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08 novembro, 2026

PF investiga ameaças contra deputada federal eleita em Minas Gerais

Brasília/DF. A Polícia Federal investiga ameaças divulgadas pela deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Federal em Divinópolis/MG, com apoio técnico especializado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF).

As medidas investigativas já foram iniciadas e incluem diligências especializadas e pedidos de cooperação policial internacional para obtenção de informações que possam contribuir para a identificação dos responsáveis.

A Polícia Federal possui experiência na investigação de ameaças praticadas por meios eletrônicos contra autoridades, parlamentares, agentes públicos e outras pessoas de elevada exposição pública. Nos últimos anos, a instituição participou de investigações que resultaram na identificação e responsabilização de autores que utilizavam recursos tecnológicos para dificultar sua identificação.

Em outubro de 2026, a Operação Aggregatio permitiu identificar o responsável por ameaças e outras condutas criminosas praticadas pela internet contra parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados. A investigação demonstrou que ocorrências inicialmente tratadas como independentes possuíam origem comum, identificada a partir do emprego de técnicas especializadas de investigação digital.

Em razão do sigilo necessário à preservação das investigações, não serão divulgados detalhes das diligências em andamento.

A Polícia Federal ressalta que ameaças dirigidas a qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade, mediante avaliação de risco e adoção das medidas de proteção consideradas necessárias pelas autoridades competentes.

A instituição continuará atuando em cooperação com órgãos nacionais e parceiros internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

FICCO/PR prende motorista com mais de 60 quilos de maconha na BR-282 em Chapecó/SC

Entorpecente estava escondido no porta-malas de um veículo; suspeito tentou fugir a pé ao perceber a aproximação policial.
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) prendeu em flagrante, no sábado (7/11), um que transportava 60,7 quilos de maconha no município de Chapecó.

A abordagem ocorreu no quilômetro 548 da BR-282, após análise de risco indicar a necessidade de fiscalização do veículo.
Durante as diligências, com base em informações da FICCO/PR, policiais rodoviários federais localizaram o automóvel estacionado às margens da rodovia, próximo a um restaurante. Ao se aproximarem para realizar a abordagem, foram informados de que o motorista estava no estabelecimento buscando uma refeição.

Quando percebeu a aproximação da equipe policial, o homem tentou fugir a pé, mas foi acompanhado e detido pelos agentes.

Questionado sobre o motivo da fuga, o motorista informou que havia maconha no porta-malas do veículo. Durante a vistoria, os policiais localizaram diversos volumes contendo o entorpecente.

O homem foi preso em flagrante O veículo e a droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Chapecó, onde a pesagem oficial confirmou 60.700 gramas de maconha.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

PF e Polícia Militar apreendem carga de cigarros contrabandeados em Foz do Iguaçu

Veículo foi localizado após monitoramento de uma embarcação que atravessou o Rio Paraná vinda do Paraguai
Foz do Iguaçu/PR. Na noite de quinta-feira (5/11), equipes da Polícia Federal e da Polícia Militar, durante monitoramento do Rio Paraná, identificaram uma embarcação realizando a travessia do Paraguai para o Brasil, por meio de um porto clandestino em Foz do Iguaçu/PR.

Na sequência, os policiais visualizaram um veículo ingressando no local e, pouco depois, deixando a área. O automóvel passou a ser acompanhado pelas equipes e foi abordado.

Ao perceber a aproximação policial, o condutor abandonou o veículo e fugiu em direção a uma área de mata.

Durante a vistoria, foram encontradas 15 caixas de cigarros de origem clandestina, distribuídas no porta-malas e nos bancos traseiros do carro.

O veículo e a carga foram encaminhados à Receita Federal do Brasil (RFB).
Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Fachin prevê fim imediato do inquérito das fake news assim que receber pedido da PGR Por Ana Pompeu / Folhapress 08/11/2026 às 14:40

A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve pedir na próxima semana o arquivamento do inquérito das fake news, pavimentando o caminho para que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, encerre um dos capítulos mais controversos da história recente da corte.

Aberta em 2019, a investigação se tornou um dos principais instrumentos de poder do Supremo e, sobretudo, do ministro Alexandre de Moraes, que a usou para mirar aliados de Jair Bolsonaro (PL) e acumular influência dentro e fora do tribunal. Agora, segundo interlocutores, Fachin quer dar um fim ao caso o quanto antes.

Segundo dados obtidos pela reportagem, o inquérito mãe e suas ramificações resultaram em apenas oito denúncias apresentadas pela PGR e efetivamente ligadas à motivação inicial da investigação: crimes de injúria, calúnia, difamação ou ameaças a ministros do STF, em um amplo universo de procedimentos iniciados por Moraes —inclusive de ofício, ou seja, sem pedido do Ministério Público.

Além disso, esse levantamento mostra 220 arquivamentos e 11 casos enviados às instâncias inferiores. Os dados ainda consideram processos referentes aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, entregues a Moraes em uma cadeia de conexão com o das fake news. Nesse conjunto, seriam 2.015 denúncias contra incitadores, financiadores e executores, além daqueles que bloquearam rodovias no país após o resultado das urnas em 2022.

Apenas o inquérito inicial, de número 4.781, soma cerca de 12 mil páginas. Segundo pessoas a par do caso, boa parte do material é de prints de redes sociais, reportagens, depoimentos e quebras de sigilo, que incluem dados bancários e telemáticos.

A tarefa de organizar esse conteúdo e definir os encaminhamentos se tornou um dos últimos capítulos da investigação. A primeira missão da Presidência foi digitalizar todo o material, mantido em papel por Moraes.

A falta de transparência foi uma característica marcante. Em maio de 2020, reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que a íntegra dos autos estava acessível apenas aos policiais federais envolvidos e ao relator. Procuradores, advogados e até ministros tinham acesso limitado. A situação é relatada ainda hoje.

Sob reserva, um advogado que atua no caso desde o início e representa uma figura de destaque disse ter "desistido" de pedir acesso aos autos há mais de três anos. Segundo ele, Moraes respondia aos pedidos, no geral, com fotocópias de trechos do material ou negava, afirmando que ainda havia diligências a serem cumpridas. O próprio cliente teria pedido o freio: "Se houvesse materialidade, uma denúncia teria sido apresentada".

O inquérito foi comandado por Moraes até 9 de setembro, quando Fachin o avocou com o objetivo de encerrá-lo. Dias antes, o ministro já havia defendido publicamente a medida como resposta institucional à crise do tribunal com os desdobramentos do caso Banco Master.

Moraes enviou então à Presidência os casos sem denúncia apresentada: no total, 104. O ministro ainda conduz processos e, portanto, o universo completo do inquérito das fake news segue desconhecido.

Não são públicas ainda informações sobre quantas investigações foram abertas, quais foram os alvos, quantos têm foro especial no STF para justificar a tramitação na corte, quantas medidas cautelares foram determinadas —como bloqueio de bens, de redes sociais, proibição de deixar o país, quais ataques ao STF foram comprovados.

O presidente afirmou que todos os procedimentos vão passar por análise individualizada. Fachin já vem arquivando casos, como contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e o jornalista Guilherme Fiuza. No fim de outubro, Fachin encerrou mais cinco investigações derivadas. Entre os motivos apontados estavam falta de provas, prescrição e esgotamento das diligências.

De acordo com a presidência do STF, por meio de assessoria, no momento "a prioridade é avaliar o cumprimento da finalidade do inquérito e dos procedimentos a ele vinculados". Em seguida, o gabinete deve divulgar o número de pessoas envolvidas, se elas têm ou não foro no tribunal, o número de cautelares e de que tipo.

Fachin já afirmou ter intenção de garantir ampla publicidade dos atos, respeitando os limites legais de sigilo. A divulgação de um balanço consolidado permitiria, pela primeira vez, avaliar resultados e os métodos aplicados durante os anos de investigação.

Mas a medida também provoca receio em interlocutores do STF, justamente pelo volume de informações obscuras dos autos e pela possibilidade de as críticas contra o tribunal retomarem fôlego, assim como de os questionamentos sobre a conduta de Moraes se mostrarem pertinentes.

O arquivamento não deve significar que Moraes estará desarmado. A leitura, nos bastidores, é a de que o ministro deve replicar o modelo do inquérito das fake news em outros casos. Nenhum deles, porém, reúne a amplitude, a excepcionalidade e a facilidade para atuação do primeiro.

Um exemplo é a ADPF das Favelas, ação originalmente destinada a limitar operações policiais no Rio de Janeiro, berço do bolsonarismo. Sob a relatoria de Moraes, o processo passou a servir de fundamento para a abertura de investigações autônomas e conexas sobre o crime organizado.

Outra possibilidade mencionada é o inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas, plataformas de apostas e movimentações financeiras.

Com o passar dos anos, o inquérito das fake news foi usado para a distribuição de outros procedimentos a Moraes, sem sorteio, incluindo apurações sobre milícias digitais, atos antidemocráticos e ataques às instituições, como os de 8 de Janeiro.

A investigação concentrou episódios de grande repercussão e diferentes escopos. Ainda em abril de 2019, Moraes determinou a retirada de reportagem da revista Crusoé e do site O Antagonista sobre uma menção a Dias Toffoli em um documento relacionado à operação Lava Jato. A decisão foi posteriormente revogada.

Em setembro daquele ano, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi alvo de busca e apreensão após revelar ter cogitado matar o ministro Gilmar Mendes. Em maio de 2020, outra operação atingiu empresários, políticos e blogueiros do entorno bolsonarista, do chamado "gabinete do ódio". Em fevereiro de 2021, o então deputado federal Daniel Silveira foi preso após publicar um vídeo com ameaças aos ministros.

Mais recentemente, Moraes mirou no vazamento de dados sigilosos de ministros e de seus familiares no âmbito do caso do Banco Master. Não foram divulgados os nomes das vítimas, mas a Folha apurou que a advogada Viviane Barci, mulher do ministro, era uma delas.

A abertura do inquérito provocou questionamentos desde o início. Críticos apontaram que a corte assumia simultaneamente posições de vítima dos supostos crimes, responsável pela investigação e instância julgadora.

Mas Moraes teve apoio de boa parte da corte nesse período. Ministros enxergavam a apuração como um escudo de proteção do STF diante da escalada da extrema direita. Nos últimos meses, porém, mesmo colegas que reconheciam seu papel passaram a discutir a necessidade de encerrá-la.

Por Ana Pompeu / Folhapress

PF prende passageiro com anabolizantes, peptídeos e substâncias emagrecedoras no aeroporto de Cascavel/PR

     Carga com centenas de produtos de importação irregular tinha como destino Salvador/BA

Cascavel/PR. A Polícia Federal prendeu, na manhã deste sábado (7/11), um passageiro que tentava embarcar no Aeroporto de Cascavel/PR transportando três malas com substâncias medicamentosas e uma mochila com produtos eletrônicos de origem estrangeira.

Durante a fiscalização, os policiais encontraram aproximadamente 320 unidades de substâncias anabolizantes, 70 caixas de peptídeos e 460 frascos de substâncias emagrecedoras, todos introduzidos irregularmente no país.

Além dos produtos, o passageiro transportava dois relógios digitais e outros aparelhos celulares, cuja regularidade da importação ainda será verificada.

De acordo com as apurações preliminares, a carga tinha como destino a cidade de Salvador/BA.

O homem foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia da Polícia Federal para os procedimentos cabíveis. Os produtos apreendidos foram encaminhados à Receita Federal, para as providências fiscais pertinentes.

Comunicação Social da Polícia Federal em Cascavel/PR

PF, GEFRON e PM/AC apreendem drogas, cigarros e roupas de origem estrangeira no Acre

Ação integrada resultou na apreensão de 85,7 kg de skunk, cerca de 46 mil maços de cigarros e 40 mil peças de vestuário, além da prisão de três pessoas
Rio Branco/AC. Na noite de sexta-feira (6/11), uma ação integrada entre a Polícia Federal, o Grupo Especial de Fronteira (GEFRON) e a Polícia Militar do Estado do Acre resultou na apreensão de 85,7 kg de maconha do tipo skunk, aproximadamente 46 mil maços de cigarros e cerca de 40 mil peças de vestuário de origem estrangeira, além da prisão de três pessoas.

A ação ocorreu durante atividades de fiscalização e combate aos crimes transfronteiriços na região de fronteira do Acre. Na ocasião, foram abordados dois caminhões que transportavam as mercadorias ilícitas provenientes da faixa de fronteira.

As pessoas presas e os materiais apreendidos foram encaminhados às autoridades competentes para a adoção dos procedimentos cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal no Acre

PF e forças de segurança apreendem medicamentos e anabolizantes no Paraná

Caminhonete com cerca de 1.400 caixas de produtos irregulares foi localizada em Santa Tereza do Oeste/PR
Cascavel/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná e o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), com apoio aéreo do Comando de Aviação da Polícia Militar do Paraná (COMAV), apreendeu, na tarde deste sábado (7/11), uma caminhonete carregada com medicamentos, anabolizantes e produtos utilizados para emagrecimento, em Santa Tereza do Oeste/PR.

No interior do veículo, foram encontradas aproximadamente 1.400 caixas de produtos, sendo cerca de 560 caixas de canetas emagrecedoras, 740 caixas de anabolizantes e 100 caixas de outros medicamentos.

O veículo e os produtos apreendidos foram encaminhados à Receita Federal, em Cascavel/PR, para os procedimentos cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal em Cascavel/PR

PF prende norte-americano procurado internacionalmente por suspeita de subtração de menor

Florianópolis/SC. A Polícia Federal prendeu, neste sábado (7/11), em Florianópolis/SC, um norte-americano procurado internacionalmente pela Justiça dos Estados Unidos por suspeita de subtração de uma menor, sua filha de três anos de idade.

De acordo com as informações encaminhadas pelas autoridades norte-americanas, o investigado é suspeito de tê-la retirado ilegalmente da guarda materna, levando-a para o Brasil em descumprimento de decisões judiciais proferidas naquele país.

A prisão foi decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para fins de extradição, menos de 24 horas após a Polícia Federal receber informações encaminhadas pelas autoridades norte-americanas sobre a localização do foragido. Em uma resposta rápida e coordenada, o investigado foi localizado e preso em Florianópolis, em uma pousada situada na região da Lagoa da Conceição.

A ação foi resultado do trabalho de cooperação internacional da Polícia Federal com autoridades dos Estados Unidos e contou ainda com apoio da Embaixada norte-americana no Brasil e de seus consulados.

Após os procedimentos de polícia judiciária, o homem foi encaminhado ao sistema prisional catarinense, em que permanecerá à disposição da Justiça brasileira durante a tramitação do processo de extradição.

O Conselho Tutelar de Florianópolis foi imediatamente acionado e promoveu o acolhimento da criança, que permanecerá sob proteção até a conclusão dos procedimentos necessários para seu retorno à convivência da genitora.

Comunicação Social da Polícia Federal em Santa Catarina

Itaipu aciona Ministério Público do Paraguai para recuperar US$ 182 milhões depositados no Ueno

A administração paraguaia da Itaipu Binacional informou neste sábado, 7, que iniciou medidas legais perante o Ministério Público do Paraguai para recuperar recursos depositados no Ueno Bank. Em comunicado publicado em seu perfil oficial na rede X, a hidrelétrica afirmou que também acompanha os procedimentos do Banco Central do Paraguai (BCP) e pretende esgotar as possibilidades legais e administrativas para reaver o dinheiro. A empresa não informou quanto espera recuperar nem estabeleceu prazo para a devolução.

Segundo o comunicado, Itaipu mantinha cerca de US$ 182 milhões no Ueno Bank em 3 de novembro. Desse total, US$ 163,8 milhões estavam denominados em dólares e 115,2 bilhões em guaranis, equivalentes a aproximadamente US$ 18 milhões, em moeda paraguaia. A empresa começou a operar com a instituição financeira em janeiro de 2025.

Os depósitos representavam 7,6% dos mais de US$ 2,4 bilhões recebidos pelo Paraguai em repasses do Brasil entre 2024 e 2026. Segundo Itaipu, os valores incluem recursos recebidos da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), estatal paraguaia, e transferências entre contas da própria hidrelétrica para atender a obrigações contratuais e compromissos previstos em convênios.

A situação envolve a gestão financeira da margem paraguaia da Itaipu, empresa pertencente conjuntamente ao Brasil e ao Paraguai. Em nota enviada à imprensa na sexta-feira, 6, a administração brasileira esclareceu que "não há recursos financeiros sob gestão da margem brasileira depositados ou aplicados no Ueno Bank". Segundo a nota, a administração das aplicações respeita as competências de cada lado da binacional.

No comunicado deste sábado, a administração paraguaia afirmou que mantém recursos exclusivamente em instituições financeiras legalmente habilitadas, com classificação de risco AAApy ou Aapy, ou equivalente, previamente aprovadas por sua Diretoria Executiva. Também informou que a gestão financeira de suas disponibilidades gerou rendimentos superiores a US$ 450 milhões entre 2024 e 2026. O valor se refere ao conjunto dos recursos administrados no período, e não exclusivamente aos depósitos no Ueno Bank.

A hidrelétrica afirmou que a situação "não afeta o desenvolvimento normal das atividades" da empresa. Na nota de sexta-feira, a administração brasileira também informou que a operação da usina continua normalmente, sem impacto na produção e no fornecimento de energia elétrica.

Por Gabriel Azevedo / Estadão Conteúdo

Fiscais são alvo de tiros em operação da PF, do Ibama e da Funai contra desmatamento ilegal

Uma equipe de fiscalização foi alvo de tiros, sexta-feira, 6, durante a Operação Lenha Fria, que combate a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Sete de Setembro, entre os municípios de Cacoal (Rondônia) e Rondolândia (Mato Grosso).

A ação ocorreu de forma conjunta entre as equipes da Polícia Federal (PF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Segundo informações divulgadas pela PF neste sábado, 7, uma pessoa foi presa em flagrante sob suspeita de desmatamento ou exploração ilegal de floresta em terra de domínio público. Um trator e duas motocicletas, utilizadas no esquema, foram encontradas e inutilizadas no próprio local pelo Ibama, assim como 14 toras de madeira. Além disso, houve apreensão de dois celulares, uma antena de internet via satélite e uma motosserra

Os tiros foram disparados quando a equipe de fiscalização deixava a Terra Indígena Sete de Setembro, se deparando com árvores derrubadas para bloquear parcialmente a estrada. Ninguém se feriu, e o fato está sendo apurado pela Polícia Federal.

"A Terra Indígena Sete de Setembro é terra tradicionalmente ocupada pelo povo Paiter Surui. Por ser bem da União, a retirada de madeira sem autorização do órgão competente constitui crime de competência da Justiça Federal. O preso foi autuado em flagrante", conclui o comunicado da PF de Rondônia.

Por André Carlos Zorzi / Estadão Conteúdo

07 novembro, 2026

Flávio Bolsonaro diz que Nunes Marques 'não sabe do que está falando' sobre a eleição-Por Folhapress

Foto: Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse ao jornal norte-americano The Washington Post que o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, "não sabe do que está falando" ao dizer que as eleições no Brasil foram justas e ao reconhecer a vitória do presidente Lula (PT).
"Eu garanto a vocês que ele não sabe do que está falando", disse Flávio ao jornal. O senador, derrotado por uma diferença de 4,4 milhões de votos no segundo turno, concedeu entrevistas, nos últimos dias, também ao The New York Times e à Folha.

Ao Post, reafirmou, sem apresentar provas, a tese de que houve fraude eleitoral. "Nem eu, nem vocês, nem ninguém que esteja assistindo, nem o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pode afirmar com 100% de certeza que não houve fraude."

Nunes Marques confirmou a reeleição de Lula no fim da noite de 25 de outubro, data do segundo turno, após a apuração dos votos. Ele telefonou tanto para Lula quanto para Flávio para comunicar o resultado. A reportagem destaca que o ministro foi indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio.

Na conversa com o Post, Flávio não detalhou planos para o futuro próximo. "Ainda é muito cedo para tomar qualquer decisão definitiva", afirmou. "Mas, obviamente, o que preciso fazer agora é regularizar minha situação imigratória e, bem, pensar no que vou fazer."

Flávio manteve o silêncio acerca da rota que usou para a fuga do Brasil. "Nunca vou falar sobre o caminho que fiz", afirmou, repetindo frase dita ao jornal The New York Times.

O Post citou uma fonte, um integrante da área de segurança brasileira, que disse, sob condição de anonimato, que a polícia investiga se uma rede de agentes americanos, argentinos e israelenses ajudou o senador a deixar o país.

O senador recebeu a equipe do jornal de Washington, capital dos Estados Unidos, em um espaço de coworking em Aventura, ao norte de Miami, na Flórida. O texto afirma que Flávio passa por um choque mental e físico, vivendo em um país onde fala pouco do idioma, sem certeza se conseguirá voltar ao Brasil.

Na entrevista, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, "está convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena".

Flávio disse ao jornal que um dos motivos para ir aos EUA foi para poder sustentar a tese de fraude sem medo de ser preso.

Como exemplo de que as instituições brasileiras não funcionam, ele citou os caminhos diferentes do pai e de Trump. Os dois contestaram, sem provas, derrotas eleitorais e foram acusados de incitar ataques violentos para tentar reverter o resultado, mas só Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, acabou preso. Trump voltou ao poder.

"As instituições americanas ainda funcionam. Já no Brasil, deixaram de funcionar", disse Flávio.