuco amarrada ao corpo, Raquel Lyra (PSD) fecha os olhos, abaixa a cabeça e faz uma oração. A governadora acabara de chegar à missa em Serrita, no sertão central do estado, sob o olhar de seu principal adversário, João Campos (PSB).

Ao fim da solenidade, percorre a cavalo o acampamento onde estão os vaqueiros e trabalhadores rurais que vieram das cidades vizinhas. Alega pressa para um próximo compromisso, mas pausa para tirar fotos e apertar as mãos de potenciais eleitores para as eleições de outubro.

Em uma tenda improvisada, o comerciante João Marcos de Lavor, 46, fazia um churrasco com sua numerosa família e aguardava o sol quente aplacar para voltar para casa no Cedro. Eleitor do presidente Lula (PT), conta que não vai votar no ex-prefeito do Recife, apoiado pelo petista, mas na governadora.

"Nada contra o João, gente boa, um menino inteligente que está começando, né? Mas a gente deve muito a Raquel, ela arregaçou as mangas e, a gente vê o que ela vem fazendo. Está correndo atrás", afirma.

A escolha de João Marcos ajuda a explicar uma mudança nas disputas estaduais do Nordeste: Lula continua sendo uma referência para parte expressiva do eleitorado, mas agora enfrenta um direita organizada e partidos de centro que ganham terreno em disputas majoritárias,

Em Pernambuco, João Campos tenta nacionalizar a disputa entre aliados de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Raquel, por sua vez, procura descolá-la da eleição presidencial, preservando pontes com o petismo e atraindo uma parcela do bolsonarismo.

O Nordeste é a região onde se observa maior intenção de votos em Lula, de acordo com o primeiro levantamento do Datafolha após o início oficial da campanha presidencial e o registro das candidaturas.

Na região, 53% afirmam votar no petista, contra 25% em Flávio Bolsonaro. Nas outras regiões, Lula alcança a marca de 33%, menos do que Flávio (36% no Sudeste, 38% no Sul e 35% no Centro-Oeste/Norte).

A separação entre os votos nacional e local é mais clara nas eleições municipais. Em 2024, partidos como União Brasil, PP, PSD e PL elegeram prefeitos de sete das nove capitais nordestinas.

Conservadores também ampliaram sua presença em cidades médias como Vitória da Conquista (BA), Porto Seguro (BA), Campina Grande (PB) e Mossoró (RN).

O avanço chegou, inclusive, a regiões onde Lula venceu com folga dois anos antes. É o caso do Crajubá, acrônimo formado pelas primeiras sílabas de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, no Cariri cearense, onde o presidente teve votações superiores a 70% em 2022.

Em Juazeiro do Norte, a maioria dos eleitores segue fiel ao petista, mas avalia outras opções para os demais cargos. A cidade é governada pelo prefeito Glêdson Bezerra (Podemos), de perfil conservador e adversário do governador Elmano de Freitas (PT).

Em uma casa ornada com flores e santos nas proximidades da estátua de Padre Cícero, aposentada Maria Aparecida de Melo, 69, diz que, se Lula "se candidatasse 50 vezes, votaria 50 vezes nele", citando os ganhos das famílias mais pobres durante os governos petistas. Para a disputa estadual, porém, ainda não decidiu seu voto e afirma gostar de Ciro Gomes (PSDB).

O tucano tenta voltar ao governo do Ceará sem apoiar Flávio Bolsonaro, mas com o apoio da direita. Para isso, conta com a base organizada do bolsonarismo, que tem uma militância engajada sob liderança do deputado estadual André Fernandes (PL), derrotado por margem mínima há dois anos quando concorreu à prefeitura de Fortaleza.

"O bolsonarismo criou um alinhamento social e ideológico mais evidente do que o que existia antes. Penso que o Nordeste terá um avanço pontual da direita", diz o cientista político Cláudio André de Souza, professor da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira).

No Maranhão, Eduardo Braide (PSD), e no Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), lideram as disputas e procuram construir uma identidade própria, buscando votos dos dois lados da polarização.

Na Bahia, a oposição ao PT venceu em sete das dez maiores cidades do estado em 2024, incluindo Salvador. Mas a popularidade de Lula segue intacta, a ponto de aliados do candidato ao governo ACM Neto (União Brasil) apostarem em uma estratégia de voto Lula-Neto. Nas redes, influenciadores dão tração ao bordão "meu combo, minhas regras".

O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tem melhor desempenho nas pequenas cidades, aposta no movimento contrário: tenta transformar a popularidade de Lula em voto casado.

A estratégia é ancorada no que o cientista político Cláudio André classifica como "lulismo baiano", uma espécie de atalho de representação política no qual o próprio Lula exerce uma liderança no cenário estadual.

No Rio Grande do Norte, o candidato a governador Cadu Xavier adotou como nome de urna "Cadu de Lula" para disputar a sucessão da governadora petista Fátima Bezerra. O partido ainda concorre aos governos do Piauí e do Maranhão.

João Campos também aposta na força de Lula para vencer em Pernambuco e prevê uma nova vantagem expressiva do presidente na região.

"Acredito que o Nordeste mais uma vez vai dar uma grande votação ao presidente Lula, não só por sua história, mas porque ainda hoje ele representa o sentimento de futuro do Nordeste e da construção de novas oportunidades", afirma.

Do outro lado do espectro político, a direita ideológica se organiza e busca seu lugar ao sol. Giuseppe Mallmann, 54, professor em um colégio particular de Barbalha (CE), faz parte de um grupo do Cariri que discute pautas conservadoras.

Ele afirma ver contradições na dinâmica do voto da região, que escolhe a esquerda para a Presidência, mas tem marcas conservadoras por ser muito ligada ao cristianismo.

"No aspecto cultural, são conservadores. O próprio Padre Cícero criticava o comunismo. Então, como uma região dita tão devota, tão católica, vota tanto na esquerda?", questiona Mallmann.

Ele afirma não ver um horizonte imediato de ruptura com o lulismo. Prefere mirar em mudanças no longo prazo e engrossa as fileiras do movimento monárquico do Cariri.

Pragmático, crava seu voto em Flávio Bolsonaro e diz que avalia votar até mesmo em Ciro Gomes para o governo cearense: "Tem que ter alguma mudança."
Por João Pedro Pitombo e Lalo de Almeida, Folhapress

21 agosto, 2026

Turquia emite mandado de prisão contra Netanyahu e aumenta tensão com Israel /Por Victor Lacombe | Folhapress

Foto: Reprodução / Agência Brasil
Com os Estados Unidos de Donald Trump cada vez mais concentrados em uma forma de se retirar do lamaçal da guerra no Irã, os países do Oriente Médio se movimentam para encontrar um lugar no tabuleiro cada vez mais instável da região.

Nesta sexta-feira (21), dois importantes aliados militares de Washington, Turquia e Israel, aumentaram a tensão da crise diplomática que vivem. Ancara emitiu um novo mandado de prisão contra o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e o governo em Tel Aviv reagiu dizendo que agirá contra "as tentativas da Turquia de desestabilizar a região".

Não é a primeira vez que o governo turco, sob comando do autocrata Recep Tayyip Erdogan, pede a prisão de Netanyahu. Em novembro de 2025, a Turquia, país de maioria muçulmana, emitiu mandados de prisão para o primeiro-ministro e outras 36 autoridades israelenses, acusando-as de genocídio na Faixa de Gaza.

Nesta sexta, o mandado se refere às ações das forças de Israel contra a flotilha humanitária que tentou romper o bloqueio naval imposto por Tel Aviv contra Gaza. Netanyahu e membros de seu governo foram acusados dos crimes de lesão corporal, tortura, destruição de propriedade e roubo de bens, além de sequestro de veículos.

O governo de Israel foi amplamente criticado por diversos países, incluindo o Brasil, pelo tratamento dado aos ativistas interceptados em maio desse ano. Houve uma série de denúncias de maus-tratos e tortura a que os participantes da flotilha teriam sofrido sob custódia israelense.

Na época, o ministro israelense da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben-Gvir, publicou um vídeo com os membros da flotilha detidos com as mãos amarradas e a testa apoiada no chão. "Bem-vindos a Israel, é assim que tratamos os apoiadores do terrorismo", dizia a legenda da publicação.

O chanceler israelense, Gideon Saar, acusou Ben-Gvir na ocasião de prejudicar a imagem internacional do país, e Netanyahu disse que "a maneira como Ben-Gvir lidou com eles não está de acordo com os valores e normas de Israel". O governo, entretanto, negou todas as acusações de maus-tratos e disse que a interceptação da flotilha seguiu o que precogniza o direito internacional marítimo.

O ministro da Justiça da Turquia, Akin Gürlek, disse nesta sexta que seu país não aceitará "que o governo Netanyahu seja intocável e isento de responsabilização". "Continuaremos a permanecer firmes ao lado do povo palestino, dos oprimidos e dos valores humanitários. Tomaremos todos os passos necessários para que aqueles que cometem crimes contra a humanidade prestem contas perante a justiça", concluiu Gürlek.

O governo Netanyahu reagiu imediatamente. Em nota, chamou Erdogan de "ditador antissemita" e relembrou as várias prisões de jornalistas e políticos de oposição na Turquia. "Israel continuará a agir de maneira decisiva contra as tentativas [turcas] de desestabilizar a região", diz o comunicado.

No X, a conta oficial do escritório do premiê israelense também publicou um vídeo justificando o ataque que escalou a crise nesta semana. Na terça (18), Israel bombardeou a base aérea de Abu al-Duhur, no noroeste da Síria, afirmando que a Turquia se preparava para enviar um contingente militar à instalação.

Um porta-voz de Netanyahu diz no vídeo que a base atacada fica a menos de 290 quilômetros do território israelense e que poderia representar uma ameaça. "Não permitiremos que a Turquia se entrincheire na Síria e se mova cada vez mais ao sul, na direção de Israel", afirmou, acrescentando que Erdogan é um inimigo do Estado judeu.

A relação bilateral entre os países, cujo território é separado apenas pela Síria, começou a piorar depois dos ataques de 7 de outubro de 2023. O grupo terrorista Hamas, responsável pelos atentados que mataram 1.200 israelenses, conta com apoio diplomático de Erdogan, que, em 2020, recebeu líderes da facção extremista em visita oficial. A ação foi condenada na época por Israel e pelos EUA.

Ao longo da guerra na Faixa de Gaza, em que pelo menos 73 mil palestinos foram mortos em ataques israelenses, Erdogan criticou constantemente as ações de Tel Aviv. O presidente turco falou em genocídio e suspendeu todo o comércio e voos com Israel, mas não tomou o passo de romper formalmente as relações diplomáticas.

A Turquia é um de apenas cinco países no Oriente Médio que reconhecem a existência do Estado de Israel, ao lado de Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, o que tornaria qualquer piora mais severa nas relações extremamente danosa para Tel Aviv.

Soma-se a isso o fato de que a Turquia ocupa uma posição bastante elevada na lista de aliados dos EUA. Ancara é membro da Otan, a aliança militar liderada por Washington, opera mísseis e centenas de aviões de combate de fabricação americana, e é um dos seis países onde o Pentágono armazena armas nucleares. Somente a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, a Itália e o Reino Unido também compõem essa lista.

Também por causa da proximidade entre Erdogan e o Hamas, a Turquia, ao lado do Egito e do Qatar —onde vivem hoje os líderes do grupo—, ajudou a negociar o acordo de paz entre Israel e o grupo terrorista chancelado por Trump com a criação do Conselho da Paz.

O progresso dos termos da trégua, entretanto, tem sido lento, e nesta quinta (20) Ancara, Doha e Cairo criticaram Israel por repetidos ataques em Gaza apesar do acordo. "A intensificação dos ataques israelenses mina os esforços internacionais em um momento crítico", disseram os países em nota.

Jerônimo minimiza desembarque da prefeita de Conceição do Jacuípe na oposição: “Ela nunca veio”

O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), minimizou o desembarque da prefeita de Conceição do Jacuípe, Tânia Yoshida (PSD), na base do ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil). O rompimento com a base governista foi comunicado nas redes sociais da filha da prefeita, Mitsue Yoshida (PDT), candidata a deputada estadual, na última quarta-feira (19).

A decisão ganhou repercussão justamente porque Tânia é filiada ao PSD, maior partido da base de Jerônimo Rodrigues. A mudança de rota, entretanto, não é uma novidade. Em 2022, Yoshida apoiou ACM Neto no primeiro turno e, posteriormente, declarou apoio a Jerônimo no segundo turno.

Em entrevista ao bahia.ba, nesta quinta-feira (20), Jerônimo afirmou que a prefeita já vinha se afastando das orientações do grupo governista e citou votações em que, segundo ele, Tânia não acompanhou a base.

“Olha, a prefeita não votou com a gente três vezes. Então, ela não… Se alguém está fazendo festa, porque ela sabe, ela nunca veio”, afirmou.

Conforme divulgado pelo próprio ACM Neto, as costuras passaram pelas mãos do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), e do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil).

Ao comentar a justificativa apresentada pela prefeita para a mudança, Jerônimo também fez referência à manifestação pública de Tânia, que afirmou manter carinho pelo grupo político do governador apesar de seguir por outro caminho eleitoral. Para o petista, a relação construída na política não precisa necessariamente ser acompanhada de declarações públicas de afeto.

“Nós continuamos amando as pessoas com quem fazemos política, mas não precisa a pessoa se expor desse jeito. Um dia diz que ama, outro dia desama. Então, a vida continua”, alfinetou.

Tânia ainda mencionou sua trajetória política e afirmou que a decisão estaria relacionada aos interesses de Conceição do Jacuípe, diferentemente de sua filha que citou “promessas não cumpridas” como uma das justificativas para a mudança de lado.

Por Carine Andrade, Política Livre

Banco do Brasil anuncia parceria com iFood para ampliar financiamentos no Move Brasil

               BB diz que desembolsou R$ 17,1 milhões em contratos de financiamento
Foto: Giovanni Mobile/BB/Arquivo
O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (21) uma parceria com o iFood para ampliar os financiamentos na linha Move Brasil.

O acordo prevê a atuação conjunta das instituições na identificação de entregadores elegíveis ao programa, na integração de informações e na oferta ativa das soluções de financiamento, com ações direcionadas de comunicação e relacionamento.

Em meados de agosto, o BB afirmou que desembolsou R$ 17,1 milhões em contratos na linha Move Brasil Entregadores e Motoapp, iniciada em 27 de julho.

O programa contempla motociclistas e ciclistas que atuam em plataformas de transporte ou entrega há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas pelo iFood.

A linha de crédito possibilita o financiamento de 100% do valor das motocicletas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas novas, com prazo de pagamento de até 48 meses, incluindo carência de dois meses.

As taxas são de 0,90% ao mês para mulheres e 0,97% ao mês para homens.

Por Paula Arend Laier, Folhapress

Sandro Régis cobra transparência após MPF abrir inquérito sobre licenciamento ambiental da ponte Salvador-Itaparica

Foto: Sandra Travassos/Alba/Arquivo
O deputado estadual Sandro Régis, líder da bancada do União Brasil na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), criticou mais uma vez a maneira como o Governo do PT na Bahia conduz o projeto da Ponte Salvador-Itaparica, após o Ministério Público Federal (MPF) instaurar inquérito para apurar possíveis irregularidades no licenciamento ambiental do empreendimento.

Segundo apuração do site Bahia Notícias, o MPF apura, entre outros pontos, o suposto fracionamento indevido do licenciamento dos canteiros de obras em Salvador, Vera Cruz e Maragogipe, além da conversão da licença ambiental do Estaleiro São Roque do Paraguaçu para uma finalidade diferente da originalmente aprovada.

“É impressionante, ele passaram 20 anos prometendo a ponte e, quando finalmente resolvem fazer alguma coisa, já aparecem erros grosseiros em questões básicas. Um projeto dessa dimensão deveria chegar à execução com o mínimo de planejamento, segurança jurídica e respeito absoluto aos procedimentos legais”, afirmou Sandro.

Para o deputado, a investigação expõe não apenas a ausência completa de planejamento, mas revela também a hipocrisia petista a agenda ambiental. “No discurso eles defendem o meio ambiente, mas na prática fazem exatamente o contrário”, frisou.

Régis disse ainda que a investigação do MPF reforça a necessidade de transparência porque já foram gastos quase R$ 1 bilhão em estudos e projetos, mas a obra definitivamente não saiu do papel. “A Bahia precisa de um governador com competência, como ACM Neto, para tocar os projetos estruturantes do Estado com responsabilidade e zelo com os recursos públicos”, concluiu.

Por Redação

Pedido de Mendonça de acesso total a apurações do INSS irritou governo Lula e PF- Por Gabriela Echenique, Folhapress

Há pouco mais de uma semana, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça determinou à equipe da PF (Polícia Federal) que fica em seu gabinete que tivesse acesso a todas as investigações da corporação envolvendo as fraudes do INSS.

A decisão gerou mal-estar na Polícia Federal e irritou integrantes do governo Lula, em meio aos vazamentos de dados da investigação sobre Fábio Luís, o Lulinha, que tramita sob sigilo.

Advogados envolvidos no caso afirmam que a prática adotada por Mendonça não é comum e pode ser, inclusive, considerada ilegal, já que a investigação é feita pela PF e não pelo juiz do caso.

A Polícia Federal tentou recorrer da decisão. A preocupação era evitar que fossem feridas a institucionalidade e a autonomia da corporação na investigação. Mas segundo relatos de governistas, a AGU (Advocacia-Geral da União) preferiu não se envolver no caso.

Enquanto uns cobraram uma posição mais dura do ministro-chefe do órgão, Jorge Messias, outros dizem que, de fato, não cabia a ele recorrer da decisão do ministro do STF.

Governistas falam que Mendonça está com superpoderes e tem se aproveitado disso para ultrapassar alguns limites. Com o desgaste na campanha eleitoral, a ordem é tentar estancar a crise o mais rápido possível para conter os danos do caso Lulinha na eleição.

Oposição articula nova CPMI para investigar atuação de Lulinha -Por Redação

A oposição intensificou a ofensiva contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e começou a buscar apoio no Congresso para instalar uma nova CPMI dedicada a investigar sua suposta atuação na intermediação de interesses privados junto ao governo federal. O movimento é liderado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que também pediu ao ministro André Mendonça, do STF, a preservação de provas digitais relacionadas ao caso. A reportagem é da CNN.

A comissão pretende apurar possíveis negociações envolvendo medicamentos à base de canabidiol, a empresária Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Entre os pontos que os oposicionistas querem esclarecer estão eventuais pagamentos ou promessas de vantagens, contatos com autoridades e órgãos públicos e possível uso de relações pessoais para obter acesso privilegiado à estrutura do governo. Para a instalação, são necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.

Paralelamente, Viana pediu a preservação de arquivos, metadados, imagens forenses e registros relacionados à cadeia de custódia das provas, após relatos de que mensagens atribuídas a Lulinha teriam sido apagadas e posteriormente recuperadas pela Polícia Federal. O filho do presidente é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF desde julho, envolvendo suspeitas de favorecimento de empresas em órgãos federais. A defesa nega irregularidades e critica supostos vazamentos seletivos das investigações.

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