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25 julho, 2026

Polícia prende suspeito de homicídio e desvenda ligação com série de assassinatos em Feira de Santana

Foto: Divulgação / Ascom-PCBA
A Polícia Civil da Bahia prendeu, na última quinta-feira (23), um homem suspeito de participar da execução de Emerson Santos Ramos. A prisão, efetuada em um apartamento na Avenida Fraga Maia, em Feira de Santana, abriu caminho para a elucidação de outros quatro assassinatos na região, todos ligados a uma organização criminosa que atua no tráfico de drogas.

O homem detido é apontado como o piloto da motocicleta usada no assassinato de Emerson, ocorrido no dia 27 de junho dentro de uma oficina mecânica no centro da cidade.

A Delegacia de Homicídios (DH/Feira de Santana) chegou ao suspeito após descobrir que a moto usada na fuga era alugada e possuía rastreador. Cruzando dados de geolocalização com imagens de câmeras de segurança, a polícia conseguiu identificar o locatário. Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, os agentes apreenderam porções de drogas, além do capacete e das roupas utilizadas no dia do crime.

Em interrogatório, o suspeito confessou a participação na execução e revelou um detalhe sombrio: ele e o atirador haviam tentado matar Emerson horas antes, usando uma moto vermelha clonada. A primeira investida falhou e os tiros atingiram um terceiro homem. A dupla então trocou de veículo e retornou para consumar o assassinato, agindo sob ordens de um líder criminoso do bairro Queimadinha.

CONEXÃO COM OUTROS CRIMES

O avanço do inquérito permitiu à Polícia Civil conectar o caso a outras mortes violentas recentes no município, todas orquestradas pela mesma facção do bairro Queimadinha:
  • Homicídio no bairro Baraúnas (27 de maio): O comparsa responsável pelos disparos que mataram Emerson foi identificado como o mesmo autor da execução de Luiz Felipe Pessoa Lima, de 23 anos.
  • Triplo homicídio (11 de julho): A investigação também avançou na solução do caso envolvendo Danilo, seu irmão Bruno e o amigo Wesclei. As vítimas foram sequestradas, executadas e tiveram os corpos abandonados em diferentes pontos da cidade — um deles parcialmente carbonizado.
A Polícia Civil informou que já identificou toda a cadeia de comando responsável pelas execuções, incluindo o líder que ordenou as mortes e o gerente local do tráfico de drogas. As diligências seguem em andamento para capturar o atirador e os demais integrantes do grupo criminoso.

Incêndios na Europa avançam e isolam 270 mil em França e Espanha

 

Foto: Reprodução / Redes sociais

Mais de 270 mil pessoas foram evacuadas em razão de incêndios florestais que avançam no sudoeste da França e nas proximidades de Madri, na Espanha. As chamas seguiam fora de controle neste sábado (25), com ventos superiores a 50 km/h, altas temperaturas e baixa umidade dificultando o trabalho dos bombeiros e militares na região.

Segundo informações do G1, a Espanha concentra mais de 70 mil desalojados ou confinados na região de Madri, onde a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, classificou o evento como o "pior incêndio da História" naquela área.

Na França, cerca de 197 mil pessoas foram retiradas das zonas ameaçadas no sudoeste do país, onde as chamas já destruíram 22 mil hectares, o equivalente ao dobro da área de Paris, conforme anunciou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.

 Na Espanha, o principal temor das autoridades espanholas neste sábado é a fusão entre dois focos distintos: o da região de Madri, com cerca de 6 mil hectares queimados, e o da província vizinha de Castela e Leão, onde aproximadamente 9 mil hectares foram devastados.


As chamas atingem municípios residenciais populosos cercados por colinas e vegetação rasteira, condições que favorecem a propagação do fogo. A Guarda Civil prendeu uma pessoa e investigava outra como possíveis autores do incêndio em Castela e Leão.

Desde 1º de janeiro, quase 130 mil hectares foram queimados na Espanha, em comparação com 393 mil em todo o ano de 2025.

No sudoeste francês, os departamentos de Gironda e Landes são os mais afetados. O fogo avança sobre áreas próximas à região vinícola de Bordeaux, obrigando moradores e turistas a fugir da península de Cap Ferret de barco e por estrada em plena temporada de férias.

O incêndio, iniciado na quarta-feira (22), já é considerado o mais devastador registrado no país nos últimos 50 anos e supera os grandes incêndios que atingiram a mesma área em 2022.

A Gironda abriga alguns dos vinhedos mais prestigiados do mundo. A economia da região depende fortemente da viticultura, do turismo e das atividades associadas ao setor, o que amplia o impacto potencial das queimadas, além das perdas florestais e humanas imediatas.

REFORÇOS
Climatologistas do grupo World Weather Attribution, em estudo publicado na sexta-feira (24), concluíram que as mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima contínua de petróleo, carvão e gás, agravam a seca atual que alimenta os incêndios.

Macron anunciou que a França receberá reforços da União Europeia: duas aeronaves Canadair da Croácia, duas aeronaves Air Tractor de Portugal e dois helicópteros de carga pesada Black Hawk da República Tcheca e da Eslováquia. A Espanha, por sua vez, receberá dois aviões Canadair enviados pela Itália e dois pela Grécia, conforme informou o ministro Fernando Grande-Marlaska.

Mulher vítima de ataque com ácido em SAJ morre após 17 dias internada em Salvador

Foto: Reprodução / Redes sociais
Vera Lúcia de Jesus Santos, de 43 anos, morreu na madrugada deste sábado (25) no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Ela estava internada há 17 dias após ser atingida por ácido em Santo Antônio de Jesus, no último dia 8, mas não resistiu à gravidade das queimaduras no rosto, tórax e costas.

Segundo informações do Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, a vítima havia acabado de registrar uma denúncia na Delegacia Territorial contra o ex-companheiro, Geovane Ferreira Santos, de 36 anos, por descumprimento de medida protetiva. Ao sair da unidade policial, ela foi seguida pelo suspeito até as margens da BR-101, no bairro Amparo, onde ele arremessou a substância corrosiva. A irmã da vítima também foi atingida por respingos e sofreu ferimentos.

Atingida gravemente, Vera Lúcia buscou abrigo em uma oficina mecânica e foi socorrida pelo Samu. Ela deu entrada inicialmente no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus e, em seguida, foi transferida para o HGE devido à gravidade do quadro.

O agressor foi contido por populares no local do crime e preso em flagrante pela Polícia Militar. Após audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil deve atualizar a tipificação do crime de tentativa para feminicídio consumado.

Coelba recebe multa recorde de R$ 82,7 milhões por falhas na conexão de geração distribuída /Por Megawhat

A fiscalização concluiu que a companhia descumpriu regras previstas no marco legal da geração distribuída
Foto: Neoenergia/Arquivo
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplicou multa de R$ 82,7 milhões à Neoenergia Coelba decorrente de fiscalização que identificou uma série de irregularidades no atendimento a pedidos de conexão de micro e minigeração distribuída (MMGD).

O valor corresponde a 0,56% da Receita Operacional Líquida (ROL) da distribuidora e é a maior penalidade já aplicada pela agência em processos punitivos relacionados à geração distribuída. A distribuidora poderá recorrer da decisão ou efetuar o pagamento da multa no prazo de dez dias.

A fiscalização concluiu que a companhia descumpriu regras previstas no marco legal da geração distribuída e na regulamentação da Aneel, após analisar a condução de pedidos de conexão realizados entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023, período marcado pela corrida de consumidores para garantir as regras antigas de compensação de energia antes do fim do prazo estabelecido pela Lei 14.300.

Entre as principais infrações apontadas estão o indeferimento indevido de pedidos de conexão, atrasos na emissão dos orçamentos, falhas na comunicação com consumidores e ausência de informações obrigatórias nos estudos de conexão.

A fiscalização analisou um universo de 158.554 solicitações de conexão protocoladas no período. Segundo dados apresentados pela própria Neoenergia Coelba, 69% dos pedidos haviam sido conectados, 27% foram negados e outros 4% permaneciam pendentes quando ocorreu a inspeção.

Coelba: indeferimento sem respaldo regulatório

Em uma amostra de 99 pedidos negados pela distribuidora, a fiscalização concluiu que 26 haviam sido indeferidos sem fundamento regulatório. Em outra, com 18 solicitações cujo orçamento perdeu validade, a agência verificou que 13 também foram rejeitadas de forma irregular sob alegação de inversão de fluxo.

Segundo a área técnica, houve casos em que a distribuidora recusou pedidos por motivos como divergências documentais, diferenças de tensão ou carga e, principalmente, por alegações de inversão de fluxo antes mesmo de a regulamentação permitir esse tipo de restrição.

A Aneel entendeu que a concessionária violou a obrigação regulatória de realizar a conexão sempre que tecnicamente possível e determinou a revisão dos pedidos considerados irregulares.

Demora no orçamento

Outro fator que pesou na aplicação da multa foi o descumprimento dos prazos para emissão dos orçamentos de conexão. Dos 44 processos analisados nessa etapa da fiscalização, 36 tiveram o orçamento emitido fora do prazo regulamentar.

Nos casos em que a norma estabelece prazo máximo de 15 dias, a Coelba levou, em média, 59 dias para emitir o documento. Já quando o limite era de 30 dias, o tempo médio chegou a 129 dias — mais de quatro meses.

A distribuidora alegou que enfrentou um aumento exponencial das solicitações após a publicação da Lei 14.300, ampliou equipes, criou uma área dedicada à geração distribuída e implementou ferramentas de automação.

Os argumentos foram rejeitados pelas áreas técnicas porque, segundo a agência, a corrida por conexões era previsível, uma vez que a data-limite para manutenção dos benefícios tarifários era conhecida pelo mercado com um ano de antecedência. Para a fiscalização, cabia à distribuidora dimensionar previamente sua estrutura para atender ao aumento da demanda.

A nota técnica também afirma que melhorias implantadas posteriormente não afastam uma infração já consumada nem os prejuízos causados aos consumidores.

Comunicação inadequada sobre conexão

A Aneel também identificou falhas na comunicação obrigatória com os consumidores durante a análise dos pedidos de conexão. Pela regulamentação, a distribuidora deve informar em até cinco dias úteis se a documentação apresentada está correta ou se existem pendências.

A Aneel também identificou falhas na comunicação obrigatória com os consumidores durante a análise dos pedidos de conexão. Pela regulamentação, a distribuidora deve informar em até cinco dias úteis se a documentação apresentada está correta ou se existem pendências.

Entretanto, a fiscalização concluiu que a Coelba não conseguiu comprovar que cumpria esse prazo porque o Portal GD enviava comunicações automáticas por e-mail, mas não armazenava esses registros, impossibilitando a auditoria. Além disso, utilizava uma etapa denominada “Reprovado na Análise Técnica”, procedimento que não está previsto na regulamentação e que, segundo a agência, acabava prolongando indevidamente a tramitação dos pedidos.

Embora a distribuidora tenha informado que alterou posteriormente seus procedimentos, a Aneel manteve a infração por entender que a análise considera o período fiscalizado e que as mudanças ocorreram apenas após as irregularidades.

Nota de posicionamento da Neoenergia

A Neoenergia Coelba informa que está analisando a decisão da área de Fiscalização da Aneel referente a processos de conexão de mini e micro geração distribuída (MMGD) e avaliará as medidas cabíveis no âmbito regulatório.

O tema refere-se, principalmente, ao período de transição decorrente da entrada em vigor da Lei nº 14.300/2022, que estabeleceu novo marco legal para a micro e minigeração distribuída. A legislação previu que as solicitações de acesso protocoladas até 7 de janeiro de 2023 manteriam as condições de enquadramento e subsídios anteriormente vigentes, provocando um aumento excepcional e sem precedentes no volume de pedidos de conexão em um curto espaço de tempo.

A distribuidora recebeu, apenas em janeiro de 2023, volume de solicitações equivalente ao registrado durante janeiro a outubro de 2022, cenário que exigiu esforço operacional extraordinário para atendimento às demandas.

A distribuidora reafirma seu compromisso com a qualidade do atendimento e com o pleno cumprimento da regulação do setor elétrico.

Deputado ironiza promessas de Jerônimo e pressiona governador Por Redação

Foto: Agência Alba/Arquivo
O deputado estadual Cafu Barreto criticou, nesta sexta-feira, a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que teria cumprido 92% dos compromissos assumidos durante a campanha de 2022.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a realidade da região de Irecê não corresponde ao percentual apresentado pelo governador. Cafu citou obras como a duplicação da Adutora do São Francisco, a ampliação do Aeroporto de Irecê e a implantação de uma unidade do Corpo de Bombeiros, dizendo que as demandas seguem sem execução.

O deputado também cobrou intervenções nas rodovias da região e mencionou a situação da estrada de Barra do Mendes, que, segundo ele, apresenta problemas de trafegabilidade.

Ao final da publicação, Cafu voltou a defender a alternância no comando do Governo da Bahia e afirmou que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), representa a alternativa para a sucessão estadual.

Trump deve enviar representantes a Brasília para investigar sistema eleitoral brasileiro

O tema das urnas voltou ao debate após Flávio Bolsonaro defender a ampliação de observadores internacionaisi
O governo dos Estados Unidos planeja enviar a Brasília dois altos funcionários do Departamento de Estado nas próximas semanas, em uma missão que, segundo o The Washington Post, pretende lançar suspeitas sobre a integridade e a transparência do sistema eleitoral brasileiro, a poucas semanas do pleito presidencial marcado para 4 de outubro.

A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, ambos nomeados por Trump, segundo relataram fontes americanas e brasileiras ao jornal.

Nos bastidores, a iniciativa provocou reação de diplomatas brasileiros, que classificaram a visita como ingerência e disseram avaliar medidas para impedir que os enviados avancem com reuniões e ações relacionadas ao processo eleitoral. "É uma manobra totalmente incompatível com a democracia brasileira", afirmou um diplomata ao Washington Post, sob anonimato.

De acordo com o jornal, a suspeita é de que Barnes e Samson busquem interlocução com críticos das urnas eletrônicas para produzir relatórios que possam ser usados para deslegitimar o sistema de votação. O Departamento de Estado confirmou a viagem, mas não detalhou o objetivo. Entre funcionários ouvidos pelo Post, houve críticas à estratégia. "É extremamente nocivo ver este secretário usar o poder americano para minar eleições confiáveis em outras nações por motivos ideológicos", disse um integrante do órgão, também sob condição de anonimato.

A movimentação ocorre em meio a um ambiente de atritos bilaterais, que inclui disputas sobre liberdade de expressão, medidas comerciais e o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ser interpretada, segundo o Post, como parte de uma postura mais ampla do governo Trump de apoio a agendas conservadoras na América Latina.

No plano doméstico, o tema das urnas voltou ao debate após Flávio Bolsonaro defender a ampliação de observadores internacionais e repetir alegações associando, sem qualquer prova, o sistema brasileiro à empresa Smartmatic, tese já refutada reiteradamente pelo TSE.

Por Letícia Correia, Estadão Conteúdo

24 julho, 2026

Nem todo médico sabe empreender: informalidade pode colocar consultórios em risco

Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde, Foto: Divulgação
                                 Crescimento dos negócios de saúde amplia desafio da gestão
Um médico pode dominar diagnósticos, procedimentos e tratamentos, mas, ainda assim, perder dinheiro, acumular problemas tributários e comprometer o futuro do próprio consultório. O alerta é da consultora Catarina Lima, CEO da Referência Gestão de Saúde, que chama a atenção para um problema frequente no setor: profissionais altamente qualificados na assistência, mas sem preparo para administrar uma empresa.

Dados do Cadastro Central de Empresas, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho de 2026, mostram que o segmento de saúde humana e serviços sociais apresentou o maior crescimento entre todas as atividades econômicas de 2022 a 2024, com o acréscimo de aproximadamente 177,7 mil empresas e outras organizações.

Para Catarina Lima, o crescimento reforça a necessidade de profissionalizar a gestão. “A formação médica prepara o profissional para cuidar de vidas, mas não necessariamente para administrar fluxo de caixa, custos, contratos, tributos, equipes e estratégias de crescimento. O risco começa quando o médico acredita que ter pacientes e uma agenda cheia é suficiente para garantir a saúde do negócio”, afirma.

A informalidade nem sempre significa trabalhar sem CNPJ. Ela também aparece quando o médico mistura as contas pessoais com as da clínica, define preços sem conhecer os custos, faz acordos apenas verbalmente, contrata sem planejamento, não acompanha indicadores e toma decisões financeiras com base apenas no saldo bancário.

“Uma clínica pode estar cheia e, ainda assim, estar financeiramente doente. Sem controle, o profissional pode trabalhar cada vez mais, faturar mais e perceber que o dinheiro nunca sobra. Isso gera endividamento, desgaste da equipe, sobrecarga e decisões tomadas no improviso”, alerta Catarina.

Entre os primeiros passos para reduzir os riscos estão separar as finanças pessoais e empresariais, conhecer os custos reais de cada atendimento, formalizar contratos, organizar as obrigações tributárias, acompanhar receitas e despesas e estabelecer processos claros para a equipe.

Outro ponto fundamental, segundo a consultora, é reconhecer que o médico não precisa assumir sozinho todas as funções administrativas. A contratação de uma empresa especializada em gestão de negócios de saúde pode ajudar a estruturar processos, acompanhar indicadores, organizar as finanças e oferecer informações mais seguras para a tomada de decisões.

“Empreender não significa fazer tudo sozinho. O médico precisa concentrar energia naquilo que só ele pode fazer: cuidar dos pacientes. A gestão pode e deve ser conduzida com apoio especializado, de forma profissional, estratégica e responsável”, explica Catarina.

Para a especialista, profissionalizar a gestão não retira a essência humana da medicina. Pelo contrário: protege o consultório, a equipe, o patrimônio do médico e a continuidade do atendimento aos pacientes.

Assessoria de Imprensa: Carla Santana - (71) 9 9926-6898

23 julho, 2026

Homem é executado dentro de casa por grupo armado em Piabanha, distrito de Maraú

Sílvio Santos Nogueira, natural de Ubatã, foi morto a tiros durante a madrugada desta quinta-feira (23) no distrito de Piabanha, município de Maraú. O crime ocorreu por volta da 1h, na Rua Direta, e será investigado pela Polícia Civil. De acordo com a Polícia Militar, cerca de seis homens armados invadiram a residência de Sílvio Santos Nogueira e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, utilizando espingarda calibre 12 e pistolas. Sílvio morreu no interior do imóvel antes de receber socorro. Após a execução, os criminosos fugiram e, até o momento, não foram localizados.

Uma guarnição do 4º Pelotão da 61ª CIPM esteve no local, isolou a área e acionou equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Polícia Civil para a realização da perícia e remoção do corpo. A Polícia Militar realizou diligências nas imediações na tentativa de localizar os autores do homicídio, mas ninguém foi preso. A autoria e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil. *Com informações do Ubatã Notícias

CGU pode mirar patrimônio de Vorcaro para responsabilizar Master por corrupção de servidores

A CGU (Controladoria-Geral da União) deve mirar o patrimônio de Daniel Vorcaro e de outros sócios do Banco Master em nova frente da investigação que apura a responsabilidade da instituição financeira nos atos suspeitos de corrupção de servidores do Banco Central, segundo técnicos ouvidos pela Folha.

O órgão avalia ultrapassar a esfera jurídica do Master e alcançar os recursos dos antigos controladores do banco em eventuais sanções. A estratégia leva em consideração que o conglomerado foi liquidado em novembro do ano passado e que os bens do grupo estão hoje sob controle do liquidante. Assim, eventual multa à pessoa jurídica poderia ser ineficaz, pois dificilmente o dinheiro seria recuperado pela União.

Na prática, os recursos de Vorcaro e demais administradores seriam usados para cobrir uma espécie de multa aplicada pela CGU pelo dano provocado à administração pública, caso a instituição seja condenada pela corrupção de servidores. O valor pode chegar a 20% do faturamento bruto anual da empresa ou a R$ 60 milhões (caso não seja possível calcular o faturamento bruto).

Procurada por email na manhã desta terça-feira (21), a defesa de Daniel Vorcaro não respondeu ao contato da Folha até a publicação da reportagem.

O movimento ocorre enquanto a CGU aguarda o compartilhamento de provas colhidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), como mensagens e outros elementos produzidos no inquérito, para abrir um PAR (Processo Administrativo de Responsabilização) contra o Master.

Para técnicos da CGU, embora o compartilhamento facilite a instrução do caso, o processo poderá avançar mesmo sem o material fornecido pelo STF, com base em outras evidências já reunidas.

Entre elas, estão documentos, declarações e registros públicos, além da sindicância interna conduzida pelo BC para apurar o envolvimento de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, no caso Master.

A avaliação preliminar desses interlocutores é que o PAR, procedimento previsto na Lei Anticorrupção, pode ser aberto até o fim de agosto.

A conduta dos ex-gestores do BC está sendo analisada pela CGU desde março em um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) que pode levar à expulsão dos servidores do quadro funcional da autarquia se forem considerados culpados.

Em paralelo, a Polícia Federal investiga se ambos foram favorecidos financeiramente em troca de auxílio aos interesses do Master dentro do BC.

O trabalho da comissão, previsto para terminar nesta quinta-feira (23), deverá ser novamente prorrogado. Segundo interlocutores, a tendência é que os trabalhos sejam estendidos diante da complexidade da investigação e da necessidade de reunir mais provas sobre o caso.

Ainda que a lei estabeleça apenas uma única prorrogação do prazo original de 60 dias, conforme o manual do PAD, a CGU pode reconduzir os membros da comissão e dar continuidade aos trabalhos até o fim da investigação, se julgar necessário.

No Banco Central, a prorrogação não é vista como prejuízo às investigações. O entendimento interno é que o processo administrativo disciplinar deve ser conduzido com os cuidados jurídicos necessários.

Os advogados de Paulo Sérgio e de Santana defendem o aumento do prazo da investigação para garantir o direito de defesa dos servidores do BC. A ideia é aguardar a oitiva de testemunhas já indicadas e incluir novas provas documentais ao procedimento, segundo interlocutores.

"O caso ainda demanda dilação probatória, seja no PAD, seja na sindicância patrimonial, recomendando a prorrogação de prazo para permitir o contraditório", diz a defesa de Paulo Sérgio.

Em nota, a defesa de Santana afirma que "se faz necessário resguardar o regular contraditório, com ampla dilação probatória, nas instâncias administrativa e policial."

"Por isso, a prorrogação de prazos para conclusão de quaisquer expedientes constitui medida de praxe, compatível com a natureza das apurações e que, ao final, em estrita observância ao devido processo legal, permitirá o completo esclarecimento dos fatos, sobretudo, quanto à inexistência de irregularidades ou conduta ilícita atribuível ao Sr. Belline Santana", acrescenta.

A responsabilização do Master pela suposta corrupção dos servidores do BC, por sua vez, depende da abertura do PAR. Antes disso, a CGU conduz uma IPS (Investigação Preliminar Sumária), destinada à coleta de elementos para verificar se há indícios suficientes para formular uma acusação formal.

Somente após essa etapa o órgão decide se instaura o processo administrativo de responsabilização, quando a empresa passa a responder oficialmente às acusações e tem direito à ampla defesa.

Nos bastidores, técnicos da CGU também discutem uma mudança mais ampla na forma de responsabilização de empresas por atos de corrupção. A avaliação dentro da controladoria é que, em casos desse tipo, concentrar as sanções apenas na pessoa jurídica pode acabar inviabilizando a atividade econômica sem responsabilizar adequadamente quem tomou as decisões.

A discussão sobre mirar o patrimônio dos sócios, chamada de desconsideração da personalidade jurídica, ganhou força após a experiência acumulada com os acordos de leniência firmados na Operação Lava Jato.

Integrantes da CGU avaliam que, em algumas situações, as multas impostas às empresas se mostraram excessivamente pesadas, enquanto os dirigentes acabaram sofrendo consequências menores.

A intenção da nova regulamentação é justamente criar parâmetros para diferenciar casos em que a falha decorreu de problemas de governança daqueles em que os próprios controladores comandaram as irregularidades —hipótese em que a responsabilização poderia alcançar diretamente o patrimônio dos administradores.

Por Guilherme Pimenta e Nathalia Garcia/Folhapress

22 julho, 2026

Lula anuncia mais R$ 18,5 bilhões em auxílio a empresas afetadas pelo tarifaço

                       Recursos fazem parte da terceira fase do plano Brasil Soberano e de crédito do BNDES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) R$ 18,5 bilhões em recursos para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Além de R$ 13,5 bilhões do Tesouro que serão destinados à nova etapa do plano Brasil Soberano, haverá um aporte de R$ 5 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O público-alvo do programa é composto por empresas afetadas pelas tarifas e pelos efeitos de conflitos internacionais na economia e por setores considerados pelo governo como estratégicos para a balança comercial, além das áreas de fertilizantes e minerais críticos e estratégicos.

Esta será a terceira fase do programa Brasil Soberano, anunciado e sancionado pelo presidente da República nesta quarta-feira.

O montante de recursos da nova fase do programa foi antecipado pelo jornal Valor Econômico e confirmado pela Folha. Segundo o governo, os aportes não tem impacto primário e têm origem nas sobras do programa Brasil Soberano I, anunciado em julho do ano passado.

As duas versões anteriores do programa emprestaram, no total, R$ 35,5 bilhões, segundo balanço divulgado no evento desta quarta. A segunda versão, de abril deste ano, superou a primeira em valor de desembolsos —R$ 19,5 bilhões contra R$ 16 bilhões da versão mais antiga.

Na terça-feira (21), setores da economia afetados pelo tarifaço pediram à cúpula do governo a imposição de barreiras à importação de produtos chineses, ampliação de programas de crédito e negociações com os Estados Unidos para tentar reverter as taxas sem recorrer a medidas de reciprocidade.

O novo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começa a valer nesta quarta. A nova taxa, anunciada na semana passada, é de 25%. Há uma lista de exceções com cerca de 2.100 itens que incluem carne, café, laranja e suco de laranja e partes para a fabricação de aviões, produtos importantes para a pauta exportadora brasileira.

O governo também informou que essa nova fase do Brasil Soberano também irá contemplar empresas e setores afetados por novas tarifas com base na investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) sobre trabalho forçado. O governo prevê um anúncio dessa nova sobretaxa de 12,5% ainda nesta sexta (24).

Em seu discurso, Lula reforçou a intenção do governo de diversificar parcerias com outros países, de modo a contemplar as áreas comerciais afetadas pela retaliação americana.

"Nós estamos encontrando mecanismos de negociação, estamos discutindo com muitos países para que a gente possa suprir e até ganhar mais do que aquilo que a gente estava ganhando", disse.

"Em política, em geopolítica, em economia, a única coisa que não vale é a gente achar que o mundo acabou. O Brasil é grande, é respeitado e tem credibilidade conquistada no mercado internacional. Disse outro dia e vou repetir aqui: ninguém vai ganhar do Brasil mentindo", afirmou o petista.

Ainda em seu discurso, Lula afirmou que o Brasil não encontrou reciprocidade nas tratativas com os Estados Unidos, mas pretende se manter na mesa de negociação.

"Se algum país pode perder com base numa mentira, é importante vocês saberem que nós não vamos perder. Nós vamos ganhar porque nós somos teimosos. Nós vamos ganhar porque nós não podemos fazer bravata, porque nós temos razão e nós vamos ganhar", declarou ainda. "Vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participam."

Embora o governo federal tenha divulgado uma nota na semana passada afirmando que acionaria imediatamente os trâmites da Lei de Reciprocidade, que permite retaliar medidas comerciais unilaterais, ministros do governo e o vice-presidente agora tem pregado cautela ao falar sobre esse mecanismo.

"O governo não recuou um centímetro daquilo que divulgou e do que é o plano", argumentou o ministro Márcio Elias Rosa (Indústria) sobre a mudança de retórica. "A lei nos dá a possibilidade de aplicação de uma medida de responsabilidade e ela envolve também a adoção de procedimentos para chegar a uma medida eventual."

BNDES pediu ao Ministério da Fazenda a liberação de R$ 7,25 bilhões extras para reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo federal para reduzir os efeitos do tarifaço.

Segundo o banco, as linhas permitem financiar até 100% dos investimentos, com prazo de pagamento de até 20 anos e carência de até quatro anos, no caso de projetos de investimento. As taxas de juros variam conforme a modalidade e o perfil da empresa, mas o banco estima custos finais entre 7,9% e 13,5% ao ano para investimentos e de 10,2% a 15,7% ao ano nas operações de capital de giro.

A nova etapa do programa Brasil Soberano está contida em uma nova medida provisória, que foi assinada por Lula nesta quarta-feira. Beneficia empresas de setores como aço, alumínio, automóveis, móveis, máquinas e equipamentos, calçados, papel, açúcar, entre outros.

O presidente fez o anúncio ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos ministros Bruno Moretti (Planejamento), Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), além do embaixador Maurício Lyrio, que participa das negociações sobre o tarifaço.

Rosa afirmou que algo em torno de 1.000 e 1.400 empresas poderão ser atendidas. Ele ressalvou que haverá níveis diferentes de auxílio de acordo com o quão dependente cada companhia é de exportações para os Estados Unidos. Dessa forma, nem toda empresa que vende para o mercado americano será elegível --as que têm parte muito pequena da renda vinda dessa fonte, por exemplo, devem ficar fora.

Ele também disse que o governo mencionou a lei de reciprocidade em sua primeira manifestação sobre o tarifaço, mas que isso não significa necessariamente recorrer ao mecanismo para taxar produtos americanos. "Dizer que nós temos a lei é diferente de aplicar medidas de reciprocidade", afirmou.

Ministro do Planejamento, Moretti afirmou que haverá uma regulamentação da medida provisória para estabelecer os critérios de elegibilidade. "Os setores [da economia] são muito diferentes para terem regras únicas definidas na medida provisória", declarou ele.

Por Nathalia Garcia/Caio Spechoto/Marcos Hermanson/Mariana Brasil/Folhapress

Mulher vai à delegacia na Bahia registrar queixa e acaba presa por estar foragida; acusada ainda tentou agredir agentes

Foto: Reprodução / Radar News
Uma mulher, de 37 anos, foi presa na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, após comparecer à unidade para registrar a perda de documentos.

No entanto, durante o atendimento, os policiais identificaram que havia um mandado de prisão em aberto contra ela, expedido pela Justiça da comarca de Almenara, em Minas Gerais (MG).

De acordo com a Polícia Civil, via Radar News, parceiro do Bahia Notícias, ao ser informada de que seria presa, a mulher tentou fugir da delegacia e chegou a ameaçar os policiais, usando uma lâmina de barbear. Depois, ela acabou contida pelos agentes.

Ainda segundo a corporação, durante a revista pessoal foi encontrado entre os pertences da suspeita um invólucro contendo uma substância com características semelhantes à maconha. A mulher permanece custodiada na unidade à disposição da Justiça.

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