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03 novembro, 2026

Ministério da Justiça volta atrás e determina faixa livre para desenhos bíblicos da Record

Mudança ocorre após reação contra portaria publicada na quinta, que mantia recomendação de que conteúdo fosse exibido para maiores de 12 anos

"Cena do programa "Record Kids: Desenhos Bíblicos"

O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu nesta terça-feira (3) rever a classificação indicativa do programa "Record Kids – Desenhos Bíblicos" e atribuir à atração a faixa livre para todos os públicos. A decisão ocorre após manifestações contrárias à manutenção da recomendação de que a obra não fosse exibida para menores de 12 anos, determinada por uma portaria publicada na quinta (29).

A Sedigi (Secretaria Nacional de Direitos Digitais), responsável pela revisão, reconheceu que a análise anterior não havia aplicado integralmente a metodologia do Guia Prático de Classificação Indicativa, de 2025. Segundo a pasta, faltou considerar o contexto cultural e religioso e aplicar os atenuantes à obra em sua integralidade.

A nova metodologia prevê atenuantes para conteúdos "claramente associados a rituais, tradições ou costumes de povos, religiões ou comunidades específicas". A decisão também leva em conta a estética infantil da animação.

Composta de 36 episódios, a atração retrata passagens do Antigo e do Novo Testamento. O despacho afirma que a transmissão de narrativas bíblicas às crianças por meio de animações é uma forma de expressão cultural protegida pela Constituição. Diz ainda que a classificação deve dar a essas produções o mesmo tratamento aplicado às demais tradições culturais e religiosas.

A decisão será publicada no Diário Oficial da União, e a Record será formalmente comunicada. A pasta reafirmou que a classificação indicativa não tem caráter de censura e serve para informar às famílias o conteúdo das obras.

A portaria nº 2.272, publicada na quinta-feira (29), havia mantido a classificação de 12 anos. O ministério afirma que essa recomendação era aplicada desde 2007. Os primeiros 12 episódios da série, que tratam do Velho Testamento, já tinham essa classificação indicativa desde 2004.

O ato anterior citava "atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito" como justificativa para a classificação do conteúdo. A animação inclui cenas de violência, como o apedrejamento de Santo Estêvão e a tortura de cristãos perseguidos pelo Império Romano.

A manutenção da faixa de 12 anos foi criticada por setores evangélicos e da direita. Em nota enviada à imprensa nesta terça, antes do anúncio da revisão, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que é evangélico, comparou a decisão à classificação da transmissão do Carnaval de 2026. Segundo ele, a programação recebeu indicação de dez anos apesar de conter "nudez explícita". O parlamentar questionou os critérios técnicos e levantou a hipótese de perseguição.

Nikolas afirmou que pediria os pareceres que fundamentaram as duas classificações e apresentaria um PDL (projeto de decreto legislativo) para revogar a portaria, que chamou de "ilegal e perseguidora".

A portaria publicada na quinta (29) sobre os desenhos integra um conjunto de 27 atos publicados na mesma data, referentes a jogos, filmes, séries, programas de TV e trailers. Naquele conjunto, em 17 casos, a faixa etária atribuída ficou acima da solicitada pelos responsáveis; nos outros dez, correspondeu ao pedido.

Uma das obras avaliadas, por exemplo, foi o trailer do filme belga "Coward" ("Covarde", em português), que retrata um romance entre dois soldados durante a Primeira Guerra Mundial. A produção solicitou a classificação para maiores de 12 anos, mas a pasta estabeleceu a idade recomendada de 14 anos ou mais, por apresentar "drogas lícitas, temas sensíveis e violência". A recomendação é de exibição a partir das 21h na TV aberta, mas a medida é opcional. As emissoras são obrigadas apenas a informar a classificação designada.

Por Jullia Gouveia/Folhapress

Lula se irrita com marqueteiros após baiano Chico Kertész ser apresentado como responsável por vitória

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ficado irritado com a exposição dos marqueteiros Rafael Marroquim e Chico Kertész, que participaram de sua campanha à reeleição, após os dois serem apresentados pela imprensa argentina como responsáveis pela vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL). A informação foi publicada pelo jornal O Globo e pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e reproduzida por este Política Livre.

A reação ocorre depois de Marroquim, que foi o marqueteiro na campanha de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco, e Kertész, este último baiano, participarem de uma entrevista coletiva por videoconferência com jornalistas estrangeiros, no final da semana passada. Em reportagens publicadas na Argentina, os dois foram apresentados como os "magos da estratégia de Lula", em referência ao resultado do segundo turno da eleição presidencial.

Segundo O Globo, Lula não compartilha da avaliação de que a vitória tenha sido resultado principalmente do trabalho de marketing. O presidente atribui o desempenho eleitoral à mobilização popular, sobretudo à participação espontânea de apoiadores nas ruas, com destaque para estudantes, e à atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG), que também esteve na Argentina.

Janones foi responsável pelo canal de WhatsApp "Exército do Lula", que reúne mais de 10,5 milhões de seguidores e teve participação na mobilização digital durante a campanha presidencial.

A insatisfação do presidente também ocorre em meio às críticas que a comunicação da campanha petista recebeu durante a disputa. Os questionamentos internos ganharam força depois que Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula, aumentando a pressão sobre a equipe responsável pela estratégia eleitoral.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, também foi alvo de críticas de integrantes do PT e do governo ao longo da campanha.

A exposição de Marroquim e Kertész na Argentina teria ainda outro objetivo. Integrantes do PT avaliam que a movimentação pode estar relacionada ao interesse dos profissionais em participar da campanha presidencial argentina de 2027.

O ex-ministro da Fazenda argentino Sergio Massa, que pretende voltar a disputar a Presidência contra Javier Milei, reuniu-se na segunda-feira (2) com André Janones. Marroquim e Kertész também participaram do encontro.

A movimentação internacional dos marqueteiros ocorre poucos dias depois da reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário.

Por Política Livre

PF prende mulher com cerca de 3,3 kg de maconha no Aeroporto de João Pessoa/PB

- Foto: Imagem Ilustrativa
João Pessoa/PB. A Polícia Federal prendeu em flagrante uma passageira no Aeroporto Internacional de João Pessoa/PB. A mulher transportava cerca de 3,3 kg de droga.

Durante fiscalização de rotina, os policiais identificaram, na bagagem de mão da passageira e junto ao seu corpo, seis tabletes de maconha, totalizando, aproximadamente, 3,3 kg do entorpecente.

Após a prisão, ela foi conduzida à Superintendência Regional da Polícia Federal em João Pessoa, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis e, posteriormente, foi encaminhada ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba


PRF encerra Operação Finados nas rodovias federais de todo o país

Objetivo da fiscalização foi evitar sinistros de trânsito provocados pelo uso do celular ao volante e pela falta de atenção dos condutores
Foto: Divulgação/PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou, nesta segunda-feira (2), a Operação Finados, de reforço no policiamento e na fiscalização das rodovias federais de todo o país. Desde a sexta-feira (30), a PRF alertou os condutores sobre os riscos provocados pelo uso do aparelho celular na direção de veículos e a falta de atenção como causa de sinistros de trânsito.

Nos quatro dias de operação, a PRF registrou 408 infrações por uso do celular na direção de veículo, flagrou 17.063 veículos acima do limite de velocidade, autuou 2.466 veículos por não uso do cinto de segurança e 3.947 por ultrapassagem irregular.

Desde sexta-feira, foram 881 sinistros de trânsito, com 71 mortes e 894 feridos. Entre as ocorrências, um sinistro com diversos veículos na BR-116, no município de São João de Meriti (RJ), na sexta-feira. Ontem, uma colisão entre dois carros, na BR-277, em Palmeira (PR), deixou quatro mortos. Em Livramento (MT), na BR-070, também no domingo, uma ocorrência com um automóvel e um veículo de transporte de produto perigoso deixou dois mortos.

No feriado prolongado, a PRF fiscalizou 58.229 veículos e 72.899 pessoas, e identificou outras condutas irregulares. No combate à embriaguez ao volante, foram realizados 47.928 testes de alcoolemia. Ao todo, foram 920 infrações por constatação de direção sob efeito de álcool e recusa ao teste do etilômetro. Por apresentarem teor alcoólico no organismo considerado crime de trânsito ou sinais de embriaguez, 59 pessoas foram detidas.

A PRF apreendeu 1.927 kg de maconha, 406 kg de cocaína e 20 armas de fogo. Entre as principais ocorrências estão a apreensão, na segunda-feira, de 337 kg de cocaína na BR-163 em São Gabriel do Oeste (MS), um fuzil na BR-316, em Benevides (PA), e dez pistolas na BR-060, em Campo Grande (MS). Na operação, 425 pessoas foram detidas.

Obs: as estatísticas da Operação Finados são preliminares, em razão do prazo para consolidação das informações nos sistemas da PRF.
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Justiça e Segurança

Da eleição à diplomação: entenda as etapas até a posse dos eleitos

Diplomas anteriores concedidos aos eleitos para presidente. Foto: Secom/TSE
Encerrada a votação, a Justiça Eleitoral segue uma série de procedimentos que garantem a legitimidade do resultado das urnas até a posse das candidatas e dos candidatos eleitos. Entre essas etapas está a diplomação, ato que confirma oficialmente quem está apto a exercer o mandato obtido nas eleições.

Prevista para ocorrer até 18 de dezembro, a diplomação é o procedimento pelo qual a Justiça Eleitoral atesta que a candidata ou o candidato foi efetivamente escolhido pelo eleitorado e, por isso, está habilitado a tomar posse no cargo para o qual foi eleito.

Na cerimônia, ocorre a entrega dos diplomas, documentos que certificam a legitimidade dos eleitos para representar a população. Os diplomas são assinados, conforme o caso, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou da junta eleitoral.

A diplomação acontece após a conclusão da votação, a apuração dos votos e o término dos prazos legais para contestação e processamento dos resultados. Nas eleições presidenciais, a competência para diplomar a presidenta ou o presidente da República eleito é do TSE. Já os eleitos para os demais cargos federais, estaduais e distritais, assim como os suplentes, recebem seus diplomas nos TREs. Nas eleições municipais, a atribuição é das juntas eleitorais.

O que deve constar no diploma?
De acordo com o artigo 215 do Código Eleitoral, o diploma deve conter o nome da candidata ou do candidato, a legenda pela qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou sua condição de suplente. Outros dados também podem ser incluídos a critério do juiz ou do tribunal responsável.

A legislação prevê ainda que não será diplomada a candidata ou o candidato cujo registro de candidatura tenha sido indeferido, ainda que exista recurso pendente de julgamento.

Diploma e diplomação: qual a diferença?
Embora os termos estejam relacionados, eles não têm o mesmo significado. Diploma é o documento emitido pela Justiça Eleitoral que certifica a eleição da candidata ou do candidato e sua legitimidade para exercer o mandato.

Diplomação, por sua vez, é o ato formal de entrega desse documento aos eleitos e suplentes. É nesse momento que a Justiça Eleitoral oficializa quem está habilitado a assumir o cargo.

Mesmo que haja recurso contra a expedição do diploma, a pessoa diplomada pode exercer o mandato enquanto o processo estiver pendente de decisão pela Justiça Eleitoral, conforme prevê o Código Eleitoral.

E a posse?
A diplomação não se confunde com a posse. Enquanto a diplomação é realizada pela Justiça Eleitoral, reconhecendo oficialmente o resultado das urnas, a posse é o ato que marca o início do exercício do mandato.

Somente após receber o diploma a candidata ou o candidato eleito estará apto a tomar posse no cargo e exercer as funções para as quais foi escolhido pela população. O presidente e o vice-presidente eleitos tomarão posse em 5 de janeiro de 2027. Governadores e vices assumem no dia 6. As novas datas foram definidas por meio da Emenda Constitucional nº 111/2021 para evitar o feriado de Ano Novo e facilitar a presença dos governadores na posse presidencial. Senadores e deputados federais continuam tomando posse em 1º de fevereiro.

AN/GO/FP

Justiça Eleitoral reabre o cadastro eleitoral nesta terça-feira (3)

Eleitoras e eleitores poderão solicitar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais presencialmente ou pela internet
Foto: Divulgação/TSE
A partir de 3 de novembro, a Justiça Eleitoral retomará o atendimento completo do cadastro eleitoral em todo o país. Com a reabertura do sistema, eleitoras e eleitores poderão voltar a solicitar o primeiro título de eleitor, realizar a transferência de domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais e regularizar a situação eleitoral tanto pela internet quanto presencialmente nas unidades de atendimento.

A reabertura ocorre após o período de fechamento do cadastro eleitoral para as Eleições de 2026. Conforme a Resolução TSE nº 23.750/2026, o recebimento de solicitações de alistamento, transferência e revisão eleitoral foi suspenso em 7 de maio de 2026 para garantir a organização e a segurança das etapas preparatórias do processo eleitoral.

Com a retomada dos serviços, o atendimento voltará a ser realizado nos cartórios eleitorais, centrais e postos da Justiça Eleitoral, além do serviço de autoatendimento disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Serviços retomados

Com a reabertura do cadastro, a população poderá solicitar os seguintes serviços:
  • Primeiro título (alistamento eleitoral): para quem ainda não possui inscrição eleitoral;
  • Transferência de domicílio eleitoral: permite solicitar a mudança do município em que a eleitora ou o eleitor vota, desde que atendidos os requisitos legais;
  • Revisão de dados cadastrais: possibilita atualizar informações pessoais, corrigir dados e solicitar alterações permitidas pela legislação eleitoral;
  • Regularização da situação eleitoral: permite solicitar a regularização de inscrições canceladas, conforme cada situação.
Os serviços poderão ser solicitados presencialmente nos cartórios e demais unidades de atendimento da Justiça Eleitoral ou pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral.

Como solicitar atendimento pela internet

Os serviços poderão ser acessados por meio do Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral. Pela plataforma, o eleitor ou a eleitora poderá preencher o requerimento eletrônico e acompanhar a análise do pedido sem precisar comparecer presencialmente, salvo nos casos em que houver exigência específica.

Além disso, o aplicativo e-Título continuará disponível para consulta de informações eleitorais e acesso ao título digital.

Certidão de quitação eleitoral

O documento comprova que a eleitora ou o eleitor está em dia com suas obrigações perante a Justiça Eleitoral, observados os requisitos previstos na legislação. A certidão pode ser exigida em diversas situações, como posse em cargo público, matrícula em instituições de ensino e outros procedimentos administrativos.

Para emitir o documento, basta acessar o Portal do TSE, selecionar Serviços Eleitorais e escolher a opção Certidões. Em seguida, clicar em Certidão de Quitação Eleitoral. A emissão é gratuita.

Caso não seja possível obter a certidão pela internet, a orientação é procurar uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral para verificar a situação cadastral e eventuais pendências.

Por que o cadastro eleitoral fica fechado?

O fechamento do cadastro eleitoral é uma medida prevista na legislação eleitoral para permitir que a Justiça Eleitoral consolide e organize os dados que serão utilizados nas eleições.

Durante esse período, as informações do eleitorado são preparadas para a geração das listas de votação, a definição das seções eleitorais e os demais procedimentos necessários à realização do pleito. Por isso, ficam suspensos os pedidos de alistamento, transferência e revisão eleitoral até a conclusão das eleições.

Embora o cadastro tenha permanecido fechado, a Justiça Eleitoral continuou emitindo documentos como a via impressa do título eleitoral, o e-Título e determinadas certidões previstas na regulamentação do Tribunal Superior Eleitoral.

Com a reabertura em 3 de novembro, todos os serviços cadastrais voltam a funcionar normalmente, permitindo que o eleitorado atualize sua situação para os próximos processos eleitorais.

AN/GO/FP

PRF intensifica fiscalização em Vitória da Conquista após alta de mortes nas rodovias

Foto: Reprodução / PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou uma operação de fiscalização nas rodovias federais que passam por Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Essa ação segue até o dia 11 de novembro e conta com a participação de agentes de dez estados, com o objetivo de reforçar a segurança viária e reduzir o número de acidentes e mortes na região.

As informações são do site Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, participam da operação equipes de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. O policiamento será intensificado, principalmente nos trechos que concentram os maiores índices de acidentes e ocorrências criminais.

O reforço na fiscalização ocorre após o aumento no número de mortes nas rodovias federais do município. Entre janeiro e setembro de 2026, foram registrados 307 acidentes, que deixaram 373 pessoas feridas e 41 mortas.

Apesar de uma redução de 5,83 % no total de ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025, o número de mortes cresceu 17,14 %. Os acidentes considerados graves também aumentaram 27,47 %, passando de 91 para 116 registros.

Os motociclistas estão entre as principais preocupações da PRF. Nos primeiros nove meses deste ano, foram contabilizados 156 acidentes envolvendo motocicletas. Segundo a corporação, fatores como excesso de velocidade, circulação entre veículos e uso inadequado do capacete contribuem para a gravidade das ocorrências. Por isso, os condutores de motos terão atenção prioritária durante as abordagens.

A fiscalização também será direcionada a outras infrações, como ultrapassagens proibidas, condução de veículos sob efeito de álcool, uso de celular ao volante, excesso de velocidade e falta do cinto de segurança. As equipes ainda realizarão ações voltadas à segurança de pedestres e ciclistas, além de verificar as condições dos veículos utilizados no transporte de cargas, passageiros e estudantes.

De janeiro a setembro, a PRF registrou 30.645 infrações nas rodovias federais que passam por Vitória da Conquista. Mais de 9 mil motoristas foram flagrados acima do limite de velocidade, enquanto outros 3.075 foram autuados por ultrapassagens proibidas em trechos com faixa amarela contínua

Esse tipo de infração é considerado gravíssimo e prevê multa de R$ 1.467,35, além da perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

O levantamento da corporação também aponta problemas relacionados às condições dos veículos e à documentação dos condutores. Foram identificados 2.079 veículos com irregularidades no sistema de iluminação, 1.295 casos de desobediência à ordem de parada e 1.111 automóveis com o licenciamento atrasado.

Além disso, 920 pessoas foram flagradas dirigindo sem habilitação. A infração prevê multa de R$ 880,41 e retenção do veículo. Além das ações de fiscalização, a PRF pretende intensificar atividades educativas para orientar motoristas e passageiros sobre os riscos no trânsito e contribuir para a redução dos acidentes nas rodovias da região

PEC da Segurança amplia papel federal na área e governo Lula planeja estrutura de novo ministério

Foto: Jonas Pereira/Arquivo/Agência Senado
O Senado prevê votar nesta terça-feira (3) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, que amplia o papel do governo federal na área.

A gestão Lula (PT) já trabalha na definição da estrutura do futuro Ministério da Segurança Pública, que teve a criação condicionada pelo presidente à aprovação do texto.

A divisão do atual Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda está sendo discutida pelo governo, que pretende concluir nesta semana o desenho da nova estrutura.

A intenção é criar o Ministério da Segurança Pública ainda neste mandato.

Pelo desenho em discussão, o novo ministério reuniria a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.

O governo, porém, ainda discute a estrutura administrativa da nova pasta e avalia tanto a possibilidade de transformar diretorias já existentes em secretarias quanto a criação de novos órgãos.

Entre as possibilidades em análise está a transformação de três diretorias atualmente vinculadas à Senasp em secretarias: a Diopi (Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência), a Desusp (Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública) e a diretoria responsável pelo Fundo Nacional de Segurança Pública.

Com a divisão, as outras sete secretarias permaneceriam vinculadas ao Ministério da Justiça, entre elas a Senajus (Secretaria Nacional de Justiça), Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos) e Sedigi (Secretaria Nacional de Direitos Digitais).

Elaborada durante a gestão de Ricardo Lewandowski à frente do ministério e enviada à Câmara dos Deputados em abril de 2025, a PEC amplia o papel da União na coordenação das políticas de segurança pública e fortalece a atuação conjunta dos governos federal, estaduais, distrital e municipais no combate à criminalidade.

A criação do Ministério da Segurança Pública faz parte da estratégia do governo Lula de ampliar seu protagonismo na área e responder às críticas sobre sua atuação no enfrentamento ao crime organizado.

O tema está entre as principais preocupações dos brasileiros e ganhou espaço central na disputa presidencial de 2026, em um debate historicamente dominado pelo discurso da direita.

Ao longo deste ano, o governo buscou consolidar uma marca própria na segurança pública e demonstrar maior protagonismo no enfrentamento às facções criminosas. Entre as iniciativas adotadas esteve o lançamento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, voltado a fortalecer as ações de combate às organizações criminosas.

A estratégia também se refletiu no discurso de Lula, que adotou um tom mais duro em relação à criminalidade durante a campanha eleitoral. No segundo turno, o petista passou a usar o slogan "Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão", em uma tentativa de reforçar sua posição na área.

Durante sabatina na Globo, o presidente também defendeu a redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos. Lula ainda prometeu dar maior prioridade à segurança pública em seu próximo mandato, colocando o enfrentamento ao crime organizado entre as principais agendas da nova gestão.

A PEC da Segurança Pública prevê incluir na Constituição o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), atualmente regulamentado por lei, além de estabelecer diretrizes nacionais e mecanismos permanentes de cooperação entre os órgãos de segurança.

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto aguarda votação no plenário do Senado. A proposta chegou a ser incluída na pauta entre o primeiro e o segundo turno das eleições, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a matéria de votação, alegando ter sido alvo de críticas tanto do governo quanto da oposição.

O principal impasse para a votação da PEC é a redução da maioridade penal, que a oposição tenta incluir no texto. O governo, por sua vez, defende que o tema seja discutido em uma proposta separada, preservando a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

A intenção é evitar que mudanças no texto obriguem a PEC a retornar à Câmara, atrasando sua aprovação. Durante a tramitação na Casa, governo e parlamentares chegaram a um acordo para retirar a redução da maioridade penal da proposta.

Para Rodrigo Azevedo, professor da Escola de Direito da PUC-RS, a PEC fortalece a coordenação federal da segurança pública sem retirar atribuições de estados e municípios, o que pode reduzir a fragmentação das políticas e ampliar a integração das forças policiais.

O especialista, porém, critica a inclusão de medidas de endurecimento penal no texto aprovado pela Câmara, como a previsão de cumprimento obrigatório de penas em estabelecimentos de segurança máxima para integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias, além de restrições à progressão de regime e a benefícios processuais.

"A PEC representa um avanço na governança da segurança pública, mas incorpora medidas que reproduzem a lógica do populismo penal, sem evidências de que contribuam para reduzir a criminalidade", avalia.

Por Raquel Lopes/Folhapress

PF combate crimes de falsidade ideológica e uso de documentos falsos em PB

Campina Grande/PB. A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (3/11), a denominada Operação Roleplay, que tem como objetivo combater os crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado, praticados no município de Areia/PB.

Segundo apurado pelas investigações, uma mulher, juntamente com o seu filho, utilizaram documentos falsos para abrir uma conta corrente na agência da Caixa Econômica Federal de Areia e, em seguida, obtiveram quase R$ 100 mil em empréstimos fraudulentos, gerando prejuízo à empresa pública federal.

Na data de hoje, foi dado cumprimento, na cidade de Maceió/AL, a um mandado de busca e apreensão expedido pelo Juízo da 16ª Vara Federal da Paraíba, que também determinou o afastamento dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

Comprovadas autoria e materialidade, os investigados poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documentos falsos e estelionato majorado.

Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

PF e SENAD/PY iniciam 59ª fase da Operação Nova Aliança contra o narcotráfico

Ação conjunta reúne instituições brasileiras e paraguaias com foco na erradicação de cultivos ilícitos de cannabis
Imagem ilustrativa
Assunção/PY. A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD) iniciam, nesta segunda-feira (2/11), a 59ª fase da Operação Nova Aliança, iniciativa de cooperação internacional voltada ao combate ao narcotráfico. As ações seguem até 13 de novembro de 2026, com o apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.

Nesta etapa, as equipes atuarão em áreas de fronteira com incidência de cultivos ilícitos de cannabis e presença de organizações criminosas transnacionais. As atividades incluem operações aéreas e terrestres para localização, erradicação e destruição de plantações ilegais, além da identificação e desarticulação de estruturas utilizadas na produção e no armazenamento de drogas.

A operação dá continuidade às ações conjuntas desenvolvidas entre os dois países para atingir a cadeia produtiva do narcotráfico, reduzindo a oferta de drogas ilícitas e enfraquecendo a atuação de organizações criminosas.

Realizada desde 2012, a Operação Nova Aliança constitui uma importante iniciativa de cooperação bilateral entre Brasil e Paraguai. Além do enfrentamento ao narcotráfico, as ações contribuem para a proteção da saúde pública e a preservação ambiental nas regiões afetadas pelo cultivo ilegal de cannabis.

A operação também contempla a recuperação de áreas degradadas pelo plantio ilícito, atividade conduzida pelos órgãos paraguaios competentes.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

02 novembro, 2026

PRF apreende fuzil, munições e cocaína em ônibus na BR-316, em Benevides/PA

Uma mulher de 25 anos foi presa durante fiscalização; ela pretendia desembarcar em Peritoró/MA
Crédito: Polícia Rodoviária Federal (PRF)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um fuzil, 103 munições e aproximadamente 1,076 kg de cocaína durante a fiscalização de um ônibus, nesta segunda-feira (2), em Benevides/PA. Uma mulher de 25 anos, natural do Maranhão, foi presa em flagrante.

A abordagem ocorreu por volta das 11h38, na Unidade Operacional da PRF, no km 19 da BR-316, durante ações da Operação Finados 2026. Uma equipe de policiais rodoviários federais fiscalizou o coletivo, que tinha como destino Recife/PE. A ação contou com a participação do Grupo de Operações com Cães (GOC). A passageira pretendia desembarcar em Peritoró/MA.

Durante a fiscalização, os policiais apreenderam um fuzil de plataforma AR/M4 e um carregador, além de 103 munições — 100 acondicionadas em caixas e três no carregador. Também foram encontrados um tablete de cocaína, um aparelho celular, dois cartões bancários e dinheiro em espécie.

A mulher não portava documento de identificação. Ela foi encaminhada, juntamente com os materiais apreendidos, à Delegacia de Polícia Civil de Benevides para os procedimentos cabíveis.
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Justiça e Segurança