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14 setembro, 2026

Crise do STF ameaça contaminar Congresso, e parlamentares temem vazamentos generalizados

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e André Mendonça, que estão em conflito diante do caso do Banco Master
Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
A crise institucional do STF (Supremo Tribunal Federal) levou a cúpula do Congresso temer vazamentos generalizados a partir da investigação do Banco Master. O receio de serem pegos no fogo cruzado entre ministros da corte aumentou nesta segunda-feira (14), com a operação da Polícia Federal contra um deputado aliado do relator do caso, ministro André Mendonça.

A avaliação de lideranças do centrão ouvidas sob reserva pela Folha é a de que o Congresso pode se tornar o principal alvo do efeito colateral da disputa do STF. Esse receio se consolidou com a pressão do presidente Lula (PT) para a quebra geral do sigilo do caso Master, o que foi atendido parcialmente pelo presidente do tribunal, Edson Fachin.

Tal possibilidade era tratada como uma caixa de Pandora com chance de tumultuar a eleição nos estados com o caso Master. O incômodo foi reforçado neste fim de semana, quando parte da cúpula da Câmara teve os nomes citados em uma lista encontrada numa churrasqueira da casa do senador piauiense Ciro Nogueira, presidente do PP.

O papel foi encontrado durante uma operação para averiguar a relação do senador com o Master. Nogueira e Daniel Vorcaro conversavam e viajavam juntos, e o ex-banqueiro chegou a pagar despesas do senador, segundo a PF. Os nomes de parlamentares do centrão e do PL foram encontrados num papel ao lado de números que somam 100.

Nesta segunda, o alerta vermelho foi ligado com a operação autorizada por Flávio Dino, relator do caso sobre desvios e falta de transparência de emendas parlamentares, contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). O congressista é um dos principais aliados de Mendonça no Legislativo.

Mendonça e Dino fazem parte de grupos adversários no STF, que agora estão em guerra por causa do Banco Master. A operação foi interpretada por políticos como um novo capítulo da batalha travada pelas alas divergentes do Supremo.

Nesse sentido, parlamentares temem que o Congresso seja alvo tanto de efeitos colaterais da investigação do Master quanto de ações deliberadas de ministros. Na avaliação dos congressistas, os magistrados podem agir contra Legislativo tanto para atacar uns aos outros quanto para tirar atenção da crise institucional enfrentada pela própria corte.

Além de indícios de corrupção, deputados e senadores temem serem envolvidos nas revelações sobre as festas promovidas por Vorcaro e aliados. A partir de dados obtidos pela PF, por exemplo, foi publicizado um evento privado promovido pelo banqueiro em 2023, no Madame Satã, com 120 mulheres e 20 autoridades e empresários.

Foram citados como convidados o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o ministro do STF Dias Toffoli, o senador Ciro Nogueira, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Wesley Batista. Todos negam ter participado. Não há registros da festa.

Qualquer reação do Congresso, porém, só deve ocorrer após a eleição. Líderes relatam dificuldade de articulação num momento em que deputados e senadores estão em suas bases eleitorais—a prioridade é garantir a própria reeleição.

A curto prazo, o centrão avalia que a guerra entre ministros e os efeitos colaterais contra o Congresso seguirão até a eleição. Integrantes do bloco dizem acreditar que a disputa presidencial será influenciada pelo grupo que vencer o cabo de guerra do STF.

Se a ala do ministro Alexandre de Moraes vencer, Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai e tem diálogos com o banqueiro, tende a ser o maior prejudicado. Se Mendonça vencer, o governo Lula tende a se afundar na crise pela associação com Moraes, ainda de acordo com essas lideranças do centrão.

O bloco estuda como agir depois do pleito. O deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA), um dos citados no papel achado na casa de Ciro Nogueira, defendeu a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre os vazamentos da PF.

Sob reserva, lideranças do centrão dizem entender que é preciso uma "pacificação" para conter a crise institucional. Eles avaliam que a própria crise sobre os relatores —Toffoli deixou o comando do caso após ter relação com Vorcaro exposta, e Mendonça é criticado por agir politicamente— abre espaço para um pedido de anulação de processos do Master.Por Augusto Tenório, Folhapress

Mendonça vê tentativa de intimidação em operação autorizada por Dino

Foto: Antonio Augusto/STF/Arquivo
                            O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça viu a operação deflagrada nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal contra um deputado como mais uma tentativa de intimidá-lo diante da crise sem precedentes em que vive a corte.

A aliados, o ministro diz que a ação foi mais uma forma de tentar constrangê-lo. Isso porque o alvo foi o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), próximo dele. Cezinha foi um dos principais cabos eleitorais da nomeação do ministro ao STF.

A operação desta segunda foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes dentro do STF. Os investigadores citam "comercialização de influência" do deputado junto aos tribunais superiores.

A avaliação de Mendonça é que o grupo de Moraes tem tentado de todas as formas desgastar o ministro, que é relator do caso Master no Supremo.

O ministro tem dito, nos bastidores, que as sucessivas tentativas aumentaram após o presidente do STF, ministro Edson Fachin, marcar o julgamento que pode afastar Moraes.

A sessão está prevista para esta terça-feira (15), às 10h. O julgamento será público, mas ainda há dúvidas sobre quem vota. Além disso, ministros já discutem pedir vistas do processo para adiar uma definição.

por Dino Por Gabriela Echenique, Folhapress

João Roma prevê vitória com “barba, cabelo e bigode” da oposição na Bahia e comemora liderança de Flávio nas pesquisas

Foto: Divulgação
O presidente do PL na Bahia e candidato a senador, João Roma, afirmou que a oposição poderá fazer “barba, cabelo e bigode” nas eleições deste ano no estado, com a eleição de ACM Neto (União) para o governo e dele próprio e de Angelo Coronel (Republicanos) para o Senado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio UP FM, de Vitória da Conquista.

Roma disse estar “esperançoso” não apenas em superar o ex-governador Jaques Wagner (PT) na disputa pelo Senado, mas em alcançar um resultado amplo para o campo oposicionista. Segundo ele, a avaliação é baseada no que tem observado nos eventos políticos realizados na Bahia e no que classifica como um sentimento de mudança entre os eleitores.

“Estou esperançoso não é em passar o [Jaques] Wagner, não. Estou esperançoso que a gente faça barba, cabelo e bigode nessas eleições porque da forma que a gente tem visto os eventos, acho que a gente vai ter resultados muito animadores”, afirmou.

Para o presidente do PL baiano, a disposição de mudança do eleitorado vai além da identificação pessoal com determinado candidato. “O sentimento de mudança é mais que simpatia a um candidato”, declarou.Na entrevista, Roma também comentou a agenda que o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro terá em Vitória da Conquista na próxima quinta-feira (17). Segundo ele, a programação será uma oportunidade para aproximar o senador dos eleitores baianos e permitir que ele conheça melhor as particularidades do estado.

Roma lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro já realizou uma programação semelhante na região e avaliou positivamente a presença de Flávio.

“Mais uma vez, e assim como o pai dele também fez uma programação bem parecida como essa, ficou muito feliz. Da mesma maneira, nós sabemos que existem muitos apoiadores, não só em Conquista, mas em toda a região”, afirmou.

João Roma também comemorou o desempenho de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República e destacou o crescimento do candidato nas pesquisas. Durante a entrevista, Roma citou o levantamento divulgado nesta segunda (14), no qual Flávio aparece dois pontos à frente do atual presidente.

Para Roma, o avanço é resultado de uma campanha que tem conseguido dialogar com os problemas enfrentados diariamente pela população. “Eu acho que o Flávio está acertando muito na comunicação dele, falando de problemas que realmente fazem parte do dia a dia do brasileiro, quando ele vai no supermercado, quando ele mostra a importância de a gente estar tendo uma responsabilidade fiscal”, afirmou.

Ao explicar por que acredita na possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, Roma citou a avaliação que faz sobre o desempenho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o atual governo teria perdido a capacidade de apresentar aos eleitores uma perspectiva de melhora para o país.

“Hoje o que eu observo é que de fato as pessoas estão percebendo com clareza que o atual governo não consegue sequer hoje levar adiante o discurso da esperança para as pessoas.”

Roma afirmou que, em suas conversas, não encontra eleitores que justifiquem o voto em Lula pela expectativa de melhora da situação econômica ou social do país.

“Eu não encontro nenhuma pessoa que diz que vai votar em Lula porque as coisas vão melhorar. Tem até alguns eleitores por alguma paixão, como eu disse, por alguma identidade, mas ninguém abre a boca para dizer que vai votar porque com ele as coisas vão melhorar no Brasil”, afirmou.

Por Redação/Politica Livre

13 setembro, 2026

Com ruas lotadas, ACM Neto faz caminhada em Simões Filho: “faltam 21 dias para a Bahia votar pela mudança”

Foto: Divulgação
Acompanhado por uma multidão, o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) participou, neste domingo (13), de uma grande caminhada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Saindo da Praça da Bíblia, Neto percorreu as ruas da cidade no meio do povo ao lado dos candidatos ao Senado João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos), além de lideranças políticas e apoiadores da região.

Antes do início da caminhada, ACM Neto fez um agradecimento especial ao prefeito Del (União Brasil), à vice-prefeita Simone Costa, ao ex-prefeito Dinha, à deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) e aos vereadores de Simões Filho, alem de destacar a presença de edis de Salvador e de outros municípios da RMS. O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) também participou do ato.

Neto reforçou a proximidade do calendário eleitoral e convocou os baianos a votarem pela mudança. “Faltam três domingos para a Bahia decidir o seu futuro, faltam exatamente 21 dias para a Bahia fazer história, votar pela mudança, votar no 44”, declarou.

O candidato também reiterou compromissos com Simões Filho, especialmente nas áreas da saúde, emprego e oportunidades para a juventude. Neto afirmou que pretende atuar para reduzir a fila da regulação e ampliar o atendimento à população.

“Vamos trabalhar para resolver a fila na regulação, trazendo atendimento à saúde. Trabalhar para respeitar o jovem, mais emprego, melhor condição de vida. E com tudo isso, Simões Filho vai ter um governador que ama essa cidade, que está aqui desde que começou a sua vida política e que, se Deus permitir, a partir do ano que vem eu vou entrar para a história como governador que mais trabalhou por Simões Filho em todos os tempos. Vamos à vitória”, afirmou.

Depois de Simões Filho, ACM Neto e a majoritária seguem para Xique-Xique onde ainda neste domingo participam de uma caminhada com apoiadores e lideranças regionais.

Mendonça diz ser contra abrir íntegra do celular de Vorcaro e pede que Fachin apure suposta coação na PF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal) disse neste domingo (13) ser contra a abertura da íntegra das informações do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por entender que isso pode tumultuar o julgamento de terça-feira (15).

Mendonça pediu que o presidente do Supremo, Edson Fachin, apure se delegados da PF (Polícia Federal) estão sofrendo alguma espécie de constrangimento interno ou pressão para liberar a totalidade do material.

O despacho foi assinado depois que a PF informou a Fachin que dispõe "de plenas condições técnicas" para produzir e encaminhar cópia da extração do celular de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros que o solicitaram, observadas as cautelas de sigilo aplicáveis.

Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defendem o acesso integral às mídias extraídas do celular. Eles argumentam que a divulgação dos documentos sobre as investigações do Master não pode ser seletiva.

De acordo com Mendonça, entretanto, seu gabinete dispõe do mesmo material que foi disponibilizado aos demais magistrados —ou seja, ele também só tem acesso a parte dos dados, e não à íntegra, que segue sob custódia da PF.

"Este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da sessão", disse Mendonça, afirmando que a divulgação do material inteiro "colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações".

Segundo ele, a inserção de elementos adicionais, que não constam nos autos, ensejaria "questionamentos de toda a ordem" para desviar o foco do julgamento. Ele afirmou que a gravidade dos fatos "não tolera subterfúgios ou desvios de rotas, rumo a outros interesses que não os da Justiça".

Por LUÍSA MARTINS / FOLHAPRESS

PF aponta fraude de R$ 17 bilhões em operações entre Master e BRB

A Polícia Federal concluiu que as fraudes praticadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) somaram cerca de R$ 17 bilhões e foram "estruturadas mediante produção massiva de documentos falsos" e utilização de uma empresa de fachada.

A conclusão aparece no conjunto de arquivos cujo sigilo foi derrubado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão presos. Procurada, a defesa de Vorcaro não comentou. O Estadão não conseguiu contato até a noite de sábado (12) com os advogados de Costa.

Segundo a PF, "as investigações identificaram que operações fictícias ou materialmente insubsistentes, que somam cerca de R$ 17 bilhões, foram estruturadas mediante produção massiva de documentos falsos, manipulação de dados internos e utilização de empresa de fachada, com a conivência e atuação dolosa da alta administração do BRB, especialmente de seu então presidente, Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa".

Especificamente sobre o BRB, a PF apontou "prática de corrupção explícita" pelo ex-presidente da instituição e calculou em R$ 20 bilhões o total de transferências do Banco de Brasília para operações incompatíveis com a higidez do banco.

O Master vendeu carteiras de crédito fictícias para o BRB, banco estatal do Distrito Federal. Em 2025, o BRB tentou comprar o Master, mas a negociação foi rejeitada pelo Banco Central e o banco de Daniel Vorcaro foi liquidado. O BRB, por sua vez, herdou um prejuízo bilionário, que ainda não foi totalmente calculado nem coberto.

Conforme as investigações, o banco de Daniel Vorcaro passou a enfrentar dificuldades de liquidez mais graves a partir de 2024. Foi, então, que, para conseguir recursos rapidamente, passou a vender carteiras de crédito para o BRB.

Para concretizar a fraude, foi constituída a Tirreno, empresa suspeita de ser aberta para servir como veículo de emissão e circulação dos ativos. A Tirreno repassava créditos para o Master, que os vendia para o BRB.

O objetivo seria conferir lastro às transações previamente realizadas entre os dois bancos, pois o Master não possuía histórico ou capacidade operacional de produção de crédito consignado suficiente para alcançar os volumes bilionários das operações.

A aprovação das compras era feita pela diretoria do BRB com "trâmite frequentemente acelerado", contrariando pareceres jurídicos que exigiam consulta ao conselho de administração, segundos os relatórios da PF.

"Mesmo diante de alertas técnicos e jurídicos, inexistência de lastro financeiro e impedimentos de auditoria, o BRB persistiu nas aquisições, suprimindo controles de governança e flexibilizando limites prudenciais, com o objetivo de favorecer o Banco Master", dizem os investigadores da PF.

A polícia identificou que, como contrapartida, Vorcaro pagou uma propina de R$ 146,5 milhões a Paulo Henrique, operacionalizada por meio da aquisição de pelo menos seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília. Foi essa informação que, em abril passado, levou o ministro André Mendonça a determinar a prisão do ex-presidente do BRB, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero.

'Daniel e os leões'

Segundo a PF, Vorcaro tinha um grupo no WhatsApp com seus advogados para encaminhar documentos relativos ao Master e ao BRB. O grupo se chamava "Daniel e os leões".

Entre as fraudes, a PF descobriu que a equipe de tecnologia do Banco Master utilizava scripts e códigos para gerar Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) em lote a partir de CPFs extraídos de bancos de dados antigos (como do programa CredCesta, cartão de benefício consignado criado na Bahia que veio parar no Banco Master).

A fraude envolveu também a fabricação de cláusulas nas quais se simulava que os clientes teriam dado poderes para o Banco Master ou para a Tirreno assinarem empréstimos em seus nomes, sem que os titulares jamais tivessem autorizado ou assinado qualquer procuração. Houve a criação automatizada de 2,7 mil procurações, das quais provavelmente saíram 1.785 procurações enviadas ao BRB referentes a créditos supostamente originados pela Tirreno.
Por Daniel Weterman / Estadão Conteúdo

Dino retira sigilo de caso Dark Horse relacionado a emendas parlamentares -Por Redação

Foto: Victor Piemonte / STF
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu tirar o sigilo do caso Dark Horse que estava sob sua relatoria. O processo envolve o direcionamento de emendas parlamentares para o financiamento da obra.
A decisão foi tomada neste domingo (13) e se aplica a todo o material da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora Go Up, que realizava a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Neto é preso suspeito de matar avó com golpe de faca dentro de casa em Salvador

 

Foto: Redes Sociais
Uma mulher de 58 anos foi morta com um golpe de faca na tarde de quinta-feira (10), dentro de casa, no bairro de Cosme de Farias, em Salvador. O principal suspeito do crime é o neto dela, um jovem de 19 anos, que foi preso na sexta-feira (11). A vítima foi identificada como Eliete Paixão dos Santos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito, Carlos Daniel de Lima Barbosa dos Santos, foi apresentado à polícia e encaminhado para a unidade responsável pela investigação de homicídios.

Registros policiais indicam que, quando tinha 16 anos, Carlos Daniel denunciou sofrer maus-tratos da avó. Segundo o relato feito na época, ele afirmou que era agredido por Eliete com objetos como barra de ferro, fios e pedaços de madeira. Em outro registro, feito meses antes, a própria Eliete havia denunciado que o neto sofria agressões físicas e verbais praticadas pelo pai dele.

Um adolescente de 17 anos também foi apreendido por suspeita de envolvimento na morte. Ele foi encaminhado para a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em Salvador. Segundo a ocorrência, inicialmente, a polícia recebeu a informação de que o adolescente teria sido chamado por Carlos Daniel para participar do homicídio e alegou que a vó o maltratava.

A mãe do adolescente, no entanto, afirmou para a polícia que ele apenas presenciou o momento em que o jovem matou a avó e não teve participação no crime. *Com informações do g1

Homem é preso com arma, cocaína e pedras de crack na Davi de Souza

Foto: Divulgação
Um homem de 39 anos foi preso por suspeita de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo durante uma ação da Polícia Militar, por volta das 14h30 deste sábado (12), na Rua Davi de Souza, em Ipiaú. Segundo informações da PM, uma guarnição do PETO foi até o endereço após receber denúncias de que um homem estaria comercializando entorpecentes em uma residência e circulando armado pela localidade.

Durante a ação, os policiais avistaram um suspeito com as características informadas. Conforme o registro policial, ele dispensou um pacote preto no chão e tentou entrar em uma casa ao perceber a aproximação da viatura.

Na abordagem, a guarnição encontrou com o homem um revólver Taurus calibre .32, com a numeração suprimida, e seis munições intactas. No pacote dispensado, foram localizadas oito pedras de substância semelhante a crack, embaladas em papel-alumínio.

Ainda de acordo com a PM, os policiais entraram na residência com autorização da mãe do suspeito, proprietária do imóvel. Durante as buscas, foram encontradas três porções de substância semelhante à cocaína, totalizando aproximadamente 150 gramas, uma balança de precisão e materiais utilizados para preparar e embalar entorpecentes. O suspeito e todo o material apreendido foram apresentados à autoridade policial para a adoção das medidas cabíveis. Crédito Giro Ipiaú

12 setembro, 2026

Em relatório, PF aponta envolvimento de Jaques Wagner com 'emenda Master' no Senado

Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
A Polícia Federal (PF) afirmou que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria acompanhado matérias de interesse do Banco Master no Senado. Os elementos constam em um relatório feito pela corporação tornado público após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levantar o sigilo da investigação sobre o petista, na noite de sexta-feira, 11.

No documento, a PF apresenta conversas entre Wagner, à época líder do Governo no Senado, e o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, e sustenta que os diálogos indicam que o senador teve atuação na chamada "emenda Master", apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) à PEC sobre autonomia financeira do Banco Central e que elevaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por pessoa física.

Seis dias antes da inclusão da emenda, o publicitário Guilherme Sodré, amigo e pai do enteado de Wagner, procurou Vorcaro para tratar de um "tema importante", com urgência, e pediu que o assunto ficasse "em sigilo". Após uma ligação, Sodré informou que o chefe de gabinete do petista entraria em contato para acertar os detalhes de um encontro em Brasília. Na véspera da apresentação da proposta, o publicitário enviou a Vorcaro o número pessoal de Wagner acompanhado da mensagem "boa sorte".

No dia em que a emenda foi apresentada, em 13 de agosto de 2024, Augusto Lima telefonou para Wagner e os dois conversaram por 9 minutos e 19 segundos. Logo depois da ligação, o empresário encaminhou ao senador o link da emenda. Duas semanas mais tarde, Lima esteve no gabinete do petista e voltou a enviar o texto da proposta após o encontro.

Para a PF, a sequência configura, "em juízo indiciário, padrão de acompanhamento direto, pelo Senador JAQUES WAGNER, de pauta legislativa de interesse" do Master. O relatório também menciona que além da emenda, havia um padrão recorrente de mensagens de Lima ao petista sobre notícias relacionadas ao banco.

"A culminância dessa cadeia de comunicações é a mensagem encaminhada em 29/03/2025, na qual AUGUSTO LIMA, ao explicar ao Senador os termos da operação de venda do Banco Master ao BRB e afirmar que o grupo permaneceria no controle, acrescentou: Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!', afirmação que revela, nas próprias palavras do investigado, que JAQUES WAGNER não era mero destinatário passivo de informações, mas parceiro consciente da trajetória do banco e das operações a ele associadas", diz a corporação.

Ainda de acordo com os investigadores, o petista teria recebido vantagens econômicas indevidas de integrantes da cúpula do Master e de pessoas ligadas ao grupo. Entre os benefícios citados estão o uso gratuito de aeronaves vinculadas a Augusto Lima e ao banco, ingressos para shows destinados ao senador e a familiares, a articulação para a aquisição de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador e repasses de ao menos R$ 3,5 milhões à BN Financeira, empresa ligada à família do parlamentar
Por Gabriel Máximo / Estadão Conteúdo

PF encontra nomes de Elmar Nascimento e Adolfo Viana em lista apreendida na casa de Ciro Nogueira

Foto: Reprodução
A Polícia Federal encontrou na churrasqueira da residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, uma lista contendo nomes de parlamentares acompanhados de números que, na avaliação preliminar dos investigadores, podem representar valores. Entre os políticos identificados pela PF estão os deputados federais baianos Elmar Nascimento (União Brasil) e Adolfo Viana (PSDB).

O documento foi localizado durante uma busca e apreensão realizada em maio, no âmbito da quinta fase da Operação Compliance Zero. Segundo o relatório policial, os papéis estavam entre documentos que, conforme relato de uma funcionária da residência, teriam sido entregues pelo próprio senador para serem queimados.

A funcionária afirmou aos investigadores que teria recebido a orientação sob a justificativa de que se tratava de documentos antigos ou sem serventia. Os papéis, no entanto, não teriam sido incinerados por falta de tempo.

A PF não informou, no trecho do relatório divulgado, quando Ciro Nogueira teria dado a suposta orientação. O material apreendido deverá passar por uma análise mais aprofundada para que seja possível esclarecer o contexto das anotações.

Um dos documentos chamou a atenção dos agentes por apresentar a palavra “Câmara” e, logo abaixo, uma sequência de primeiros nomes acompanhados de números.

Na relação aparecem:
Arthur — 40;
Hugo — 10;
Elmar — 10;
Luizinho — 10;
Adolfo — 10;
Isnaldo — 10;
Diego — 5;
Altineu — 5;
Netinho — 5.

Em avaliação preliminar, a Polícia Federal relacionou alguns dos nomes a integrantes da Câmara dos Deputados. “Arthur” seria provavelmente uma referência a Arthur Lira (PP-AL), enquanto “Hugo” poderia indicar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já “Elmar” foi associado pelos investigadores ao deputado baiano Elmar Nascimento, enquanto “Adolfo” foi relacionado a Adolfo Viana. Também aparecem possíveis referências aos deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.

Sobre os números registrados ao lado dos nomes, os investigadores apontaram que seriam “provavelmente” valores. O significado das anotações, entretanto, ainda precisa ser esclarecido.

A presença dos nomes no documento não significa, por si só, que os parlamentares tenham recebido ou realizado pagamentos, tampouco comprova participação em qualquer irregularidade.

Procurado pelo g1, Elmar Nascimento repudiou a associação de seu nome ao documento. O deputado classificou a anotação como “apócrifa” e afirmou não possuir relação política com Ciro Nogueira.

“Estamos vivendo um momento policialesco, que está voltado à classe política. E que deveria estar voltado à conduta de maus policiais. Nunca tive qualquer relação que possa implicar que meu nome esteja em uma coisa dessas”, declarou Elmar.

O parlamentar baiano ressaltou ainda que não pertence ao mesmo partido de Ciro e afirmou nunca ter feito política com o senador do PP.
Adolfo Viana também aparece na relação encontrada pela Polícia Federal. Até a divulgação das informações, porém, não havia manifestação do deputado baiano apresentada no material publicado sobre o caso.

A assessoria de Arthur Lira informou que o ex-presidente da Câmara desconhece a anotação e que não poderia responder pelo conteúdo de um documento encontrado pela PF. Hugo Motta optou por não comentar.
As assessorias de Ciro Nogueira, Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões também foram procuradas pelo g1.

PF relata bens de alto valor na residência

Durante a busca na casa de Ciro Nogueira, os policiais também registraram o que classificaram como sinais de “elevado padrão econômico”.

Os agentes encontraram uma adega com vinhos e uísques descritos como de alto valor, além de bolsas de grifes internacionais.

O relatório policial também menciona malas de viagem vazias, algumas delas identificadas com etiquetas em nomes de terceiros, inclusive familiares do senador. A circunstância levantou, entre os investigadores, suspeitas sobre uma eventual utilização das bagagens para transporte de valores.

Essa hipótese também depende de aprofundamento das investigações e, isoladamente, não comprova a prática de crime.

Os documentos apreendidos na churrasqueira, incluindo a lista com os nomes dos parlamentares, serão submetidos a análise da Polícia Federal para que os investigadores tentem identificar a origem, o contexto e o significado dos números registrados.

Por Com informações do G1

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