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01 setembro, 2026

Vorcaro pediu intervenção na PF para adiar operação e evitar falência do Banco Master, aponta perícia terça-feira, 01/09/2026 - Por Fernando Duarte / Ronne Oliveira

A Polícia Federal (PF) identificou, em relatório pericial, uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro ao contato cadastrado em seu celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA", na qual o controlador do Banco Master pede que seja feita uma interlocução junto à direção da própria PF para adiar uma medida policial que, segundo ele, poderia levar a instituição à quebra.

O documento que estava em sigilo de justiça, obtido pelo Bahia Notícias (BN), registra a recuperação de uma imagem enviada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp.

Na captura de tela, extraída pela perícia do aparelho de Vorcaro, aparece um texto redigido pelo empresário em seu bloco de notas em 16 de novembro de 2025: "Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel" [a grafia original foi apresentada integralmente].

De acordo com o relatório da PF, a referência a "Andrei" diz respeito a Andrei Passos, diretor-geral da Polícia Federal. Na avaliação dos investigadores, a mensagem demonstra um pedido para que o destinatário tentasse sensibilizar a chefia da corporação a adiar o cumprimento de uma medida policial iminente contra o banco.

No próprio texto, Vorcaro afirma que o adiamento, somado ao feriado subsequente, no dia 20 de novembro, evitaria a quebra da instituição financeira.

ENTRE 25 SEGUNDOS
Para comprovar a autenticidade e a autoria da mensagem, os peritos cruzaram registros do sistema operacional do aparelho com vestígios deixados pelos aplicativos utilizados pelo empresário. Segundo o relatório, o intervalo entre a criação do conteúdo e o envio da imagem foi de apenas 25 segundos.

A cronologia reconstruída no texto pela perícia aponta:
  • 16h56min40s (19h56min40s UTC): Daniel Vorcaro abre o aplicativo Bloco de Notas do iPhone e digita a mensagem.
  • 16h57min22s (19h57min22s UTC): o empresário realiza uma captura de tela do conteúdo. O sistema iOS registra automaticamente o horário da ação.
  • 16h57min26s (19h57min26s UTC): Vorcaro encerra o Bloco de Notas e abre o WhatsApp.
  • 16h57min47s (19h57min47s UTC): a imagem é enviada, por meio do WhatsApp, ao contato identificado como "Alexandre de Moraes BRASILIA."
  • 16h57min50s (19h57min50s UTC): o aplicativo é fechado no dispositivo.
Segundo os investigadores, o uso de uma captura de tela enviada por visualização única dificultava a preservação do conteúdo no histórico convencional das conversas. Embora o recurso apague a imagem do dispositivo do destinatário após a abertura, os peritos afirmam ter comprovado a transmissão por meio de duas frentes técnicas:
  1. Registros de conectividade (logs): o software de perícia forense IPED identificou o envio de dados pelo WhatsApp ao destinatário no exato momento registrado na cronologia do aparelho.
  2. Recuperação de arquivos temporários: a captura de tela gerou vestígios em áreas temporárias do sistema iOS. A equipe técnica conseguiu extrair a imagem original e seus metadados diretamente da memória do telefone de Vorcaro.
Por Fernando Duarte / Ronne Oliveira

Petróleo volta a disparar mais de 5% após navios serem atacados em Hormuz terça-feira, 01/09/2026

Foto: Andre Ribeiro / Agência Petrobras
O preço do petróleo teve uma forte subida na manhã desta terça-feira (1°) após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.

O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 5,03% por volta das 10h15 (horário de Brasília), a US$ 92,82 (R$ 481,39). Uma hora depois, a cotação estava a US$ 92,67 (R$ 480,61), valorização de 4,87%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 2,23%, cotado a US$ 87,67 (R$ 454,68).

A negociação da commodity teve uma forte alta já na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.

O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.

"Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças no corredor de Omã", informou a empresa de dados da navegação marítima Marisks. De acordo com a Kpler, outra empresa de dados de navegação, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.

Os ataques vieram em um dia em que não houve registros de ataques entre EUA e Irã, que haviam sido retomados entre domingo e segunda-feira.

Além da situação no Oriente Médio, os negociadores aguardam a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e grupos petrolíferos marcada para esta terça-feira na Casa Branca.

Marathon Petroleum, Phillips 66, Chevron, Delek US Holdings, PBF Energy e Valero Energy estão entre as empresas chamadas para discutir capacidade de refino e preços, segundo pessoas a par do evento.

"O presidente se reunirá com líderes do setor para colaborar na busca das melhores formas de ampliar a capacidade de refino, liberar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para o povo americano", disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca.

A menos de três meses das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, o presidente dos EUA enfrenta uma pressão política cada vez maior devido à crise do custo de vida.

A interrupção no fornecimento de petróleo causada pela guerra no Irã e a redução da capacidade global de refino após ataques de drones ucranianos contra instalações russas contribuíram para manter o preço médio da gasolina nos Estados Unidos acima de US$ 4 por galão em agosto, uma alta de quase 30% no último ano.

O preço do diesel, essencial para a indústria e a agricultura dos Estados Unidos, aproxima-se do recorde histórico de US$ 5,80 por galão.

A convocação das refinarias ocorre no momento em que elas registram lucros recordes, com a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto, conhecida como "margem de refino", disparando para US$ 100 por barril.

Em junho, Trump acusou as grandes petrolíferas de praticar preços abusivos e pediu que o Departamento de Justiça investigasse os elevados preços da gasolina.

Apesar da reunião na Casa Branca, analistas disseram que o governo tem pouca margem para influenciar os preços dos combustíveis no mercado interno, uma vez que os grupos petrolíferos já operam suas instalações em capacidade máxima e adiam a manutenção para continuar produzindo combustível sem parar.

Na semana encerrada em 21 de agosto, a utilização das refinarias dos Estados Unidos havia permanecido em 95% ou mais por 12 semanas consecutivas, a maior sequência desde 2000, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

Alguns analistas alertaram que o sistema operando no limite deixava o mercado vulnerável a novas interrupções e a aumentos adicionais de preços, a menos que Trump encerrasse o confronto com o Irã. Refinarias próximas ao Golfo do México, por exemplo, poderiam sofrer paralisações devido a um furacão, elevando ainda mais os preços, disseram os analistas.

"Ele precisa fazer alguma coisa para reduzir os preços da gasolina, mas também não vai simplesmente abandonar a guerra. É a única carta que pode jogar", comentou Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank

Um levantamento da Brown University mostra que, desde o início do conflito, no fim de fevereiro, os americanos pagaram US$ 51,9 bilhões a mais por gasolina do que teriam desembolsado se os preços tivessem permanecido no nível anterior à guerra. Também pagaram US$ 43,1 bilhões adicionais por diesel

Por Folhapress

Rui Costa lidera intenções de voto ao Senado em pesquisa Futura/Política Livre Por Política Livre

Foto: Diego Mascarenhas/Arquivo/Divulgação
O ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) lidera todos os cenários na disputa pelo Senado na pesquisa eleitoral feita pelo instituto Futura Inteligência e contratada pelo Política Livre, divulgada nesta quarta-feira (01).

No voto estimulado, quando é apresentado ao eleitor os nomes dos candidatos, Rui figura com 49,7%. Ele também é o primeiro voto ao Senado de 36,1% dos entrevistados do levantamento.

O levantamento, registrado no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TER-BA) sob o número 08990/2026, entrevistou mil pessoas em 214 cidades baianas no intervalo entre 24 e 26 de agosto, por telefone. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Confira abaixo o cenário estimulado para o Senado, no qual os candidatos Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) aparecem empatados dentro da margem de erro.

Pesquisa para o Senado (estimulado)

Rui Costa (PT) – 49,7%
Jaques Wagner (PT) – 38,9%
Angelo Coronel (Republicanos) – 25,6%
João Roma (PL) – 24,5%
Professora Dilliana (PSOL) – 6,1%
Marcelo Santtana (DC) – 1,9%
Marcelo Carvalho (Rede) – 1,4%
Carlos Sodré (Mobiliza) – 1,2%
Marcelo Millet (PCO) – 0,5%
Gregório Gould (UP) – 0,4%
Ninguém/Branco/Nulo – 22,9%
Não sabe/Indeciso – 26,9%

Do total de entrevistados, 36,1% informaram que Rui Costa é a primeira opção para o Senado (este ano são dois votos para senador), seguido de João Roma (16%), Jaques Wagner (13,7%), Angelo Coronel (11,6%), Professora Dilliana (2,1%), Carlos Sodré (0,7%), Marcelo Santtana (0,5%), Marcelo Carvalho (0,2%) e Marcelo Millet (0,2%). Respondem não votar em ninguém 8,5% e 10,2% dizem não saber ou estar indecisos.

No levantamento espontâneo, quando não é apresentado ao eleitor a lista com os nomes dos candidatos, Rui Costa segue na liderança das intenções de voto, mas empado tecnicamente com Jaques Wagner dentro da margem de erro. Chama a atenção a quantidade de eleitores indecisos.

Pesquisa para o Senado (espontânea)

Rui Costa (PT) – 20,5%
Jaques Wagner (PT) – 17,2%
Angelo Coronel (PSD) – 9,6%
João Roma (PV) – 8,7%
Carlos Sodré (Mobiliza) – 0,1%
Professora Dilliana (PSOL) – 0%
Outros – 5,1%
Ninguém/Branco/Nulo – 4,4%
Não sabem/Indeciso – 59%

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Marcelo Carvalho comemora criação de refúgio ambiental na Chapada Diamantina -Por Redação

           Marcelo Carvalho entre o casal de ambientalistas Alcione Correa e Marcos Fantini
Foto: Divulgação
Candidato ao Senado, Marcelo Carvalho comemorou o decreto assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), nesta terça-feira (1º), que cria o Refúgio de Vida Silvestre Serra da Chapadinha, na Chapada Diamantina. A nova unidade de conservação abrange os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia e estabelece proteção permanente para a fauna, a flora, os recursos hídricos e a biodiversidade da região.

Para Marcelo, a medida representa uma vitória coletiva do movimento ambientalista e destaca a atuação de Alcione Corrêa e Marcos Fantini, líderes do movimento pela criação do refúgio e proprietários da pousada Toca do Lobo, que sofreram ataques após defenderem a preservação da área.

“Esse decreto permite que eles voltem a morar no seu local. Eles foram expulsos de lá por pistoleiros, na verdade, a mando de garimpeiros, que queriam explorar aquela região. E o nosso movimento, o movimento de esquerda no Estado da Bahia, apoiado pelo nosso partido, nossa federação, Rede/PSOL, conseguiu essa importante vitória para o movimento ambientalista”, disse.

O candidato ainda lembrou que o compromisso com a criação do refúgio foi assumido por Jerônimo durante o debate na TV Band Bahia entre candidatos ao governo, após ser questionado pelo candidato Ronaldo Mansur (PSOL).

“Nosso candidato arrancou no debate, no primeiro debate da televisão entre os governadores, o compromisso de Jerônimo Rodrigues, e hoje ele fez. Eu vinha cobrando reiteradamente isso em toda a sabatina, em toda a participação pública da nossa campanha ao Senado. Então, a vitória de todos é uma vitória coletiva”, declarou.

Vale ressaltar que em 2023 o deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou um projeto de indicação na Assembleia Legislativa solicitando ao governador Jerônimo rodrigues a criação do Refúgio da Serra da Chapadinha.

Reunião com Lideranças em Feira de Santana

O Deputado, candidato a Federal Robinho (4444) realizou, nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma importante reunião com lideranças políticas e comunitárias em Feira de Santana.

O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo com representantes locais, discutir demandas da população e alinhar estratégias para o desenvolvimento da região.

Durante o encontro, foram debatidas pautas importantes para o fortalecimento da região, incluindo demandas locais, projetos de desenvolvimento e estratégias de aproximação com a população.


O deputado destacou a relevância do diálogo constante com representantes da comunidade, reforçando seu compromisso em buscar soluções e melhorias para Feira de Santana e toda a Bahia.

( “acompanhe mais novidades aqui no site: www.ipiauurgente.ccom.br”).



31 agosto, 2026

Messi anuncia aposentadoria da seleção argentina: “Dói na alma”

Foto: Reprodução/Instagram/@leomessi
O craque Lionel Messi anunciou, nesta segunda-feira (31), sua aposentadoria da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 comunicou a decisão por meio de uma publicação nas redes sociais e afirmou que deixa a equipe nacional por entender que chegou o momento de encerrar o ciclo.

“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreveu Messi na carta de despedida.

O camisa 10 argentino destacou que sempre entregou o máximo quando vestiu a camisa da seleção, independentemente dos resultados. Segundo ele, a decisão também foi tomada pela proximidade do fim de sua trajetória e pela ascensão de novos jogadores que merecem espaço na equipe.

“Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, afirmou.

Depois de mais de duas décadas sem conquistar títulos pela seleção principal, Messi participou da conquista da Copa América de 2021, disputada no Brasil. Na sequência, levantou a Finalíssima, a Copa do Mundo de 2022, no Catar, e voltou a conquistar a Copa América.

Messi também fez referência à derrota para a Espanha na final do Mundial disputado nos Estados Unidos neste ano. De acordo com o jogador, a carta foi escrita em 21 de julho, dois dias após a decisão.

“Estas palavras foram escritas em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, declarou, em referência à morte do pai, ocorrida em 8 de agosto.

Ao se despedir, Messi agradeceu aos torcedores, familiares, companheiros, treinadores e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória com a Argentina. O jogador também afirmou que passará a acompanhar a seleção como torcedor.

“Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais”, escreveu

 

Leia a carta na íntegra: 

“Depois desse tempo que passou desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção...

 

Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre dei tudo, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas antes também. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

 

Falta pouco e as etapas vão se encerrando, e esta é uma que dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção. Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar.

 

Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês de dentro. Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais.

 

Obrigado à minha família por estar sempre comigo, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem tive a oportunidade de compartilhar. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis que vivi.

 

Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de ter dado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhamos. Foi uma loucura ter vivido tudo isso com vocês. Amo vocês!

 

Obrigado, Deus, por me fazer argentino.

 

Vamos, Argentina!".


Rui Costa provoca João Roma e diz que ele "esconde" nome de Flávio Bolsonaro durante a campanha

Foto: Divulgação
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) acusou João Roma (PL) de esconder o nome de Flávio Bolsonaro (PL) durante seu primeiro programa eleitoral na televisão. A declaração foi feita nesta segunda-feira (31), em entrevista à Rádio Salvador FM, enquanto o petista avaliava o cenário da disputa na Bahia.

Segundo Rui, a suposta ausência da referência a Flávio contradiz o posicionamento político assumido pelo candidato do PL, que se apresenta como bolsonarista.

“Embora no primeiro programa, surpreendentemente, o candidato do PL que dizia ser bolsonarista não tocou no nome do candidato dele. Eu não sei nem se o Flávio sabe disso, porque o candidato que representa o partido dele e a candidatura dele, no primeiro programa de televisão, escondeu o nome do Flávio”, afirmou.

Ao comentar a eleição para o Senado, Rui defendeu que o alinhamento dos candidatos aos dois campos políticos nacionais tornará a escolha mais clara para os eleitores. O petista afirmou que os dois concorrentes do grupo adversário se definiram como bolsonaristas e contrapôs essa identificação à ligação de sua chapa com Lula.

“O povo vai escolher entre dois senadores do time do Flávio Bolsonaro e dois senadores do time de Lula. Está fácil decidir”, declarou.

Rui também disse que o eleitor deve comparar a atuação dos candidatos e suas contribuições para a Bahia. Na avaliação dele, esse balanço favorece seu grupo político e sustenta a confiança em um resultado positivo nas urnas.

“É só comparar o que cada um fez pelo estado da Bahia”, afirmou. “Nós temos muita confiança na nossa vitória.”

Apesar do otimismo em relação à disputa pelo Senado, Rui reconheceu que a eleição para o governo estadual apresenta um cenário mais acirrado. Ainda assim, manifestou confiança na vitória de seu grupo no primeiro turno.

“Para governo, a eleição está mais apertada, mas eu sou muito confiante na vitória no dia 4 de outubro”, concluiu.

Por Política Livre

Bruno Dantas renuncia ao TCU e Rodrigo Pacheco assumirá cargo

Bruno Dantas-Foto: Divulgação/Arquivo
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas enviou nesta segunda (31) ao presidente do órgão, Vital do Rêgo Filho, comunicado de que está renunciando ao cargo "em caráter irretratável".

Ex-presidente do tribunal, ele afirma que a decisão "é pessoal e voluntária, amadurecida ao longo dos últimos meses".

Ele pede também que "a declaração de vacância e correspondente ato de exoneração produzam efeitos a partir de 9 de setembro de 2026".

O substituto deverá ser indicado pelo Congresso Nacional, e já está escolhido: o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deverá ser aprovado nas próximas semanas pelos parlamentares.

Ele tem apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que neste ano tentou emplacar seu nome para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula, no entanto, preferiu indicar o advogado-geral da União Jorge Messias para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso do tribunal.

O presidente acabou derrotado pelos senadores e o posto segue vago até hoje.

Dantas abrirá uma empresa estruturadora de projetos de investimentos e já pediu à OAB a reativação de sua carteira de advogado para exercer a profissão.

O agora ex-ministro, de acordo com interlocutores, conversa com o escritório de advocacia novaiorquino White&Case e também deve atuar, ao lado do jornalista Leandro Colon, no setor de Compliance, Gestão de Crise e Reputação.

Leia, abaixo, a nota de Bruno Dantas:

Nota Pública

"Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.

São quase três décadas devotadas integralmente ao serviço público, iniciadas em 1998. Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir.

Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.

Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios.

Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.

É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória.

Mas antes de seguir, quero registrar alguns agradecimentos, a parte mais importante deste anúncio.

Aos colegas ministros e, de modo muito especial, aos auditores do Tribunal de Contas da União: convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre. Devo a vocês — e ao Tribunal — parte essencial do que carrego comigo para o resto da vida.

À minha equipe de colaboradores, dentro e fora do gabinete: vocês souberam, dia após dia, transformar ideias em resultado concreto. O que foi feito é obra de vocês.

Ao Senado Federal — Casa que me acolheu aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público, formou o profissional e acadêmico que sou, e abriu, nos anos seguintes, todas as portas que percorri na vida pública. Foi ali que tudo começou.

E à minha família: vocês são, sempre foram, a base sobre a qual tomei cada decisão importante da minha vida. Esta também é, antes de tudo, uma decisão amadurecida com vocês.

Brasília, 31 de agosto de 2026.

Bruno Dantas"

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Aliados de Lula dizem que percepção sobre preços e dívidas é risco maior que Lulinha na eleição

Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo
Aliados do presidente Lula (PT) afirmam avaliar, em conversas reservadas, que a percepção do eleitorado sobre preços e endividamento é um risco maior para a campanha de reeleição do petista do que as acusações contra um de seus filhos por suposto envolvimento em lobby para venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.

Lula e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entraram em uma disputa explícita sobre a saúde da economia, que se intensificou a partir do pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia.

O presidente e seus aliados afirmam que, com exceção da taxa de juros (hoje em 14% ao ano), têm bons resultados econômicos para apresentar ao eleitorado, como baixo desemprego e inflação controlada. Mas admitem que os juros pioram o endividamento da população e das empresas e que tem sido um desafio colher os dividendos de medidas, como a isenção de Imposto de Renda.

A gestão do petista tem sido criticada pelo aumento da dívida pública, que chegou a 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto). A crise em empresas do varejo, turbinada pelos juros altos, também tem sido usada por advesários.

Flávio constatou que o tema ressoa e tem explorado a crise das Casas Bahia e os preços dos alimentos.

Apesar do destaque que as acusações contra o filho de Lula ganharam no noticiário e em discursos políticos, tanto petistas quanto bolsonaristas ouvidos pela Folha consideram que o caso, ao menos com as informações disponíveis atualmente, não deve ser suficiente para tirar eleitores do petista, mas dificulta a conquista de novos votos.

Fábio Luís, que ficou conhecido nacionalmente como Lulinha, tem sido alvo de acusações por uma suposta atuação com a lobista Roberta Luchsinger para tentar vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Ele nega irregularidades.

A percepção sobre economia, por sua vez, é um tema muito mais sensível para o eleitorado do que as acusações contra o filho do presidente, de acordo com políticos dos dois lados. Nas últimas semanas, a disputa desencadeou uma batalha de vídeos em supermercados.

Um integrante da campanha de Flávio que não quis ser identificado afirma que a picanha que elegeu Lula em 2022 pode ajudar a derrotá-lo em 2026. A referência é à promessa, feita pelo petista na última eleição, de que o corte ficaria mais acessível.

Na semana passada, o senador foi a um Armazém Solidário em São Paulo, programa que oferece alimentos com preços mais baixos, e levantou uma peça de carne ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). "Aqui com o Ricardo Nunes tem picanha. Com o Lula, não tem picanha", declarou o candidato.

Já reparou o que dá para comprar com R$ 100 hoje em dia? Como sustenta uma família assim?", disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em um vídeo em que afirma ter pago R$ 45,99 por um pacote de café.

"Tem gente que só vai em mercado cenográfico cheio de ator", rebateu a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, em um vídeo mostrando os preços do mercado onde diz fazer compras, em Brasília.

"Aqui no mundo real o café mais caro está R$ 34, mas tem café de tudo quanto é preço", afirmou, acrescentando que o preço havia subido no ano passado devido a uma quebra de safra no Vietnã, à menor produção brasileira e ao aumento da demanda mundial.

Além do enfrentamento público, responsáveis pelas redes sociais da campanha petista identificaram uma série de perfis que teriam disseminado conteúdo semelhante aos discursos de Flávio sobre os preços no supermercado.

O grupo petista deverá pedir uma investigação à Justiça Eleitoral, sob o argumento de que pode se tratar de uma rede estruturada para espalhar informações falsas.

Além de explorar o preço dos alimentos, a campanha do PL tem batido na tecla de que a situação das Casas Bahia não é isolada.

A avaliação é de que a crise da varejista, uma das marcas mais famosas do Brasil, dá a Flávio a possibilidade de traduzir didaticamente para o eleitorado os danos causados pelos juros altos. A tônica é dizer que as empresas sobreviveram à pandemia, mas estão falindo com Lula.

Na semana passada, o senador foi a uma das três lojas que tiveram as atividades encerradas em Brasília. A campanha registrou as portas completamente fechadas. Os vídeos ainda não foram ao ar.

Flávio também tem usado, nas redes sociais e em discursos públicos, o slogan "Essa dívida não é sua, essa dívida é do Lula", em que associa o endividamento da população à dívida pública do país.

Ao justificar sua decisão de não ir ao debate da TV Bandeirantes, no último domingo (23), o senador afirmou que quer enfrentar "quem acabou com o poder de compra dos brasileiros" e sufoca "quem gera empregos", em uma referência a Lula, que também não compareceu.

"Eu quero debater com quem faz com que a caixa de Bis com 20 unidades passe a ter 16, o papel higiênico com 40 metros passe a ter 36. [Com quem] faz até a dúzia de 12 ovos virarem 10", disse Flávio.

Aliados do presidente ouvidos pela reportagem avaliam que a principal tarefa da campanha é promover os resultados do petista na economia que está mais próxima do dia a dia do eleitorado –como o desemprego em torno de 5,4%, um patamar baixo, o pico nos níveis de renda e a inflação cumulada relativamente baixa.

Recentemente, um estudo mostrou que o petista é o presidente com a aprovação mais sensível a temas econômicos nos últimos 30 anos. Bolsonaro, pai de Flávio, foi o menos suscetível.

A última pesquisa Datafolha mostrou que Lula tem 39% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Para o segundo turno, o petista tem 47% contra 43% do bolsonarista, um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.

Por Catia Seabra, Thaísa Oliveira e Caio Spechoto, Folhapress

30 agosto, 2026

PF apura existência de gabinete de ódio ligado à governadora de Pernambuco

Raquel Lyra rebate acusações e diz que Justiça Eleitoral determinou medidas contra rede de perfis falsos usados para atacá-la

A PF (Polícia Federal) investiga a existência de um "gabinete do ódio" ligado à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Segundo fontes do órgão, a apuração teve início no final de 2025 após uma denúncia enviada à corporação por um aliado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que polariza a disputa com ela.

A acusação foi enviada à PF pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) em outubro do ano passado. A peça sustenta que há uma rede com publicações de conteúdos difamatórios e caluniosos que começaram ainda em 2024, na pré-campanha municipal, quando Campos foi reeleito prefeito da capital.

Segundo a denúncia, o objetivo era impactar o processo eleitoral e desqualificar a figura dele. "Os perfis coordenam uma extensa rede de publicações sincronizadas para potencializar o alcance de suas postagens, direcionando verdadeiras mensagens de ódio em face dos opositores da governadora", diz.

Ela também cita supostas irregularidades em uma licitação feita pelo governo para prestação de serviço de publicidade institucional. A acusação é de favorecimento a empresas ligadas aos familiares da governadora.

A denúncia lista as postagens feitas ao longo dos últimos e afirma que a maioria delas teve como objetivo antecipar as eleições de 2026 numa tentativa de desconstrução da figura de Campos.

A acusação é de que os executores da rede têm relação próxima com o governo de Pernambuco, seja com a ocupação de cargos comissionados ou distribuição de verbas por meio dos contratos de publicidade.

OUTRO LADO

A governadora de Pernambuco afirmou, em nota, que faz campanha às claras e não em "estruturas ocultas" e que tem compromisso com um debate pautado pela verdade.

"Chama atenção que a acusação venha justamente de quem já foi alcançado pela Justiça Eleitoral: o TRE-PE determinou medidas contra uma rede coordenada de perfis falsos usados para atacar a governadora", disse.

A campanha afirmou que diante de uma acusação grave, sem nome e sem provas, a governadora acionou a Justiça para que João Campos identificasse a quem se referia ao falar em milícia digital. "Quem acusa tem o dever de dizer a quem", afirmou.
Por Fábio Zanini/Gabriela Echenique/Folhapress

Gilmar proíbe sindicato de juízes de cobrar taxa às vésperas de assembleia sobre pauta ética no STF

Decano do Supremo diz que há ‘sérias dúvidas quanto à compatibilidade do regime constitucional da magistratura com a representação da categoria por meio de sindicatos’

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o Sindicato dos Magistrados do Brasil (Sindmagis) não pode cobrar contribuição sindical de juízes que não tenham aderido expressamente à entidade.

A decisão ocorre dias antes de uma Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindmagis para 5 de setembro, quando a entidade pretende discutir publicamente o que define como uma “pauta ética” na Corte, em meio a uma série de reduções de benefícios e vantagens que engordavam os contracheques dos magistrados.

Na decisão, de dez páginas, Gilmar Mendes afirmou haver “sérias dúvidas quanto à compatibilidade do regime constitucional da magistratura com a representação da categoria por meio de sindicatos”.

O decano do Supremo, no entanto, pontuou que a decisão “não limita o direito de livre associação dos magistrados” e que “os membros do sindicato requerido têm o direito de se reunir para defesa dos seus interesses na forma de associações de classe”. No julgamento do mérito, o Supremo deverá decidir se magistrados podem ser representados por sindicatos.

Na carta de convocação da Assembleia-Geral Extraordinária, a diretoria do Sindmagis alegou que diante de “crescentes tensões institucionais e do legítimo anseio popular por integridade pública, a magistratura de base e de instâncias intermediárias se reunirá para examinar, debater e deliberar sobre rumos fundamentais para o reequilíbrio dos poderes e a preservação do Estado Democrático de Direito”.

A ação em questão foi apresentada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e por outras entidades representativas da categoria contra a União e o Sindmagis. As associações contestam o registro sindical concedido pelo Ministério do Trabalho em janeiro deste ano e argumentam que os magistrados, por serem agentes políticos e integrantes de um dos Poderes da República, estão submetidos a um regime constitucional próprio e, por isso, não poderiam ser enquadrados como categoria profissional nos moldes previstos para a organização sindical.

“Nessas circunstâncias, revela-se adequado assegurar, provisoriamente, que eventual deliberação relativa à instituição de contribuição assistencial, negocial ou equivalente não produza efeitos em relação a magistrados que não tenham manifestado adesão expressa à entidade sindical, até ulterior deliberação deste Tribunal”, anota Gilmar na decisão.

O documento distribuído pelo Sindmagis a toda a magistratura informa que a assembleia tratará de temas de “maior gravidade”. Entre os assuntos previstos estão “medidas profundas de cobrança e reestruturação da cúpula do Poder Judiciário” e o “exame da necessidade de uma Pauta Ética no STF”.

“A lei deve valer, prioritariamente, para quem a resguarda”, assinala a direção da entidade, criada em 2023 sob o lema da preservação de direitos, prerrogativas e melhores condições de trabalho para a classe.
Por Fausto Macedo/Felipe de Paula/Estadão

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