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25 agosto, 2026

Caiado promete rebaixar juros e conter despesas do governo

Ronaldo Caiado-Foto: Bruno Varani/Arquivo/PSD
O candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, reforçou nesta terça-feira, 25, que caso seja eleito irá rebaixar o juros e conter despesas do governo. A declaração foi feita em coletiva de imprensa durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo.
O candidato afirmou que, para o setor de infraestrutura, sua primeira medida será o corte de gastos e de juros. "Sabemos a importância deles para poderem avançar na infraestrutura. Eles hoje são responsáveis por quase 100% do investimento, mas não conseguem continuar por causa do ritmo dessa taxa de juros, hoje dominante no País", disse.

"O que eu vou dizer a eles é (setor de infraestrutura): me dê essa carta de confiança, eu rebaixarei os juros, eu terei medidas para poder conter as despesas do Governo Federal e eles serão nossos parceiros para avançar em todas as áreas, seja ela de rodovias, seja ela de ferrovias, seja de portos, enfim, tudo aquilo que seja a logística do Brasil que hoje está estrangulada", afirmou.

Ele disse, também, que o Brasil não está sabendo explorar o potencial energético do País. "O que nós precisamos é incluir tecnologia, inovação, inteligência artificial", defendeu.

Caiado saiu em defesa, também, de parcerias com o setor privado. "O problema da geração de energia e também da transmissão de energia e a distribuição de energia, tem que ser em parceria com a iniciativa privada. Isso é que eu farei também", defendeu.

Por Mariana RIbas/Estadão Conteúdo

Direita tenta enquadrar evangélicos de esquerda como Judas e falsos cristãos

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Arquivo
                            Lula e Geraldo Alckmin em encontro com evangélicos

Ao justificar sua ausência no debate da Band neste domingo (23), Flávio Bolsonaro (PL) disse que gostaria de debater "com quem não acredita em Deus", porque, quando for presidente, um dos seus primeiros atos será "decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".

Uma provocação óbvia a Lula (PT), que também faltou ao confronto entre presidenciáveis. E também uma amostra de como a direita entende que a carta religiosa pode embaralhar o jogo eleitoral.

Lula nunca disse não crer em Deus —a fake news foi espalhada por rivais como a deputada Bia Kicis (PL-DF) a partir de um discurso recente do presidente no Rio, quando ele falou sobre haver "gente que não acredita em Deus", para logo em seguida reforçar sua crença.

Lula se declara católico, mas tanto ele quanto o espectro ideológico que representa, a esquerda, são retratados como oportunistas e sem legitimidade para falar aos evangélicos.

Uma fala de Eliziane Gama, que trocou PSD por PT em abril, ilustra bem essa dinâmica. Em março, a senadora pelo Maranhão disse que sua fé a guiava politicamente e completou: "Sou evangélica, sigo Jesus Cristo de Nazaré, defendo a vida, as mulheres e as crianças brasileiras e tenho plena convicção de que eu estou dentro daquilo que Deus me orientou a fazer".

Bastou para que canais conservadores sugerissem uma religiosidade de araque e que atos como posar lendo a Bíblia ao lado dos pais, fiéis da Assembleia de Deus maranhense, seriam teatro para atrair o eleitorado crente.

"Senadora de esquerda que enterrou CPI do INSS tenta emplacar imagem de evangélica" foi a manchete do portal Gospel Mais. Comentários nas redes sociais seguiam linha ainda mais bélica. Mayra Pinheiro (PL-CE), médica bolsonarista que ganhou a alcunha de Capitã Cloroquina, foi uma das espadachins. "Não use o nome de Deus em vão! Você nos envergonha", disse a agora candidata a deputada estadual.

Eliziane não é a única que tem sua fé questionada. Já em 2014 Marina Silva (Rede-SP) foi acusada pelo pastor Silas Malafaia de não se posicionar claramente sobre a questão LGBTQIA+ e, portanto, ser "a cristã mais falsa que poderia concorrer à Presidência", isso quando disputava o cargo pelo PSB. Imputações do tipo a perseguem desde então.

O cantor gospel Kleber Lucas (PT-RJ) iniciou sua carreira partidária em 2026. Com ela se multiplicaram insinuações de que o intérprete de hinos evangélicos que todo crente conhece é um cristão postiço.

Kleber, que cantou com a primeira-dama Janja no lançamento da campanha de Lula, é suplente na chapa de Benedita da Silva, outra petista evangélica, ao Senado. O site Fuxico Gospel sublinhou que seu engajamento político gerou associações com o gospel "Vai Lá, Judas". A faixa de Alex Gomes fala sobre traição e falsidade.

No caso de João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco, a reação veio após participar de um culto da Assembleia de Deus local. Por defender posições consideradas incompatíveis com o segmento, o pessebista teria abusado da conveniência eleitoral, segundo críticos.

A deputada Clarissa Tércio (PP-PE), nome forte da direita cristã no estado, fustigou-o por não representar "o governo dos justos, com sua agenda que contempla jogos LGBT no Recife, a Parada Gay". Não ajuda ele ser casado com Tabata Amaral, "defensora de tudo o que há de mais podre na esquerda", disse. Para gravar o vídeo, Clarissa vestiu uma camisa onde se lia "Deus&Pátria&Família&Liberdade".

Os casos aparecem em relatório produzido pela Casa Galileia em parceria com o Instituto Democracia em Xeque. O projeto acompanha publicações sobre religião e política no ecossistema evangélico, concentradas em 469 perfis digitais vinculados ao tema.

O monitoramento da primeira quinzena de agosto mostra que, com o início oficial das campanhas, aumentaram os conteúdos que discutem a importância do chamado "voto cristão" e quem é autorizado a falar pelas igrejas —e com elas.

A divulgação, em junho, de uma carta do PT aos evangélicos já havia enfurecido líderes que veem a esquerda como simpática ao aborto e inimiga da liberdade religiosa.

"A coisa mais horrível é quando uma pessoa que não é evangélica quer dar uma de evangélica", diz o pastor Silas Malafaia. Dá como exemplo Janja. "O que ela está pensando? Que a gente é burro? Que vai ganhar os evangélicos porque está cantando hino, quando a ideologia dela é diametralmente contrária à nossa?"

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara e ex-presidente da bancada evangélica, segue a mesma toada. Diz que "esquerdistas vão na igreja, pegam a Bíblia de cabeça pra baixo e até se ajoelham, é muito cara de pau".

Sobre quem se apresenta com as duas credenciais, cristão e progressista, Sóstenes afirma que não é Deus "para julgar o cristianismo de ninguém". Nem por isso os poupa de críticas. A senadora Eliziane que o diga. "Fez a opção de ficar com a ideologia que confronta sua fé, lamentável", afirma.

Teo Hayashi, bispo da Zion Church, critica a manobra de aparecer em uma igreja durante a campanha e desaparecer pelos quatro anos seguintes. Para ele, qualquer pessoa é bem-vinda a um culto, independentemente da predileção política. O problema estaria em considerar que uma visita ou uma música gospel produz automaticamente identificação com o eleitorado evangélico.

Cita João Campos ao dizer que não seriam "duas horas num culto que vão mudar essa realidade".

O apóstolo Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo, pede cautela para não sair por aí carimbando o outro como falso cristão. "Devemos procurar sempre preservar a liberdade de expressão. Se for o caso de discordância, ter maturidade para conviver, porque esse é o verdadeiro amor cristão."

Não é de hoje que o fator religioso exerce pressão, cobrando acenos públicos de fé para evitar desgastes eleitorais. Episódio emblemático ocorreu com Fernando Henrique Cardoso durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 1985. FHC titubeou após o jornalista Boris Casoy perguntar se acreditava em Deus ("essa pergunta o senhor disse que não me faria"). Parte de sua derrota é creditada àquele dia.

Flávio Conrado, diretor de campanhas da Casa Galileia, afirma que o atual cenário combina dois movimentos.

De um lado, há igrejas reticentes em assumir publicamente uma posição de esquerda, especialmente quando lideranças nacionais caem em cima desse tipo de gesto.

De outro, ele identifica uma resistência maior a usar o púlpito para um endosso explícito ao candidato que seja. "Pode ser sinal de que esse discurso impositivo esteja perdendo força por pressão dos próprios membros, que expressam certo cansaço com a instrumentalização política do culto."

Por Anna Virginia Balloussier, Folhapress

Canadá anuncia retaliação contra EUA com tarifa de 50% sobre US$ 20 bilhões em exportações

Ministro canadense diz que alíquotas serão na mesma proporção das aplicadas pelo governo Trump sobre produtos do Canadá
Foto: Reprodução/Arquivo
O Canadá anunciou nesta terça-feira (25) que vai impor tarifas retaliatórias sobre US$ 20 bilhões (R$ 103,25 bilhões) em importações dos EUA, três dias após entrar em vigor uma taxa de 50% sobre os produtos canadenses que entram no território norte-americano.

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, divulgou uma lista de 99 páginas com cerca de 700 produtos dos EUA que estarão sujeitos a tarifas mais altas no Canadá a partir de 8 de setembro, incluindo aço, laticínios e equipamentos agrícolas.

"Como os Estados Unidos exigiram demais e ofereceram de menos, optamos por defender os canadenses", afirmou Champagne, referindo-se às negociações comerciais que fracassaram na sexta-feira.

A medida mais significativa é a duplicação das tarifas sobre o aço e o alumínio dos EUA, que passarão a 50%. Mas a lista de produtos afetados vai de rolos domésticos de papel alumínio a locomotivas ferroviárias e pontes de aço.


O Canadá imporá contratarifas de 15%, 25% ou 50% sobre os produtos, igualando as alíquotas aplicadas por Washington às mesmas categorias de exportações canadenses.

Muitos dos produtos dos EUA que o Canadá passará a taxar correspondem às exportações canadenses atingidas pelas novas tarifas do governo Trump, sobretudo nos setores de vestuário, produtos florestais e ferramentas. Mas o Canadá também está mirando bens de consumo, como lava-louças, máquinas de lavar e fogões. Uma ampla variedade de peixes, congelados e frescos, também predomina na lista.

Na segunda-feira (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Canadá ao afirmar que elevaria as tarifas sobre carros canadenses para 50%. No momento, a taxa está em 25%.

O governo canadense também anunciou um novo pacote de US$ 5,5 bilhões (R$ 28,39 bilhões) para socorrer empresas e trabalhadores canadenses prejudicados pela enxurrada de tarifas impostas por Trump.

"Nossas contratarifas equivalentes, dólar por dólar e alíquota por alíquota, bem como um pacote de apoio de vários bilhões de dólares, protegerão trabalhadores, agricultores, famílias e empresas enquanto construímos uma economia canadense mais forte, mais resiliente e mais diversificada", comentou Champagne.

A ministra da Indústria, Mélanie Joly, afirmou que o governo federal seria "flexível e adaptável" às necessidades das empresas canadenses.

Ela também pediu aos canadenses que façam sua parte, apoiando as empresas locais que sofrerão o maior impacto dessas novas medidas de Trump. "Quando você escolhe um produto canadense, não está apenas pressionando os Estados Unidos, mas também protegendo empregos no Canadá", declarou.

Trump impôs tarifas sobre US$ 20 bilhões em produtos canadenses, que entraram em vigor no sábado (22), depois que o primeiro-ministro Mark Carney suspendeu as negociações comerciais com os Estados Unidos na noite anterior.


Após o colapso das negociações, Carney reconheceu que a medida de adotar "o dolar por dólar e a alíquota por alíquota" como retaliação "aumentará os custos e reduzirá as opções para os canadenses".

Uma das principais fontes de tensão nas negociações comerciais foi a tarifa de 25% imposta pelos EUA aos automóveis canadenses —uma importante exportação do país. Nesta terça-feira, o Canadá afirmou que manteria em 25% sua tarifa retaliatória sobre carros fabricados nos Estados Unidos, bem como um sistema que permite às empresas que produzem veículos no Canadá continuar a importá-los dos EUA sem tarifas, dentro de certos limites. Os canadenses compram mais carros dos Estados Unidos do que vendem para lá.

O Canadá importa cerca de US$ 272 bilhões em produtos dos EUA por ano. Muitos economistas afirmam que, como a economia canadense tem cerca de 1/12 do tamanho da economia americana, suas tarifas retaliatórias terão o efeito de uma espingarda de chumbinho em um tiroteio. Ao mesmo tempo, segundo a maioria dos economistas, os aumentos de preços provocados pela retaliação tarifária acabarão prejudicando as empresas canadenses.

Pesquisas de opinião realizadas antes de as novas tarifas de 50% de Trump entrarem em vigor no sábado mostram amplo apoio dos canadenses à retaliação econômica. Entre os líderes provinciais, o entusiasmo com a ideia tem sido mais dividido.

Doug Ford, primeiro-ministro de Ontário —a província mais populosa e sede de grande parte da indústria canadense—, é um defensor ferrenho da retaliação. Danielle Smith, primeira-ministra de Alberta, cujo petróleo é, de longe, o principal produto de exportação do Canadá, tem defendido moderação.

Por Folhapress

TJ-BA discute estratégias em reunião do STF para combater o crime organizado

Foto: Divulgação
O fortalecimento da Justiça no combate ao crime organizado esteve no centro das discussões da reunião realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com os Presidentes de Tribunais do país. O encontro ocorreu segunda-feira (24), na sede do órgão, em Brasília. O líder do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, participou dos debates sobre estratégias, com vistas a tornar a atuação do Judiciário mais integrada e especializada no enfrentamento à criminalidade organizada.

Convocado pelo vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, o encontro reuniu presidentes de Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça Militar. Também participaram o Presidente do STF, ministro Edson Fachin, o vice-presidente do STF, ministro Mauro Campbell, e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As discussões partiram do desafio de adequar a estrutura e a atuação da Justiça à dinâmica de combate ao crime organizado, que ultrapassa fronteiras municipais e estaduais e envolve redes econômicas e territoriais cada vez mais complexas.

Entre os pontos debatidos constaram o fortalecimento da especialização da Justiça criminal, a integração entre magistrados, o uso de inteligência e análise de dados, o combate à estrutura financeira das organizações criminosas e a ampliação da cooperação entre diferentes órgãos e instituições. Também foi discutida a possibilidade de implantação de varas colegiadas para o combate ao crime organizado e de criação de varas criminais regionais.

As propostas consideram a necessidade de que a organização territorial da Justiça acompanhe a dimensão e a complexidade das atividades criminosas. Nesse contexto, o compartilhamento de informações, o uso de tecnologia e inteligência e a atuação coordenada entre diferentes unidades judiciais contribuem para respostas mais eficientes do Poder Judiciário.

O encontro também possibilitou a troca de experiências entre os Tribunais e a discussão conjunta de alternativas para enfrentar um cenário que demanda atuação cada vez mais articulada e especializada.

Por Redação

Encontro Político Em Ipiaú Reúne Lideranças Locais E Estaduais

Em evento realizado no último domingo, a política regional de Ipiaú registrou a união de importantes lideranças em prol de candidaturas para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e a Câmara dos Deputados.

O vereador Lucas de Vavá, acompanhado por todo o seu grupo político, formalizou publicamente o apoio às campanhas do deputado estadual Eduardo Alencar (PSD-BA) e do deputado Robinho (União Brasil), postulante a uma vaga como deputado federal.

Principais Destaques do Evento:

  • Aliança Forte: O apoio liderado por Lucas de Vavá fortalece a presença de Robinho e Eduardo Alencar no município e no médio rio de contas.

  • Presença de Apoiadores: O encontro contou com expressiva participação da comunidade local, lideranças comunitárias e correligionários.

  • Foco Regional: Os discursos destacaram o compromisso dos candidatos com projetos de desenvolvimento, investimentos em infraestrutura e saúde para Ipiaú e região.

24 agosto, 2026

Antonio Brito é o único deputado da Bahia que não faltou a nenhuma sessão da Câmara desde 2023- Por Redação

O deputado federal Antonio Brito (PSD)-Foto: Divulgação/Arquivo
O deputado federal Antonio Brito (PSD) é o único representante da Bahia que não registrou nenhuma falta em sessões deliberativas da Câmara dos Deputados desde o início da atual legislatura, em 2023. O dado faz parte de levantamento divulgado nesta segunda-feira (24) pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Líder do PSD na Câmara, Antonio Brito integra um grupo restrito de apenas 12 parlamentares, entre os 513 deputados federais do país, que mantiveram presença integral nas sessões consideradas pelo levantamento ao longo da atual legislatura. Os dados levam em conta as sessões deliberativas em que houve exigência de registro presencial dos parlamentares.

O resultado ganha ainda mais destaque no cenário baiano. Entre os 39 deputados federais que representam o Estado na Câmara, Brito é o único que aparece na lista dos parlamentares que não tiveram nenhuma ausênciano período analisado.

Governo alemão põe fim a programa de missões empresariais brasileiras ao país europeu

           País europeu disse ao governo brasileiro que passa por 'restrições orçamentária

O governo da Alemanha informou ao governo brasileiro que vai encerrar um programa que oferecia treinamentos, missões empresariais no país europeu e networking internacional às empresas.

O "Partnering in Business with Germany" era fruto de um convênio entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil e o Ministério para Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha.

Em julho, o governo alemão afirmou que enfrenta "restrições orçamentárias" e que as receitas não têm correspondido ao aumento dos gastos públicos. Por isso, disse que terá que descontinuar o programa para que os recursos sejam usados de uma forma mais eficiente.

A parceria entre os dois países começou em novembro de 2025 e vai terminar em 31 de dezembro de 2026, pouco mais de um ano depois. O programa era custeado inteiramente pela Alemanha.

Até agora, foi realizada apenas uma missão empresarial, em abril deste ano, que culminou na participação da delegação brasileira da Feira de Hannover Messe 2026.

Há previsão ainda de uma segunda viagem, entre 5 e 22 de outubro, para realização de reuniões individuais e coletivas com empresas alemãs, participação de treinamentos, além de uma visita à feira Motek 2026.

Apesar do anúncio de fim do programa, a viagem está mantida. Segundo o governo alemão, o que já foi previamente acordado será implementado conforme o previsto.
Por Gabriela Echenique/Ricardo Della Coletta/Folhapress


25 cirurgiões gerais do Hospital Roberto Santos informam ao Cremeb desligamento coletivo após atrasos de pagamento

O diretor do DEPMED e a advogada Ana Caroline Amoedo

O atraso sucessivo de pagamentos, que chegou a cinco meses sem remuneração, foi um dos motivos que levaram 25 cirurgiões gerais do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) a decidirem pelo desligamento programado das escalas da unidade. Para comunicar formalmente a situação, o grupo de médicos, representado por sua advogada, Ana Caroline Amoedo, reuniu-se com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), na última segunda-feira (17), na sede da entidade, onde foi recebido pelo conselheiro diretor do Departamento de Defesa das Prerrogativas do Médico (DEPMED), Dr. José Abelardo de Meneses.Além do atraso salarial, outros problemas decorrentes da inadimplência foram compartilhados com o Cremeb, como o desfalque progressivo das escalas – oriundo do desligamento de outros plantonistas -, que gera sobrecarga aos médicos. A defasagem remuneratória, uma vez que os vencimentos não são compatíveis com as atividades de alta complexidade, também é um problema enfrentado pelos médicos do HGRS, de acordo com o que foi relatado na reunião e registrado nos documentos entregues pela advogada ao Conselho.A reunião com a autarquia federal foi solicitada pelos médicos para buscar apoio e atuação institucional do Cremeb, como mais uma tentativa de dirimir os reflexos da inadimplência não somente para os profissionais, mas também para a população, que pode sofrer com a descontinuidade de um serviço público essencial de saúde. O grupo registra ainda as reiteradas manifestações sobre os temas supracitados junto à gestão do hospital – tanto sobre o atraso salarial quanto sobre o desfalque nas escalas -, que, de acordo com sua representante legal, seguem sem solução efetiva até o momento.“Essa é uma situação que tem preocupado muito o Cremeb, sobretudo porque as demandas relacionadas à inadimplência dos honorários médicos vêm aumentando de forma significativa. Além de prejudicar diretamente o profissional, que também tem família, compromissos e responsabilidades que dependem da sua remuneração, esse tipo de situação pode gerar desassistência à população, atingindo principalmente os pacientes mais necessitados e os usuários do Sistema Único de Saúde. É fundamental que as autoridades e os gestores cumpram os compromissos e as obrigações legalmente estabelecidos, garantindo aos médicos o pagamento pelos serviços que efetivamente prestaram” explica Dr. José Abelardo de Meneses.

Dr. Abelardo informou que, no mesmo dia que recebeu a denúncia, o Cremeb oficiou o subsecretário da Saúde do Estado da Bahia, Paulo Barbosa, o superintendente da Superintendência de Atenção Integral à Saúde (SAIS), Karlos Figueredo, e o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio das promotoras de Justiça Rocío Garcia Matos, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (Cesau), e Rita Tourinho, coordenadora do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa (CAOPAM).

https://www.cremeb.org.br/

Angelo Coronel nega ser bolsonarista e afirma que seu partido é a Bahia: "Não tenho presidente de estimação"

Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O senador Angelo Coronel negou, nesta segunda-feira (24), ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.

"Meu partido é a Bahia. Não tenho presidente ou governador de estimação. Se eu sou senador, é porque o povo baiano votou em mim. Não estou aqui para enganar o povo da Bahia", disse ele ao BN.

Além disso, o senador afirmou que, independentemente de quem for eleito para a Presidência da República em 2027, estará ao lado do chefe do Executivo nacional para defender os interesses da Bahia, caso seja eleito senador em 2026.

"Qualquer presidente que assumir a República a partir de 2027, e eu estando senador, 
estarei ao lado dele defendendo as pautas da Bahia, independentemente do partido", detalhou.

Carter Center volta atrás e planeja enviar missão eleitoral ao Brasil

Foto: Antonio Augusto/TSE/Arquivo
Cerca de 20 dias depois de ter comunicado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que não enviaria uma missão de observação ao Brasil em 2026, o Carter Center voltou atrás e decidiu escalar uma equipe de especialistas para acompanhar o pleito de outubro.

Trata-se da única organização americana convidada pelo TSE a analisar as eleições.

De acordo com pessoas que acompanham o tema, o Carter Center pleneja focar seu trabalho no sistema eletrônico de votação e em educação eleitoral. Ao final do processo, os especialistas do centro produzirão um relatório sobre essas duas áreas.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, tem defendido a interlocutores a necessidade de ampliar o monitoramento internacional das eleições para blindar o processo contra possíveis questionamentos aos resultados e às urnas.

Em 17 de agosto, Kassio recebeu em Brasília representantes de dezenas de embaixadas estrangeiras e disse que as missões internacionais de observação "avaliarão a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais brasileiras".

Na ocasião, ele não citou o Carter Center entre as organizações que compareceriam justamente porque a corte já havia sido comunicada da impossibilidade da organização de participar.

"Neste pleito, tal qual vem sendo feito desde as eleições de 2018, as missões internacionais de observação poderão acompanhar oficialmente diferentes etapas do processo eleitoral, incluindo cerimônias públicas de auditoria, preparação das urnas eletrônicas, votação, apuração e totalização de votos", disse Kassio.

Fundado em 1982 pelo ex-presidente americano Jimmy Carter (1924-2024) e por sua esposa, Rosalynn (1927-2023), o Carter Center tem vasta experiência na área de observação eleitoral, tendo organizado mais de cem missões em 40 países.

No Brasil, o Carter Center atuou como observador da eleição de 2022 —quando o presidente Lula (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL).

Naquela disputa, a missão foi formada por quatro especialistas, durou dois meses e contribuiu para a estratégia do TSE de usar entidades internacionais para rebater o discurso bolsonarista contra as urnas eletrônicas.

A expectativa é que, faltando seis semanas do primeiro turno, a missão de 2026 seja composta pelo mesmo número de pessoas.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o Carter sofre as consequências da crise generalizada de financiamento das agências internacionais de desenvolvimento e cooperação. Diante desse quadro, a direção do Carter havia optado por centrar os recursos disponíveis, agora mais limitados, em outros processos eleitorais.

A entidade recebe doações de governos, indivíduos, empresas, fundações e agências internacionais. Historicamente, os Estados Unidos são um doador relevante, seja pela Usaid (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) ou diretamente pelo Departamento de Estado (semelhante ao Ministério de Relações Exteriores).

Países como Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Bélgica e União Europeia também fazem parte da lista de contribuintes.

Algumas das fundações que costumavam apoiar missões internacionais alegaram que estavam priorizando ações emergenciais e humanitárias a partir da crise desencadeada com a decisão de Trump de fechar a Usaid.

Outro obstáculo foi a decisão da União Europeia de organizar uma missão própria, que participará pela primeira vez de um pleito brasileiro. Como parte das doações ao Carter vem de governos europeus, alguns desses países preferiram direcionar recursos para a missão da UE.

O Carter Center não pode aceitar recursos do governo ou de qualquer instituição no país onde realiza a observação.

As eleições brasileiras devem ter como principais observadores internacionais a OEA (Organização dos Estados Americanos) e a União Europeia.

Além do Carter Center, a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais), a Liga Árabe e o Parlasul também devem enviar missões.

Por Ricardo Della Coletta, Folhapress

Lula conversou com Erdogan sobre 'temas bilaterais e assuntos globais', afirma Secom

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Turquia, Recep ErdogaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou nesta segunda-feira, 24, com o presidente da Turquia, Recep Erdogan, informou o governo brasileiro.

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) no início da tarde desta segunda-feira, 24, a conversa foi sobre "temas bilaterais e assuntos globais".

"Os dois presidentes acordaram a criação de um Conselho Estratégico, em nível de vice-presidentes, para elaborar um mapa do caminho para o aprofundamento das relações bilaterais. Ambos celebraram a recente ratificação, pelos Parlamentos dos dois países, do Acordo de Cooperação em Indústria de Defesa", informou a Secom.

O governo brasileiro também afirmou que Lula disse a Erdogan que o Brasil "tenciona ampliar investimentos na área de defesa e expressou interesse em fomentar parcerias entre empresas brasileiras e turcas nesse setor". O petista tem falado cada vez mais em seus discursos públicos sobre sua vontade de ampliar os investimentos nas áreas de defesa.

Lula e Erdogan concordaram com o envio à Turquia de uma delegação brasileira chefiada pelos ministros da Defesa, José Múcio, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para discutir o assunto.

Os dois presidentes também conversaram sobre os conflitos ao redor do mundo, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Erdogan ainda convidou Lula para participar da COP 31, em novembro, na Turquia. O petista aceitou o convite.

Diferente de comunicados de outros telefonemas de Lula com chefes de Estado, a Secom não informou quanto tempo durou a ligação entre os dois. Na semana passada, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula conversou por cerca de uma hora e 20 minutos.

Por Gabriel Hirabahasi e Gabriel de Sousa, Estadão Conteúdo

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