Página




05 outubro, 2026

PF captura condenado por tráfico de drogas e organização criminosa no Paraná

Guarapuava/PR. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (5/10), em Palmas/PR, um homem condenado pelos crimes de tráfico de drogas e integração de organização criminosa armada.

A prisão ocorreu em cumprimento a mandado expedido pela Justiça. O homem foi localizado e conduzido por policiais federais à Cadeia Pública de Palmas, onde permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da pena.

O mandado foi cumprido durante o período eleitoral, em razão de se tratar de prisão decorrente de sentença condenatória definitiva por crime inafiançável.

Comunicação Social da Polícia Federal em Guarapuava

Os que a Direita expulsou do poder

 

Flávio lidera onda bolsonarista ao superar o próprio pai e ir ao 2º turno em vantagem contra Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL), 45, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais deste ano, no próximo dia 25.

Com 99,99% das urnas apuradas neste domingo (4), Flávio tinha 47,03% dos votos válidos, Lula, 45,16%, Augusto Cury (Avante), 2,89%, Renan Santos (Missão), 2,24%, e Ronaldo Caiado (PSD), 2,18%. Os demais candidatos não chegaram a 0,3% cada um, enquanto as abstenções alcançaram 21,07% do eleitorado.

A diferença entre Flávio e Lula, inferior a dois pontos percentuais, é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização. O recorde anterior era de 2022, quando o petista teve 5,23 pontos percentuais de distância sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio confirmou a tendência de crescimento detectada pelo Datafolha na reta final da campanha e, com 56,1 milhões de votos, superou o desempenho que seu pai teve no primeiro turno de 2022. Lula, por sua vez, encolheu em relação a quatro anos atrás e ficou com 53,9 milhões.

O senador fluminense liderou a onda bolsonarista que se espalhou pelo país. Políticos do PL e seus aliados venceram no primeiro turno em 10 estados, contra 5 conquistados pelo PT e siglas próximas. Ao todo, 20 governadores foram eleitos na primeira rodada de votação, um recorde neste século.

Em uma das vitórias mais expressivas, Tarcísio de Freitas (Republicanos), 51, ex-ministro de Jair Bolsonaro, se reelegeu governador de São Paulo com 62,65% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT), 63, ex-ministro de Lula, ficou em segundo lugar, com 36,42%, e atingiu sua quarta derrota consecutiva

Sergio Moro (PL), outro ex-ministro bolsonarista, também foi eleito governador do Paraná já no primeiro turno, assim como Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), em Minas Gerais, entre outros nomes da direita.

Do lado petista, Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí) garantiram a reeleição.

Entre as sete unidades federativas com o pleito ainda em aberto estão o Rio Grande do Norte, com empate entre Allyson (União Brasil) e Cadu de Lula (PT), e Distrito Federal, onde Celina Leão (PP) ficou a menos de 0,1 ponto da vitória sobre Leandro Grass (PT).

No Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL) leva para o segundo turno grande vantagem sobre Eduardo Paes (PSD), mas pode ser declarado eleito caso os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) sejam mantidos como nulos.

No Legislativo, a esfera de influência bolsonarista também ganhou força. O PL obteve vitórias expressivas no Senado, com a eleição da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis no DF, além de André do Prado em SP —estado que também escolheu Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Tarcísio.

Com isso, o PL terá 28 senadores, a maior bancada do Senado. Em segundo lugar fica a do PT, com 9, seguida pela do MDB, com 8. Partidos de direita também ajudaram a ampliar a bancada feminina para 18 integrantes: neste ano, foram eleitas 12 mulheres, mais uma marca histórica da disputa.

Segundo levantamento da Folha, o Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas. Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

O PL ainda emplacou Lucas Pavanato, de São Paulo, e Nikolas Ferreira, de Minas Gerais, como os deputados federais mais votados da história. Ambos ultrapassaram 2 milhões de votos. Erika Hilton (PSOL), de São Paulo, também quebrou um recorde ao passar de 1,5 milhão de votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.

Após a divulgação dos resultados, Flávio afirmou que esta eleição representa o "fim da era do PT". Ele disse estar feliz com a possibilidade de sair vitorioso e prometeu um governo com menos ministérios. O senador ainda falou em "resgatar a democracia" e indicar ministros do STF que não interfiram nas eleições.

"O Lula já disputou sete eleições presidenciais. Ele está preocupado com o poder. Eu estou preocupado com o futuro do Brasil", disse.

Lula, em seu discurso, afirmou que houve uma lição da democracia ao ficar atrás de Flávio. Em sinal para seus apoiadores, argumentou que, no segundo turno, começa nova disputa. "Apenas entre dois candidatos, a gente vai poder mostrar a diferença das propostas para o Brasil", afirmou.

O petista também disse que, na campanha, vai ficar clara "a participação [do grupo político adversário] na criação do Banco Master", que está no centro de um escândalo que envolve políticos e ministros do STF.

Flávio e Lula disputarão a herança de cerca de 9 milhões de votos distribuídos entre os demais candidatos. O Datafolha avalia, a partir da comparação entre o resultado da pesquisa de véspera e os resultados das urnas, que já houve uma migração de parte dos eleitores de Renan Santos e Caiado para Flávio.
Por Folhapress

Soldado Prisco é eleito deputado estadual e será o representante da PM-BA na Assembleia= Por Redação

Foto: Divulgação
O deputado estadual eleito Soldado Prisco (PL) celebrou, neste domingo (4), a vitória nas urnas e o retorno à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Com 50.235 votos, Prisco conquistou uma cadeira no Legislativo baiano quatro anos após deixar a Casa.

A eleição marca a volta de uma das principais lideranças ligadas aos profissionais da segurança pública na política baiana. Na próxima legislatura, Prisco será o único parlamentar oriundo das forças policiais a ocupar uma cadeira na Assembleia.

Após a confirmação do resultado, o deputado eleito agradeceu a confiança dos mais de 50 mil baianos que escolheram seu nome e destacou que o mandato terá como uma de suas prioridades a defesa dos policiais militares, policiais civis, bombeiros e demais profissionais da segurança pública.

“São 50.235 votos que representam confiança, responsabilidade e a certeza de que a nossa luta precisa continuar. Depois de quatro anos, estamos de volta à Assembleia Legislativa para representar aqueles que muitas vezes não têm voz. Minha gratidão a cada baiano que acreditou novamente no nosso trabalho”, afirmou Prisco.

O parlamentar eleito também ressaltou o peso de ser o único representante das forças policiais na composição da próxima legislatura.

“Essa responsabilidade se torna ainda maior porque seremos a única voz da categoria dentro da Assembleia. Vamos defender valorização profissional, melhores condições de trabalho, salários dignos e respeito aos homens e mulheres que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população baiana”, acrescentou.

Prisco já exerceu mandato na AL-BA e construiu sua trajetória política principalmente a partir da atuação em defesa dos profissionais da segurança pública. Agora, após quatro anos fora do Parlamento estadual, retorna à Casa com 50.235 votos e a missão de novamente levar as demandas da categoria ao plenário.

“Voltamos mais experientes, mais fortes e com a mesma disposição para lutar. Essa vitória não é apenas de Prisco. É de cada policial, bombeiro, profissional da segurança e de cada cidadão que acredita que a Bahia pode ter uma segurança pública mais valorizada e eficiente”, concluiu.

STF vê risco concreto de impeachment de ministros e quer buscar 'PL moderado' para evitar afastamentos

Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF
Com a eleição no domingo (4) de uma forte bancada conservadora no Congresso Nacional e em especial no Senado, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre de 2027.

Dois magistrados avaliam que será preciso buscar algum tipo de interlocução com parlamentares mais "moderados" do PL, que não necessariamente encampem o radicalismo de direita pelo qual o partido de Flávio Bolsonaro é conhecido.

O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal, sendo que a abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.

De acordo com auxiliares de outros dois magistrados da corte, esse será um desafio institucional para o presidente do STF, Edson Fachin, que desde o início deste ano tem lidado com uma escalada de desgastes derivados da crise do Banco Master.

Com a integridade moral de seus membros posta em dúvida, o tribunal avalia que, independentemente de quem for o vencedor da disputa presidencial —Lula (PT) ou Flávio—, o Supremo vai continuar a ser um dos principais focos de tensão da política nacional.

A leitura é a de que o tribunal terá dificuldade de sair dos holofotes, especialmente com uma "bancada anti-STF" ativa no Congresso, capaz de encampar pautas que restrinjam poderes da corte, como projetos para limitar decisões individuais e propostas que facilitem a tramitação de pedidos de impeachment.

Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado. A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento.

O entorno do ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, teme que, com a composição que se definiu para o Congresso, ele nem chegue a assumir a presidência do Supremo em setembro de 2027, em substituição a Fachin.

Já interlocutores do ministro Flávio Dino, que é do mesmo grupo de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, também avaliam que ele pode ser uma das primeiras "vítimas" de um Congresso majoritariamente bolsonarista.

Para essa ala do STF, outro receio é quanto ao número de indicações que o novo presidente da República terá. No próximo mandato, três ministros se aposentam: Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030, além da vaga já aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

O grupo avalia que, no cenário de Flávio vencedor, o Supremo pode ser instrumentalizado pela direita e perder o chamado "papel contramajoritário" —a função de proteger os direitos das minorias, previstos na Constituição, mesmo quando isso vai contra a maioria da sociedade ou dos representantes eleitos.

De acordo com um integrante dessa ala, pautas mais conservadoras em temas de saúde, segurança pública e meio ambiente podem acabar sendo chanceladas pela corte, contrariando as jurisprudências atuais.

Por Luísa Martins e Ana Pompeu/Folhapress

João Roma agradece votação, reafirma atuação política e anuncia mobilização por Flávio Bolsonaro no segundo turno- Por Redação

Foto: Divulgação/Arquivo
O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL João Roma agradeceu, nesta segunda-feira (5), aos baianos que confiaram em sua candidatura ao Senado e afirmou que seguirá atuando politicamente pela Bahia. Após o resultado das urnas, o ex-ministro destacou o apoio recebido durante a campanha, reafirmou que sua trajetória pública vai além de uma eleição e anunciou seu apoio direto na campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no segundo turno.

“Meu coração só tem gratidão a todas as pessoas que nos estimularam nessa caminhada, a tantos baianos e baianas que acreditaram na possibilidade de um novo caminho. Fizemos tudo certo, contamos a nossa história, apresentamos nossas propostas e soluções para os graves problemas que a Bahia enfrenta e seguimos a nossa caminhada”, afirmou.

Roma destacou que encerra a disputa eleitoral com a convicção de que continuará participando da vida pública e defendendo as mudanças que considera necessárias para a Bahia e para o Brasil.

“A política vai muito além de uma eleição. Eu tenho a política como vocação. Hoje de manhã já estou na lida novamente e não vou me deixar abalar, porque sei que muitas pessoas confiam que, através da nossa atividade, a gente possa contribuir realmente para um futuro melhor”, declarou.

João Roma afirmou que o foco, a partir de agora, será também o segundo turno presidencial e revelou que já existem agendas sendo articuladas na Bahia em apoio a Flávio Bolsonaro. “Vamos, sim, fazer agendas. Há muitas possibilidades de encontros importantes, sobretudo agendas segmentadas com grupos e pessoas. Tenho confiança de que vamos conseguir melhorar ainda mais o resultado de Flávio aqui na Bahia”, disse.

Roma destacou que conversou com Flávio após a apuração do primeiro turno e destacou o entusiasmo do presidenciável com o resultado das eleições. “Tenho conversa permanente tanto com Flávio quanto com o comando nacional do nosso partido. Vi nele, sobretudo, um grande entusiasmo. Ele quer ser o melhor presidente para o Nordeste do Brasil”, afirmou.

Roma também disse acreditar que a campanha presidencial poderá receber novos apoios políticos na Bahia ao longo do segundo turno. “Conversamos com todo o nosso grupo aqui na Bahia. Muitos já tinham declarado apoio no primeiro turno, mas estou confiante também que, nesse segundo turno, a gente possa ter reforços”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de adesão de aliados de outras legendas, Roma disse respeitar as decisões internas de cada partido, mas ressaltou a relação construída durante a campanha estadual. “As decisões do União Brasil competem ao União Brasil. Mas, pela convivência e pela sintonia que estabelecemos nessa caminhada, é inevitável que estejamos juntos, conversando e participando desse processo. Torço muito para que todos possam abraçar um novo Brasil”, disse.

Roma afirmou que o segundo turno será uma oportunidade para aprofundar o debate sobre economia, infraestrutura, segurança jurídica e redução de impostos. Também defendeu a construção de um ambiente político de maior estabilidade no país. “O Brasil precisa realmente de segurança jurídica, precisa serenar os ânimos. Precisamos tirar um pouco o peso do Estado do pescoço do cidadão. É isso que vejo na caminhada de Flávio e estou muito confiante na sua vitória”, afirmou.

Assembleia Legislativa renova 38,10% dos quadros após eleições

A Assembleia Legislativa da Bahia terá uma renovação de 38,10% em sua composição a partir de 2027. Dos 63 deputados estaduais eleitos neste domingo (4), 24 não fazem parte da atual legislatura, entre estreantes e parlamentares que retornam à Casa.

A atual presidente da Assembleia, Ivana Bastos (PSD), confirmou o favoritismo e terminou na primeira colocação, com 203.005 votos. Logo atrás apareceu Diego Castro (PL), uma das surpresas da eleição. Ele havia chegado à Assembleia em 2022 com pouco mais de 33 mil votos e, desta vez, saltou para as primeiras posições entre os mais votados do estado, com pouco mais de 160 mil.

A renovação aparece com força já entre os primeiros colocados. Rowenna Brito (PT), ex-secretária estadual da Saúde, garantiu uma cadeira na Assembleia. Também chegam à Casa Thiago Gilleno (Republicanos), ex-prefeito de Ponto Novo; Denise Menezes (PSD), esposa do deputado estadual Adolfo Menezes (PSD); e Elinaldo Araújo (União), ex-prefeito de Camaçari.

O PT também renovou sua bancada com Vilma Reis, que tem forte atuação política em Salvador, além de dois ex-prefeitos: Júlio Pinheiro, de Amargosa, e Juvenilson Passos, de Sento Sé; e o vereador de Camaçari Tagner. No PSD, outra novidade é Andrea Castro, esposa do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD).

Entre União Brasil e PP, Dr. Pitágoras (PP), ex-prefeito de Candeias, está entre os nomes que chegam à próxima legislatura. No PL, Cinthya Marabá, esposa do prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, conquistou uma cadeira, assim como Igor Dominguez, ex-assessor especial do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União). A bancada do PL terá ainda Jânio Natal Júnior, filho do prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal. Soldado Prisco também volta à Assembleia.

O Avante é outro partido que contribuiu para a renovação. Foram eleitos Tancredo Isidório, filho do deputado federal Pastor Sargento Isidório; Léo de Neca, ex-prefeito de Gandu; Silva Neto, ex-prefeito de Araci; e João de Furão, ex-prefeito de Conceição da Feira.

No PDT, chegam Luciano Pinheiro, ex-prefeito de Euclides da Cunha; Neto Coelho, liderança política de Paulo Afonso; e Cacau da Mata, filho da prefeita de São Sebastião do Passé, Nilza da Mata (PSD). Josafá Marinho também está entre os nomes que não integram a atual legislatura, embora já tenha exercido mandato na Assembleia anteriormente.

Completam o grupo de renovação Carlinhos Sobral (MDB), ex-prefeito de Coronel João Sá, e Kleber Rosa (PSOL), que disputou a Prefeitura de Salvador na eleição municipal de 2024.

A eleição também deixou nomes conhecidos fora da próxima legislatura. Entre eles está Matheus Ferreira (MDB), filho do vice-governador Geraldo Júnior (MDB). O PSB, presidido na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, outra que não conseguiu renovar o mandato, também ficou sem representação na Assembleia.

Confira abaixo a lista dos eleitos e reeleitos para a Assembleia.

Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV)

  1. Rowenna Brito (PT)
  2. Rosemberg Pinto (PT)
  3. Osni Ribeiro (PT)
  4. Angelo Almeida (PT)
  5. Vilma Reis (PT)
  6. Júlio Pinheiro (PT)
  7. Juvenilson Passos (PT)
  8. Zé Raimundo (PT)
  9. Júnior Muniz (PT)
  10. Bobô (PCdoB)
  11. Fabrício Falcão (PCdoB)
  12. Tagner (PT)
  13. Roberto Carlos (PV)
  14. Eduardo Salles (PV)
  15. Robinson Almeida (PT)
  16. Fátima Nunes (PT)
  17. Marquinho Viana (PV)
  18. Zó do Sertão (PCdoB)
  19. Neusa Cadore (PT)
  20. Euclides Fernandes (PT)
PSD
  1. Ivana Bastos
  2. Denize Menezes
  3. Alex da Piatã
  4. Andrea Castro
  5. Niltinho
  6. Ricardo Rodrigues
  7. Eduardo Alencar
  8. Cláudia Oliveira
  9. Ludmilla Fiscina
Federação União Progressista (União Brasil/PP)
  1. Elinaldo (União)
  2. Pedro Tavares (União)
  3. Sandro Régis (União)
  4. Hassan de Zé Cocá (PP)
  5. Júnior Nascimento (União)
  6. Dr. Pitágoras (PP)
  7. Emerson Penalva (PP)
  8. Luciano Simões (União)
PL
  1. Diego Castro
  2. Cinthya Marabá
  3. Samuel Júnior
  4. Igor Dominguez
  5. Jânio Natal Júnior
  6. Paulo Câmara
  7. Soldado Prisco
Avante
  1. Tancredo Isidório
  2. Léo de Neca
  3. Vitor Azevedo
  4. Silva Neto
  5. João de Furão
PDT
  1. Luciano Pinheiro
  2. Márcio Marinho
  3. Neto Coelho
  4. Josafá Marinho
  5. Cacau da Mata
Republicanos
  1. Thiago Gilleno
  2. Angelo Coronel Filho
  3. Jurailton Santos
  4. José de Arimateia
MDB
  1. Rogério Andrade
  2. Carlinhos Sobral
Federação PSDB/Cidadania
  1. Tiago Correia (PSDB)
  2. Jordavio Ramos (PSDB)
Federação PSOL/Rede
  1. Kleber Rosa (PSOL)

04 outubro, 2026

Lídice admite disputa difícil do PSB na Assembleia Legislativa Por Política Livre

Lídice da Mata-Foto: Reinaldo Oliveira
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) reconheceu, neste domingo (4), que o partido enfrenta uma disputa difícil para garantir representação na Assembleia Legislativa da Bahia. Em contrapartida, a parlamentar afirmou que a legenda trabalha com a possibilidade de conquistar até três cadeiras de deputado federal pela Bahia.

Lídice falou ao acompanhar a votação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), no Colégio Estadual de Tempo Integral Luiz Viana, no bairro de Brotas, em Salvador. Ao analisar especificamente o desempenho esperado pelo PSB nas eleições proporcionais, ela afirmou que a legenda foi enfraquecida pela perda de dois de seus principais puxadores de votos.

“Na Assembleia, o partido está disputando uma vaga. Perdemos os dois principais eleitores nossos, os mais fortes, e isso debilitou. Mas temos uma chapa de luta e resistência”, afirmou.

O cenário apresentado por Lídice é mais otimista na disputa pela Câmara dos Deputados. Segundo ela, o desempenho final dependerá tanto da votação alcançada pela chapa quanto da distribuição das vagas na fase das sobras eleitorais.

“Nacionalmente, brigamos por até três vagas. Vai depender do número de votos que alcançarmos e da sobra na disputa com outros partidos”, frisou.

A parlamentar também manifestou confiança na reeleição de Jerônimo e afirmou acreditar em uma definição da disputa estadual ainda no primeiro turno. “Na Bahia, acho que Jerônimo vai ganhar no primeiro turno. Pesquisas internas e externas revelam isso. É a minha expectativa. Não creio em surpresa”, declarou.

Sobre a eleição presidencial, Lídice também defendeu a reeleição de Lula (PT), embora tenha evitado assegurar que a disputa nacional terminará neste domingo. “Tomara. Vamos torcer muito e lutar também. É muito importante para o Brasil, que precisa de estabilidade”.
Com informações do repórter Reinaldo Oliveira.

Bruno Reis diz estar “muito confiante” em vitória da oposição e critica suspensão de show de Léo Santana

Foto: Reinaldo Oliveira
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou estar “muito confiante” na vitória da chapa de oposição nas eleições deste domingo (4). Em entrevista ao Política Livre, na manhã deste domingo, o gestor declarou que há um “desejo de mudança grande” na Bahia e apostou na vitória de ACM Neto (União Brasil) para o governo do estado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) para o Senado.

“Desde as primeiras horas, a gente está recebendo as fotos, as imagens, vendo as pessoas indo votar de azul. Por onde passei pela nossa cidade, as pessoas atenderam à nossa convocação”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, o resultado eleitoral deverá refletir a insatisfação de parte do eleitorado com os governos do PT na Bahia. “São 20 anos com promessas que não foram cumpridas, políticas públicas que pioraram, diminuíram a qualidade, ocupando as últimas posições do Brasil. Portanto, o povo quer mudar”, declarou.

Bruno Reis acrescentou que espera uma consolidação desse sentimento nas urnas. “Hoje vai haver essa consolidação desse sentimento de mudança e vamos vencer essa eleição”, disse.

Prefeito critica decisão do TRE

Na entrevista, Bruno Reis também comentou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que suspendeu o show de Léo Santana e outras apresentações artísticas previstas para a inauguração do Centro Cultural Novo Mané Dendê, no Subúrbio de Salvador, em 2 de outubro.

A proibição ocorreu em razão das restrições legais a showmícios e apresentações artísticas custeadas com recursos públicos em inaugurações no período eleitoral. A ação foi movida pela coligação “Mais Bahia, Mais Brasil”, que apontou possível uso político do evento para beneficiar ACM Neto.

Questionado sobre a decisão e a possibilidade de aplicação de multa à Prefeitura, Bruno Reis afirmou que a determinação judicial foi cumprida integralmente e negou que tenha ocorrido show no local.

“A decisão foi integralmente cumprida. Eu podia estar presente, houve lá uma apresentação teatral e quem estava lá sabe que não houve show”, declarou.

O prefeito também criticou a iniciativa que levou à suspensão das apresentações musicais e afirmou que artistas da comunidade foram prejudicados. Segundo ele, a programação previa a participação de artistas negros e da periferia.

“Infelizmente, o PT não gosta do povo suburbano e impediu a celebração”, criticou.

Bruno Reis defendeu ainda a realização do evento, argumentando que o equipamento cultural representa um investimento para os moradores do Subúrbio Ferroviário. Segundo o prefeito, não havia candidatos nem propaganda eleitoral na programação.

“Era um grande equipamento funcionando da comunidade, um grande centro cultural de convenções que o Subúrbio nunca viu, porque antes só se fazia no centro da cidade, nas áreas novas”, disse.

Com informações do repórter Denis FrançaPor Política Livre

Flávio Bolsonaro sobrevive a escândalos e se alavanca no STF em eleição para vingar o pai

Escalado para vingar o pai, Jair Bolsonaro (PL), nas urnas e na Justiça, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 45, chega ao primeiro turno neste domingo (4) empatado tecnicamente com o presidente Lula (PT) após ter sobrevivido, ao menos por ora, a escândalos passados e recentes, como sua relação com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A escolha de Flávio, feita para manter o poder político dentro do clã, foi recebida com descrédito na direita e no centrão. O PT chegou a ver vantagem em disputar com o "filho 01" por acreditar que ele não seria competitivo. Hoje, porém, aliados do senador celebram o que veem como resiliência, ainda que admitam que boa parte de sua força é reflexo do antipetismo.

Para o candidato do PL, o adversário nesta eleição não era apenas Lula, mas seus "amigos no Judiciário", em referência sobretudo aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, acusados pelo bolsonarismo de rasgar o direito para beneficiar o petismo.

Se, por um lado, decisões judiciais foram apontadas por Flávio como prejudiciais, como no debate cancelado pela TV Globo, por outro, a crise ética sem precedentes que eclodiu no STF, com Moraes e outros ministros acusados de envolvimento com Vorcaro, serviu para alavancar seu discurso antissistema e tirá-lo das cordas pelo caso "Dark Horse".

A eleição agravou a divisão interna do STF. Em relação à ala que seus aliados consideram lulista, Flávio não escondeu seu objetivo de eleger maioria no Senado para promover impeachment. Ao mesmo tempo, ignorou a ligação de Vorcaro com ele próprio e com os escolhidos pelo seu pai para a corte: Kassio Nunes e André Mendonça.

No seu programa eleitoral, Flávio afirmou que Lula "decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei".

Na quinta-feira (1º), seguindo a estratégia de voto útil na reta final, pediu: "Me dê seu voto de revolta. Com todo respeito aos outros concorrentes, somente Flávio Bolsonaro tem condições de vencer o Lula já no primeiro turno".

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra o senador empatado tecnicamente com Lula. O atual presidente registra 45% das intenções de votos válidos, ante 42% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A candidatura de Flávio foi selada em dezembro de 2025 dentro da prisão na Polícia Federal, onde o ex-presidente começava a cumprir sua pena por tentativa de golpe de Estado após a derrota de 2022.

A partir daí, Flávio insistiu na figura do "Bolsonaro moderado", num difícil equilíbrio entre se livrar da rejeição do pai sem perder a mobilização da direita radical. Na mesma semana em que anunciou ter sido escolhido candidato, o senador se definiu como o "Bolsonaro vacinado", em oposição ao ex-presidente negacionista da pandemia de Covid-19.

Na tentativa de se firmar como um democrata, Flávio também aprimorou a tática bolsonarista de descredibilizar o Supremo, desta vez fustigando ministros específicos, em vez da instituição, e associando sua ruína moral a Lula.

Apesar de tentar apontar diferenças com Bolsonaro, Flávio buscou se colocar como seu principal herdeiro político e recorreu a marcas deixadas por ele, como a estética verde e amarela, as lives semanais e as motociatas.

Na campanha, levantou dúvidas sobre as urnas, negou o aquecimento global e deu seguimento à subserviência do pai em relação aos Estados Unidos de Donald Trump, enquanto cresce o receio de intervenção americana na eleição.

A plataforma política do grupo também foi exposta nas promessas de Flávio de conceder perdão aos condenados pelo ataque golpista de 8 de Janeiro, em especial a seu pai, e "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".

Integrantes da campanha apontam o boato em torno da retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida como um baque tão duro quanto o escândalo do filme "Dark Horse" em homenagem a Bolsonaro.

Em maio, a revelação pelo site The Intercept de que Flávio pediu a Vorcaro dinheiro para bancar a produção americana atingiu o senador quando sua pré-campanha ainda estava desacreditada, isolada e sob alvo de fogo amigo.

A suspeita da Polícia Federal de que essa verba tenha sido desviada para financiar a vida do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA levou a operações contra os envolvidos no filme e pôs Flávio, que chamava Vorcaro de irmão, na condição de investigado em inquérito no STF.

A revelação interrompeu a trajetória de alta de Flávio nas pesquisas e transformou a convenção do PL, em julho, em uma linha de chegada diante da ameaça de que sua candidatura não resistisse.

A decisão de Bolsonaro, inelegível, de escolher o filho para substituí-lo em vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Michelle Bolsonaro (PL) voltou a ser questionada. Em reação, o governador e ex-primeira-dama se restringiram a um apoio protocolar a Flávio.

O senador passou a campanha assombrado pelo rumor de que viriam à tona imagens íntimas e por antigas acusações, como a denúncia de rachadinha operada por Fabrício Queiroz, a compra de imóveis com dinheiro vivo e a homenagem ao miliciano Adriano da Nóbrega.

Michelle ainda expôs os conflitos familiares e políticos do bolsonarismo ao dizer que havia sido maltratada e desrespeitada pelo enteado. Para tentar diminuir a rejeição do eleitorado feminino, agravada pela madrasta, Flávio precisou reforçar o papel da mulher, Fernanda Bolsonaro, e o dele próprio como "pai de menina".

A campanha de Flávio também buscou durante meses uma candidata a vice mulher para minimizar a acusação de machismo.

Os partidos do centrão, porém, rejeitaram se coligar com o PL e restou a Flávio uma chapa isolada com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice —escolhido de última hora pelo papel de "justiceiro" contra a farra de descontos ilegais no INSS e pelas acusações contra Lulinha.

Flávio também se propôs a falar do "Brasil real" para criticar o governo federal não só pela segurança pública, mas também pelo endividamento das famílias —sem explicar o que ele próprio fará com as bets, em caso de vitória.

A rejeição do governo Lula 3 favoreceu o bolsonarista, que atrelou sua campanha ao novo e à mudança. Mas, para além de palavras de ordem, há dúvidas sobre como seria um governo Flávio. O candidato se limitou ao que a população queria ouvir: linha dura contra bandidos e nenhum detalhe sobre quais benefícios ou serviços serão afetados pelo prometido tesouraço à moda do argentino Javier Milei.

Olhar para trás em busca dessas respostas também não ajuda. Em quatro mandatos como deputado estadual e um como senador, Flávio não aprovou projetos ou teve marcas relevantes, apesar de usar sua atuação na Comissão de Segurança como vitrine.

Já como candidato, ele propôs uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para acabar com a reeleição a presidente, em um aceno a Tarcísio na disputa de 2030. O projeto mantém o mandato de quatro anos, mas abre brecha para que o Congresso, onde a direita deve ser majoritária, estenda o período.

Por Carolina Linhares e Thaísa Oliveira/Folhapress

Ronaldo Caiado encerra campanha no 1º turno sem se consolidar como alternativa a Lula e Flávio

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, aposta do PSD para a disputa à Presidência, tentou, mas derrapou no objetivo de se tornar a opção mais lembrada do eleitor que não quer nem Lula (PT) nem Flávio Bolsonaro (PL), mesmo em cenário de alta rejeição, no qual os dois cabeças na disputa amargam 45% de brasileiros que não votariam neles de jeito nenhum, segundo Datafolha divulgado no dia 1º de outubro.

Caiado batalhou pelo lugar na sigla de Kassab e venceu Eduardo Leite (PSD) e Ratinho Jr. (PSD), este por default —uma vez que o governador do Paraná desistiu de tentar a Presidência— e teve certa tração na corrida eleitoral, ao menos entre grupos de empresários, que chegaram a encará-lo como uma opção mais estável que Flávio Bolsonaro.

A agenda junto a empresários de São Paulo em busca de apoio, porém, não resistiu aos baques que fizeram a campanha aparentemente naufragar, embora o resultado só possa ser medido com a apuração das urnas neste domingo (4).

Enquanto o político pedia ao empresariado que "espalhasse a palavra" para torná-lo mais popular, seguiu em agendas em São Paulo sem ser reconhecido pelas pessoas nas ruas e distante do eleitorado alheio a Goiás.

Um dos choques na campanha foi o voo de galinha de Augusto Cury (Avante), que, no fim de agosto e em setembro, ultrapassou adversários e chegou a alcançar dois dígitos em algumas pesquisas, proeza não alcançada pelo adversário goiano.

Cury tem agora 3% dos votos totais, segundo Datafolha deste sábado (3), frente a 4% de Caiado. Renan Santos (Missão) tem 3%, e Romeu Zema (Novo) não pontuou. Lula tem 42%, e Flávio, 40%. Disseram votar em branco, nulo ou nenhum 4%, e 3% são indecisos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Outro baque na disputa foi o próprio desempenho do goiano nos debates e entrevistas. Ele foi criticado por não conseguir detalhar planos de governo, argumento que o candidato, que é médico, rebateu dizendo só ser possível "examinar o paciente", o equivalente a dar mais detalhes sobre como sanar os problemas do país estando na cadeira de presidente.

Outra crítica foi a dificuldade de nacionalizar o discurso, percebida em deslizes nos próprios debates, quando o político chegou a confundir o cargo que pleiteia ao dizer que iria se tornar "governador do estado" durante sabatina da Folha e do UOL em setembro.

Outro episódio usado para ilustrar que a campanha do político não deslanchou, talvez pelo baixo desempenho, foi o flagra de seu vice e líder de partido, Gilberto Kassab, dormindo durante a fala de Caiado no debate de agosto da TV Bandeirantes.

A cena viralizou nas redes sociais, e Kassab negou o cochilo, dizendo que mexia no celular. O episódio foi usado por eles na sequência, em tom de brincadeira, para promover a candidatura. "Comigo na Presidência, você vai dormir tranquilo igual ao Gilberto Kassab no debate", publicou Caiado nas redes.

O goiano foca o combate à violência, pauta à qual sempre tentou se associar. Um dos destaques do plano do presidenciável é endurecer penas, classificar as organizações criminosas como terroristas e criar uma polícia conjunta com países vizinhos.

Na economia, promete reduzir as despesas e atrelá-las a no máximo 50% do PIB (Produto Interno Bruto), corrigidas pela inflação, com enfoque no corte de emendas parlamentares. Em relação à saúde, propõe menos tempo nas filas do SUS (Sistema Único de Saúde), foco no tratamento preventivo de doenças e o uso de inteligência artificial para auxiliar profissionais do setor.

De nomes que poderiam compor o governo, citou na Fazenda Armínio Fraga como referência, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), para Relações Exteriores, e a própria médica, a cardiologista Ludhmila Hajjar, para a pasta da Saúde....

Outro nome citado foi o do promotor Lincoln Gakiya para a pasta da Segurança Pública, embora Gakiya tenha afirmado na época do convite que não se manifestaria sobre o assunto por ser promotor da ativa.

Durante o percurso até este 4 de outubro, Caiado mudou de estratégia para tentar alçar voo e chegar ao segundo turno com Lula (PT), que, gosta de dizer, só poderia ser derrotado nessa fase do pleito por ele.

No início, não agia frontalmente contra Flávio Bolsonaro, mas depois passou a atacar o senador de maneira mais direta, tentando conquistar o eleitor crítico ao filho de Jair Bolsonaro (PL). A tática chegou a gerar a troca do marqueteiro Paulo Vasconcelos pelo publicitário Marcos Carvalho, porque o primeiro defendia postura de menor embate com Flávio.

O alvo de toda vida, porém, é Lula, contra quem faz questão de reforçar a forte oposição e atrelar à corrupção. É por isso que a tendência é que o goiano apoie Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno do senador com o petista, embora Caiado tenha evitado antecipar o apoio.

Na medida em que a campanha não deslanchou, Caiado tem se voltado para Goiás, onde gosta de lembrar que tem índices de aprovação acima de 80%. O domingo de apuração vai contar com o candidato em Goiânia, ao lado da esposa, Gracinha (União Brasil), que tenta uma vaga no Senado.

Caiado foi deputado federal por cinco mandatos, o primeiro iniciado em 1991. Em 2014, foi eleito senador por Goiás. Chegou ao Executivo do estado em 2018 e foi reeleito no pleito seguinte. No Congresso, passou a maior parte do tempo no PFL (que virou DEM em 2007 e, depois, tornou-se União Brasil).

Sua atuação política foi marcada pela defesa do agronegócio e pela oposição ao PT, além de apelo às bandeiras da segurança pública e do combate à corrupção.
Por Ana Gabriela Oliveira Lima/Folhapress

Postagem em destaque

PF captura condenado por tráfico de drogas e organização criminosa no Paraná

Guarapuava/PR. A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (5/10), em Palmas/PR, um homem condenado pelos crimes de tráfico de drogas e i...