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01 setembro, 2026

Reunião com Lideranças em Feira de Santana

O Deputado, candidato a Federal Robinho (4444) realizou, nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma importante reunião com lideranças políticas e comunitárias em Feira de Santana.

O encontro teve como objetivo fortalecer o diálogo com representantes locais, discutir demandas da população e alinhar estratégias para o desenvolvimento da região.

Durante o encontro, foram debatidas pautas importantes para o fortalecimento da região, incluindo demandas locais, projetos de desenvolvimento e estratégias de aproximação com a população.


O deputado destacou a relevância do diálogo constante com representantes da comunidade, reforçando seu compromisso em buscar soluções e melhorias para Feira de Santana e toda a Bahia.

( “acompanhe mais novidades aqui no site”).



31 agosto, 2026

Messi anuncia aposentadoria da seleção argentina: “Dói na alma”

Foto: Reprodução/Instagram/@leomessi
O craque Lionel Messi anunciou, nesta segunda-feira (31), sua aposentadoria da seleção argentina. Aos 39 anos, o camisa 10 comunicou a decisão por meio de uma publicação nas redes sociais e afirmou que deixa a equipe nacional por entender que chegou o momento de encerrar o ciclo.

“Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, escreveu Messi na carta de despedida.

O camisa 10 argentino destacou que sempre entregou o máximo quando vestiu a camisa da seleção, independentemente dos resultados. Segundo ele, a decisão também foi tomada pela proximidade do fim de sua trajetória e pela ascensão de novos jogadores que merecem espaço na equipe.

“Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar”, afirmou.

Depois de mais de duas décadas sem conquistar títulos pela seleção principal, Messi participou da conquista da Copa América de 2021, disputada no Brasil. Na sequência, levantou a Finalíssima, a Copa do Mundo de 2022, no Catar, e voltou a conquistar a Copa América.

Messi também fez referência à derrota para a Espanha na final do Mundial disputado nos Estados Unidos neste ano. De acordo com o jogador, a carta foi escrita em 21 de julho, dois dias após a decisão.

“Estas palavras foram escritas em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou mais convencido do que antes”, declarou, em referência à morte do pai, ocorrida em 8 de agosto.

Ao se despedir, Messi agradeceu aos torcedores, familiares, companheiros, treinadores e dirigentes que fizeram parte de sua trajetória com a Argentina. O jogador também afirmou que passará a acompanhar a seleção como torcedor.

“Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais”, escreveu

 

Leia a carta na íntegra: 

“Depois desse tempo que passou desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção...

 

Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento. Juro que sempre dei tudo, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas antes também. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar alegrias e fazer com que vocês se sentissem orgulhosos de serem argentinos através do futebol.

 

Falta pouco e as etapas vão se encerrando, e esta é uma que dói muito. Amo, amei e amarei sempre estar na Seleção. Eu me esvaziei, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm grandes jogadores atrás que merecem estar.

 

Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvir vocês de dentro. Agora vou ser mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre de fora, nas boas e nas ruins, muito mais.

 

Obrigado à minha família por estar sempre comigo, por me acompanhar nesta viagem tão bonita, mas difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem tive a oportunidade de compartilhar. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis que vivi.

 

Vou embora com a tranquilidade e o orgulho de ter dado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhamos. Foi uma loucura ter vivido tudo isso com vocês. Amo vocês!

 

Obrigado, Deus, por me fazer argentino.

 

Vamos, Argentina!".


Rui Costa provoca João Roma e diz que ele "esconde" nome de Flávio Bolsonaro durante a campanha

Foto: Divulgação
O candidato ao Senado Rui Costa (PT) acusou João Roma (PL) de esconder o nome de Flávio Bolsonaro (PL) durante seu primeiro programa eleitoral na televisão. A declaração foi feita nesta segunda-feira (31), em entrevista à Rádio Salvador FM, enquanto o petista avaliava o cenário da disputa na Bahia.

Segundo Rui, a suposta ausência da referência a Flávio contradiz o posicionamento político assumido pelo candidato do PL, que se apresenta como bolsonarista.

“Embora no primeiro programa, surpreendentemente, o candidato do PL que dizia ser bolsonarista não tocou no nome do candidato dele. Eu não sei nem se o Flávio sabe disso, porque o candidato que representa o partido dele e a candidatura dele, no primeiro programa de televisão, escondeu o nome do Flávio”, afirmou.

Ao comentar a eleição para o Senado, Rui defendeu que o alinhamento dos candidatos aos dois campos políticos nacionais tornará a escolha mais clara para os eleitores. O petista afirmou que os dois concorrentes do grupo adversário se definiram como bolsonaristas e contrapôs essa identificação à ligação de sua chapa com Lula.

“O povo vai escolher entre dois senadores do time do Flávio Bolsonaro e dois senadores do time de Lula. Está fácil decidir”, declarou.

Rui também disse que o eleitor deve comparar a atuação dos candidatos e suas contribuições para a Bahia. Na avaliação dele, esse balanço favorece seu grupo político e sustenta a confiança em um resultado positivo nas urnas.

“É só comparar o que cada um fez pelo estado da Bahia”, afirmou. “Nós temos muita confiança na nossa vitória.”

Apesar do otimismo em relação à disputa pelo Senado, Rui reconheceu que a eleição para o governo estadual apresenta um cenário mais acirrado. Ainda assim, manifestou confiança na vitória de seu grupo no primeiro turno.

“Para governo, a eleição está mais apertada, mas eu sou muito confiante na vitória no dia 4 de outubro”, concluiu.

Por Política Livre

Bruno Dantas renuncia ao TCU e Rodrigo Pacheco assumirá cargo

Bruno Dantas-Foto: Divulgação/Arquivo
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas enviou nesta segunda (31) ao presidente do órgão, Vital do Rêgo Filho, comunicado de que está renunciando ao cargo "em caráter irretratável".

Ex-presidente do tribunal, ele afirma que a decisão "é pessoal e voluntária, amadurecida ao longo dos últimos meses".

Ele pede também que "a declaração de vacância e correspondente ato de exoneração produzam efeitos a partir de 9 de setembro de 2026".

O substituto deverá ser indicado pelo Congresso Nacional, e já está escolhido: o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deverá ser aprovado nas próximas semanas pelos parlamentares.

Ele tem apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que neste ano tentou emplacar seu nome para ser ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula, no entanto, preferiu indicar o advogado-geral da União Jorge Messias para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso do tribunal.

O presidente acabou derrotado pelos senadores e o posto segue vago até hoje.

Dantas abrirá uma empresa estruturadora de projetos de investimentos e já pediu à OAB a reativação de sua carteira de advogado para exercer a profissão.

O agora ex-ministro, de acordo com interlocutores, conversa com o escritório de advocacia novaiorquino White&Case e também deve atuar, ao lado do jornalista Leandro Colon, no setor de Compliance, Gestão de Crise e Reputação.

Leia, abaixo, a nota de Bruno Dantas:

Nota Pública

"Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.

São quase três décadas devotadas integralmente ao serviço público, iniciadas em 1998. Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir.

Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.

Aos 48 anos, depois de presidir o Tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios.

Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.

É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória.

Mas antes de seguir, quero registrar alguns agradecimentos, a parte mais importante deste anúncio.

Aos colegas ministros e, de modo muito especial, aos auditores do Tribunal de Contas da União: convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre. Devo a vocês — e ao Tribunal — parte essencial do que carrego comigo para o resto da vida.

À minha equipe de colaboradores, dentro e fora do gabinete: vocês souberam, dia após dia, transformar ideias em resultado concreto. O que foi feito é obra de vocês.

Ao Senado Federal — Casa que me acolheu aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público, formou o profissional e acadêmico que sou, e abriu, nos anos seguintes, todas as portas que percorri na vida pública. Foi ali que tudo começou.

E à minha família: vocês são, sempre foram, a base sobre a qual tomei cada decisão importante da minha vida. Esta também é, antes de tudo, uma decisão amadurecida com vocês.

Brasília, 31 de agosto de 2026.

Bruno Dantas"

Por Mônica Bergamo/Folhapress

Aliados de Lula dizem que percepção sobre preços e dívidas é risco maior que Lulinha na eleição

Foto: Reprodução/TV Globo/Arquivo
Aliados do presidente Lula (PT) afirmam avaliar, em conversas reservadas, que a percepção do eleitorado sobre preços e endividamento é um risco maior para a campanha de reeleição do petista do que as acusações contra um de seus filhos por suposto envolvimento em lobby para venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.

Lula e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entraram em uma disputa explícita sobre a saúde da economia, que se intensificou a partir do pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia.

O presidente e seus aliados afirmam que, com exceção da taxa de juros (hoje em 14% ao ano), têm bons resultados econômicos para apresentar ao eleitorado, como baixo desemprego e inflação controlada. Mas admitem que os juros pioram o endividamento da população e das empresas e que tem sido um desafio colher os dividendos de medidas, como a isenção de Imposto de Renda.

A gestão do petista tem sido criticada pelo aumento da dívida pública, que chegou a 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto). A crise em empresas do varejo, turbinada pelos juros altos, também tem sido usada por advesários.

Flávio constatou que o tema ressoa e tem explorado a crise das Casas Bahia e os preços dos alimentos.

Apesar do destaque que as acusações contra o filho de Lula ganharam no noticiário e em discursos políticos, tanto petistas quanto bolsonaristas ouvidos pela Folha consideram que o caso, ao menos com as informações disponíveis atualmente, não deve ser suficiente para tirar eleitores do petista, mas dificulta a conquista de novos votos.

Fábio Luís, que ficou conhecido nacionalmente como Lulinha, tem sido alvo de acusações por uma suposta atuação com a lobista Roberta Luchsinger para tentar vender medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde. Ele nega irregularidades.

A percepção sobre economia, por sua vez, é um tema muito mais sensível para o eleitorado do que as acusações contra o filho do presidente, de acordo com políticos dos dois lados. Nas últimas semanas, a disputa desencadeou uma batalha de vídeos em supermercados.

Um integrante da campanha de Flávio que não quis ser identificado afirma que a picanha que elegeu Lula em 2022 pode ajudar a derrotá-lo em 2026. A referência é à promessa, feita pelo petista na última eleição, de que o corte ficaria mais acessível.

Na semana passada, o senador foi a um Armazém Solidário em São Paulo, programa que oferece alimentos com preços mais baixos, e levantou uma peça de carne ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB). "Aqui com o Ricardo Nunes tem picanha. Com o Lula, não tem picanha", declarou o candidato.

Já reparou o que dá para comprar com R$ 100 hoje em dia? Como sustenta uma família assim?", disse o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em um vídeo em que afirma ter pago R$ 45,99 por um pacote de café.

"Tem gente que só vai em mercado cenográfico cheio de ator", rebateu a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, em um vídeo mostrando os preços do mercado onde diz fazer compras, em Brasília.

"Aqui no mundo real o café mais caro está R$ 34, mas tem café de tudo quanto é preço", afirmou, acrescentando que o preço havia subido no ano passado devido a uma quebra de safra no Vietnã, à menor produção brasileira e ao aumento da demanda mundial.

Além do enfrentamento público, responsáveis pelas redes sociais da campanha petista identificaram uma série de perfis que teriam disseminado conteúdo semelhante aos discursos de Flávio sobre os preços no supermercado.

O grupo petista deverá pedir uma investigação à Justiça Eleitoral, sob o argumento de que pode se tratar de uma rede estruturada para espalhar informações falsas.

Além de explorar o preço dos alimentos, a campanha do PL tem batido na tecla de que a situação das Casas Bahia não é isolada.

A avaliação é de que a crise da varejista, uma das marcas mais famosas do Brasil, dá a Flávio a possibilidade de traduzir didaticamente para o eleitorado os danos causados pelos juros altos. A tônica é dizer que as empresas sobreviveram à pandemia, mas estão falindo com Lula.

Na semana passada, o senador foi a uma das três lojas que tiveram as atividades encerradas em Brasília. A campanha registrou as portas completamente fechadas. Os vídeos ainda não foram ao ar.

Flávio também tem usado, nas redes sociais e em discursos públicos, o slogan "Essa dívida não é sua, essa dívida é do Lula", em que associa o endividamento da população à dívida pública do país.

Ao justificar sua decisão de não ir ao debate da TV Bandeirantes, no último domingo (23), o senador afirmou que quer enfrentar "quem acabou com o poder de compra dos brasileiros" e sufoca "quem gera empregos", em uma referência a Lula, que também não compareceu.

"Eu quero debater com quem faz com que a caixa de Bis com 20 unidades passe a ter 16, o papel higiênico com 40 metros passe a ter 36. [Com quem] faz até a dúzia de 12 ovos virarem 10", disse Flávio.

Aliados do presidente ouvidos pela reportagem avaliam que a principal tarefa da campanha é promover os resultados do petista na economia que está mais próxima do dia a dia do eleitorado –como o desemprego em torno de 5,4%, um patamar baixo, o pico nos níveis de renda e a inflação cumulada relativamente baixa.

Recentemente, um estudo mostrou que o petista é o presidente com a aprovação mais sensível a temas econômicos nos últimos 30 anos. Bolsonaro, pai de Flávio, foi o menos suscetível.

A última pesquisa Datafolha mostrou que Lula tem 39% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Para o segundo turno, o petista tem 47% contra 43% do bolsonarista, um empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.

Por Catia Seabra, Thaísa Oliveira e Caio Spechoto, Folhapress

30 agosto, 2026

PF apura existência de gabinete de ódio ligado à governadora de Pernambuco

Raquel Lyra rebate acusações e diz que Justiça Eleitoral determinou medidas contra rede de perfis falsos usados para atacá-la

A PF (Polícia Federal) investiga a existência de um "gabinete do ódio" ligado à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição.

Segundo fontes do órgão, a apuração teve início no final de 2025 após uma denúncia enviada à corporação por um aliado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que polariza a disputa com ela.

A acusação foi enviada à PF pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) em outubro do ano passado. A peça sustenta que há uma rede com publicações de conteúdos difamatórios e caluniosos que começaram ainda em 2024, na pré-campanha municipal, quando Campos foi reeleito prefeito da capital.

Segundo a denúncia, o objetivo era impactar o processo eleitoral e desqualificar a figura dele. "Os perfis coordenam uma extensa rede de publicações sincronizadas para potencializar o alcance de suas postagens, direcionando verdadeiras mensagens de ódio em face dos opositores da governadora", diz.

Ela também cita supostas irregularidades em uma licitação feita pelo governo para prestação de serviço de publicidade institucional. A acusação é de favorecimento a empresas ligadas aos familiares da governadora.

A denúncia lista as postagens feitas ao longo dos últimos e afirma que a maioria delas teve como objetivo antecipar as eleições de 2026 numa tentativa de desconstrução da figura de Campos.

A acusação é de que os executores da rede têm relação próxima com o governo de Pernambuco, seja com a ocupação de cargos comissionados ou distribuição de verbas por meio dos contratos de publicidade.

OUTRO LADO

A governadora de Pernambuco afirmou, em nota, que faz campanha às claras e não em "estruturas ocultas" e que tem compromisso com um debate pautado pela verdade.

"Chama atenção que a acusação venha justamente de quem já foi alcançado pela Justiça Eleitoral: o TRE-PE determinou medidas contra uma rede coordenada de perfis falsos usados para atacar a governadora", disse.

A campanha afirmou que diante de uma acusação grave, sem nome e sem provas, a governadora acionou a Justiça para que João Campos identificasse a quem se referia ao falar em milícia digital. "Quem acusa tem o dever de dizer a quem", afirmou.
Por Fábio Zanini/Gabriela Echenique/Folhapress

Gilmar proíbe sindicato de juízes de cobrar taxa às vésperas de assembleia sobre pauta ética no STF

Decano do Supremo diz que há ‘sérias dúvidas quanto à compatibilidade do regime constitucional da magistratura com a representação da categoria por meio de sindicatos’

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o Sindicato dos Magistrados do Brasil (Sindmagis) não pode cobrar contribuição sindical de juízes que não tenham aderido expressamente à entidade.

A decisão ocorre dias antes de uma Assembleia Geral Extraordinária convocada pelo Sindmagis para 5 de setembro, quando a entidade pretende discutir publicamente o que define como uma “pauta ética” na Corte, em meio a uma série de reduções de benefícios e vantagens que engordavam os contracheques dos magistrados.

Na decisão, de dez páginas, Gilmar Mendes afirmou haver “sérias dúvidas quanto à compatibilidade do regime constitucional da magistratura com a representação da categoria por meio de sindicatos”.

O decano do Supremo, no entanto, pontuou que a decisão “não limita o direito de livre associação dos magistrados” e que “os membros do sindicato requerido têm o direito de se reunir para defesa dos seus interesses na forma de associações de classe”. No julgamento do mérito, o Supremo deverá decidir se magistrados podem ser representados por sindicatos.

Na carta de convocação da Assembleia-Geral Extraordinária, a diretoria do Sindmagis alegou que diante de “crescentes tensões institucionais e do legítimo anseio popular por integridade pública, a magistratura de base e de instâncias intermediárias se reunirá para examinar, debater e deliberar sobre rumos fundamentais para o reequilíbrio dos poderes e a preservação do Estado Democrático de Direito”.

A ação em questão foi apresentada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e por outras entidades representativas da categoria contra a União e o Sindmagis. As associações contestam o registro sindical concedido pelo Ministério do Trabalho em janeiro deste ano e argumentam que os magistrados, por serem agentes políticos e integrantes de um dos Poderes da República, estão submetidos a um regime constitucional próprio e, por isso, não poderiam ser enquadrados como categoria profissional nos moldes previstos para a organização sindical.

“Nessas circunstâncias, revela-se adequado assegurar, provisoriamente, que eventual deliberação relativa à instituição de contribuição assistencial, negocial ou equivalente não produza efeitos em relação a magistrados que não tenham manifestado adesão expressa à entidade sindical, até ulterior deliberação deste Tribunal”, anota Gilmar na decisão.

O documento distribuído pelo Sindmagis a toda a magistratura informa que a assembleia tratará de temas de “maior gravidade”. Entre os assuntos previstos estão “medidas profundas de cobrança e reestruturação da cúpula do Poder Judiciário” e o “exame da necessidade de uma Pauta Ética no STF”.

“A lei deve valer, prioritariamente, para quem a resguarda”, assinala a direção da entidade, criada em 2023 sob o lema da preservação de direitos, prerrogativas e melhores condições de trabalho para a classe.
Por Fausto Macedo/Felipe de Paula/Estadão

Esclerose múltipla também afeta crianças; diagnóstico e tratamento precoces levam a maior controle da doença

Foto ilustrativa: Reprodução Freepik
A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune, inflamatória e crônica. É caracterizada pela presença de cicatrizes --as escleroses-- ao longo do sistema nervoso. Por isso, o impulso elétrico dos neurônios não é corretamente transmitido, o que provoca sintomas como falta de equilíbrio, tontura, visão embaçada, dificuldade de raciocínio, entre outros.

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, neste domingo (30), especialistas destacam que a doença não condiz mais com a imagem incapacitante que a marcou no passado. E também não deve ser associada a idade ou envelhecimento.

Com os protocolos mais eficazes e tratamentos menos agressivos, os pacientes conseguem ter uma evolução controlada do quadro, evitando sequelas graves a partir de um diagnóstico precoce.

"Popularmente, a palavra 'esclerose' é bastante associada ao envelhecimento para se referir a pessoas idosas com perda de memória ou declínio cognitivo. Essa associação faz com que muitas pessoas imaginem que a EM seja uma doença de pessoas mais velhas", diz Manuela Fragomeni, coordenadora do Departamento Científico de Neuroimunologia da SBNI (Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil).

Fragomeni, que também é responsável pelo Ambulatório de Neuroimunologia do Hospital da Criança de Brasília José Alencar, diz que a EM ocorre principalmente em mulheres jovens, com idade entre 20 e 30 anos.

"Como no adulto não é uma doença tão rara, a gente precisa reforçar que existe esclerose múltipla na faixa etária pediátrica, pois 3% a 5% dos casos têm os primeiros sintomas antes dos 18 anos", alerta a neurologista.

A médica Renata Paolilo, responsável pelo serviço de neuroimunologia pediátrica do Instituto da Criança do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), reforça que critérios diagnósticos da EM foram atualizados recentemente, podendo ser aplicados em jovens também.

"Infelizmente, o diagnóstico de EM ainda traz bastante estigma negativo, mas isso decorre de dados do passado, de uma fase em que nós não tínhamos acesso a diagnóstico e tratamento precoces", diz a neurologista infantil do HC.

Fellipe Mello Negrisoli, 12, tem esclerose múltipla pediátrica e busca ser discreto sobre o quadro. "Muitas pessoas me perguntam como isso funciona. Costumo dar apenas uma breve explicação, sem entrar em muitos detalhes, porque nem sempre é fácil falar sobre algo tão delicado", conta o menino.

Ele faz tratamento no HC há cerca de um ano e está com uma medicação nova que deve lhe assegurar estabilidade, porém ainda fica preocupado. "O mais difícil é conviver com a incerteza de um novo surto. Mas mesmo depois do diagnóstico, sigo na mesma: brinco, relaxo, vou para a escola e levo tudo numa boa."

A mãe dele, Sandra Mello, 53, é administradora de empresas e conta que o problema começou com um formigamento nos dedos dos pés e um quadro gripal. Não havia histórico de EM na família. O otorrino sugeriu que os sintomas poderiam estar relacionados a outras condições e recomendou avaliação com um ortopedista.

O exame clínico ortopédico levou a quatro ressonâncias --três da coluna e uma do crânio. Mesmo depois de passar pelo neurologista e de surgirem outros sintomas, o quadro ainda era inconclusivo. "Dois dias depois, foi fazer uma prova e não conseguiu escrever devido a um tremor nas mãos. O neurologista recomendou levá-lo imediatamente ao pronto-socorro para internação", diz a mãe.

Havia uma inflamação na medula e o tratamento foi iniciado para conter o surto. A alta veio em cinco dias, mas o resultado definitivo da punção só chegou um mês depois, com a indicação de "presença de bandas oligoclonais", um marcador laboratorial encontrado no líquor (líquido cefalorraquidiano) comum na EM.

Como o convênio se recusou a fornecer a medicação, Fellipe foi tratado com corticoides até que a família conseguiu o remédio via liminar na Justiça.

"Ficamos sem chão, sem entender o que viria pela frente, tomados pelo medo. Em abril, conseguimos aplicar as duas primeiras doses do remédio Ocrevus, mas foi um processo longo e doloroso para alcançar essa fase de estabilidade, com muita dificuldade de aceitação, principalmente por se tratar de uma criança tão saudável até então", conta Sandra.

A previsão é de que, com o medicamento, não ocorram mais surtos e a doença fique controlada.

Entenda a esclerose múltipla

A Federação Internacional de Esclerose Múltipla estima que 2,9 milhões de pessoas no mundo têm a doença. No Brasil, segundo a Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla), são aproximadamente 40 mil.

No cenário brasileiro, uma análise de exames de ressonância magnética feita pela Fidi (Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde) apontou que, entre janeiro e junho de 2026, 75% dos diagnósticos foram feitos na fase adulta (19 a 59 anos) e 77% em mulheres.

O perfil prevalente é atribuído a fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais típicos da doença.

O termo esclerose, em si, só quer dizer que houve um enrijecimento ou cicatrização de um tecido do corpo --é possível esclerosar, por exemplo, estômago, artérias e até ossos, entre outras partes do corpo.

No caso da esclerose múltipla, ocorre uma falha no sistema imunológico que faz o próprio organismo atacar e levar à esclerose fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal. A EM afeta, assim, equilíbrio, sensibilidade física e visão.

"Hoje temos medicações mais eficazes com formas de administração menos agressivas para criança, que garantem uma maior estabilidade da doença", afirma Paolillo.

Essa realidade, diz a neurologista, representa "uma menor evolução para incapacidade, assim como para níveis de dependência e sequelas cognitivas ou motoras".

Como diagnosticar e tratar a esclerose múltipla

As ressonâncias magnéticas (RM) são os exames mais comuns para detectar a EM, mas precisam de boa avaliação clínica. "Na esclerose múltipla, não basta apenas identificar se existe uma alteração, mas entender onde ela está localizada, suas características e como esse quadro se comporta ao longo do tempo", diz Harley De Nicola, radiologista e superintendente médico da Fidi.

Os sintomas são comuns a pacientes adultos e pediátricos, mas podem variar entre indivíduos, podendo incluir alterações visuais, perda de força, formigamento, fadiga, dificuldades de equilíbrio e de coordenação e alterações cognitivas.

Ainda não há cura, mas a Fidi reforça que "os tratamentos disponíveis podem ajudar a controlar a atividade da doença, reduzir surtos e retardar sua progressão".

"Quanto mais rápido o diagnóstico é feito após o início dos sintomas, melhor vai ser o futuro desse paciente", afirma Fragomeni.

Entre os pacientes mais jovens, a comunidade escolar pode ajudar com apoio psicológico, estímulo a exercícios e boa nutrição.

"O objetivo é que a criança tenha uma vida normal, com bastante qualidade de vida. É muito recomendado atividade física, rotina de sono e alimentação regulares, e que não tenha limitações para outras atividades", diz PaoliloPor Danielle Castro | Folhapress

Cantor que perdeu pernas em acidente na Bahia recebe alta da UTI

Foto: Reprodução / Redes Sociais
O cantor Robert Astro, de 25 anos, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Feira de Santana, após perder as duas pernas em um acidente em Serrinha, na região sisaleira. O vocalista segue desde este sábado (29) já na enfermaria da unidade.

Segundo o g1, o artista deu entrada no hospital no dia 23 de agosto, após sofrer o acidente. Devido à gravidade dos ferimentos, foi necessário amputar as duas pernas, e Robert permaneceu internado na UTI.

Familiares relataram que o estado de saúde do cantor apresenta evolução constante. Eles ainda contaram que Robert recebe apoio de uma ampla rede de pessoas durante o período de recuperação.

No dia do acidente, o cantor estava em pé entre dois carros estacionados quando uma caminhonete atingiu a traseira de um dos veículos e o prensou.

Ele foi socorrido pelo Samu e levado de início para o Hospital Municipal de Serrinha. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para uma unidade de maior complexidade em Feira de Santana, onde passou por cirurgia.

MOTORISTA PRESO

Ainda segundo informações, o motorista da caminhonete, de 39 anos, foi localizado após o acidente. Segundo a Polícia Militar, ele apresentava sinais visíveis de embriaguez.

O homem foi preso em flagrante por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e por conduzir veículo com capacidade psicomotora alterada.

Inmet emite alerta laranja para baixa umidade no oeste e norte da Bahia; veja cidades

Foto: Divulgação / Prefeitura de Barreiras
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, de perigo, para baixa umidade do ar em 32 municípios do Oeste e do Norte da Bahia. O aviso é válido entre este domingo (30) e esta segunda-feira (31).

Segundo o Inmet, via g1, a umidade relativa do ar pode variar entre 20% e 12% nas áreas afetadas. Os índices podem provocar ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e nariz.

Entre os municípios sob alerta estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Xique-Xique. Confira a lista abaixo:

Angical
Baianópolis
Barra
Barreiras
Brejolândia
Buritirama
Campo Alegre de Lourdes
Canápolis
Casa Nova
Catolândia
Cocos
Coribe
Correntina
Formosa do Rio Preto
Itaguaçu da Bahia
Jaborandi
Luís Eduardo Magalhães
Mansidão
Muquém do São Francisco
Pilão Arcado
Remanso
Riachão das Neves
Santa Maria da Vitória
Santana
Santa Rita de Cássia
São Desidério
Sento Sé
Serra Dourada
Tabocas do Brejo Velho
Wanderley
Xique-Xique

O Inmet recomenda que a população beba bastante água, evite atividades físicas e reduza a exposição ao sol durante os horários mais quentes. O órgão também orienta o uso de hidratantes para a pele e umidificadores de ar.

RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) também emitiu um alerta para a intensidade da radiação ultravioleta (IUV) na Bahia neste domingo.

De acordo com o órgão, o índice pode variar entre 9 e 11 nos próximos dias, principalmente devido ao tempo seco e à baixa presença de nuvens.

O IUV mede a intensidade da radiação ultravioleta que chega à superfície da Terra. Conforme a classificação utilizada pelo Inema, índices entre 8 e 10 são considerados muito altos, enquanto o nível 11 é classificado como de intensidade extrema.

Por Redação

Única mulher negra candidata a presidente promete dobrar salário mínimo

Samara Martins tem propostas para mulheres que incluem renda, moradia e educação não sexista

Única mulher negra candidata à Presidência, Samara Martins (UP), 38, defende aumentar em 100% o salário mínimo e acabar com a escala de trabalho 6 por 1.

Natural de Belo Horizonte, brinca ser "potineira": mora em Natal (RN), onde constituiu família, se formou pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e hoje trabalha como cirurgiã-dentista no SUS (Sistema Único de Saúde).

Faz política desde a adolescência. Participou do movimento estudantil, integrou o grêmio escolar e integrou a mobilização pelo passe livre.

Mais tarde, foi diretora de mulheres da UNE (União Nacional dos Estudantes), militou no movimento de mulheres Olga Benário e coordenou a Frente Negra Revolucionária, uma iniciativa da Unidade Popular de combate ao racismo.

A candidata chega à disputa presidencial como cabeça de chapa após concorrer à Vice-Presidência em 2022 ao lado de Leonardo Péricles (UP). A dupla obteve pouco mais de 53 mil votos, ou 0,05%.

Quatro anos depois, Samara diz que a diferença está no fortalecimento do partido, que passou de 3.210 filiados para 16.527 agora em 2026.

Sem recursos para viagens e materiais, ela conta que aquela candidatura dependeu da militância e das contribuições dos filiados, o que não mudou muito neste ano.

A candidata afirma que continuou trabalhando como dentista até o início de julho, conciliando emprego com viagens de pré-campanha.

De acordo com pesquisa Datafolha de julho, a presidenciável da UP soma 1% das intenções de votos para presidente, desempenho que ela minimiza.

"Queremos que neste ano seja a primeira eleição dos nossos deputados federais e estaduais", diz, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na sede paulista da UP, no centro da capital.

A candidatura de Samara se define como uma alternativa socialista à esquerda tradicional, mas sem inspiração em Cuba, Venezuela, China ou Vietnã. Ela fala em "socialismo brasileiro".

Indagada sobre como seriam seus primeiros cem dias no Palácio do Planalto, ela cita o calote —ou suspensão, como prefere— da dívida pública como medida mais importante.

Na sequência, aparecem a reestatização de empresas públicas privatizadas e a nacionalização de recursos estratégicos, como terras raras, petróleo e minérios.

E prossegue: "A nacionalização dos bancos para que o dinheiro do povo brasileiro não esteja à mercê dos bancos privados, que usam para especulação, para o rentismo, como foi o escândalo do Banco Master".

Ela defende a criação de frentes emergenciais de trabalho, a diminuição da jornada e o aumento do salário —tudo empacotado em um plano para reindustrializar o país.

Samara rejeita integrar uma federação com partidos como PT e PSOL ou PSTU e PCB. Diz que a UP prioriza alianças "programáticas" em pautas como o fim da escala 6 por 1, e não acordos eleitorais entre as legendas.

Também resiste a se antecipar sobre eventual apoio a Lula (PT) em segundo turno das eleições, embora diga que o petista e Flávio Bolsonaro (PL) não são "a mesma coisa".

Após ser oficializada candidata a presidente, Samara afirma que sofreu ataques nas redes sociais: comentários sobre seu cabelo, sua pele e até sua higiene.

"Há uma violência política muito grande que demonstra toda a misoginia, todo o patriarcado, todo o machismo e todo o racismo dessa sociedade", afirma.

A candidata diz já ter feito um boletim de ocorrência e que pretende levar os responsáveis à Justiça.

No campo de gênero, a candidata defende a criminalização da misoginia e a implementação de uma educação não sexista nas escolas, assim como políticas de moradia e renda para mulheres em situação de violência.

O plano de governo da UP para a Presidência tem duas páginas. Questionada, Samara afirma que esse texto foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela exigência legal, mas que devem lançar um novo programa mais detalhado.

"A gente não conseguiu no tempo que a gente queria. Vamos apresentar [um novo plano de governo], até porque já temos um programa, que é o programa da Unidade Popular”.
Por Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress

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