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26 outubro, 2026

Eleições 2026 BUSCAR Login padrão de usuário Apuração Eleições Eleições 2026: Caiado, Zema e Renan Santos repercutem vitória de Lula; Cury não se manifestou

Ex-candidatos à Presidência no primeiro turno comentaram o resultado da eleição, que terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.
Cury, Renan Santos, Caiado, Zema — Foto: Érico Andrade/g1, Carlos Henrique Dias/g1, Divulgação e Caio Ranieri/TV Integração
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste domingo (25), contra Flávio Bolsonaro (PL), repercutiu entre políticos que disputaram o primeiro turno. Ex-candidatos à Presidência se manifestaram sobre o resultado, com críticas à eleição e reconhecimento da decisão das urnas.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) questionou a disputa e fez acusações sem apresentar provas. Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que esperava uma renovação política, mas reconheceu a decisão da maioria. O ex-candidato Renan Santos (Missão) descartou a hipótese de fraude eleitoral.

Veja abaixo o que disseram os políticos.

Romeu Zema

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que disputou a Presidência no primeiro turno e apoiou Flávio Bolsonaro no segundo, lamentou a vitória de Lula e afirmou, sem apresentar provas, que o petista aplicou um "golpe à la Venezuela".

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema também classificou a eleição como "alarmista e mentirosa" e acusou apoiadores do PT de disseminarem notícias falsas durante a campanha.

"O Lula aplicou um golpe à la Venezuela, a mesma coisa que o seu companheiro e ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição", afirmou.

Zema também mencionou a atuação de sindicalistas em Salvador e alegou que houve disseminação de notícias falsas durante o processo eleitoral.

"Essa foi a eleição mais alarmista e mentirosa que eu já vi no Brasil, mas se é para somar para o lado deles vale tudo", declarou.

Em outra publicação, o ex-governador voltou a questionar a condução da disputa e criticou o que classificou como falta de consequências para a disseminação de informações falsas.

Zema também afirmou que o resultado terá consequências negativas para o país e criticou o governo petista, a situação da educação, a segurança pública e a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que esperava uma renovação política no país, mas reconheceu a decisão das urnas após a vitória de Lula.

Em entrevista coletiva em Goiânia, neste domingo (25), Caiado disse que a proposta de mudança era o objetivo daqueles que apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

"Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica", afirmou.

O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também comentou o resultado e disse que a votação representa a vontade popular.

Vilela afirmou esperar que o governo federal adote uma postura diferente e defendeu uma política de responsabilidade fiscal e de não retaliação a estados governados por adversários políticos.

"A votação das urnas é soberana. Democratas como somos, temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro", declarou.

Caiado havia anunciado apoio a Flávio Bolsonaro em 6 de outubro, após a definição do segundo turno.

Renan Santos

O ex-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou que não houve fraude na eleição e que a campanha de Lula foi "colossal".

Em vídeos publicados nos stories do Instagram após a confirmação do resultado, Renan criticou os apoiadores de Flávio Bolsonaro que questionaram a votação e disse que a rejeição ao bolsonarismo foi determinante para a derrota do senador.

"Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi", afirmou.

Para Renan, o resultado demonstra que a rejeição ao bolsonarismo é maior do que a rejeição ao petismo. Segundo ele, embora o movimento tenha força para eleger parlamentares e governadores, enfrenta dificuldades para conquistar a maioria do eleitorado em uma disputa presidencial.

"O antibolsonarismo é maior que o antipetismo. Acho que isso está provado", declarou.

O ex-candidato também disse conhecer mulheres que nunca haviam votado no PT, mas decidiram apoiar Lula no segundo turno por rejeitarem o comportamento de políticos bolsonaristas.

Renan ainda pediu que familiares e amigos de apoiadores de Flávio evitem que eles participem de manifestações contra o resultado eleitoral.

"Não deixem as pessoas irem para as ruas. Estou falando sério, não deixem as pessoas correrem risco. Peço de coração", afirmou.

Ele também criticou políticos que incentivam protestos contra a votação, mas não questionam os próprios mandatos conquistados pelo sistema eleitoral.

Ao final das publicações, Renan defendeu que diferentes grupos políticos busquem diálogo para enfrentar os problemas econômicos e institucionais do país.

Cury

Augusto Cury, que havia demonstrado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno, não publicou manifestação sobre a vitória de Lula até a publicação desta reportagem.

Lula deve ter novo núcleo de poder, reformulação na economia, disputa por emendas e reforma do Judiciário

Foto: Rircardo Stcukert/Arquivo/PR
Reeleito neste domingo (25) com uma virada inédita, o presidente Lula (PT) deverá instituir um novo núcleo de poder no governo para seu quarto mandato, além de reformular a equipe econômica. A nova gestão também deve ser marcada por tentativas de reformar o Judiciário e de retomar o controle sobre as emendas parlamentares.

O petista terá condições adversas para pôr seus planos em prática. Na economia, o governo é pressionado a reduzir gastos e frear o aumento da dívida pública, o que dificulta a implementação de novos programas. Na política, terá um Congresso com bolsonarismo fortalecido e que tende a impor ao petista ainda mais dificuldades para aprovar suas propostas do que as do atual mandato.

Lula idealiza a composição de uma equipe de ministros mais forte, a começar pelos que despacham do Palácio do Planalto, grupo tradicionalmente apelidado de "cozinha do governo".

Com isso, o espaço do grupo lulista da Bahia deve diminuir. Esse time é representado por Rui Costa (PT), que deixou o cargo de ministro da Casa Civil em abril deste ano para se candidatar a senador; Jaques Wagner (PT), ex-líder do governo no Senado que deixou o posto após ser citado no caso Banco Master, e os ministros Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Wellington Lima e Silva (Justiça).

A nova configuração é apontada como fundamental para implementação das reformas que Lula defende na área política e no Judiciário.

O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT) tem liderado as apostas para a coordenação da Esplanada dos Ministérios, como titular da Casa Civil. Trata-se do principal cargo da equipe do governo, com a tarefa de organizar a execução de programas e formular decisões políticas.

Camilo se aproximou de Lula ao longo do governo e, depois do primeiro turno, tornou-se um dos aliados mais próximos do petista. O presidente reeleito ficou especialmente satisfeito com o fato de o grupo político de seu ex-ministro da Educação ter conseguido vencer uma eleição difícil para o governo do Ceará.

Depois disso, Camilo foi incorporado à equipe de Lula, sendo responsável por reajustes nas estratégias de campanha, ao lado do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

Antes do primeiro turno, o favorito para a Casa Civil era o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT). O nome de Haddad perdeu força depois de ele ser derrotado no primeiro turno por Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Governo de São Paulo.

Ainda assim, Haddad e Lula continuam próximos. O ex-ministro só aceitou disputar o governo de São Paulo depois de muita insistência do presidente. Ele não está descartado para a Casa Civil ou outro cargo de relevo no novo governo.

Haddad, porém, tem demonstrado nos bastidores descontentamento com as críticas de petistas por causa do resultado da eleição. O ex-ministro avalia ter aceitado uma missão praticamente impossível para ajudar Lula e considera injustas as críticas pela derrota. Aliados de Haddad acham possível que ele retome sua carreira de professor universitário.

As escolhas de Lula para seu núcleo de poder mais próximo ganham importância porque podem indicar quem liderará a esquerda após a aposentadoria do atual presidente. Lula não deverá mais disputar eleições, e o PT precisará escolher novas caras para as eleições 2030 e as posteriores.

Aliados do presidente chegam a apostar no lançamento de um nome de fora do PT para a disputa de 2030, como um sinal de ampliação.

A necessidade de renovação foi sentida, inclusive, na eleição deste ano. Desde antes da campanha começar, petistas reconheciam que o presidente, por disputar eleições desde a década de 1980, despertava cansaço em diversos eleitores. Esse era apontado como o principal risco da candidatura de Lula, que passou perto de ser derrotada por Flávio Bolsonaro.

Outros nomes tradicionais do PT não conseguiram se eleger, como José Dirceu, Benedita da Silva e Gleisi Hoffmann.

Segundo interlocutores de Lula, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, estará escalado no novo centro de poder. Moretti é considerado um técnico competente pelo presidente e costuma ser elogiado por ele em discursos públicos.

Para a economia, aliados do presidente reeleito afirmam que ele avalia a escolha de um nome robusto, com reconhecimento no mercado. Nas conversas, Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do banco Bradesco, é usado como referência de perfil para a Fazenda.

O presidente chegou a sugerir que Dilma Rousseff o convidasse para a função em 2014, mas a ideia não prosperou.

Ainda segundo aliados, Lula reconhece a necessidade de ter um gabinete mais profissionalizado, até mesmo com a contratação de um secretário particular para administrar sua vida pessoal.

Nesse caso, caberia ao chefe de gabinete estabelecer as pontes com os demais ministérios, com a organização de audiências, emergências e relação com a sociedade civil.

A ideia de profissionalização da cozinha do Palácio ficou evidenciada com o afastamento do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, citado em investigação sobre tráfico de influência por ter recebido pagamentos da lobista Roberta Luchsinger. Ele afirma que os valores eram parte de um empréstimo, quitado recentemente.

Com a eclosão do caso, o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, passou a atuar na organização da agenda do presidente. Amigo da primeira-dama Janja Lula da Silva, ele começou a ser lembrado para assumir a chefia de gabinete em um quarto mandato.

Aliados do presidente apostam ainda na reformulação do Ministério da Justiça, que daria corpo a um debate sobre a reforma do Judiciário, considerado inadiável.

O presidente já defendeu publicamente a fixação de mandatos para tribunais e a criação de um conselho para a indicação de seus integrantes. O tema ganhou tração por causa do desgaste causado na imagem do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo escândalo do banco Master.

Também está no radar um desmembramento do Ministério da Justiça para a criação do Ministério da Segurança Pública –medida condicionada à aprovação de uma emenda constitucional que viabilize seu funcionamento.

O presidente propôs uma reforma política que inclua o fim dos fundos partidário e eleitoral, dizendo ter revisto sua posição sobre os temas. No passado, Lula sempre defendeu o financiamento público de campanhas.

Uma das tarefas mais difíceis será a reversão do que o petista chama de "sequestro do Orçamento" pelo Congresso Nacional. Em discursos e entrevistas, Lula sinalizou uma disputa em torno do tema. "Vai ter briga com emenda parlamentar, com papel que hoje tem o Legislativo", prometeu.

O petista estará em minoria no Congresso e precisará, mais do que nunca, do apoio do centrão para governar. Esse grupo é o principal defensor das emendas parlamentares e não deve aceitar reduzir seu poder sobre esses recursos. Aliados do chefe do governo acreditam que ele precisará fazer uma gestão mais ao centro desta vez, sem força para promover muitas pautas de esquerda.

Apesar disso, Lula fez uma promessa concreta que colide com o interesse dos congressistas em manter o controle sobre as emendas. O chefe do governo disse, na campanha de segundo turno, que pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para ajudar a financiar o passe livre no transporte público aos finais de semana.

O petista também prometeu expandir o programa de bolsas estudantis Pé de Meia para o ensino superior. Além disso, propôs o perdão de dívidas dos MEIs (microempreendedores individuais) com o governo federal, medida já aprovada pelo Congresso, e prometeu depósitos de R$ 5.000 para integrantes desse grupo expandirem seus negócios.

Colocadas em prática, essas medidas deverão dificultar a contenção da dívida pública, ação que aliados de Lula prometeram ao mercado financeiro nos últimos meses.

Em um país polarizado, o presidente se comprometeu com a defesa da soberania nacional, com maior investimento em defesa, tecnologia e beneficiamento de matérias-primas. Nesse último caso, o principal exemplo são os minerais críticos. O petista tem defendido que esses materiais, dos quais o Brasil tem grandes reservas, sejam processados dentro do país antes de serem exportados.

Por Catia Seabra, Caio Spechoto e Mariana Brasil/Folhapress

Lula avança sobre Flávio em 97% dos municípios brasileiros e vira em 211

Foto: Vittor Sales/Divulgação
O presidente Lula (PT) avançou sobre Flávio Bolsonaro (PL) em 96,7% dos municípios brasileiros no segundo turno em relação à primeira votação das eleições 2026, o que ajudou na virada histórica que garantiu sua reeleição.

No geral, Lula teve maioria de votos em 2.875 cidades do território nacional no segundo turno, contra 2.695 de Flávio. Em apenas um município houve empate: Marquinho (PR). O resultado representa virada de maioria para Lula em 211 cidades em relação ao primeiro turno. Apenas uma cidade registrou virada para Flávio: Uirapuru (GO).

Entre as viradas do petista estão duas capitais, o Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do país, e Macapá. Outras 20 cidades têm mais de 100 mil habitantes –a maioria das viradas está no Sudeste (120 municípios) e no Sul (40).

Embora o vencedor do primeiro turno tenha se mantido na grande maioria dos locais no segundo turno, Lula conseguiu diminuir a diferença ou ampliar sua vantagem sobre o rival em 5.385 cidades (96,7%).

É o caso da capital paulista, maior colégio eleitoral do país, onde Lula já havia vencido por 46,58% a 42,13% no primeiro turno. Ele ampliou a vantagem em 6,55 pontos percentuais, ficando com 55,5% a 44,5% no segundo turno.

No quadro geral de número absoluto de votos válidos, o candidato à reeleição conseguiu reverter a diferença de 2,2 milhões que Flávio havia conquistado a mais no primeiro turno e ampliar a vantagem sobre o rival em 4,4 milhões no segundo turno.

O estado com o maior número de cidades viradas é Minas Gerais, a única unidade federativa em que Lula também virou a votação. Ao todo, 76 municípios mineiros deram maioria para Flávio no primeiro turno e elegeram Lula no segundo. Itabirito é o município brasileiro com a maior virada para o petista –ele tinha perdido no primeiro turno por uma diferença de 4,5 pontos percentuais e ganhou no segundo por 4,9 pontos percentuais. Outros exemplos são Tiradentes, Santa Luiza e Guaxupé.

Depois, vem São Paulo, com 32 municípios, entre eles Osasco, Poá, Cotia, São Vicente, Araraquara e Ribeirão Pires.

Lajedão (BA) é a cidade em que Lula mais abriu distância de Flávio. A vantagem passou de 12,7 pontos percentuais na primeira rodada para 59 pontos percentuais neste domingo.

Considerando estados, a virada ocorreu somente em Minas, mas o petista também conseguiu avançar nos estados em que Flávio venceu, com destaque para o Rio de Janeiro, e ampliar sua vantagem nos estados em que já havia vencido.

A análise da Folha com dados do TSE considera apenas os votos em território nacional. Nas seções do exterior, Lula venceu por 53,86% dos votos válidos contra 46,14%. No primeiro turno, o petista teve 47,57% dos votos, e o rival, 43,49%.

Nenhum candidato que perdeu no primeiro turno havia virado a diferença no segundo turno em eleições presidenciais. Mas nunca também a diferença entre os dois concorrentes havia sido tão pequena no primeiro turno, votação que foi marcada por uma abstenção também recorde.

No segundo turno, falhas no transporte levaram a uma ampliação inédita do horário de votação. Apesar dos problemas, a mobilização social intensa das campanhas dos candidatos contribuiu para uma queda brusca da abstenção, que acabou sendo a mais baixa em 20 anos.

Por Marina Pinhoni, Natália Santos e Nicholas Pretto/Folhapress



25 outubro, 2026

FICCO/PR apreende carga de mercadorias contrabandeadas

Ação em São Miguel do Iguaçu resultou na apreensão celulares, medicamentos emagrecedores, veículos elétricos, patinetes e perfumes; um homem foi preso
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) apreendeu, neste domingo (25/10), mercadorias de origem estrangeira durante fiscalização na BR-277, em São Miguel do Iguaçu/PR.

A abordagem ocorreu por volta das 2h45, quando as equipes da FICCO/PR e da Polícia Militar do Paraná (14º BPM e BPFRON) realizaram a fiscalização de uma van branca que seguia em direção ao estado de São Paulo.
Durante a vistoria, os policiais localizaram um compartimento oculto no assoalho do veículo, onde estavam escondidos diversos produtos de origem estrangeira, sem os devidos despachos aduaneiros.

Entre os itens apreendidos estavam 60 aparelhos celulares de alto valor agregado, 119 caixas de medicamentos emagrecedores, motocicletas elétricas, patinetes elétricos e perfumes.

Diante dos fatos, o condutor da van recebeu foi preso. O veículo e as mercadorias apreendidas foram encaminhados à Receita Federal, enquanto o preso foi conduzido à Polícia Federal em Foz do Iguaçu para a adoção das providências cabíveis.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR) é composta pela Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Paraná (PMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu

Fiscalização do Procon-BA registra 944 ônibus parados em garagens de Salvador

Bloqueio na saída de ônibus prejudicou eleitores que precisaram no transporte público no segundo turno
O Procon-BA recebeu, na manhã deste domingo (25), denúncia sobre o bloqueio da saída de ônibus pela Prefeitura de Salvador e encaminhou equipes para fiscalizar as garagens das empresas de transporte. No total, até o presente momento, o Procon contabilizou 944 carros parados em nove garagens da capital baiana.

Na garagem da OT Trans, os fiscais encontraram 55 veículos parados no pátio, mas aptos a operar, em descumprimento à legislação eleitoral, que determina o uso de toda a frota para garantir o transporte durante o período eleitoral. A empresa foi fiscalizada, e o órgão adotará as medidas administrativas cabíveis.
Na empresa OT Trans G3, em Campinas de Pirajá, foram localizados 118 veículos no pátio. Na Integra Plataforma Barros Reis (G7), há 55 veículos parados. Na Integra Plataforma Suburbana (G1), são 142. Na OT Trans, na estrada Velha de Campinas de Pirajá, há 174 carros no pátio.

A fiscalização seguiu em outras garagens da capital. No pátio da Integra OT Trans G6, na Granjas Rurais, havia 101 carros. Na OT Trans G2, em Santa Mônica, tinha 123 veículos. Na Integra Plataforma G2 e G5, foram contabilizados, 112 e 64 veículos, respectivamente.

*Informações atualizadas as 16h46
Secom - Secretaria de Comunicação Social - Governo da Bahia

PT pede para Justiça prorrogar votação até as 19h em SP e em 3 cidades na Bahia por falta de ônibus

          "Prefeitura de Salvador atribui os atrasos a veículos adesivados com propaganda eleitoral"

O PT pediu à Justiça Eleitoral que prorrogue até as 19h a votação na capital paulista e em três cidades da Bahia (Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas) sob a justificativa de que não foram disponibilizados ônibus para a população ir às seções eleitorais.

"A redução da frota não decorre de limitação técnica, mas de opção do órgão gestor, que, ciente da ordem judicial desde a véspera, deixou de mobilizar tempestivamente a operação e mantém quase 4 mil ônibus parados enquanto as seções estão abertas", diz o pedido feito ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, o coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que serão tomadas "todas as providências jurídicas" contra os responsáveis. Lula tenta uma virada após ficar em segundo lugar no primeiro turno, e reduzir a abstenção é fundamental para isso.

Na Bahia, além da extensão do horário, a federação da qual o PT faz parte também pediu a prisão em flagrante do prefeito Bruno Reis (União Brasil), aliado de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a federação, a oferta de ônibus foi reduzida em mais de 50%. O Tribunal Regional Eleitoral mandou prender o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, e ordenou o restabelecimento imediato da frota, sob multa de R$ 1 milhão por hora.

A prefeitura diz que Souza está em Paris, em missão oficial, e se apresentará na segunda (26). Afirma que a operação foi normalizada e atribui os atrasos a veículos adesivados com propaganda eleitoral.

Em São Paulo, o PT pediu a prisão do secretário municipal de Transportes de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e afirma que só 60% da frota circula.

A campanha de Lula relatou à Justiça esperas de mais de uma hora em bairros como Itaim Paulista, e o PT-SP citou redução de ônibus no centro e na avenida Paulista.

A SPTrans diz ter sido notificada às 13h10 de sábado (24) e cita "desafios operacionais concretos". Afirma que o plano com 6.900 ônibus, adotado no primeiro turno, não havia sido questionado, e que comunicou as concessionárias às 13h32. A prefeitura não se manifestou. A capital tem 9,14 milhões de eleitores aptos, segundo o TSE. O Terminal Parque Dom Pedro 2º registrou filas e atrasos na tarde deste domingo.

Moradores de São Paulo e Aracaju também relatam falta de ônibus, assim como, segundo o UOL, os de João Pessoa e Petrópolis (RJ).

Em João Pessoa, a rodoviária ficou lotada de eleitores que alegam falta de ônibus para o interior, e alguns desistiram após horas de espera.

Em Alagoas, o Ministério Público Eleitoral atuou por falta de vans e ônibus intermunicipais e cobrança de passagens por alguns operadores, e a Arsal diz ter remanejado veículos.

Em Aracaju, o DER-SE atribui a demora à demanda maior que a esperada e diz ter remanejado veículos para as linhas de maior fluxo. Em Petrópolis, o TRE-RJ intimou prefeitura e empresas, sob multa de R$ 500 mil por hora.

Chuvas

As chuvas desde sábado também afetam a votação. Em Itapevi, na Grande São Paulo, seções foram transferidas de emergência por alagamentos, e em Americana a entrada de uma escola com 1.487 eleitores foi alterada. No Paraná, 3.523 eleitores de Curitiba e 222 de Guaratuba mudaram de local, e a PRF registra bloqueio em três trechos de rodovias federais (BR-153 e BR-476) e mapeia rotas alternativas. No Rio de Janeiro, uma infestação de pulgas transferiu cerca de 3.000 eleitores em Jardim Sulacap.

Somados, a falta de ônibus e o mau tempo ampliam os obstáculos de deslocamento em um segundo turno em que o acesso às urnas é central para as campanhas. É nesse cenário que o PT justifica os pedidos de extensão do horário de votação.

No Paraná, dois locais de votação precisaram ser alterados devido às chuvas. Em Curitiba, 3.523 eleitores que votavam na Escola Municipal Professor Dario Persiano de Castro Vellozo votam agora no Centro de Educação Infantil Hugo Peretti. O novo local de votação fica a 450 metros do anterior, que ficou alagado.

Em Guaratuba, os 222 eleitores de uma seção localizada no Posto de Saúde de Pedra Branca do Araraquara votam agora no Salão Paroquial da Igreja Católica, em frente ao antigo local.

As chuvas também provocam o bloqueio total de três trechos de rodovias federais no Paraná neste domingo. As interdições ocorrem em dois pontos da BR-153, nos km 360 e 385, e na BR-476, no km 15.

De acordo com o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira, os bloqueios foram provocados por acúmulo de água na pista. Não há previsão de melhora das condições climáticas, e a corporação está mapeando rotas alternativas para garantir o deslocamento dos eleitores, ele afirma.

No Rio de Janeiro, uma infestação de pulgas provocou mudança de local de votação de cerca de 3.000 eleitores em Jardim Sulacap, na zona oeste da cidade. A alteração atingiu dez seções (145 a 154) da 185ª zona eleitoral, que funcionariam na Escola Municipal Visconde de Porto Seguro. Os eleitores foram transferidos para o Colégio Marques Rodrigues (rua Pacífico Pereira, 289), no mesmo bairro. A infestação foi identificada no sábado (24), durante os preparativos para a instalação das urnas eletrônicas.
Foto: Reprodução/Semob

Mais de 2 milhões de eleitores justificam ausência no segundo turno até as 12h, diz TSE

                  "Pedido remoto usa geolocalização e dispensa prova imediata da ausência"
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou 2.644.306 justificativas de ausência às urnas pelo aplicativo e-Título de sábado (24) até o meio-dia deste domingo (25), dia de votação do segundo turno das eleições de 2026 em todo o país.

Segundo o TSE, o aplicativo também emitiu mais de 2,3 milhões de títulos eleitorais digitais e contabilizou mais de 14 milhões de consultas à ferramenta "Onde Votar", usada para verificar o endereço dos locais de votação.

A Justiça Eleitoral informou ainda ter enviado 1.174.076 notificações a eleitores que tiveram alterações em seus locais de votação.

A justificativa pode ser apresentada pelo e-Título durante o horário de votação, das 8h às 17h. O procedimento é destinado a quem está fora do município onde deveria votar. O aplicativo utiliza a geolocalização do celular para verificar a localização do eleitor, sem exigir documentos que comprovem o motivo da ausência.

Também é possível justificar presencialmente por meio do Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), formulário que deve ser apresentado em uma mesa receptora de votos ou de justificativas. Nesse caso, é necessário levar um documento oficial de identificação com foto, mesmo que esteja com a validade expirada.

Quem não justificar a ausência no dia da eleição poderá apresentar o pedido posteriormente, com documentos que comprovem o motivo da falta. Para o segundo turno, o prazo termina em 8 de janeiro de 2027, segundo o TRE-SP.

A justificativa deve ser feita para cada turno em que o eleitor deixar de votar. Caso o pedido não seja aceito ou não seja apresentado dentro do prazo, será necessário pagar multa de R$ 3,51 por turno.
Por Ana Paula Branco/Folhapress

Otto Filho pode ter infringido Código de Ética do TCE-BA com publicações contra Flávio Bolsonaro

   O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Otto Alencar Filho, pode ter infringido o Código de Ética da Corte ao publicar e compartilhar, em seu perfil no Instagram, conteúdos contrários ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os registros incluem uma mensagem contra o bolsonarismo, o compartilhamento de um vídeo crítico ao candidato e uma pesquisa eleitoral que apresenta Lula (PT) numericamente à frente.

As capturas de tela mostram as publicações no perfil verificado @ottofilho.oficial. Em uma delas, aparece a frase “direita e esquerda contra o bolsonarismo”, acompanhada da legenda “Juntos pela democracia!” e de hashtags relacionadas à mensagem.

Em outro registro, o perfil compartilha um vídeo da página Atualidades com imagens do ator Sérgio Guizé e de Flávio Bolsonaro. O conteúdo traz uma chamada que elogia a manifestação do ator e afirma que ele estaria “acabando com o Flávio Bolsonaro e dando um choque de realidade no eleitor”.

Otto Filho também compartilhou um card do portal Metrópoles sobre uma pesquisa Vox. A peça informa que Lula teria 50,6% dos votos válidos, contra 49,4% de Flávio Bolsonaro. O registro mostra a reprodução da notícia, sem comentário adicional visível do conselheiro.

O Código de Ética dos membros do TCE-BA, instituído pela Resolução nº 005/2014, estabelece restrições expressas à atuação político-partidária. No artigo 7º, inciso V, a norma proíbe “manifestar convicções políticas e partidárias em relação a indivíduos, grupos ou organizações”.

O mesmo artigo, no inciso IX, veda a dedicação à atividade político-partidária. Já o artigo 4º inclui a neutralidade política e partidária entre os princípios que devem orientar a atuação dos integrantes da Corte, enquanto o artigo 5º determina que eles se abstenham dessa atividade.

Antes de ser conselheiro, Otto Filho foi deputado federal e integrante da base governista no Congresso Nacional.

Este Política Livre entrou em contato com a assessoria do TCE-BA para solicitar esclarecimentos sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, a Corte não havia encaminhado um posicionamento oficial sobre o mérito das publicações, informando apenas que estava colhendo informações para se manifestar.

Em resposta à matéria do site, o conselheiro disse que "os direitos fundamentais estão no Título II da Constituição de 1988 (arts. 5º a 17) e entre os mesmos: liberdade de expressão, de consciência e de crença". Otto Filho ainda salientou que todas as suas publicações "tiveram o intuito de assegurar e expressar meu respeito a todos os direitos fundamentais, principalmente a democracia".

Ainda no comunicado, Otto Filho afirmou que "em nenhum momento antes ou depois do período eleitoral, divulgou oficialmente o seu voto a nenhum candidato, nem mesmo dos meus familiares, e qualquer julgamento serão meras especulações". Ao finalizar, ele diz que segue "acreditando num Brasil livre, democrático e soberano".

Por Política Livre

PF apreende mais de 10 kg de droga escondida em móveis no Amazonas

Entorpecente foi localizado durante fiscalização de embarcação de passageiros em Santo Antônio do Içá/AM; uma mulher foi presa em flagrante.
Santo Antônio do Içá/AM. A Polícia Federal apreendeu, neste sábado (24/10), aproximadamente 10,8 kg de substância com características de entorpecente escondida em móveis transportados em uma embarcação de passageiros, no município de Santo Antônio do Içá/AM.

Uma mulher foi presa em flagrante. A apreensão ocorreu durante fiscalização no porto do município, em uma embarcação que fazia o trajeto entre Tabatinga/AM e Manaus/AM.

Durante a vistoria, os policiais identificaram uma mesa e duas cadeiras que apresentavam peso incompatível com suas características. Após uma inspeção mais detalhada, foram encontrados compartimentos ocultos nos móveis, contendo 10.805 gramas de substância suspeita de ser entorpecente.

A mulher responsável pelo transporte da carga foi presa em flagrante e conduzida à Base Garateia, para a adoção dos procedimentos de polícia judiciária cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal no AM
Categoria

PF prende dois homens por contrabando durante ação conjunta no Paraná

 

Perobal/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON) e a Receita Federal, prendeu dois homens nesta sexta-feira (23/10), durante fiscalização realizada no município de Perobal/PR.

Durante a abordagem a uma caminhonete, as equipes apreenderam duas motocicletas elétricas de origem estrangeira, medicamentos e substâncias sujeitos a controle sanitário, perfumes importados e um aparelho celular.

Os dois homens foram presos e encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra/PR, juntamente com o veículo e os materiais apreendidos, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis.

Comunicação Social da Polícia Federal no PR

Disque-denúncia: (44) 3211-1984

Ao votar, Flávio Bolsonaro cita endividamento e segurança pública e diz que campanha foi limpa

Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
"O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), durante votação do segundo turno na escola municipal Barão Homem de Mello, na Vila Isabel, na zona norte do Rio de Janeiro"

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (25), após votar no Rio de Janeiro, que a campanha de segundo turno foi limpa. Ele também voltou a citar os temas de endividamento e segurança pública contra seu adversário, o presidente Lula (PT)

"Muito feliz com a campanha dessa segundo turno, uma campanha alegre e limpa. Chegou a hora da mudança, o Brasil não aguenta mais, a vida de todo mundo piorou", disse Flávio.

O candidato votou em uma escola municipal em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria, e do governador eleito do Rio Douglas Ruas (PL), Flávio foi hostilizado por parte da vizinhança e de eleitores do local de vocação.

Em discurso de 1 minuto, sem responder perguntas, Flávio explorou endividamento e insegurança pública.

"A esperança virou medo, de andar à noite na rua, ter o celular, a moto roubados, medo da geladeira vazia, de não pagar as contas. A gente tem toda condição de montar um grande time. Quero pedir que faça chuva ou faça sol, saiam de casa para votar."

O senador foi saudado por cerca de 20 apoiadores na rua Almirante João Cândido Brasil. Outro grupo, formado por funcionários de uma loja na rua, gritaram "Lula" na chegada do candidato.

Eles tambem gritaram "Ana Clara", menina morta supostamente por um policial que é defendido por Flávio.

Flávio deve acompanhar a apuração em Brasília.
Por Yuri Eiras, Folhapress

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