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26 outubro, 2026

Plano Estratégico da Polícia Civil da Bahia estabelece metas de modernização até 2035

Foto: / Ascom-PCBA
A Polícia Civil da Bahia lança nesta terça-feira (27), das 8h às 12h, o Plano Estratégico Organizacional (PEO) para o período de 2026 a 2035. A solenidade será realizada no Auditório Mestre Álvaro, no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O documento estabelece objetivos, metas e indicadores para orientar as ações da instituição e avaliar os resultados ao longo da próxima década.

Elaborado durante quase 15 meses, com a participação de representantes da gestão e de servidores em oficinas de trabalho, o plano reúne diretrizes para o desenvolvimento institucional e a organização de projetos prioritários. A visão para 2035 é posicionar a Polícia Civil da Bahia entre as cinco polícias judiciárias mais bem avaliadas do país, com foco no aprimoramento da elucidação de infrações penais e na recuperação de ativos.

Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento da investigação criminal, o fortalecimento da investigação patrimonial, a modernização de processos, a incorporação de tecnologias e a profissionalização da gestão. O planejamento também prevê ações voltadas à valorização, ao desenvolvimento e ao engajamento dos servidores, além do fortalecimento da gestão participativa e da relação de confiança com a sociedade.

O PEO está estruturado em quatro perspectivas: Governança e Gestão, Pessoas e Cultura, Excelência Profissional e Valor Social. Os eixos abrangem desde a melhoria das condições de funcionamento da instituição e o desenvolvimento dos profissionais até a qualificação da atividade investigativa e os resultados entregues à população.

Acompanhamento das metas

A execução do plano será organizada em projetos e iniciativas vinculados a indicadores e metas. O Comitê de Gestão Estratégica (CGE) será responsável pela deliberação e orientação estratégica, enquanto o Escritório de Gestão de Projetos e Processos (EGPP) atuará na coordenação técnica e metodológica da execução e do monitoramento.

O documento prevê ciclos de avaliação e revisão a cada dois anos, além de revisões extraordinárias conforme as regras estabelecidas. O acompanhamento permitirá avaliar o desempenho institucional e ajustar as iniciativas necessárias ao cumprimento dos objetivos definidos para 2035.
Fonte
Pedro Moraes / Ascom-PCBA

Dinheiro extorquido de adolescente e bicicleta elétrica são recuperados em Vitória da Conquista

Foto: Ascom-PCBA
A Polícia Civil da Bahia recuperou R$ 6.300 dos R$ 8.300 entregues por uma adolescente de 12 anos após ameaças de divulgação de supostas imagens íntimas. Também foi localizada uma bicicleta elétrica avaliada em R$ 1.300, adquirida pela internet com recursos provenientes do crime. A ação foi realizada na sexta-feira (23), em Vitória da Conquista, quando quatro adolescentes foram identificados por possível participação no ato infracional.

Segundo as investigações do Núcleo da Criança e do Adolescente (NCA/Vitória da Conquista), o caso ocorreu no dia 14 de outubro, quando um adolescente de 15 anos passou a enviar mensagens à vítima, alegando possuir imagens íntimas dela e exigindo dinheiro sob ameaça de divulgar o suposto material nas redes sociais. Com medo, a menina retirou escondido R$ 8.300 de uma quantia guardada pelo pai e entregou o dinheiro ao suspeito. Posteriormente, ele teria exigido mais R$ 10 mil, intensificando as ameaças.

As investigações apontaram que a imagem utilizada era uma montagem produzida por inteligência artificial (IA). Durante as diligências, outros três adolescentes, de 14, 15 e 16 anos, também foram identificados por possível participação no ato infracional.

A Polícia Civil instaurou o auto de apuração de ato infracional e encaminhou o procedimento à Vara da Infância e da Juventude para as providências legais cabíveis. A quantia recuperada foi devolvida ao proprietário.
Fonte
Thanize Borges / Ascom-PCBA

PF divulga balanço final da atuação no segundo turno das Eleições 2026

No dia 25/10, foram registrados 86 casos relacionados a possíveis crimes eleitorais, com 74 pessoas conduzidas e R$ 41,4 mil em bens e valores apreendidos
Foto: Divulgação/Comunicação Social da Polícia Federal
Brasília/DF. A Polícia Federal registrou 86 casos relacionados a possíveis crimes eleitorais durante o segundo turno das Eleições Gerais de 2026, realizado neste domingo (25/10). Até às 8h desta segunda-feira (26/10), foram instaurados 13 inquéritos policiais e lavrados 64 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs), além de seis situações flagranciais que permaneciam em análise.

Ao todo, 74 pessoas foram conduzidas à Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.

Entre os principais registros, estão 38 casos de possível violação ou tentativa de violação do sigilo do voto, 24 de propaganda eleitoral irregular, 8 de desordem nos trabalhos eleitorais e 6 de desobediência eleitoral. Também foram registradas ocorrências envolvendo danos a urnas eletrônicas e suspeitas de votação em nome de terceiros.

As ocorrências foram registradas em 21 unidades da Federação: Paraíba (11), Minas Gerais (9), Sergipe (8), Bahia (5), Pernambuco (5), Rio de Janeiro (5), Alagoas (4), Espírito Santo (4), Mato Grosso (4), Acre (3), Distrito Federal (3), Piauí (3), Paraná (3), São Paulo (3), Ceará (2), Maranhão (2), Mato Grosso do Sul (2), Pará (2), Rio Grande do Norte (2), Rondônia (2) e Santa Catarina (1).

Durante o segundo turno, foram apreendidos R$ 41.420,02 em bens e valores, incluindo R$ 4.157,00 em dinheiro. Entre os materiais apreendidos, estão aparelhos celulares, equipamentos de informática e de som.

Os valores apresentados são preliminares e estão sujeitos à validação.
Dados acumulados de 2026
Até às 9h30 desta segunda-feira (26/10), a Polícia Federal havia instaurado 1.629 inquéritos policiais relacionados a crimes eleitorais ao longo de 2026, além de deflagrar 98 operações. Na mesma data, havia 2.483 inquéritos em andamento.

O valor total de bens e valores apreendidos em ações relacionadas a crimes eleitorais alcançou R$ 51.947.512,10, dos quais R$ 31.752.150,20 correspondem a dinheiro em espécie.

Os dados também incluem investigações relacionadas à violência política contra a mulher, prevista no art. 326-B do Código Eleitoral. Até 26/10, havia 104 inquéritos em andamento, dos quais 88 foram instaurados em 2026.

Os números são dinâmicos e podem sofrer alterações em razão de novas ocorrências, investigações e atualizações dos sistemas da instituição.

Os dados sobre a atuação da Polícia Federal no combate a crimes eleitorais podem ser consultados no painel de acompanhamento.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

FICCO/GO atua na prisão de homem por tráfico interestadual de drogas em Rio Verde

Ação integrada com o GRAER e com o CME/276 da PM/GO apreendeu peças de substância análoga ao crack, entre outras drogas
Goiânia/GO. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), em conjunto com equipes da PMGO, mediante o GRAER e o CME/2, prendeu uma pessoa em flagrante por suspeita de tráfico interestadual de drogas, no município de Rio Verde/GO, neste domingo (25/10).

Durante a ação, foram apreendidas 76 peças de substância análoga ao crack, 25 peças de substância análoga ao skunk e 24 peças de substância análoga à maconha, além de um caminhão e um reboque.

O suspeito e o material apreendido foram encaminhados para a 8º Delegacia Regional da Policia Civil em Rio Verde/GO para os procedimentos cabíveis.

A FICCO/GO é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Polícia Penal de Goiás, pela Polícia Militar do Estado de Goiás e pela Polícia Civil do Estado de Goiás.

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás

PRF prende motorista bêbado envolvido em colisão frontal que matou cinco pessoas em Candói (PR)

A Polícia Rodoviária Federal registrou, na noite de domingo (25), uma colisão frontal no km 413 da BR-373, em Candói (PR). O acidente ocorreu por volta de 22h e envolveu um carro com placas de Carambei (PR) e uma caminhonete com placas de Candói (PR).

De acordo com as informações levantadas no local, o carro seguia de Foz do Jordão (PR), enquanto a caminhonete transitava no sentido oposto, vindo de Candói (PR), quando houve a colisão frontal no km 413 da BR 373.

Três ocupantes do carro morreram no local - duas crianças e uma mulher. Os outros dois ocupantes - um bebê e um homem - foram socorridos mas morreram no hospital. O condutor da caminhonete fugiu do local do acidente antes da chegada da PRF, deixando para trás um passageiro, que foi socorrido para o hospital em Candói.

Durante o atendimento da ocorrência, a equipe policial recebeu informações de que o condutor da caminhonete havia procurado socorro médico em Candói. Diante disso, PRFs se deslocaram até a unidade hospitalar, localizando o motorista.

Ao realizarem os procedimentos de fiscalização, foi constatado que o condutor não possuía CNH e também estava embriagado, comprovado pelo bafômetro, que resultou em uma quantidade de 0,54 mg de álcool por litro de ar expelido, valor suficiente para caracterizar o crime de embriaguez ao volante.

Após a alta hospitalar, o condutor, de 18 anos, foi preso pelos crimes de embriaguez ao volante, dirigir sem CNH gerando perigo de dano e fuga do local do acidente, sendo conduzido a Polícia Civil em Guarapuava, para o registro da ocorrência.

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Justiça e Segurança

Eleições 2026 BUSCAR Login padrão de usuário Apuração Eleições Eleições 2026: Caiado, Zema e Renan Santos repercutem vitória de Lula; Cury não se manifestou

Ex-candidatos à Presidência no primeiro turno comentaram o resultado da eleição, que terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
Cury, Renan Santos, Caiado, Zema — Foto: Érico Andrade/g1, Carlos Henrique Dias/g1, Divulgação e Caio Ranieri/TV Integração
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste domingo (25), contra Flávio Bolsonaro (PL), repercutiu entre políticos que disputaram o primeiro turno. Ex-candidatos à Presidência se manifestaram sobre o resultado, com críticas à eleição e reconhecimento da decisão das urnas.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) questionou a disputa e fez acusações sem apresentar provas. Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que esperava uma renovação política, mas reconheceu a decisão da maioria. O ex-candidato Renan Santos (Missão) descartou a hipótese de fraude eleitoral.

Veja abaixo o que disseram os políticos.

Romeu Zema

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que disputou a Presidência no primeiro turno e apoiou Flávio Bolsonaro no segundo, lamentou a vitória de Lula e afirmou, sem apresentar provas, que o petista aplicou um "golpe à la Venezuela".

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema também classificou a eleição como "alarmista e mentirosa" e acusou apoiadores do PT de disseminarem notícias falsas durante a campanha.

"O Lula aplicou um golpe à la Venezuela, a mesma coisa que o seu companheiro e ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição", afirmou.

Zema também mencionou a atuação de sindicalistas em Salvador e alegou que houve disseminação de notícias falsas durante o processo eleitoral.

"Essa foi a eleição mais alarmista e mentirosa que eu já vi no Brasil, mas se é para somar para o lado deles vale tudo", declarou.

Em outra publicação, o ex-governador voltou a questionar a condução da disputa e criticou o que classificou como falta de consequências para a disseminação de informações falsas.

Zema também afirmou que o resultado terá consequências negativas para o país e criticou o governo petista, a situação da educação, a segurança pública e a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que esperava uma renovação política no país, mas reconheceu a decisão das urnas após a vitória de Lula.

Em entrevista coletiva em Goiânia, neste domingo (25), Caiado disse que a proposta de mudança era o objetivo daqueles que apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

"Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica", afirmou.

O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também comentou o resultado e disse que a votação representa a vontade popular.

Vilela afirmou esperar que o governo federal adote uma postura diferente e defendeu uma política de responsabilidade fiscal e de não retaliação a estados governados por adversários políticos.

"A votação das urnas é soberana. Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro", declarou.

Caiado havia anunciado apoio a Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, após a definição do segundo turno.

Renan Santos

O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que não houve fraude na eleição e que a campanha de Lula foi "colossal".

Em vídeos publicados nos stories do Instagram após a confirmação do resultado, Renan criticou os apoiadores de Flávio Bolsonaro que questionaram a votação e disse que a rejeição ao bolsonarismo foi determinante para a derrota do senador.

"Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi", afirmou.

Para Renan, o resultado demonstra que a rejeição ao bolsonarismo é maior do que a rejeição ao petismo. Segundo ele, embora o movimento tenha força para eleger parlamentares e governadores, enfrenta dificuldades para conquistar a maioria do eleitorado em uma disputa presidencial.

"O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado", declarou.

O ex-candidato também disse conhecer mulheres que nunca haviam votado no PT, mas decidiram apoiar Lula no segundo turno por rejeitarem o comportamento de políticos bolsonaristas.

Renan ainda pediu que familiares e amigos de apoiadores de Flávio evitem que eles participem de manifestações contra o resultado eleitoral.

"Não deixem as pessoas irem para as ruas. Estou falando sério, não deixem as pessoas correrem risco. Peço de coração", afirmou.

Ele também criticou políticos que incentivam protestos contra a votação, mas não questionam os próprios mandatos conquistados pelo sistema eleitoral.

Ao final das publicações, Renan defendeu que diferentes grupos políticos busquem diálogo para enfrentar os problemas econômicos e institucionais do país.

Cury

Augusto Cury, que havia demonstrado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno, não publicou manifestação sobre a vitória de Lula até a publicação desta reportagem.

Lula deve ter novo núcleo de poder, reformulação na economia, disputa por emendas e reforma do Judiciário

Foto: Rircardo Stcukert/Arquivo/PR
Reeleito neste domingo (25) com uma virada inédita, o presidente Lula (PT) deverá instituir um novo núcleo de poder no governo para seu quarto mandato, além de reformular a equipe econômica. A nova gestão também deve ser marcada por tentativas de reformar o Judiciário e de retomar o controle sobre as emendas parlamentares.

O petista terá condições adversas para pôr seus planos em prática. Na economia, o governo é pressionado a reduzir gastos e frear o aumento da dívida pública, o que dificulta a implementação de novos programas. Na política, terá um Congresso com bolsonarismo fortalecido e que tende a impor ao petista ainda mais dificuldades para aprovar suas propostas do que as do atual mandato.

Lula idealiza a composição de uma equipe de ministros mais forte, a começar pelos que despacham do Palácio do Planalto, grupo tradicionalmente apelidado de "cozinha do governo".

Com isso, o espaço do grupo lulista da Bahia deve diminuir. Esse time é representado por Rui Costa (PT), que deixou o cargo de ministro da Casa Civil em abril deste ano para se candidatar a senador; Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo no Senado que deixou o posto após ser citado no caso Banco Master, e os ministros Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Wellington Lima e Silva (Justiça).

A nova configuração é apontada como fundamental para implementação das reformas que Lula defende na área política e no Judiciário.

O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT) tem liderado as apostas para a coordenação da Esplanada dos Ministérios, como titular da Casa Civil. Trata-se do principal cargo da equipe do governo, com a tarefa de organizar a execução de programas e formular decisões políticas.

Camilo se aproximou de Lula ao longo do governo e, depois do primeiro turno, tornou-se um dos aliados mais próximos do petista. O presidente reeleito ficou especialmente satisfeito com o fato de o grupo político de seu ex-ministro da Educação ter conseguido vencer uma eleição difícil para o governo do Ceará.

Depois disso, Camilo foi incorporado à equipe de Lula, sendo responsável por reajustes nas estratégias de campanha, ao lado do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Antes do primeiro turno, o favorito para a Casa Civil era o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). O nome de Haddad perdeu força depois de ele ser derrotado no primeiro turno por Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Governo de São Paulo.

Ainda assim, Haddad e Lula continuam próximos. O ex-ministro só aceitou disputar o governo de São Paulo depois de muita insistência do presidente. Ele não está descartado para a Casa Civil ou outro cargo de relevo no novo governo.

Haddad, porém, tem demonstrado nos bastidores descontentamento com as críticas de petistas por causa do resultado da eleição. O ex-ministro avalia ter aceitado uma missão praticamente impossível para ajudar Lula e considera injustas as críticas pela derrota. Aliados de Haddad acham possível que ele retome sua carreira de professor universitário.

As escolhas de Lula para seu núcleo de poder mais próximo ganham importância porque podem indicar quem liderará a esquerda após a aposentadoria do atual presidente. Lula não deverá mais disputar eleições, e o PT precisará escolher novas caras para as eleições 2030 e as posteriores.

Aliados do presidente chegam a apostar no lançamento de um nome de fora do PT para a disputa de 2030, como um sinal de ampliação.

A necessidade de renovação foi sentida, inclusive, na eleição deste ano. Desde antes da campanha começar, petistas reconheciam que o presidente, por disputar eleições desde a década de 1980, despertava cansaço em diversos eleitores. Esse era apontado como o principal risco da candidatura de Lula, que passou perto de ser derrotada por Flávio Bolsonaro.

Outros nomes tradicionais do PT não conseguiram se eleger, como José Dirceu, Benedita da Silva e Gleisi Hoffmann.

Segundo interlocutores de Lula, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estará escalado no novo centro de poder. Moretti é considerado um técnico competente pelo presidente e costuma ser elogiado por ele em discursos públicos.

Para a economia, aliados do presidente reeleito afirmam que ele avalia a escolha de um nome robusto, com reconhecimento no mercado. Nas conversas, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do banco Bradesco, é usado como referência de perfil para a Fazenda.

O presidente chegou a sugerir que Dilma Rousseff o convidasse para a função em 2014, mas a ideia não prosperou.

Ainda segundo aliados, Lula reconhece a necessidade de ter um gabinete mais profissionalizado, até mesmo com a contratação de um secretário particular para administrar sua vida pessoal.

Nesse caso, caberia ao chefe de gabinete estabelecer as pontes com os demais ministérios, com a organização de audiências, emergências e relação com a sociedade civil.

A ideia de profissionalização da cozinha do Palácio ficou evidenciada com o afastamento do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, citado em investigação sobre tráfico de influência por ter recebido pagamentos da lobista Roberta Luchsinger. Ele afirma que os valores eram parte de um empréstimo, quitado recentemente.

Com a eclosão do caso, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, passou a atuar na organização da agenda do presidente. Amigo da primeira-dama Janja Lula da Silva, ele começou a ser lembrado para assumir a chefia de gabinete em um quarto mandato.

Aliados do presidente apostam ainda na reformulação do Ministério da Justiça, que daria corpo a um debate sobre a reforma do Judiciário, considerado inadiável.

O presidente já defendeu publicamente a fixação de mandatos para tribunais e a criação de um conselho para a indicação de seus integrantes. O tema ganhou tração por causa do desgaste causado na imagem do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo escândalo do banco Master.

Também está no radar um desmembramento do Ministério da Justiça para a criação do Ministério da Segurança Pública –medida condicionada à aprovação de uma emenda constitucional que viabilize seu funcionamento.

O presidente propôs uma reforma política que inclua o fim dos fundos partidário e eleitoral, dizendo ter revisto sua posição sobre os temas. No passado, Lula sempre defendeu o financiamento público de campanhas.

Uma das tarefas mais difíceis será a reversão do que o petista chama de "sequestro do Orçamento" pelo Congresso Nacional. Em discursos e entrevistas, Lula sinalizou uma disputa em torno do tema. "Vai ter briga com emenda parlamentar, com papel que hoje tem o Legislativo", prometeu.

O petista estará em minoria no Congresso e precisará, mais do que nunca, do apoio do centrão para governar. Esse grupo é o principal defensor das emendas parlamentares e não deve aceitar reduzir seu poder sobre esses recursos. Aliados do chefe do governo acreditam que ele precisará fazer uma gestão mais ao centro desta vez, sem força para promover muitas pautas de esquerda.

Apesar disso, Lula fez uma promessa concreta que colide com o interesse dos congressistas em manter o controle sobre as emendas. O chefe do governo disse, na campanha de segundo turno, que pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para ajudar a financiar o passe livre no transporte público aos finais de semana.

O petista também prometeu expandir o programa de bolsas estudantis Pé de Meia para o ensino superior. Além disso, propôs o perdão de dívidas dos MEIs (microempreendedores individuais) com o governo federal, medida já aprovada pelo Congresso, e prometeu depósitos de R$ 5.000 para integrantes desse grupo expandirem seus negócios.

Colocadas em prática, essas medidas deverão dificultar a contenção da dívida pública, ação que aliados de Lula prometeram ao mercado financeiro nos últimos meses.

Em um país polarizado, o presidente se comprometeu com a defesa da soberania nacional, com maior investimento em defesa, tecnologia e beneficiamento de matérias-primas. Nesse último caso, o principal exemplo são os minerais críticos. O petista tem defendido que esses materiais, dos quais o Brasil tem grandes reservas, sejam processados dentro do país antes de serem exportados.

Por Catia Seabra, Caio Spechoto e Mariana Brasil/Folhapress

Lula avança sobre Flávio em 97% dos municípios brasileiros e vira em 211

Foto: Vittor Sales/Divulgação
O presidente Lula (PT) avançou sobre Flávio Bolsonaro (PL) em 96,7% dos municípios brasileiros no segundo turno em relação à primeira votação das eleições 2026, o que ajudou na virada histórica que garantiu sua reeleição.

No geral, Lula teve maioria de votos em 2.875 cidades do território nacional no segundo turno, contra 2.695 de Flávio. Em apenas um município houve empate: Marquinho (PR). O resultado representa virada de maioria para Lula em 211 cidades em relação ao primeiro turno. Apenas uma cidade registrou virada para Flávio: Uirapuru (GO).

Entre as viradas do petista estão duas capitais, o Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, e Macapá. Outras 20 cidades têm mais de 100 mil habitantes –a maioria das viradas está no Sudeste (120 municípios) e no Sul (40).

Embora o vencedor do primeiro turno tenha se mantido na grande maioria dos locais no segundo turno, Lula conseguiu diminuir a diferença ou ampliar sua vantagem sobre o rival em 5.385 cidades (96,7%).

É o caso da capital paulista, maior colégio eleitoral do país, onde Lula já havia vencido por 46,58% a 42,13% no primeiro turno. Ele ampliou a vantagem em 6,55 pontos percentuais, ficando com 55,5% a 44,5% no segundo turno.

No quadro geral de número absoluto de votos válidos, o candidato à reeleição conseguiu reverter a diferença de 2,2 milhões que Flávio havia conquistado a mais no primeiro turno e ampliar a vantagem sobre o rival em 4,4 milhões no segundo turno.

O estado com o maior número de cidades viradas é Minas Gerais, a única unidade federativa em que Lula também virou a votação. Ao todo, 76 municípios mineiros deram maioria para Flávio no primeiro turno e elegeram Lula no segundo. Itabirito é o município brasileiro com a maior virada para o petista –ele tinha perdido no primeiro turno por uma diferença de 4,5 pontos percentuais e ganhou no segundo por 4,9 pontos percentuais. Outros exemplos são Tiradentes, Santa Luiza e Guaxupé.

Depois, vem São Paulo, com 32 municípios, entre eles Osasco, Poá, Cotia, São Vicente, Araraquara e Ribeirão Pires.

Lajedão (BA) é a cidade em que Lula mais abriu distância de Flávio. A vantagem passou de 12,7 pontos percentuais na primeira rodada para 59 pontos percentuais neste domingo.

Considerando estados, a virada ocorreu somente em Minas, mas o petista também conseguiu avançar nos estados em que Flávio venceu, com destaque para o Rio de Janeiro, e ampliar sua vantagem nos estados em que já havia vencido.

A análise da Folha com dados do TSE considera apenas os votos em território nacional. Nas seções do exterior, Lula venceu por 53,86% dos votos válidos contra 46,14%. No primeiro turno, o petista teve 47,57% dos votos, e o rival, 43,49%.

Nenhum candidato que perdeu no primeiro turno havia virado a diferença no segundo turno em eleições presidenciais. Mas nunca também a diferença entre os dois concorrentes havia sido tão pequena no primeiro turno, votação que foi marcada por uma abstenção também recorde.

No segundo turno, falhas no transporte levaram a uma ampliação inédita do horário de votação. Apesar dos problemas, a mobilização social intensa das campanhas dos candidatos contribuiu para uma queda brusca da abstenção, que acabou sendo a mais baixa em 20 anos.

Por Marina Pinhoni, Natália Santos e Nicholas Pretto/Folhapress



25 outubro, 2026

FICCO/PR apreende carga de mercadorias contrabandeadas

Ação em São Miguel do Iguaçu resultou na apreensão celulares, medicamentos emagrecedores, veículos elétricos, patinetes e perfumes; um homem foi preso
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) apreendeu, neste domingo (25/10), mercadorias de origem estrangeira durante fiscalização na BR-277, em São Miguel do Iguaçu/PR.

A abordagem ocorreu por volta das 2h45, quando as equipes da FICCO/PR e da Polícia Militar do Paraná (14º BPM e BPFRON) realizaram a fiscalização de uma van branca que seguia em direção ao estado de São Paulo.
Durante a vistoria, os policiais localizaram um compartimento oculto no assoalho do veículo, onde estavam escondidos diversos produtos de origem estrangeira, sem os devidos despachos aduaneiros.

Entre os itens apreendidos estavam 60 aparelhos celulares de alto valor agregado, 119 caixas de medicamentos emagrecedores, motocicletas elétricas, patinetes elétricos e perfumes.

Diante dos fatos, o condutor da van recebeu foi preso. O veículo e as mercadorias apreendidas foram encaminhados à Receita Federal, enquanto o preso foi conduzido à Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a adoção das providências cabíveis.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Fiscalização do Procon-BA registra 944 ônibus parados em garagens de Salvador

Bloqueio na saída de ônibus prejudicou eleitores que precisaram no transporte público no segundo turno
O Procon-BA recebeu, na manhã deste domingo (25), denúncia sobre o bloqueio da saída de ônibus pela Prefeitura de Salvador e encaminhou equipes para fiscalizar as garagens das empresas de transporte. No total, até o presente momento, o Procon contabilizou 944 carros parados em nove garagens da capital baiana.

Na garagem da OT Trans, os fiscais encontraram 55 veículos parados no pátio, mas aptos a operar, em descumprimento à legislação eleitoral, que determina o uso de toda a frota para garantir o transporte durante o período eleitoral. A empresa foi fiscalizada, e o órgão adotará as medidas administrativas cabíveis.
Na empresa OT Trans G3, em Campinas de Pirajá, foram localizados 118 veículos no pátio. Na Integra Plataforma Barros Reis (G7), há 55 veículos parados. Na Integra Plataforma Suburbana (G1), são 142. Na OT Trans, na estrada Velha de Campinas de Pirajá, há 174 carros no pátio.

A fiscalização seguiu em outras garagens da capital. No pátio da Integra OT Trans G6, na Granjas Rurais, havia 101 carros. Na OT Trans G2, em Santa Mônica, tinha 123 veículos. Na Integra Plataforma G2 e G5, foram contabilizados, 112 e 64 veículos, respectivamente.

*Informações atualizadas as 16h46
Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia

PT pede para Justiça prorrogar votação até as 19h em SP e em 3 cidades na Bahia por falta de ônibus

          "Prefeitura de Salvador atribui os atrasos a veículos adesivados com propaganda eleitoral"

O PT pediu à Justiça Eleitoral que prorrogue até as 19h a votação na capital paulista e em três cidades da Bahia (Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas) sob a justificativa de que não foram disponibilizados ônibus para a população ir às seções eleitorais.

"A redução da frota não decorre de limitação técnica, mas de opção do órgão gestor, que, ciente da ordem judicial desde a véspera, deixou de mobilizar tempestivamente a operação e mantém quase 4 mil ônibus parados enquanto as seções estão abertas", diz o pedido feito ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, o coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que serão tomadas "todas as providências jurídicas" contra os responsáveis. Lula tenta uma virada após ficar em segundo lugar no primeiro turno, e reduzir a abstenção é fundamental para isso.

Na Bahia, além da extensão do horário, a federação da qual o PT faz parte também pediu a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União Brasil), aliado de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a federação, a oferta de ônibus foi reduzida em mais de 50%. O Tribunal Regional Eleitoral mandou prender o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e ordenou o restabelecimento imediato da frota, sob multa de R$ 1 milhão por hora.

A prefeitura diz que Souza está em Paris, em missão oficial, e se apresentará na segunda (26). Afirma que a operação foi normalizada e atribui os atrasos a veículos adesivados com propaganda eleitoral.

Em São Paulo, o PT pediu a prisão do secretário municipal de Transportes de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e afirma que só 60% da frota circula.

A campanha de Lula relatou à Justiça esperas de mais de uma hora em bairros como Itaim Paulista, e o PT-SP citou redução de ônibus no centro e na avenida Paulista.

A SPTrans diz ter sido notificada às 13h10 de sábado (24) e cita "desafios operacionais concretos". Afirma que o plano com 6.900 ônibus, adotado no primeiro turno, não havia sido questionado, e que comunicou as concessionárias às 13h32. A prefeitura não se manifestou. A capital tem 9,14 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE. O Terminal Parque Dom Pedro 2º registrou filas e atrasos na tarde deste domingo.

Moradores de São Paulo e Aracaju também relatam falta de ônibus, assim como, segundo o UOL, os de João Pessoa e Petrópolis (RJ).

Em João Pessoa, a rodoviária ficou lotada de eleitores que alegam falta de ônibus para o interior, e alguns desistiram após horas de espera.

Em Alagoas, o Ministério Público Eleitoral atuou por falta de vans e ônibus intermunicipais e cobrança de passagens por alguns operadores, e a Arsal diz ter remanejado veículos.

Em Aracaju, o DER-SE atribui a demora à demanda maior que a esperada e diz ter remanejado veículos para as linhas de maior fluxo. Em Petrópolis, o TRE-RJ intimou prefeitura e empresas, sob multa de R$ 500 mil por hora.

Chuvas

As chuvas desde sábado também afetam a votação. Em Itapevi, na Grande São Paulo, seções foram transferidas de emergência por alagamentos, e em Americana a entrada de uma escola com 1.487 eleitores foi alterada. No Paraná, 3.523 eleitores de Curitiba e 222 de Guaratuba mudaram de local, e a PRF registra bloqueio em três trechos de rodovias federais (BR-153 e BR-476) e mapeia rotas alternativas. No Rio de Janeiro, uma infestação de pulgas transferiu cerca de 3.000 eleitores em Jardim Sulacap.

Somados, a falta de ônibus e o mau tempo ampliam os obstáculos de deslocamento em um segundo turno em que o acesso às urnas é central para as campanhas. É nesse cenário que o PT justifica os pedidos de extensão do horário de votação.

No Paraná, dois locais de votação precisaram ser alterados devido às chuvas. Em Curitiba, 3.523 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo votam agora no Centro de Educação Infantil Hugo Peretti. O novo local de votação fica a 450 metros do anterior, que ficou alagado.

Em Guaratuba, os 222 eleitores de uma seção localizada no Posto de Saúde de Pedra Branca do Araraquara votam agora no Salão Paroquial da Igreja Católica, em frente ao antigo local.

As chuvas também provocam o bloqueio total de três trechos de rodovias federais no Paraná neste domingo. As interdições ocorrem em dois pontos da BR-153, nos km 360 e 385, e na BR-476, no km 15.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira, os bloqueios foram provocados por acúmulo de água na pista. Não há previsão de melhora das condições climáticas, e a corporação está mapeando rotas alternativas para garantir o deslocamento dos eleitores, ele afirma.

No Rio de Janeiro, uma infestação de pulgas provocou mudança de local de votação de cerca de 3.000 eleitores em Jardim Sulacap, na zona oeste da cidade. A alteração atingiu dez seções (145 a 154) da 185ª zona eleitoral, que funcionariam na Escola Municipal Visconde de Porto Seguro. Os eleitores foram transferidos para o Colégio Marques Rodrigues (rua Pacífico Pereira, 289), no mesmo bairro. A infestação foi identificada no sábado (24), durante os preparativos para a instalação das urnas eletrônicas.
Foto: Reprodução/Semob

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