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13 julho, 2026

TRE-BA e partidos políticos assinam Pacto pela Integridade nas Eleições 2026

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, assinou, nesta quarta-feira (8), o Pacto pela Integridade nas Eleições 2026, com representantes de 21 partidos políticos, em solenidade realizada na Sala de Sessões do Órgão. O documento expressa o compromisso das partes com a realização de um pleito seguro, célere e transparente, respeitando às normas vigentes, a exemplo do cumprimento das cotas de gênero na disputa eleitoral.

Outros pontos do Pacto foram o esforço das partes envolvidas para o pleno exercício do direito de voto, adotando medidas que contribuam para o acesso inclusivo e a participação igualitária; a utilização, de modo responsável, das ferramentas de Inteligência Artificial ou tecnologias equivalentes; e a replicação de conteúdos informativos legítimos sobre as decisões da Justiça Eleitoral em seus canais de comunicação e redes sociais, dos conteúdos educativos elaborados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e TRE da Bahia e dos temas relacionados ao exercício da cidadania.

Durante a cerimônia, Szporer destacou o papel do Regional em orientar candidatas(os), partidos políticos e eleitoras(es), prevenir ilícitos, assegurar a observância da legislação e atuar com absoluta imparcialidade. “É exatamente nesse contexto que realizamos esse encontro, criando este espaço de construção coletiva de compromissos, onde reafirmamos que a integridade eleitoral não se impõe apenas pela força da lei, mas também pela consciência ética de todos aqueles que participam da vida pública”, ressaltou o presidente do TRE-BA.

O magistrado reforçou ainda a grande participação do público - servidoras(es), advogadas(os), magistradas(os), membras(os)do Ministério Público Federal e representantes de diversas instâncias judiciais e políticas. “A presença de Vossas Excelências reafirma o compromisso coletivo com o fortalecimento da democracia brasileira e evidencia que o diálogo institucional continua sendo o caminho mais eficiente e seguro para a construção de eleições íntegras”, enfatizou o presidente do Eleitoral baiano, o desembargador Maurício Kertzman Szporer.

No evento, foi firmado e assinado também o Termo de Compartilhamento de Boas Práticas, que estabelece mecanismos de atuação em rede para a troca de experiências, metodologias e protocolos de boas práticas relacionadas à Justiça Restaurativa, entre o Regional baiano e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A formalização ocorreu com a representante do TJ-BA, desembargadora Joanice Guimarães.

Ainda foram realizadas palestras sobre a Justiça Restaurativa na Justiça Eleitoral, Desjudicialização e Litigância Abusiva e Propaganda Eleitoral: do conflito ao consenso. O Coral do Eleitoral esteve presente cantando músicas durante o encontro.

Palestras

A representante do TJ-BA, desembargadora Joanice Guimarães, palestrou sobre a Justiça Restaurativa. A magistrada salientou que o conceito vai além de resoluções redundantes, focando na aplicação prática, no atendimento às necessidades das vítimas e na transformação das relações, inserindo valores mais humanos no sistema de Justiça, incluindo o eleitoral. “Inicialmente, a Justiça Restaurativa foi definida de forma redundante, como processo que restaura, demonstrando a necessidade de exemplos práticos e clareza sobre como aplicá-la”, afirmou Guimarães, ao defender a vontade, a consciência do consentimento, a cooperação e o caráter comunitário como valores fundamentais para os processos restaurativos.

Em sua fala sobre Desjudicialização e Litigância Abusiva, a coordenadora Judiciária do 1º Grau de Jurisdição do TRE-BA, Hercília Barros, destacou que o papel do Tribunal vai além das competências administrativas (organizar eleições), normativas (regulamentar) e jurisdicionais (julgar). “Um dos principais objetivos da atuação do Regional é assegurar que o resultado da urna eletrônica seja digno da confiança da sociedade. Essa confiança não nasce apenas em sentenças, mas na preparação do pleito e no desempenho do papel de cada ator envolvido no processo eleitoral, pois é um trabalho conjunto”, salientou.

A secretária da Presidência do Regional, Márcia Lopes, abordou o tema Propaganda Eleitoral: do conflito ao consenso, em que tratou sobre os desafios da propaganda eleitoral nas eleições de 2026, com ênfase na desjudicialização e na Justiça Restaurativa.

Segundo a servidora, as campanhas eleitorais enfrentam uma multiplicação de representações eleitorais, exigindo decisões urgentes em prazos curtos. “Para evitar que processos desnecessários cheguem ao Judiciário, distinguindo claramente crítica política legítima de ofensa pessoal, a aplicação de diálogo entre as campanhas e a retratação pública são algumas sugestões para a resolução da problemática”, pontuou Lopes.

O encontro foi finalizado com a entrega da Sala da Democracia, um espaço permanente de diálogo, cooperação e aproximação institucional entre o TRE da Bahia e as agremiações partidárias. Durante a inauguração, o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, concedeu coletiva à imprensa e comentou sobre a importância e simbologia do ambiente. “Esta sala é a representação física de que o Tribunal Regional Eleitoral está de braços e coração abertos para que a consolidação da democracia e o pleno êxito dessas eleições sejam reflexo de um processo construído de forma conjunta”, finalizou.

Por Redação/Politica Livre

Negros ainda são minoria proporcional na magistratura no Tribunal de Justiça da Bahia

Mesmo sendo o estado com a maior proporção de população negra do país, a Bahia ainda está longe de refletir essa realidade na composição do Poder Judiciário. É o que revela um levantamento inédito do Observatório da Branquitude, que analisou o perfil racial da magistratura em 22 Tribunais de Justiça brasileiros.

Segundo o estudo, cerca de 80% da população baiana é negra, mas apenas 42% dos magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) se autodeclaram negros. O percentual coloca a Bahia entre os estados com maior presença de juízes negros, mas ainda evidencia uma significativa sub-representação quando comparada ao perfil demográfico da população.

O levantamento mostra que nenhum dos 22 Tribunais de Justiça analisados conseguiu alcançar uma composição racial equivalente à da população do respectivo estado.

O Amapá aparece com o maior percentual de magistrados negros do país, com 61%, mas o índice também fica abaixo da participação da população negra local, que chega a aproximadamente 78%.

Na outra ponta do ranking está Mato Grosso. Apesar de cerca de 66% da população ser negra, apenas 2% dos magistrados pertencem a esse grupo racial. Em São Paulo, negros representam cerca de 41% dos habitantes, mas ocupam apenas 4% das vagas na magistratura. No Rio de Janeiro, onde aproximadamente 58% da população é negra, os magistrados negros também correspondem a somente 4% do total.

Os dados reforçam o desafio da diversidade no Judiciário brasileiro, especialmente nos cargos de maior poder decisório. Embora políticas de ações afirmativas e cotas tenham ampliado o acesso de negros às carreiras jurídicas nos últimos anos, o levantamento aponta que a composição da magistratura ainda não acompanha a realidade demográfica do país.

No caso baiano, os números chamam atenção justamente porque o estado possui a maior população negra do Brasil. Ainda assim, menos da metade dos integrantes do Tribunal de Justiça pertence a esse grupo, revelando que a representatividade racial no Judiciário permanece distante do perfil da sociedade baiana.
Por Política Livre

Bruno Reis e Geddel Vieira Lima se encontram em evento da família Odebrecht

No périplo que fez ao interior da Bahia, neste final de semana, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), visitou, no domingo (12), o leilão da EAO Agropecuária, empresa ligada aos herdeiros da família Odebrecht. Ele esteve na Fazenda Baviera, em Itagibá, no Médio Rio de Contas.

Lá, Bruno se encontrou com representantes do grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), entre eles o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), que demonstrou bastante animação ao rever o prefeito da capital.

Vale lembrar que, há alguns dias, o emedebista publicou um texto nas redes sociais afirmando que o ex-correligionário "vai trabalhar para ACM Neto (União) ganhar e rezar desesperadamente para ele perder", fazendo referência ao pleito estadual de 2030, quando Bruno desejaria concorrer.

No sábado (11), Bruno Reis esteve em Itabuna, onde foi se encontrar com o ex-prefeito Capitão Azevedo e assegurar o apoio dele a ACM Neto (clique aqui para ler).

Por Política Livre

12 julho, 2026

Jovem recém saído da prisão é morto a tiros em bar de Eunápolis

Foto: Reprodução / Alô Juca
Um jovem de 20 anos foi morto a tiros na noite do último sábado (11) dentro de um bar no bairro Santa Lúcia, em Eunápolis, no extremo sul da Bahia. A vítima, identificada como Kauan Cássio Cordeiro, estava no cruzamento das ruas São Raimundo e Monte Serrat quando foi surpreendida pelos criminosos.

Segundo informações do Alô Juca, dois homens em uma motocicleta chegaram ao estabelecimento e dispararam diversas vezes contra Kauan, fugindo logo em seguida. A vítima foi atingida principalmente na cabeça e morreu no local, antes da chegada do socorro médico.

Policiais militares do 28º BPM realizaram buscas na região, mas ninguém foi preso. A perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) isolou a área e recolheu cápsulas de pistola calibre 9 milímetros.

A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime. Conforme as investigações iniciais, Kauan havia deixado o sistema prisional há cerca de seis meses, onde cumpriu pena por tráfico de drogas. Os policiais apuram se o histórico criminal motivou a execução.

Motorista atropela e mata seis pessoas em feira em Viña del Mar, no Chile

Foto: Reprodução / Redes sociais
Um motorista atropelou várias pessoas que estavam na Feria Caupolicán, em Viña del Mar, no Chile, neste domingo (12). O veículo, que estava em alta velocidade, entrou na contramão do fluxo, capotou e subiu a calçada do local onde era realizada a feira. Segundo o jornal chileno La Tercera, 6 pessoas morreram, sendo três homens e três mulheres, e 7 ficaram feridas, incluindo dois bebês de 8 meses de idade.

Em comunicado, a polícia chilena informou que o homem está preso e foi levado a um centro de saúde para realizar exames de álcool e drogas. "A pessoa diz que não se lembra de nada e estão sendo realizados exames", afirmou a instituição, acrescentando que a investigação está em andamento.

 

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o suposto responsável pelas mortes sendo levado por policiais para a viatura, sob protestos da população. Várias pessoas, revoltadas com o crime, tentaram agredi-lo e até vandalizaram o veículo policial.

 

Viña del Mar fica a cerca de 120 km a oeste de Santiago, a capital chilena. 

Liberais transitam por equipes de presidenciáveis da direita, e Durigan é escalado para defender Lula

A cerca de dez dias do início das convenções partidárias que vão oficializar os candidatos ao Palácio do Planalto, as campanhas dos presidenciáveis do campo da direita recrutam conselheiros entre os economistas liberais para construir planos de governo de oposição à política econômica adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ausência de um nome único da direita na disputa contra Lula, boa parte desses conselheiros se apresenta como colaboradores informais e sem vínculo direto, transitando entre as campanhas de mais de um presidenciável. Outros preferem, por enquanto, contribuir no anonimato. As conversas aceleraram nos últimos dias.

Os nomes dos conselheiros vão desde "ex-Guedes", como têm sido chamados os integrantes do superministério da Economia de Paulo Guedes o "Posto Ipiranga" do ex-presidente Jair Bolsonaro, até economistas que participaram de outros governos, como o ex-diretor do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso Luiz Fernando Figueiredo. Nome de relevo no mercado financeiro, Figueiredo se juntou ao time do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

O foco em comum na campanha dos presidenciáveis da direita é a crítica à política fiscal do governo Lula 3 de expansão de despesas, aumento da dívida pública e alta de tributos, além da defesa de maior participação do setor privado na economia. Todos vêm reunindo dados para contestar os números de Lula na economia.

Enquanto a campanha do presidente se vê às voltas com as regras do defeso eleitoral, as conversas no time de economia do seu principal adversário nas pesquisas, o senador Flávio Bolsonaro (PL), se firmaram sob a direção da empresária Daniella Marques.

Braço direito de Guedes no Ministério da Economia e depois presidente da Caixa Econômica Federal, Marques é apontada como o atual "Posto Ipiranga" de Flávio. A influência de Marques na campanha, chefiada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), aumentou após o racha dele com Michele Bolsonaro. Ela também é cotada para a vice de Flávio.

Marques está formalmente na campanha do filho de Jair Bolsonaro há 25 dias e se licenciou da empresa Legend para trabalhar integralmente nela. Nos bastidores tem repetido a estratégia que Guedes adotou: apresentar Flávio a nomes-chave do mercado financeiro e formuladores de opinião, e tem comandado reuniões para discutir a estratégia econômica.

"Desde o início do ano, sob a liderança de Marinho, estamos compilando diversas pesquisas, estudos e entrevistas com especialistas, para o Flávio determinar quais as prioridades e caminhos para chegarmos ao formato final do plano de governo", afirma Marques.

Segundo ela, o objetivo é apresentar um projeto que "funcione e resolva o problema das pessoas". Serão três pilares: mobilidade social; reformas macro; e microrreformas de setores estratégicos. "Há inúmeros desafios macroeconômicos a serem enfrentados porque o PT deixou o país no abismo. Vamos focar em resolver esse rombo para levar soluções concretas às famílias. Será um projeto técnico de reformas com viabilidade política."

Marinho contratou um estudo feito pela GO Associados, do economista Gesner Oliveira, ex-presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e fez entrevistas com especialistas para ajudar na definição das propostas. O senador convidou o ex-deputado federal Eduardo Cury (PL) para desenvolver o plano de governo. Outra participante é Solange Vieira, que chefiou a Susep (Superintendência de Seguros Privados) durante o governo Bolsonaro.

Marques também tem apresentado Flávio a economistas mulheres. É o caso de Cristiane Schmidt, atual CEO da MSGÁS (Companhia de Gás do Estado de Mato Grosso do Sul). Ela almoçou recentemente com o candidato do PL, e também vem discutindo propostas com a equipe de Zema, chefiada pelo ex-secretário de Guedes Carlos da Costa. Cristiane também foi secretária de Economia em Goiás durante o governo de Caiado, entre 2019 e 2023.

Marcos Troyjo, ex-presidente do banco dos Brics, é outro ex-Guedes em atuação —ele foi secretário especial de Assuntos Internacionais. Ele mantém conversas com as campanhas de Flávio, Caiado e Zema. A interlocutores diz que quer contribuir com ideias para o país.

Pessoas que integram a campanha afirmam que o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida também colabora com o programa de Flávio. Sachsida, contudo, nega ser colaborador direto, mas já declarou voto em Flávio e afirma ter proximidade maior com ele do que com os demais nomes da direita.

"Me dou melhor com Flávio porque trabalhei com o pai dele. Tenho certeza que se eu ligar para o senador, ele vai me atender mais do que os outros candidatos", diz. "Se isso é uma colaboração com Flávio, aí eu estou colaborando."

Interlocutores afirmam que Flávio tem confiado plenamente em Daniella para tocar a parte econômica de seu plano. Estaria, inclusive, disposto a mudar de opinião sobre a reforma tributária. Ele já propôs revogá-la, alegando que pode resultar em aumento de impostos.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, diz que a construção do plano de economia da candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ainda vai começar em alguns dias. "Não tem nenhum Posto Ipiranga", diz Kassab, que deverá sair de vice na chapa de Caiado. "Ele está ouvindo todo mundo e procurando contribuições."

Roberto Brant, que foi deputado federal e ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, está à frente do plano econômico do ex-governador de Goiás e diz que marcará diferenças claras com o governo do PT.

"Quem faz o crescimento é o setor privado, ao contrário do que o Lula acha. Mas o setor privado está emparedado, porque o custo de capital ficou exorbitante, e o crédito vai ficar cada vez mais restrito", diz, sem dar muitos detalhes sobre as medidas que proporá.

Uma das vantagens de Caiado sobre os demais candidatos, segundo auxiliares, é o traquejo político com um Congresso cada vez mais empoderado. Outro nome do time do ex-governador é Erik Figueiredo, outro "ex-Guedes" —ele foi subsecretário de política fiscal.

Zema também conta com "ex-Guedes" em seu time. Carlos da Costa chefia o programa econômico do candidato do Novo. Segundo ele, uma das prioridades é promover um choque fiscal nos gastos do governo. Para isso, sugere o congelamento na contratação de servidores por dois anos e a privatização de todas as estatais. A ideia, segundo ele, seria começar pela Petrobras e o Banco do Brasil.

"Estou me juntando a uma candidatura com a qual me identifico e em que posso contribuir nas questões econômicas. O trabalho nessa área está bastante avançado, estou ainda começando a olhar o plano para eventualmente dar sugestões", diz Luiz Fernando Figueiredo, que também integra a equipe de Zema.

Na equipe econômica do presidenciável Renan Santos (Missão), o principal nome já divulgado é o do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP).

Kataguiri afirma que um dos focos da campanha é o eixo fiscal. Entre as propostas, está a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário-mínimo, para que aposentadorias e pensões passem a ser ajustadas apenas pela inflação, sem ganho real.

Embora Renan Santos apareça numa posição pouco expressiva em pesquisas, Kataguiri afirma ver potencial no "fator Milei", presidente da Argentina que inspira a campanha do Missão.

"Na parte econômica, em termos de opinião pública, a maioria seria mais simpática ao Milei do que anti-Milei", diz o deputado. "O programa [de Renan] vai ser o mais detalhado das candidaturas à presidência, porque geralmente os programas que são protocolados no TSE são mais cartinha pro Papai Noel do que detalhamento de proposta."

O governo Lula, alvo das críticas de todos os candidatos da direita, escalou Dario Durigan (ministro da Fazenda) para falar das propostas para um eventual quarto mandato. Pelas regras eleitorais, ele pode falar em nome do candidato apenas fora do horário de expediente.

Por meio de nota enviada à reportagem pelo PT, o ministro diz que o governo recompôs a base fiscal com progressividade tributária. "A construção do plano [de governo] saberá dialogar com o sucesso desse terceiro mandato e apontará caminhos para que o país siga avançando", afirma.

Durigan diz que está mantendo um diálogo frequente e produtivo com o presidente do PT, Edinho Silva, e com quadros do partido, da base do governo e lideranças empresariais e financeiras, da sociedade civil e parlamentares.

Na economia, segundo auxiliares, o presidente Lula também ouve o ex-ministro Fernando Haddad, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Esther Dweck (Gestão). O coordenador é o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli.

Por Adriana Fernandes e Luany Galdeno / Folhapress

Dino manda bloquear R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha em investigação sobre emendas

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).
A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, que investiga a possível ingerência ilícita de Cunha no direcionamento de verbas públicas, mesmo sem exercer mandato parlamentar desde 2016.

A determinação de bloqueio é de segunda-feira (6), mas se tornou pública neste domingo (12).
Cunha foi procurado pela reportagem por mensagem de WhatsApp, mas ainda não retornou o contato.

A Polícia Federal afirma ter indícios de que Eduardo Cunha atuava como um "vetor relevante" na definição e remanejamento de emendas, utilizando-se da servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

Segundo as investigações, Tuca operava como braço direito de Cunha dentro da Casa Legislativa, ignorando fluxos formais para materializar as decisões do ex-deputado.

Análises de mensagens telemáticas revelaram que Cunha coordenava diretamente a destinação de, pelo menos, 29 emendas da Comissão de Saúde, totalizando um valor de R$ 6,15 milhões.
O caso envolve municípios de Minas Gerais, estado que Cunha usa como nova base política para tentar voltar à Câmara as próximas eleições.

"Em várias passagens, o ex-deputado revela contar com uma cota informal de valores, que era direcionada conforme as diretrizes e interesses políticos no Estado de Minas. Várias foram as trocas de municípios e indicações, tudo conforme diretrizes repassadas diretamente pelo ex-deputado", diz o ministro, na decisão.

O ministro suspendeu ainda a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas identificadas, estejam elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento.

A Câmara dos Deputados foi intimada a fornecer, em 10 dias, todos os documentos de tramitação interna das emendas citadas na investigação.

Dino enfatizou que o orçamento secreto não pode degradar o erário à condição de patrimônio privado e que a falta de transparência e rastreabilidade fere os princípios constitucionais da administração pública.

O ministro ressaltou que a conduta configura, em tese, o crime de peculato-desvio, uma vez que Cunha, um agente privado sem autorização institucional, interferia na alocação de recursos federais para fins pessoais e eleitorais.

Em janeiro, reportagem da Folha mostrou que o ex-presidente da Câmara enviou para a cidade de João Pinheiro (MG) uma emenda de R$ 1 milhão assinada pelo deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG).

Cunha passou mais de três anos preso em decorrência de investigação na Operação Lava Jato e posteriormente conseguiu a anulação de suas condenações.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi alvo de bloqueio de bens, também por ordem de Dino, na última semana. A suspeita é de que ele direcionava as verbas de emendas mesmo sem ter mandato parlamentar.

Por Raquel Lopes / Folhapress

Homem é preso por descumprir medida protetiva em Juazeiro

Um homem de 50 anos foi preso pela Polícia Civil em Juazeiro, no Norte do estado, por descumprimento de medida protetiva, além de responder pelos crimes de ameaça e injúria no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A prisão ocorreu na última quinta-feira (9), no Residencial Mairi, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, a ordem judicial foi expedida pela Vara de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Juazeiro. O investigado foi localizado após diligências e preso sem oferecer resistência.

Após o cumprimento do mandado, o homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotados os procedimentos legais. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário e será transferido para o sistema prisional.

A ação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Juazeiro.

11 julho, 2026

Colisão entre ônibus e picape deixa jovem morto e mulher ferida na BA-026, no sudoeste baiano

Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm
Um acidente envolvendo um ônibus e uma picape deixou um homem de 25 anos morto e uma mulher ferida na madrugada deste sábado (11), na BA-026, entre os municípios de Contendas do Sincorá e Maracás, no sudoeste da Bahia. As informações são do Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a colisão frontal ocorreu por volta das 4h40, no km 270 da rodovia. A vítima fatal foi identificada como Thiago da Silva Lima, que conduzia uma Volkswagen Saveiro e morreu ainda no local do impacto. Uma mulher que estava na picape, identificada como D'arc Suene Pereira Santana, foi socorrida com suspeita de fratura na perna esquerda e encaminhada ao Hospital Álvaro Bezerra, em Maracás.

O ônibus da empresa Entram era conduzido por um motorista de 46 anos, que não sofreu ferimentos. Os demais passageiros também saíram ilesos. Equipes da Polícia Técnica realizaram a perícia no local e removeram o corpo da vítima para o Instituto Médico Legal (IML) de Jequié. As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Estadual.

Salles diz que família Bolsonaro exige obediência absoluta e divide a direita

Crítico do presidente Lula (PT), o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), 51, credita a vantagem do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas como fruto de erros da campanha bolsonarista -incluindo a relação do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em entrevista à reportagem, Salles disse que as brigas no clã enfraquecem a direita -em especial os ataques mútuos entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL)- e que o grupo político de Carlos (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL) tem excluído quem não se dispõe a jurar "obediência absoluta".

Pré-candidato ao Senado por São Paulo, Salles se colocou como opção para a Casa legislativa em 2024, quando se filiou ao Novo. Dois anos depois, apesar de seu partido apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ele concorre de forma independente. Os candidatos apoiados pelo governador são o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e o deputado estadual André do Prado (PL).

Sem o palanque de Tarcísio, Salles disse ter sido aconselhado a desistir: são três nomes da direita disputando duas cadeiras, o que pulveriza os votos do campo político. Sua reação foi abrir fogo contra André do Prado, a quem acusa de fingir ser de direita. "Se quiserem ter dois candidatos, o André que desista. Eu vou resistir."

Ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, ficou marcado por defender "passar a boiada" em reunião ministerial -justificando que aquilo significava resolver as coisas de forma rápida. Eleito o quinto deputado federal mais votado em 2022, com 640 mil votos, ensaiou uma candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024 e recuou após o PL, partido ao qual era filiado, decidir apoiar a reeleição de Ricardo Nunes (MDB).

Salles aparece numericamente em terceiro lugar no Datafolha do início deste mês, liderado por Marina Silva (Rede), com 18%, e Simone Tebet (PSB), com 16%. Tecnicamente empatado com Tebet, Salles (13%) também empata, dentro da margem de erro de dois pontos, com André (11%) e Derrite (10%).

PERGUNTA - Alguém pediu ao sr. de forma direta para desistir do Senado?
RICARDO SALLES - Vários comentaram que eu precisava desistir, mas por que eu que tenho que desistir? Eu me lancei candidato antes de todos, tenho uma história na direita muito mais sólida do que qualquer outro e estou na frente deles [André do Prado e Derrite] nas pesquisas.
O Tarcísio nunca tocou nesse assunto de desistência comigo. Algumas pessoas, em conversa com o Fernando Meira [presidente do Novo em SP], insinuaram se não era o caso de eu ir para deputado federal, que obviamente eu teria uma votação significativa. Se quiserem ter dois candidatos, o André que desista. Eu vou resistir.

P - Como o sr. enxerga a disputa na direita para o Senado em São Paulo?
RS - O André não é de direita, ele está se fingindo ser de direita. Apoiou Dilma Rousseff [em 2010] e, na eleição de 2022, ficou ao lado do Rodrigo Garcia contra o Tarcísio no primeiro turno. Ele se juntou ao PT para se eleger presidente da Assembleia Legislativa e tem uma série de parcerias com deputados, vereadores e prefeitos do PT. Tarcísio não o quis como vice. No fundo, não é uma candidatura ao Senado por mérito, mas como prêmio de consolação. Já o Derrite é um bom candidato.

P - Por que o sr. discutiu com Eduardo Bolsonaro nas redes sociais?
RS - Dos filhos do Bolsonaro, acho o Eduardo o mais preparado. Mas ele fragilizou o discurso que sempre teve contra a corrupção quando aceitou ser suplente do André do Prado, pupilo do Valdemar Costa Neto, que personifica o centrão. Critiquei isso. Ele disse que eu me acovardei na discussão toda de anistia, o que não é verdade. Eu procuro dizer coisas que têm fundamento, que eu possa sustentar. Não digo frase de impacto para depois ter que recuar, como ele com aquela história de "soldado e cabo para fechar o STF".

P - Flávio Bolsonaro tem chance de vencer?
RS - Acho que sim, porque como a própria Folha mostrou, a maioria dos brasileiros é de direita. O Lula tem um mau governo, corrupto, e a figura dele está muito envelhecida, desgastada. A vantagem é muito apertada e diante de qualquer descuido do Lula, o Flávio cresce. Só que hoje a campanha do PT está jogando em cima dos erros da campanha do Flávio.

P - E tem a relação com o Vorcaro...
RS - Exatamente. Os erros da campanha do Flávio é que estão dando vantagem ao Lula. Não é o Lula que está indo bem.

P - O que achou dos movimentos recentes de Michelle Bolsonaro?
RS - O Eduardo e o Carlos têm em torno deles uma série de ativistas, influenciadores e blogueiros que diuturnamente atacam Michelle, Nikolas [Ferreira] e muita gente séria e de direita, mas que, por razões fúteis, acabam gerando ciúmes. Isso desune a direita. Acho que a manifestação da Michelle [em vídeo no qual disse ter sido maltratada] foi um desabafo de alguém que estava cansada de ser atacada por todo esse entorno. O próprio Flávio não atacava, mas também não fazia questão de brecar todos esses ataques que todo mundo via e todo mundo sabia de onde vinha.

P - Quem promove esses ataques?
RS - São os influenciadores amigos do Eduardo: Kim Paim, Allan dos Santos... Tem uns tantos lá no Twitter, principalmente.

P - Um ponto fraco do Flávio é a aceitação entre as mulheres. Existe terreno para ele se recuperar?
RS - Acho que sim, a eleição está longe. Tem uma frase interessante que diz que a política é a arte de ciscar para dentro. O que essa turma do entorno do Carlos e do Eduardo está fazendo é ciscar para fora, jogar gente que estava junto para fora -e só não fazem com aqueles que juram obediência absoluta. Gente com escolha não se sujeita a essa história de obediência absoluta.

P - É o seu caso?
RS - Tenho independência total, não preciso da política para nada. Gosto de política e fui para a vida pública por vocação, não por ausência de alternativa no setor privado. Quando a pessoa não pode sobreviver fora da política e se dar ao luxo de eventualmente perder uma eleição, começa a aceitar e fazer coisas que em condições normais não faria ou aceitaria.

P - O que fará se não for eleito?
RS - Eu toco a minha vida na advocacia, não tem problema nenhum. Fui candidato três vezes antes de ser deputado federal [2006, 2010 e 2018], perdi e continuei na advocacia. Não preciso da política para viver. Não quero perder a eleição, mas se acontecer, faz parte. Fazer o quê?

P - A deputada Tabata Amaral [PSB] disse que o sr. teve zero projetos aprovados no atual mandato. Como responde a isso?
RS - Para aprovar um projeto no Congresso, da forma como ele está, você tem que ceder em coisas que eu não estou disposto a ceder. Meus projetos foram apresentados e ficaram pelo caminho. Mas relatei a CPI do MST, a PEC das drogas, a minha emenda incluiu a castração química de pedófilos [no projeto de lei 3976/2020, aprovado em 2024 pela Câmara e parado desde então no Senado]. Ou seja, ainda que eu não tenha projetos da minha autoria aprovados, há ações relevantes da minha autoria que puderam ser feitas sem negociar com a esquerda ou o centrão.

P - A negociação não faz parte da política?
RS - É parte da política, mas tenho um pouco mais de rigidez nessa capacidade de transacionar ou de negociar com pessoas que têm posições muito diferentes das minhas, sejam porque são de esquerda, sejam porque são do centrão fisiológico.

P - Se o centrão ocupa tanto espaço, como legislar sem negociar com ele?
RS - O primeiro pressuposto é que eles devem aderir à nossa pauta, e não a direita se submeter à pauta do centrão. O centrão consegue cooptar votos com verbas, emendas, cargos, favores em comissões temáticas. Quando nós éramos governo e a caneta estava na nossa mão, o ministro encarregado de negociação política, que era um general [Luiz Eduardo Ramos], era completamente inadequado para essa função. Você colocar general para negociar política é um desastre, como a maioria das coisas que eles fazem.

P - Ainda pensa em concorrer à Prefeitura de São Paulo?
RS - Se eu for eleito senador, não vou deixar o Senado para concorrer à prefeitura. Agora, se eu não for eleito senador, aí quem sabe?

RAIO-X | RICARDO SALLES, 51
Advogado formado pela Universidade Mackenzie, foi ministro do Meio Ambiente (2019-2021), secretário estadual de Meio Ambiente em São Paulo (2016-2017) e fundador do movimento Endireita Brasil. Foi o quinto deputado federal mais votado em 2022 e é pré-candidato ao Senado nestas eleições.

Por Juliana Arreguy / Folhapress

Governo Trump intima jornalistas do New York Times após reportagem sobre avião doado pelo Qatar

O governo de Donald Trump intimou jornalistas do The New York Times após a publicação de uma reportagem que levantou dúvidas sobre a segurança da nova aeronave presidencial doada pelo Qatar.

De acordo com o jornal, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos convocou os repórteres para prestar depoimento em Nova York na próxima quarta-feira (15), no âmbito de uma investigação sobre suposta violação da legislação criminal federal.

Algumas das intimações, ainda segundo o veículo americano, foram entregues por agentes nas residências dos repórteres. "Nossos jornalistas apuram os fatos e defendem o direito do público americano de saber como o governo está funcionando e como o dinheiro dos contribuintes está sendo gasto", escreveu David McCraw, advogado do New York Times, em comunicado.

"Esse ato descarado deve ser visto como uma tentativa de impedir que a população saiba o que está acontecendo no país, intimidando jornalistas para que deixem de fazer seu trabalho", acrescentou.

As intimações foram emitidas pelo procurador federal Jay Clayton, indicado recentemente por Trump para o cargo de diretor de Inteligência Nacional. Entre os convocados para prestar depoimento estão os quatro jornalistas que assinaram a reportagem sobre a aeronave publicada na última quarta (8): Julian E. Barnes, Eric Lipton, Tyler Pager e Eric Schmitt.

Segundo o texto, Trump deixou a Turquia a bordo de sua antiga aeronave presidencial em vez do novo Boeing 747-8 doado pelo Qatar, por motivos de segurança. Ainda de acordo com a reportagem, a escolha foi feita após recomendação do Serviço Secreto.

Autoridades disseram, sob a condição de anonimato, que o novo avião não tem alguns recursos de segurança presentes na aeronave mais antiga, incluindo sistemas avançados antimísseis.
Antes de a reportagem ir ao ar, na própria quarta, um funcionário de alto escalão do FBI, a polícia federal americana, contatou o jornal e pediu que o texto não fosse publicado, pois seria uma questão de segurança nacional.

Ainda segundo o New York Times, o representante do FBI se recusou a explicar qual seria o problema de segurança e solicitou que o jornal revelasse as pessoas ouvidas pela reportagem, o que o veículo afirmou ter recusado.

A Casa Branca não se pronunciou sobre a intimação. Neste sábado (11), porém, uma representante do Departamento de Justiça dos EUA escreveu em comunicado que "os repórteres não são os alvos". "Os alvos são aqueles que vazam informações sigilosas", disse Emily Covington.

"Nós valorizamos e reconhecemos o importante papel que a imprensa desempenha neste país, mas o Departamento de Justiça também tem um papel fundamental em garantir que as pessoas encarregadas dos segredos da nossa nação façam o que devem fazer com essas informações. Reconhecemos que sempre poderá haver uma tensão natural entre essas funções, mas não vamos ignorar a lei", completou.

Nos últimos meses, Trump intensificou os ataques contra repórteres e veículos de comunicação, reforçando uma estratégia que transforma a imprensa em inimiga preferencial e ajuda a mobilizar sua base de apoiadores, de modo a combater a queda de popularidade.

Em junho, o republicano atacou repórteres de diferentes veículos e interrompeu uma entrevista de forma abrupta. Também no mês passado, comentaristas que se apresentam como independentes encontraram seus nomes em uma seção intitulada "Influenciadores de Esquerda" dentro da página "Infratores da Mídia", hospedada no site da Casa Branca, o que motivou novas críticas relacionadas à liberdade de expressão.

Os processos contra profissionais e veículos da imprensa também não são novidade. Em 2025, Trump moveu uma ação contra o The New York Times sob o argumento de difamação.

O jornal também já entrou na Justiça contra o presidente. Em dezembro, o veículo processou o Departamento de Defesa americano após a imposição de restrições a repórteres responsáveis pela cobertura das Forças Armadas.

Por Júlia Moura / Folhapress

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