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06 abril, 2026

Caiado elogia ação que matou 122 no Rio e defende usar Forças Armadas na segurança

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) elogiou a operação policial que vitimou 122 pessoas, em outubro passado, nos complexos da Penha do Alemão, no Rio de Janeiro. O ex-governador de Goiás defendeu ainda a presença das Forças Armadas na segurança das cidades do país.

"Foi uma operação a mais bem realizada estrategicamente no país. Olha, é invejável a estratégia daquela operação. A região mais habitada no Rio de Janeiro não teve nenhum civil envolvido", afirmou Caiado, nesta segunda-feira (6), ao Frente a Frente, programa de entrevistas do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

A Operação Contenção, que também causou a morte de cinco policiais, foi a mais letal da história do estado e terminou sem prender Doca, o chefe do Comando Vermelho procurado.

Ecoando um discurso linha-dura na segurança pública, o presidenciável defendeu ainda a equiparação de organizações criminosas a terrorismo. Segundo ele, as Forças Armadas devem atuar contra a expansão desses grupos.

"Isso tem que estar na pauta no primeiro dia. Terroristas, sim, está certo? E você vê como a Brigada Vermelha foi combatida na Itália, que é um país democrático, assim também. E as Forças Armadas entrando. Eu preciso da Aeronáutica, da Marinha. A Amazônia hoje é 100% dominada".

Durante a entrevista, o ex-governador afirmou ainda que o STF (Supremo Tribunal Federal), agora em crise com as suspeitas de envolvimento de ministros com o caso Master, deve dar explicações à sociedade.

"O Supremo Tribunal Federal tem que dar à sociedade a resposta que a sociedade espera de cada poder, cabe ao Supremo um gesto maior".

Sem citar o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), Caiado tentou fazer um contraponto ao bolsonarismo ao defender as instituições. Segundo ele, não é possível ser simplista e achar possível governar sem os três Poderes.

Durante o evento que oficializou a pré-candidatura, na semana passada, Caiado afirmou à imprensa que, caso seja eleito presidente, seu primeiro ato será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Apesar de ter se distanciado de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, Caiado se reaproximou do ex-presidente esperando receber seu apoio.

Os movimentos de Caiado até a sua pré-candidatura começaram ainda em janeiro, quando deixou o União Brasil rumo ao PSD, partido que abrigou outros dois governadores para disputar uma candidatura ao Planalto: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr., do Paraná. Caiado oficializou a filiação do partido presidido por Gilberto Kassab poucos dias antes de Ratinho Jr. anunciar ter desistido da disputa presidencial. Nesse momento, o caminho ficou aberto para a candidatura de Caiado, que já havia tentado se eleger em 1989.

Na época, ele era presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e terminou em décimo lugar, não somando nem 1% dos votos. Caiado fazia oposição a Lula nos debates e acabou apoiando o candidato vencedor, Fernando Collor de Mello, do extinto PRN (Partido da Reconstrução Nacional).

Médico e com longa trajetória no Congresso —foram cinco mandatos como deputado federal e um como senador—, Caiado chegou ao Executivo goiano em 2018 e foi reeleito em 2022.

Por Gustavo Zeitel/Folhapress

Governo do Estado firma convênio inédito com consórcio intermunicipal para regulação de resíduos sólidos na Bahia

O Governo do Estado formalizou convênio de regulação dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos e limpeza urbana, ampliando a atuação no saneamento básico na Bahia. A parceria pioneira foi estabelecida entre a Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) e o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul (Ciapra), nesta segunda-feira (6), na Governadoria, em Salvador.

Presente ao ato, o governador Jerônimo Rodrigues, destacou que a iniciativa marca o início de uma nova modelagem regulatória no Estado, com potencial de expansão para outros consórcios e municípios baianos. “Estamos dando um passo histórico para garantir mais eficiência, transparência e qualidade na gestão dos resíduos sólidos na Bahia. Esse modelo fortalece os consórcios públicos, que atuam de forma regionalizada, e assegura que a população tenha acesso a serviços mais adequados, com responsabilidade ambiental e social”, destacou o governador.

O convênio prevê a delegação das competências de regulação e fiscalização à Agersa, abrangendo todas as etapas do manejo de resíduos sólidos urbanos, como coleta, transporte, transbordo, triagem, tratamento e destinação final. A medida também inclui resíduos domiciliares, públicos urbanos, da construção civil e dos serviços de saúde, além da coleta seletiva e atividades correlatas.

Para o diretor-geral da Agersa, Juvenal Maynart Cunha, a iniciativa representa um avanço institucional importante para o estado. “Esse convênio consolida o papel da regulação como instrumento essencial para garantir a qualidade dos serviços prestados, promover segurança jurídica, estimular investimentos no setor de saneamento e a organização socioprodutiva de catadores”, afirmou.

Selecionado como projeto piloto, o Ciapra reúne 15 municípios do território do Baixo Sul, entre eles Valença, Camamu, Ituberá e Gandu, e já atua na gestão integrada e sustentável dos resíduos sólidos, com foco em políticas públicas ambientais, desenvolvimento rural, inclusão social e geração de empregos.

O presidente do consórcio Manoel Ribeiro destacou o caráter inovador da parceria. “O Ciapra se orgulha de ser o primeiro consórcio a integrar esse novo modelo regulatório. É um grande avanço dessa iniciativa que fortalece nossa atuação e amplia nossa capacidade de oferecer soluções modernas e sustentáveis para os municípios consorciados”, pontuou.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA
Agersa/Ciapra. Fotos: Wuiga Rubini/GOVBA

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Por Andreia Verdélio/Agência Brasil

Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado para aprofundar investigações do caso Master

Alessandro Vieira
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou nesta segunda-feira (6) um pedido para estender por 60 dias as atividades do colegiado, que se encerrariam em 14 de abril.

O documento foi assinado por 28 senadores, incluindo o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), e o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O requerimento será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao pedir mais prazo, Alessandro Vieira afirma que os trabalhos da CPI "transcenderam a análise da criminalidade violenta tradicional" e, por isso, a prorrogação seria necessária para dar continuidade e aprofundar as investigações das fraudes envolvendo o Banco Master.

"Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, dotadas de complexas redes de lavagem de capitais que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados nos mais altos níveis de poder", diz o requerimento.

Segundo o relator, a comissão obteve "um volume monumental" de documentos recebidos a partir da investigação do Master, como arquivos decorrentes de quebras de sigilo, o que também "exige o cruzamento meticuloso de dados sensíveis e a realização de oitivas impreteríveis".

"Trata-se de um trabalho investigativo de elevada complexidade, que demanda tempo, rigor técnico e robustez probatória. O prazo original revelou-se materialmente insuficiente diante da magnitude dos fatos descobertos. A coleta adequada de provas e a análise detalhada, entre outros documentos, dos extensos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) exigem um período de trabalho que ultrapassa os limites inicialmente previstos", afirma.

O colegiado foi instaurado em novembro de 2025 na esteira da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. No entanto, como mostrou a Folha, o grupo se tornou uma das frentes encontradas pelos senadores para apurar o caso Master diante da resistência de Alcolumbre em abrir uma CPI sobre o tema.

No último mês, a prorrogação da CPI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi decidida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, diante da inércia do presidente do Senado em estender as atividades do colegiado.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, Alcolumbre já fez chegar a seus aliados que não vai instalar uma comissão para apurar as fraudes do banco. Senadores afirmam que ele não vai mexer no vespeiro em ano eleitoral. A avaliação é que o desgaste pode se multiplicar de forma incontrolável, comprometendo diversos partidos.

Por Isadora Albernaz/Folhapress

Governo faz política com escala 6x1, mas discussão precisa ser técnica, diz líder do PP

Dr. Luizinho
Líder do PP na Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho (RJ) diz que o governo Lula está fazendo política com o tema do fim da escala 6x1, quando a discussão deveria ser técnica.

O comentário foi feito em reação à decisão da gestão federal de enviar um novo projeto ao Congresso, com urgência constitucional. O objetivo é acelerar sua aprovação, ainda antes da campanha eleitoral.

"O governo está fazendo política, e usando os instrumentos constitucionais que tem a seu dispor. A gente respeita esse direito, mas essa é uma discussão que precisa ser técnica", diz o líder partidário, que é um dos mais próximos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo ele, o tema é complexo e demanda tempo para ser discutido. "Não dá para examinar um assunto dessa magnitude em prazo exíguo˜, afirma.

A decisão do governo de enviar um projeto de lei atropela a proposta de emenda constitucional que já tramita na Casa e tem respaldo de Motta.
Por Fábio Zanini/Folhapress

05 abril, 2026

Tragédia em Ibirapitanga: mulher e filho são mortos e suspeito tira a própria vida

Uma tragédia foi registrada neste domingo (05), em Ibirapitanga. Um homem identificado como Rollenberg Silva Pinto, de 22 anos, matou, no Bairro Novo, uma mulher identificada como Karielle Lima Marques Souza, de 23 anos, e seu filho, o pequeno Nicolas Souza, e, em seguida, tirou a própria vida.
Conforme apurou o Ubatã Notícias, o suspeito teria atacado as vítimas com golpes de faca. Após o crime, ele teria se enforcado numa propriedade rural. Há relatos de que o homem seria ex-companheiro da mulher e não aceitava o fim do relacionamento, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia e a remoção dos corpos. O caso será investigado pela Delegacia Territorial de Ibirapitanga, que apura as circunstâncias e a motivação do crime. *Com informações do Ubatã Notícias, parceiro do GIRO

PF e PRF prendem homem com cerca de 10 kg de cocaína em Casimiro de Abreu/RJ

Macaé/RJ. A Polícia Federal prendeu, na noite de 3/4, um homem que transportava cerca de dez quilos de cocaína, durante ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, no município de Casimiro de Abreu/RJ.

Durante abordagem e busca em veículo realizada em posto de combustível na BR-101, os policiais localizaram a droga escondida em compartimentos ocultos no painel e no interior do pneu estepe, que apresentava peso acima do normal.

A ação ocorreu após o recebimento de informações, sendo o veículo interceptado durante fiscalização. A carga teria saído do estado de São Paulo com destino ao município de Macaé/RJ.

O homem foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O preso poderá responder pelo crime de tráfico de drogas. O material foi encaminhado para a perícia.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

Renúncias e migrações partidárias turbinam centro-direita nos estados

O encerramento da janela partidária e do prazo para renúncia de prefeitos e governadores que vão concorrer a outros cargos nas eleições de outubro mudou a correlação de forças entre os partidos, turbinando legendas de direita e centro-direita.

A movimentação dos pré-candidatos redefiniu o tabuleiro eleitoral nos estados, com impacto na formação de palanques de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) para as eleições presidenciais.

Levantamento da reportagem aponta que 11 governadores e 20 prefeitos deixaram seus cargos até este sábado (4) para entrar na corrida pela Presidência, governos e Senado.

O PSD, que em 2022 elegeu apenas Ratinho Junior (Paraná) e Fábio Mitidieri (Sergipe), saltou para 6 governadores com as novas adesões, tornando-se o partido com maior número de governadores.

Além de atrair os governadores de Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rondônia, a legenda assumiu Minas Gerais com a renúncia de Romeu Zema (Novo) e a ascensão de Mateus Simões. Segundo maior colégio eleitoral do país, o estado é considerado estratégico para o pleito nacional.

Mesmo com presença forte nos estados, o PSD está longe de alcançar uma unidade em torno de Ronaldo Caiado. Enquanto governadores do Nordeste buscam pontes com Lula, outros se inclinam a endossar as candidaturas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.

A divisão se replica em outros partidos da centro-direita que avançaram nos estados após as renúncias. O PP saltou de 2 para 4 governadores com a ascensão de Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal, após a renúncia dos titulares.

Na Paraíba, o partido é próximo a Lula e busca o apoio formal do PT para a sucessão estadual. No Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Acre, a legenda caminha para fechar alianças com o PL.

O MDB também deu um salto de 2 para 4 governadores com as posses de Daniel Vilela em Goiás e de Ricardo Ferraço no Espírito Santo. A legenda ainda se fortaleceu em São Paulo com a filiação do vice-governador Felício Ramuth, que deixou o PSD.

O PT permanece com quatro governadores após a decisão de Fátima Bezerra de não renunciar ao Governo do Rio Grande do Norte. Já o PSB deixa de comandar o Espírito Santo e a Paraíba, cujos governadores deixaram o cargo para concorrer ao Senado.

Entre os 27 atuais governadores, 18 vão concorrer à reeleição, incluindo 10 que eram vices e acabaram de assumir o cargo em definitivo. O cenário aponta para um protagonismo dos vices que assumiram como governadores -todos eles vão concorrer à sucessão.

Em dois estados, governador e vice deixaram os cargos. Foi o caso do Amazonas, onde o governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice Tadeu de Souza (PP) renunciaram por volta das 23h deste sábado (4), em um movimento que surpreendeu a classe política local.

Lima será candidato ao Senado e Souza vai concorrer a deputado federal. O governo será assumido interinamente pelo presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil) .

O Rio de Janeiro enfrenta um cenário de crise institucional e é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto. Cláudio Castro (PL) renunciou para concorrer ao Senado, mas foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O vice Thiago Tampolha já havia renunciado em 2025.

A correlação de forças também mudou nos municípios. Ao menos 20 prefeitos renunciaram para concorrer ao governo, ao cargo de vice ou ao Senado.

O União Brasil segue como o partido com mais prefeituras das capitais. A legenda chegou a seis prefeitos com o interino Pedro DaLua, vereador que assumiu a Prefeitura de Macapá após Dr. Furlan (PSD) ser afastado em decisão do Supremo Tribunal Federal, em março.

Mesmo fora do cargo, Furlan renunciou ao mandato para concorrer ao Governo do Amapá contra o governador Clécio Luís, que foi eleito pelo Solidariedade e migrou para o União Brasil.

O Podemos foi o partido que mais cresceu e chegou a quatro prefeituras de capitais, com a filiação de Topázio Neto, prefeito de Florianópolis que deixou o PSD após rusgas com o partido, e com a ascensão de Rodrigo Cunha, que assumiu a Prefeitura de Maceió com a renúncia do prefeito JHC.

Por outro lado, o PL foi quem mais perdeu espaço. A legenda tinha cinco prefeitos, mas deixa de comandar três capitais. JHC, de Maceió, e Tião Bocalom, de Rio Branco, migraram para o PSDB após conflitos internos no partido.

Bocalom seguirá alinhado ao bolsonarismo e concorre ao governo. JHC, por sua vez, afastou-se do deputado federal Arthur Lira (PP), pré-candidato a senador. O ex-prefeito não definiu se disputa governo ou Senado e faz mistério sobre suas alianças.

Em Aracaju, a prefeita Emília Corrêa não disputará a eleição em outubro, mas migrou com todo o seu grupo para o Republicanos.

O PC do B volta a comandar uma capital, após um hiato de seis anos, com a posse de Victor Marques, vice-prefeito do Recife que assumiu o cargo em definitivo com a renúncia de João Campos (PSB).

A dança das cadeiras também fez com que o número de mulheres no comando de prefeituras de capitais subisse de 2 para 4. Cris Samorini (PP) passou a governar Vitória com a renúncia do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que vai concorrer ao Governo do Espírito Santo.

Em São Luís, Esmênia Miranda (PSD) assumiu a prefeitura com a renúncia de Eduardo Braide (PSD) para disputar o Governo do Maranhão. Ela será a primeira mulher negra a assumir a Prefeitura de São Luís como titular --no final dos anos 1970, a vereadora Lia Varella foi prefeita interina.

Outros nove prefeitos de cidades do interior renunciaram para concorrer a cargos majoritários. Allysson Bezerra (União Brasil) deixou a Prefeitura de Mossoró, segunda maior cidade do estado, para concorrer ao Governo do Rio Grande do Norte.

Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, deixou o cargo para se candidatar a senadora em Minas. A candidatura segue a estratégia do partido de tentar ampliar sua bancada no Senado.

Os prefeitos que assumiram com as renúncias dos titulares vão comandar as cidades até o fim de 2028.

Por João Pedro Pitombo / Folhapress

04 abril, 2026

ACM Neto e Coronel participam de primeiro evento no interior após lançamento da chapa

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) participou neste sábado (3) da tradicional Pascoareta, no município de Pé de Serra, ao lado da prefeita Zeide da Farmácia (União Brasil). O evento marcou a primeira agenda no interior do estado após a apresentação oficial da chapa de oposição, realizada na última semana em Feira de Santana, durante ato conduzido pelo prefeito Zé Ronaldo de Carvalho (União Brasil).

A atividade reuniu também o senador Ângelo Coronel (Republicanos), pré-candidato à reeleição, além do deputado federal Paulo Azi (União Brasil), do ex-prefeito de Pé de Serra Antonio Joilson, de vereadores e outras lideranças políticas da região. A Pascoareta é uma é manifestação cultural que teve início em 1939 e conta com elementos religiosos e populares, com expressiva participação da população local e de municípios da região.

“Muito feliz de hoje estar aqui em Pé de Serra, essa cidade que me acolheu desde o começo da minha trajetória política, desde os primeiros passos que dei na minha vida pública”, declarou Neto.

A prefeita Zeide da Farmácia reforçou sua confiança no projeto liderado por ACM Neto para a Bahia. “Não tenho dúvidas de que será o nosso governador a partir do dia 1º de janeiro”, disse ela.

Durante a programação, um dos movimentos políticos que chamou atenção foi o anúncio de apoio a ACM Neto do ex-vice-prefeito de Pé de Serra pelo PT Antonio de Pedro. A adesão ocorre em meio ao processo de consolidação da chapa oposicionista no estado.

A participação na Pascoareta ocorre poucos dias após o evento em Feira de Santana, quando foi apresentada a composição da chapa encabeçada por ACM Neto, tendo como pré-candidato a vice-governador o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e como pré-candidatos ao Senado o próprio Ângelo Coronel e o ex-ministro João Roma (PL).

Trump reforça ultimato de 48 horas antes que 'inferno se abata' sobre o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o ultimato para que o Irã reabra o estreito de Hormuz em 48 horas. Caso contrário, diz o americano, "todo o inferno" cairá sobre o país persa.
"Lembre-se de quando eu dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Hormuz. O tempo está se esgotando -faltam 48 horas antes que todo o inferno se abata sobre eles", escreveu Trump nas redes sociais, recordando o ultimato mais recente que impôs ao inimigo.

A via marítima, que é a principal rota de navios-tanque de petróleo do mundo, está bloqueada por Teerã desde o início da guerra com os EUA e Israel.

A República Islâmica autorizou a passagem de navios que transportam bens essenciais para seus portos pelo estreito de Hormuz, informou a agência de notícias estatal Tasnim neste sábado.

Segundo o anúncio, a partir de agora, embarcações com destino ao país persa devem coordenar a travessia com as autoridades do regime e seguir os protocolos estabelecidos. A decisão inclui embarcações que estejam estacionadas no Golfo de Omã, mas não representa uma reabertura completa, apenas uma flexibilização pontual.

A decisão ocorre em um momento em que o Conselho de Segurança da ONU avalia votar uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito. O bloqueio da rota elevou preços do petróleo mundialmente, e diversos países começaram a engajar-se para tentar reabrir a passagem.

A mídia estatal informou que o Irã atacou uma embarcação ligada a Israel no estreito de Hormuz neste sábado, incendiando o navio, citando o comandante da marinha da Guarda Revolucionária. Tel Aviv não havia comentado o incidente até a publicação desta reportagem.

Horas antes do anúncio de Trump, um bombardeio perto da usina nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irã, matou um funcionário e obrigou a Rússia a evacuar 198 trabalhadores russos, elevando as tensões no ORiente Mpedio.

A chancelaria russa e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenaram o ataque.
A agência de notícias Tasnim informou que o bombardeio não danificou as partes principais da usina e que a produção não foi afetada. Segundo a AIEA, um dos funcionários de proteção física foi morto por um fragmento do projétil que atingiu um prédio auxiliar da complexo.

"Não houve aumento nos níveis de radiação", afirmou a agência da ONU. A mídia estatal disse que outras cinco pessoas ficaram feridas.

A Rússia evacuou 198 funcionários do local após o ataque, informou o diretor-geral da agência nuclear russa Rosatom, Alexei Likhachov. Essa foi a terceira evacuação da usina, que foi construída com ajuda de Moscou.

A área ao redor de Bushehr foi atacada pelo menos quatro vezes no conflito. "Cerca de 20 minutos após esse infeliz ataque, os ônibus partiram da estação de Bushehr rumo à fronteira entre o Irã e a Armênia", afirmou Likhachov.

A Rosatom planeja manter apenas uma equipe mínima em Bushehr diante da ameaça de novos ataques. "A probabilidade de risco de danos ou de um possível incidente nuclear, infelizmente, não para de aumentar, como confirmaram os acontecimentos desta manhã", disse o diretor-geral da agência.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma suposta falta de reação da comunidade internacional.

"Lembram da indignação ocidental sobre hostilidades perto da usina nuclear de Zaporíjia na Ucrânia? Israel e EUA já bombardearam nossa usina de Bushehr quatro vezes. Uma contaminação radioativa acabará com a vida nas capitais do Golfo, não em Teerã", escreveu o chanceler em um post na rede X.

As ofensivas também atingiram um centro petroquímico, uma fábrica de cimento e um terminal comercial na fronteira entre o Irã e o Iraque. O Exército de Israel afirmou ter realizado também "uma onda de ataques" contra Teerã.

O ministro da Ciência do Irã, Hosein Simai Sarra, visitou a Universidade Shahid Beheshti, na capital do país, que havia sido alvo de um ataque no dia anterior. Segundo ele, ao menos 30 instituições de ensino superior foram atingidas desde o início do conflito.

"Eles pertencem à Idade da Pedra por atacarem instituições científicas. Um país civilizado, um governo civilizado, jamais tem como alvo instituições de conhecimento, laboratórios ou centros de pesquisa", afirmou o ministro, em referência às ameaças de Trump de bombardear o país "de volta à Idade da Pedra".
A República Islâmica revidou contra o Estado judeu e continuou seus ataques no Golfo. No Bahrein, a queda de destroços de drones interceptados deixou quatro feridos. Em Dubai, dois edifícios foram danificados , incluindo o da empresa americana Oracle.
Por Folhapress

Lula amplia verbas de propaganda de big techs, que superam SBT e Band pela primeira vez

A verba de propaganda do governo Lula (PT) destinada para Google e Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) superou pela primeira vez, em 2025, o valor em anúncios pagos para as redes de televisão do SBT e da Band.

O novo cenário reflete a decisão da gestão petista de ampliar de cerca de 20% para mais de 30% a fatia de gastos com campanhas publicitárias na internet.

Os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões distribuídos em anúncios pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) e ministérios no último ano.

Os mesmos dados, que ainda são parciais, mostram as duas big techs pela primeira vez no topo do ranking das maiores beneficiadas pela propaganda federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record.
No último ano, o governo usou a verba publicitária para divulgar, entre outras ações, o slogan "Brasil Soberano", os programas Gás do Povo e Agora Tem Especialistas, além da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

As ações publicitárias ainda ganham maior relevância ao governo em 2026, ano em que Lula disputará a reeleição ao Planalto.

No ano passado, o governo direcionou cerca de 34,5% dos recursos de propaganda para divulgação na internet. O percentual é cerca do dobro dos 17,7% registrados em 2022, no último ano da gestão Jair Bolsonaro (PL).

A Secom afirma que o reforço da verba para plataformas digitais "reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações", com aumento do tempo dedicado à navegação nas redes sociais. Diz ainda que o objetivo é ampliar o alcance das informações e serviços públicos.

A mudança fez a verba paga para o Google dentro das campanhas subir de R$ 10,5 milhões em 2023 para ao menos R$ 64,6 milhões no último ano.

Integrantes do governo dizem que as campanhas por meio do Google podem incluir a compra de espaço publicitário no YouTube e elevar o posicionamento dos links do governo na plataforma de busca, além da pulverização dos anúncios em diversos sites -modalidade chamada de publicidade programática.
Para a Meta, o valor passou de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões no mesmo período. A plataforma distribui anúncios no Facebook, Instagram e WhatsApp.

O governo Lula, porém, manteve cerca de 45% dos anúncios em emissoras de TV, percentual próximo ao que já vinha sendo adotado ao menos desde o governo Bolsonaro. No último ano, os canais da Globo receberam cerca de R$ 150 milhões, enquanto a Record teve ao menos R$ 80,5 milhões em anúncios federais.

Já o SBT, com R$ 45,8 milhões em anúncios no último ano, e a Band, com R$ 24,4 milhões, ficaram atrás das duas plataformas digitais pela primeira vez.

No primeiro ano como presidente, Bolsonaro colocou Record e SBT à frente da Globo, que é líder de audiência na TV aberta, na distribuição da verba publicitária. O quadro mudou após o TCU (Tribunal de Contas da União) apontar que faltavam critérios técnicos na distribuição dos anúncios. As big techs, porém, ficaram atrás das principais emissoras de TV em todos os anos do último governo.

De 2020 a 2022, durante o governo Bolsonaro, Secom e ministérios zeraram os investimentos em anúncios na Folha de S. Paulo, em O Globo e no jornal O Estado de S. Paulo. Os veículos voltaram a receber publicidade federal no governo Lula.

Desde 2023, a Folha de S. Paulo recebeu ao menos R$ 3 milhões, enquanto o jornal O Estado de S. Paulo somou R$ 3,9 milhões. O Globo recebeu ao menos R$ 9,4 milhões no mesmo período em publicidade federal. O jornal Valor Econômico recebeu R$ 389 mil em anúncios do governo Bolsonaro e R$ 6,4 milhões desde 2023.

Já o UOL, empresa em que o Grupo Folha possui participação indireta e minoritária, recebeu cerca de R$ 3 milhões no governo Bolsonaro e R$ 18,23 milhões desde 2023.

Sob Lula, as redes Globo, Record, SBT e Band lideraram em anúncios nos dois primeiros anos do atual mandato, quadro que se alterou apenas em 2025. Ainda não há dados sobre as campanhas de 2026.
A nova estratégia também promoveu um salto de cerca de R$ 10 milhões para R$ 19,5 milhões em anúncios no Kwai, comparando 2023 ao último ano.

O governo Lula aumentou a aposta na divulgação de campanhas em plataformas de streaming. O Prime Video Ads passou a aparecer nos planos de mídia em 2025, quando recebeu R$ 5,5 milhões. A verba para a Netflix no ano passado alcançou R$ 3,28 milhões, ante cerca de R$ 1 milhão pago em 2024.

A gestão petista, porém, cortou a verba do X (antigo Twitter), plataforma que recebeu cerca de R$ 10 milhões em anúncios em 2023 e desapareceu dos planos de mídia após Elon Musk intensificar ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e ao presidente Lula.

A estratégia de comunicação da Secom elaborada pelo ministro Sidônio Palmeira contrasta com a orientação anterior, de Paulo Pimenta (PT), que deixou o governo em janeiro de 2025 e defendia aumentar o investimento em rádios para alcançar a população mais pobre e distante das capitais.

Parte da equipe atual de comunicação do Planalto avalia que os mesmos resultados podem ser obtidos ao apostar em novas plataformas, como o Kwai. No último ano, a plataforma fez uma campanha em parceria com o governo com a participação de João Kléber, que promoveu um "Teste de Fidelidade ao Brasil", em alusão ao quadro popularesco que visava provocar e "flagrar" eventuais adúlteros.

O governo também tem contratado influenciadores digitais para promover as suas bandeiras. A Secom ainda contratou no último ano três agências para gestão de uma conta de R$ 100 milhões destinada à produção de vídeos, podcasts e outras propagandas do governo.

Ao assumir a Secom, Sidônio nomeou Mariah Queiroz para a Secretaria de Estratégias e Redes. Ela trabalhava na comunicação do prefeito do Recife, João Campos (PSB), um dos políticos de maior projeção nas plataformas digitais.

Em nota, o Kwai disse que é uma plataforma usada por anunciantes públicos e privados e que não participa da definição do orçamento público ou dos critérios de partilha da verba. A Meta afirmou que não desejava se manifestar sobre os valores das campanhas do governo federal. Procuradas, as demais empresas mencionadas não se manifestaram.

Os dados sobre a distribuição da propaganda da Secom e dos ministérios foram extraídos do portal administrado pela secretaria. As cifras, porém, não incluem os pagamentos feitos para propagandas de bancos públicos e das estatais, como a Petrobras, que são mantidos sob sigilo mesmo em processos fundamentados na Lei de Acesso à Informação.

A atualização do portal da Secom ainda é lenta, tornando subestimado o valor hoje disponível sobre a publicidade distribuída no último ano.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, a verba para propaganda do governo atingiu, no último ano, o maior valor empenhado desde 2017, cerca de R$ 1,5 bilhão. A maior parte dess e valor é utilizada para a compra de espaço publicitário -não há um percentual fixo, mas a estimativa do TCU é de que 90% tenham essa função-, enquanto o resto é utilizado para a produção das campanhas.

O governo ainda aumentou a fatia da verba destinada para campanhas de comunicação institucional da Secom, ou seja, para promover bandeiras do governo, que somou R$ 924 milhões no último ano. O restante, cerca de R$ 613 milhões, foi aplicado na chamada comunicação de utilidade pública, principalmente nas ações do Ministério da Saúde, como de vacinação.
Por Mateus Vargas / Folhapress

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