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14 outubro, 2026

PF e CGU atuam contra desvios de recursos da saúde pública

Ação cumpre nove mandados nos municípios fluminenses de São Fidélis e Campos dos Goytacazes
Foto: Divulgação/PF
Campos dos Goytacazes/RJ. Nesta quarta-feira (14/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Fidúcia, que visa investigar desvios de recursos públicos a partir de fraudes em uma licitação de mais de R$ 9 milhões destinada a um hospital público em São Fidélis/RJ. A deflagração é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, nos municípios de São Fidélis/RJ e Campos dos Goytacazes/RJ.

A investigação conjunta entre PF e CGU identificou elementos de inversão das fases de projeto e de contratação, bem como suspeitas de fraude nas empresas participantes do certame.

As apurações indicaram, ainda, irregularidades cometidas pelas pessoas físicas e jurídicas envolvidas na licitação do hospital, com a utilização de interpostas pessoas e indícios de participação de servidores públicos e empresários nas fraudes praticadas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e associação criminosa, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser revelados no curso das apurações.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF e CGU investigam suspeitas de fraude em contratos da saúde em Sergipe

Operação Dirus cumpre 32 mandados de busca e apreensão e prevê bloqueio de bens e valores de até R$ 15,6 milhões
Aracaju/SE. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14/10), a Operação Dirus, para investigar suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos públicos da saúde no município de Nossa Senhora do Socorro/SE. A ação cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba.
Os mandados foram cumpridos nas sedes de organizações sociais e de empresas envolvidas e nas residências dos investigados, situadas nos Municípios de Aracaju/SE, Nossa Senhora do Socorro/SE, Canindé de São Francisco/SE, Rio de Janeiro/RJ, Barretos/SP, Colina/SP, Fortaleza/CE, Aquiraz/CE, Eusébio/CE, Campina Grande/PB, Serra Branca/PB e Pedra Lavrada/PB.
A investigação apura possíveis irregularidades na contratação de duas organizações sociais para a gestão de unidades de saúde do município de Nossa Senhora do Socorro, incluindo o hospital de campanha montado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e uma Unidade de Pronto Atendimento – UPA do Município, entre 2020 e 2026. Há indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas vinculadas a pessoas ligadas aos próprios gestores das organizações.

O prejuízo estimado é de R$ 15,6 milhões. A operação também prevê o bloqueio e o sequestro de bens e valores até esse limite.

A investigação teve início a partir de uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que encontrou suspeitas de superfaturamentos e malversação de dinheiro público. A operação é fruto de um trabalho integrado entre a Polícia Federal, a CGU e o Ministério Público Federal (MPF).

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e os elementos apurados, pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Comunicação Social da Polícia Federal em Sergipe
Contato: 79 3234-8502

PF reprime organização criminosa atuante no tráfico internacional de drogas

Foto: Divulgação/PF
Londrina/PR. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14/10), a Operação Thursday, tendo como alvos pessoas investigadas por integrar grupo criminoso e por atuar na introdução de drogas e armas em território nacional.

Durante as investigações, foram realizadas 13 apreensões de cargas de drogas vinculadas à organização criminosa, totalizando 2,4 mil kg de cocaína, 436 kg de maconha e duas armas de fogo apreendidas.
Foto: Divulgação/PF
Nesta fase, são cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão preventiva nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Também foi determinado pela Justiça Federal o sequestro de até R$ 139.246.450,80, além da indisponibilidade de bens e valores pertencentes aos suspeitos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.

Comunicação Social da Polícia Federal em Londrina

FICCO/MG combate tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro

Operação Bifronte cumpriu 46 mandados judiciais e bloqueio patrimonial de até R$ 187 milhões em bens e valores nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina e São Paulo
Uberaba/MG. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) deflagrou, nesta quarta-feira (14/10), a Operação Bifronte, para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 46 mandados judiciais nos estados de MG, RN, GO, SC e SP, sendo 23 de prisão, 20 de busca e apreensão e 3 de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico.
Também foram determinadas duas difusões vermelhas pela Interpol e a transferência de dois investigados para o sistema penitenciário federal.

As medidas incluem sequestro patrimonial até o limite de R$ 187 milhões, abrangendo 69 pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro imediato de 11 imóveis situados em MG, GO, SP, SC e BA e de uma aeronave.
Segundo as investigações, o grupo atuava na aquisição de drogas provenientes da Bolívia e do Peru, no transporte e na distribuição em território nacional, além da movimentação de recursos e ocultação patrimonial.

Os investigados poderão responder, conforme suas respectivas participações, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A FICCO/MG é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil de Minas Gerais, pela Polícia Militar de Minas Gerais e pela Polícia Penal de Minas Gerais.

Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais

PF investiga comercialização clandestina de veículos na fronteira com o Uruguai

Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em quatro municípios gaúchos
Jaguarão/RS. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14/10), uma ação destinada a aprofundar as investigações sobre um grupo suspeito de atuar na aquisição, transporte e comercialização clandestina de veículos na região de fronteira entre Brasil e Uruguai. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois na cidade de Rio Grande/RS, um em Jaguarão/RS, um em Porto Alegre/RS e um em Alvorada/RS, além de medidas cautelares diversas da prisão determinadas pelo Poder Judiciário.

A investigação teve início após uma série de prisões em flagrante realizadas pela Polícia Federal em Jaguarão, envolvendo veículos com sinais identificadores adulterados. A partir da análise dos elementos reunidos ao longo das apurações, foi possível identificar indícios da existência de uma estrutura criminosa voltada à obtenção de veículos subtraídos, principalmente na Região Metropolitana de Porto Alegre, os quais eram posteriormente transportados até a região de fronteira para comercialização ilícita.

Segundo as apurações, os automóveis eram adquiridos por valores inferiores aos praticados no mercado regular e destinados a compradores localizados em território uruguaio. Há indícios de que os veículos eram encaminhados para cidades próximas à fronteira e, posteriormente, distribuídos e utilizados em diferentes localidades daquele país, dificultando a recuperação dos bens pelas autoridades brasileiras.

Também foi apurada a atuação de indivíduos com funções distintas na cadeia criminosa, envolvendo a obtenção dos veículos, o transporte até a fronteira, a intermediação das negociações e a entrega aos compradores estrangeiros. Os elementos reunidos até o momento indicam uma atuação contínua e especializada voltada ao abastecimento do mercado ilícito de veículos em território uruguaio.

As diligências realizadas nesta fase têm como objetivo reunir novos elementos probatórios, identificar outros possíveis envolvidos, localizar bens de interesse da investigação e aprofundar o esclarecimento sobre a dimensão das atividades criminosas investigadas.

Comunicação Social da Polícia Federal em Jaguarão/RS

13 outubro, 2026

PF fiscaliza empresa de segurança privada durante partida de futebol

Foto: Divulgação/Polícia Federal
Maringá/PR. A Polícia Federal realizou ação de fiscalização da empresa responsável pela segurança privada em um evento esportivo, realizado no Estádio Regional Willie Davids, em Maringá/PR, nesse sábado (10/10). A operação teve como objetivo verificar a regularidade das empresas contratadas para atuar na entrada do estádio e nas arquibancadas.

Primeiramente, foi verificada e constatada tanto a regularidade quanto a autorização para atuar na segurança privada. Depois foram verificados os documentos pessoais dos vigilantes, registros junto à Polícia Federal, se tinham curso de eventos sociais para esse tipo de serviço, uniformes, equipamentos utilizados e as certificações exigidas para o exercício da atividade de segurança privada. Foram identificadas irregularidades, o que gerou Auto de Constatação de Infração (ACI).

Comunicação Social da Polícia Federal em Maringá/PR

PF combate comercialização ilegal de anabolizantes

Cachoeiro de Itapemirim/ES – A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13/10), operação para combater o comércio ilegal de substâncias anabolizantes no município de Marataízes/ES.

A ação é desdobramento de operação anterior deflagrada em janeiro deste ano, a qual teve início após investigações identificarem o envio de anabolizantes de Niterói/RJ com destino a Marataízes/ES. São cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Marataízes/ES e Niterói/RJ.

Foram apreendidos 19 frascos de substâncias anabolizantes e o celular do investigado, que serão encaminhados para a perícia técnica federal e analisados, visando o aprofundamento das investigações para apuração de eventuais outros partícipes do crime.

O investigado poderá responder pelos crimes de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, sem prejuízo de outros delitos que possam ser apurados no curso das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo

Apoio do centrão deflagra corrida por possível ministério de Flávio, que avalia antecipar nomes

Foto: Charles Vieira/Divulgação/Arquivo
O apoio dos partidos do centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência abriu uma corrida por indicações para um eventual governo, mesmo antes do resultado final da eleição.

O candidato tem sinalizado dividir poder com legendas aliadas e ouvido demandas, enquanto avalia antecipar o anúncio de dois ou três ministros mesmo antes do segundo turno, para passar a imagem de um caráter mais técnico para sua equipe.

Em Brasília, lideranças de centro e de direita já tratam o momento como uma espécie de governo de transição, após Flávio liderar as votações no primeiro turno contra Lula. O próprio Flávio tem dado declarações nesse sentido, mas, no PL, uma ala prega cautela.

Na conversa de Flávio com o Republicanos nesta quarta-feira (7), foi discutida a possibilidade de o partido indicar dois ministros, segundo três parlamentares ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo sob reserva. A legenda também pediu apoio para recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara.

Segundo interlocutores, o presidente nacional do Republicanos, o deputado reeleito Marcos Pereira (SP), ouviu de Flávio que há forte resistência no seu grupo a Motta. O recado da campanha é que definições sobre o comando do Congresso só serão tratadas após as eleições.

Nesse sentido, um nome trabalhado pelo Republicanos é o do deputado Pedro Lupion (PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Flávio recebeu o apoio do grupo ainda antes da eleição e prometeu que a escolha do ministro da Agricultura será da bancada ruralista.

Lupion só deve ficar de fora se decidir disputar a presidência da Câmara, contando com apoio da numerosa bancada do agronegócio e dos bolsonaristas.

União Brasil e PP também falam em ocupar dois ministérios cada, mas as pastas exatas só devem ser negociadas depois. Segundo interlocutores de Flávio, o candidato do PL se comprometeu apenas a garantir espaços para o grupo, o que, em troca, deve permitir maior governabilidade no Congresso, com apoio de margens suficientes para mudar a Constituição.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é um dos nomes que já disputa a presidência do Senado. Ela indicou, no entanto, intenção de assumir ou influenciar o Ministério das Relações Exteriores com o objetivo de evitar uma guinada mais radical na política externa pela atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). O agronegócio teme que um alinhamento maior com os Estados Unidos afete os negócios com a China.

Ainda entre os nomes cotados na federação estão o ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil), eleito para o Senado. Ele é citado nas discussões sobre o Ministério de Minas e Energia. Isso abriria espaço como senador para o primeiro suplente, Cidinho Santos (PP), que é próximo da família Bolsonaro.

Outro nome que o União Brasil deseja emplacar no governo é de ACM Neto, derrotado na disputa pelo Governo da Bahia, apesar de parte dos deputados reivindicar que a bancada da Câmara decida quem integrará um eventual governo Flávio. O grupo ainda quer o controle da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), estatal responsável por obras e maquinário e destinatária preferencial de emendas parlamentares.

Flávio já anunciou durante a eleição que o médico Claudio Lottenberg, presidente licenciado do Hospital Israelita Albert Einstein, pode ser o ministro da Saúde. A escolha buscou dar um verniz técnico para o futuro ministério e evitar críticas em relação à atuação negacionista do governo Jair Bolsonaro (PL) na pandemia. Lottenberg, no entanto, enfrenta resistências de bolsonaristas e falta de apoio na comunidade médica.

Flávio estuda divulgar mais ministros antes do segundo turno, para mostrar o compromisso com nomes técnicos. A área econômica, no entanto, não estaria entre os divulgados, para evitar ataques e cobranças sobre os planos econômicos. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, porta-voz durante a campanha, deve assumir um ministério turbinado na área social.

O PSD ficou neutro no segundo turno da disputa presidencial, mas o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado declarou voto em Flávio no segundo turno e é citado para pastas como a Segurança Pública ou Agricultura (se tiver o apoio da bancada ruralista). A esposa dele, Gracinha Caiado (União Brasil), foi eleita senadora.

Outros partidos que declararam apoio a Flávio foram o Podemos (que levou o nome do senador Zequinha Marinho para a Agricultura, após ele perder a reeleição). As chances de a sigla ser contemplada são pequenas, mas o recado é o desejo de participação num eventual governo bolsonarista. Uma ala majoritária do MDB também pretende levar o partido para a aliança em torno de Flávio Bolsonaro.

PF prende mulher por importação ilegal de medicamentos

Ação apreendeu medicamentos emagrecedores e anabolizantes no Aeroporto do Galeão/RJ
Foto: Divulgação/PF
Rio de Janeiro/RJ. Nesta terça-feira (13/10), a Polícia Federal prendeu em flagrante uma mulher que transportava medicamentos emagrecedores e anabolizantes importados de forma ilegal. A ação ocorreu no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Durante fiscalização de rotina, policiais federais localizaram ampolas de medicamentos emagrecedores e anabolizantes na mala despachada pela passageira. A mulher foi presa em flagrante após não apresentar autorização legal para o transporte dos produtos.

Após os procedimentos de praxe, a suspeita foi encaminhada à Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, onde foi indiciada e poderá responder pelo crime de importação ilegal de medicamentos sem registro no órgão de vigilância competente.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Após visita a Jair, Flávio Bolsonaro diz que pai ficou feliz com 1º turno e está otimista com futuro

Foto: Lula Marques/Arquivo/Agência Brasil
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) visitou seu pai, Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta terça-feira (13), e afirmou que o ex-presidente ficou feliz com o resultado eleitoral do primeiro turno e está otimista em relação ao futuro.

Foi a primeira visita desde julho, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes ter autorizado a retomada do contato entre Flávio e Jair nesta segunda-feira (12). A proibição, também determinada pelo ministro, estava em vigor por 90 dias e ficou mantida durante a campanha presidencial.

Na decisão em que autoriza a visitação, Moraes afirma que as visitas não poderão ter "finalidade político-eleitoral" e mantém o veto à divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

"Ele estava muito alegre com o resultado dessas eleições, com o primeiro turno com a gente ganhando na frente. Ele estava muito feliz com ter sido ouvido pela maioria do povo brasileiro, que deu um Senado forte para a legislatura a partir de 2027, deu uma Câmara ainda mais forte também, mais à direita", disse Flávio.

"A expectativa dele é a melhor possível com relação ao futuro do nosso Brasil", completou o candidato, que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula (PT) no próximo dia 25.

Flávio chegou ao condomínio do pai, na região do Jardim Botânico, em Brasília, por volta das 9h40. Como o senador visitou o ex-presidente na condição de seu advogado, a visita teve duração máxima de 30 minutos, conforme determinou o STF.

Após visitar o ex-presidente, Flávio declarou à imprensa que votará a favor do fim da escala 6x1, proposta do governo Lula. Pressionado pela eleição, o senador mudou seu discurso —ele vinha chamando a medida de oportunista e evitava declarar voto.

Moraes afirmou, em sua decisão, que as visitas de Flávio devem cumprir as condições anteriormente estabelecidas, "estando vedada a finalidade político eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado".

A medida devolve a Flávio a oportunidade de explorar a relação com o pai para tentar consolidar seus vínculos com o eleitor bolsonarista, a menos de duas semanas do segundo turno. O senador, que já prometeu conceder indulto ao pai, diz querer subir a rampa do Palácio do Planalto com Bolsonaro caso vença a eleição.

A autorização mantém as restrições de horário impostas ao ex-presidente quando foi concedida a prisão domiciliar. Ele pode receber os filhos nos mesmos dias e horários aplicados a detentos em unidades prisionais, às quartas-feiras e sábados em três horários diferentes.

Como Flávio está cadastrado como advogado de Jair, ele também pode visitar o pai por 30 minutos em dias úteis.

Em julho, Moraes havia proibido as visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias, prazo que terminou no domingo (11). Na ocasião, o ministro afirmou que o senador e candidato à Presidência usou esse direito para obter uma carta do pai e divulgá-la nas redes sociais.

Para o ministro, o ato configurou desvio de finalidade e descumprimento da proibição de que Bolsonaro use redes sociais, diretamente ou por terceiros. Na carta, Bolsonaro chamava Flávio de "porta-voz" e o apontava como a melhor opção para o país.

Em outra frente, a defesa de Bolsonaro entrou com um pedido de revisão criminal no STF, relatado por Kassio Nunes Marques, ministro indicado ao tribunal pelo ex-presidente. O objetivo é modificar a condenação de Bolsonaro por envolvimento no plano de golpe de Estado após perder as eleições em 2022.

Como revelou a Folha, Kassio quer julgar a ação logo após o segundo turno das eleições, que será realizado em 25 de outubro. O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso seja levado ao plenário da corte.

Se eleito, Flávio disse querer levar o pai para subir a rampa do Planalto na data da posse. Embora o senador já tenha prometido um indulto ao ex-presidente, ele só conseguiria dar um perdão presidencial depois de já empossado. Ou seja, para que Bolsonaro esteja solto em 5 de janeiro de 2027, seu filho precisaria contar com uma decisão vinda do Supremo.
Por Carolina Linhares/Folhapress

Apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro será testado em Salvador; diferença de 553 mil votos para Lula é principal desafio

Foto: Divulgação
O apoio de ACM Neto (União) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial será colocado à prova principalmente em Salvador, cidade que o ex-prefeito administrou por oito anos e onde seu principal aliado, Bruno Reis (União), comanda a Prefeitura. Mais do que o resultado geral da Bahia, será o desempenho do candidato do PL na capital que permitirá avaliar se a entrada do líder oposicionista na campanha teve algum impacto eleitoral.

No primeiro turno, embora tenha declarado apoio ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), ACM Neto conviveu com o movimento conhecido como Lula/Neto, que defendia o voto casado no presidente petista e no postulante do União Brasil ao governo estadual. Na prática, a campanha estimulou esse movimento. Após a confirmação de sua derrota para Jerônimo Rodrigues (PT), no próprio domingo, 4 de outubro, o ex-prefeito sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro.

A decisão também abriu espaço para especulações sobre o futuro político de ACM Neto, que está sem ocupar cargo público desde que deixou a Prefeitura de Salvador, em dezembro de 2020. Uma eventual vitória de Flávio poderia abrir possibilidades de participação em um ministério afinado aos interesses da Bahia.

Mas qual será, afinal, o peso desse apoio? A conta começa pelos resultados do primeiro turno. Na Bahia, Lula recebeu 5.664.771 votos, contra 2.442.585 de Flávio Bolsonaro. A diferença foi de 3.222.186 votos, ou 37,64 pontos percentuais, considerando os percentuais de 66,17% e 28,53% dos votos válidos, respectivamente.

Em Salvador, onde a influência de ACM Neto pode ser examinada de maneira mais direta, Lula conquistou 944.358 votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 391.188. A vantagem do petista foi de 553.170 votos, uma distância de 38,23 pontos percentuais.

É justamente essa diferença que estará no centro da avaliação política após o segundo turno. Uma redução expressiva da vantagem de Lula em Salvador poderá ser utilizada pelos aliados de ACM Neto como argumento de que sua participação ajudou Flávio Bolsonaro. Por outro lado, caso a distância permaneça praticamente inalterada ou aumente, o ex-prefeito ficará exposto ao questionamento sobre sua capacidade de influenciar o eleitorado.

O risco político é que o apoio tenha efeito nulo ou até negativo para a imagem de ACM Neto, especialmente porque não se trata de uma atuação isolada. Além dele, Bruno Reis também integra o grupo que apoia Flávio Bolsonaro. São duas das principais lideranças da oposição baiana mobilizadas em favor do candidato do PL.

Interlocutores ligados ao ex-prefeito reconhecem, nos bastidores, a importância do desempenho de Flávio em Salvador para a avaliação dessa aliança. Mesmo sem uma vitória do candidato bolsonarista na Bahia, uma redução significativa da vantagem de Lula na capital poderia ser apresentada como demonstração da força política de ACM Neto. O cenário inverso alimentaria críticas de seus adversários.

A movimentação de ACM Neto ocorre em meio a uma divisão entre partidos e lideranças do chamado centrão. A federação União Brasil-PP declarou apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto o MDB está dividido. Uma ala da legenda, com participação de 15 a 17 diretórios estaduais, articula apoio ao candidato do PL, mas o grupo ligado ao presidente Lula, que inclui o MDB baiano de Geddel Vieira Lima, segue em direção contrária.

Situação semelhante ocorre no PSD. Embora o ex-governador Ronaldo Caiado, candidato presidencial da legenda no primeiro turno, tenha declarado apoio a Flávio Bolsonaro, o senador baiano Otto Alencar permanece alinhado a Lula. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, optou pela neutralidade, liberando os filiados para fazer suas escolhas.

Há, portanto, diferentes estratégias políticas em jogo. Para ACM Neto, porém, a comparação mais significativa estará em Salvador. No primeiro turno, ele próprio recebeu 769.752 votos para governador na capital, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 391.188 para presidente. A distância de 378.564 votos entre os dois ajuda a dimensionar o eleitorado que apoiou o ex-prefeitoz mas não acompanhou, na mesma proporção, o candidato bolsonarista.

O resultado de 25 de outubro mostrará se essa distância foi reduzida. Mais do que uma declaração de apoio, a participação de ACM Neto no segundo turno será submetida ao teste das urnas, em uma cidade onde ele conserva uma estrutura política relevante, mas onde Lula demonstrou ampla força eleitoral no primeiro turno.

Por Política Livre

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