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21 junho, 2026

Ação conjunta apreende quase duas toneladas de maconha e prende suspeito no Paraná

Ação integrada resultou na apreensão de 1.928,3 kg de maconha, arma de fogo, munições, veículos e na prisão em flagrante de um suspeito
Foz do Iguaçu/PR. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Paraná (FICCO/PR), em ação conjunta com equipes do POP, do CHOQUE do 14º Batalhão da Polícia Militar do Paraná e do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu 1.928,3 kg de maconha, uma arma de fogo, munições, veículos e outros materiais durante ação realizada neste sábado (20/6), em Foz do Iguaçu/PR. Um homem foi preso em flagrante.

A ação teve início após o compartilhamento de informações que indicavam o carregamento de entorpecentes em uma oficina mecânica da cidade. Durante as diligências, as equipes localizaram e abordaram um veículo que apresentava indícios de excesso de peso. Na busca veicular, foram encontrados 201,4 kg de maconha ocultos no porta-malas.
Na sequência, os policiais realizaram buscas no imóvel utilizado para o carregamento da droga, onde localizaram mais 1.726,9 kg do entorpecente.
No local, também foram apreendidos uma pistola, dois carregadores, 114 munições, uma balança de precisão de grande porte, um aparelho DVR, três automóveis, sendo um deles com registro de furto e sinais de adulteração identificadora, duas motocicletas e R$ 2.936 em espécie.

Diante dos fatos, o preso e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos de polícia judiciária. Em tese, ele poderá responder pelos crimes de tráfico de drogas, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, posse irregular de arma de fogo e receptação.

Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

PF e BPFRON apreendem veículos e mais de mil pacotes de cigarros contrabandeados em Guaíra/PR

Ação conjunta realizada no distrito de Oliveira Castro resultou na apreensão de dois veículos e 1.150 pacotes de cigarros de origem paraguaia introduzidos irregularmente no país
Guaíra/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), apreendeu veículos e cigarros contrabandeados no distrito de Oliveira Castro, em Guaíra/PR, neste sábado (20/6).

A ação ocorreu em uma estrada rural da região, quando as equipes policiais visualizaram diversas motocicletas com características comumente associadas à atividade de “batedores”, utilizada para apoiar o transporte de cargas ilícitas. Ao perceberem a aproximação das viaturas, os suspeitos empreenderam fuga.
Na sequência, os policiais avistaram um veículo trafegando em alta velocidade no sentido oposto ao das equipes. Durante a vistoria, foram encontradas 20 caixas de cigarros de origem paraguaia.

Ainda durante a ocorrência, as equipes realizaram a abordagem de outro automóvel, no qual foram localizadas mais três caixas de cigarros contrabandeados. Ao todo, foram apreendidos 1.150 pacotes de cigarros de origem estrangeira introduzidos irregularmente no país.

Diante dos fatos, os veículos e toda a carga apreendida foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra para os procedimentos cabíveis.
Comunicação Social da Polícia Federal no Paraná

PF e PCERJ prendem foragido por estupro de vulnerável em Resende/RJ

Foto: Arquivo
Volta Redonda/RJ. A Polícia Federal prendeu um homem, neste sábado (20/6), condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A ação foi realizada em conjunto com policiais civis da 89ª DP e ocorreu no município de Resende/RJ.

O homem, de 77 anos de idade, foi localizado na Rodoviária de Resende, momentos antes de embarcar em um ônibus com destino à cidade de Anápolis/GO.

A prisão foi realizada após levantamentos de informações conduzidos por policiais do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Volta Redonda e da Superintendência Regional da PF em Roraima, que permitirem identificar a localização do foragido.

A ação cumpriu o mandado de prisão expedido pela Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher e Crimes Dolosos contra a Vida da Comarca de Tocantins/MG.

Após as formalidades de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, em que permanecerá à disposição da Justiça.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro

PF e PM/PR apreendem mais de uma tonelada de maconha no Paraná

Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar do Paraná, apreendeu cerca de 1.070 kg de maconha, na noite desta sexta-feira (196), no município de Santa Helena/PR.

A ação ocorreu quando as equipes policiais realizavam patrulhamento em áreas próximas ao Lago de Itaipu e identificaram uma embarcação em alta velocidade, proveniente do Paraguai, ingressando pelo canal do rio São Francisco Falso. A movimentação suspeita levou os policiais a iniciarem buscas na região.

Durante as diligências, os policiais localizaram, em uma trilha de acesso à margem do rio, um carro carregado com dezenas de fardos de maconha.

Na vistoria do automóvel, foi constatado que o carro utilizava placas clonadas de outro veículo com as mesmas características. Consultas aos sistemas revelaram que o automóvel possuía registro de furto no estado do Rio de Janeiro em 2024.

Diante dos fatos, o veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR para os procedimentos de polícia judiciária.

Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR

20 junho, 2026

PF, CGU e TCE/ES atuam contra esquema de corrupção na saúde pública

Operação Jogo de Peças apreendeu, no endereço de um dos investigados, o valor de R$ 113.900 em espécie
Vitória/ES. A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e de cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE/ES), deflagrou, nesta sexta-feira (19/6), a Operação Jogo de Peças, que apura suposto esquema de corrupção e de fraudes em contratações públicas na área da saúde no município de capixaba de Guaçuí.

A investigação teve origem na análise de elementos informativos obtidos em apuração anterior, que revelaram indícios de irregularidades em contratos relacionados à aquisição de materiais hospitalares com recursos públicos destinados à área da saúde.

No cumprimento das medidas cautelares autorizadas pela Justiça Federal, foram executados mandados de busca e apreensão nas cidades de Vitória, Serra e Guaçuí, além de ordens de bloqueio de bens e valores dos investigados. Foi apreendido, no endereço de um dos investigados, o valor de R$ 113.900 em espécie.

As investigações apontam que, entre os anos de 2016 e 2024, contratos públicos teriam sido fraudados por meio de superfaturamento e de direcionamento de contratações, possibilitando o pagamento de vantagens indevidas a agente público.

Os elementos reunidos até o momento indicam a possível atuação conjunta entre agentes públicos e particulares para viabilizar o esquema criminoso, hipótese que continua sendo objeto de aprofundamento no curso das investigações.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e delitos relacionados a fraudes em procedimentos licitatórios.

O grupo empresarial investigado também figura como alvo de outros inquéritos policiais que apuram supostas práticas criminosas de natureza semelhante, circunstância igualmente considerada nas investigações em andamento.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo

19 junho, 2026

Família suspeita que Wagner foi vítima de vingança armada por Messias com André Mendonça

A família do senador Jaques Wagner (PT-BA) passou a considerar a suspeita de que a investida policial contra ele no âmbito do caso Master tenha feito parte de um plano de vingança, atribuído ao advogado-geral da União, Jorge Messias, em combinação com o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal e responsável pela autorização dos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e de parentes. A tese tem sido compartilhada por familiares a pessoas próximas.

Escolha pessoal do presidente Lula para o STF, Messias viu sua indicação ruir no plenário do Senado, numa derrota que ele colocou na conta de Wagner, líder do Governo na Casa. Evangélico, Messias tinha como principal cabo eleitoral André Mendonça - o ministro “terrivelmente evangélico” indicado pelo ex-presidente Bolsonaro.

Ele recebeu 42 contrários e apenas 34 a favor, bem abaixo da previsão contabilizada pela liderança do governo à época, sugerindo a interpretação de que Wagner teria “lavado as mãos” durante a articulação ou tenha até contribuído para a movimentação que levou à derrota de Messias. É justamente esse histórico que leva o círculo mais íntimo de Wagner enxergar a operação desta quinta (17) como “vingança”.

Na época, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), que estava em rota de colisão com o Planalto, proclamou o resultado com gestual de vitória e chegou a antecipar para Wagner o placar da votação. O cochicho entre os dois foi captado pelos microfones da Mesa Diretora, demonstrando grande entrosamento entre eles.

Ontem, logo após a operação de que Wagner e familiares foram vítimas, Alcolumbre foi um dos políticos que se posicionaram publicamente defendendo o senador.

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Por Política Livre

PM evita furto de caixa eletrônico e prende criminoso que tentou violar dispositivo

Policiais militares do 5° BPM de Euclides da Cunha evitaram na tarde desta quinta-feira (18), o furto de um caixa eletrônico. O autor do crime acabou preso em flagrante.

Os militares chegaram até a agência do Bradesco, no Centro de Euclides da Cunha, após acionamento através do telefone 190. Chegando na instituição financeira, os PMs flagraram o criminoso violando o caixa eletrônico.

De imediato as equipes promoveram o cerco e efetuaram a prisão do assaltante. O criminoso foi apresentado na Delegacia Territorial (DT) de Euclides da Cunha.
Fonte
Alberto Maraux

FICCO/Ilhéus deflagra contra facção criminosa com atuação em Maraú e região

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Ilhéus (FICCO/Ilhéus) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19/6), a Operação Três Coqueiros, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa com atuação em Maraú e municípios vizinhos do Baixo Sul da Bahia.

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelas forças de segurança pública para enfrentamento da criminalidade violenta no município de Maraú e região, especialmente dos delitos relacionados ao tráfico de drogas, homicídios e circulação ilegal de armas de fogo. A investigação teve origem a partir da análise de elementos probatórios obtidos em apurações anteriores e permitiu identificar uma estrutura criminosa organizada, hierarquizada e estável, vinculada a facção criminosa com atuação na região.

As apurações revelaram a participação dos investigados em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, homicídios, comércio ilegal de armas de fogo e organização criminosa. Segundo as investigações, os integrantes do grupo exerciam funções específicas dentro da estrutura da facção, atuando na coordenação do tráfico de entorpecentes, aquisição e distribuição de armamentos, gestão financeira das atividades ilícitas e planejamento de ações violentas voltadas à manutenção do domínio territorial e ao enfrentamento de grupos rivais.
Ao todo, estão sendo cumpridos 29 mandados judiciais, sendo 13 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão temporária, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Itacaré/BA. Dentre as ordens de prisão, cinco são destinadas a investigados que já se encontram custodiados em unidades prisionais. As medidas estão sendo executadas nos municípios de Maraú e Barra Grande, Igrapiúna, Ilhéus, Ubaitaba e Valença, na Bahia, além do município de Santa Teresa, no Estado do Espírito Santo.

A operação conta com o apoio da Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Maraú, da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul (DIRPIN Sul) e da 23ª COORPIN/2ª Delegacia Territorial de Eunápolis, bem como da Polícia Militar da Bahia, através da 72ª CIPM/Itacaré, CIPRv/TOR e 33ª CIPM/Valença, e da Polícia Penal/BA.

A FICCO/Ilhéus é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal da Bahia e Secretaria da Segurança Pública da Bahia, atuando de forma integrada no combate ao crime organizado.

Câmara aprova por unanimidade contas referentes a 2021 da ex-prefeita Maria das Graças

A Câmara Municipal de Ipiaú aprovou, na sessão legislativa desta quinta-feira (18/06), o Projeto de Decreto Legislativo nº 001/2026, que dispõe sobre a aprovação da Prestação de Contas da Prefeitura Municipal de Ipiaú referente ao exercício financeiro de 2021, de responsabilidade da então prefeita Maria das Graças César Mendonça. O parecer pela aprovação, de relatoria do Vereador Beto Costa, foi submetido à discussão e votação única, sendo aprovada por unanimidade.

Votaram favoravelmente os vereadores San de Paulista, Andreia, Cláudio Nascimento, Cristiano Santos, Danilo Art’D, Edson da Star Vídeo, Beto Costa, Lucas de Vavá, Picolé, Mônica Souza, Naciel Ramos e Robson Moreira. O vereador Tony do Ônibus não participou da votação por ausência.

Durante os debates em plenário, os vereadores ressaltaram a relevância do julgamento das contas públicas como uma das principais atribuições constitucionais do Poder Legislativo. Os parlamentares destacaram que a análise da matéria foi realizada com base nos documentos constantes do processo, nos pareceres técnicos e nas informações que instruíram a prestação de contas, observando os princípios da legalidade, da transparência e da responsabilidade na gestão pública.

Também foi enfatizado que o julgamento das contas deve ocorrer de forma técnica e criteriosa, assegurando a observância do devido processo legal, da imparcialidade e do interesse público. Os vereadores ressaltaram ainda que a atuação fiscalizatória da Câmara constitui instrumento essencial para o fortalecimento do controle externo e para a garantia da correta aplicação dos recursos públicos.

Com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo nº 001/2026, ficam aprovadas as contas da Prefeitura Municipal de Ipiaú relativas ao exercício de 2021, encerrando-se a apreciação legislativa da matéria.

Médico psiquiatra morre em grave acidente na BR-420; vítima atendia em Ipiaú e municípios da região

Foto: Redes Sociais
Um grave acidente registrado na manhã desta sexta-feira (19) resultou na morte do médico psiquiatra Ângelo Bonfim, profissional bastante conhecido em Jequié, Ipiaú e em diversos municípios do Vale do Jiquiriçá. A colisão aconteceu por volta das 8h40, no km 309 da BR-420, entre as cidades de Santa Inês e Ubaíra.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o médico conduzia um veículo Jeep Renegade vermelho que colidiu frontalmente com um caminhão. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.
Foto: Redes Sociais
No carro também estava o irmão da vítima, que ficou ferido e foi socorrido por equipes de emergência. Em razão do acidente, a rodovia ficou totalmente interditada por cerca de duas horas. A partir das 10h, o tráfego passou a fluir parcialmente no local. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Santo Antônio de Jesus foi acionado para realizar a perícia e remover o corpo. A morte de Ângelo Bonfim causou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e pacientes.

Servidor do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié, o médico atuava em unidades de saúde de diversos municípios da região. Em nota, o hospital manifestou solidariedade aos familiares e lamentou a perda do profissional. Segundo informações apuradas, Ângelo Bonfim costumava percorrer frequentemente a BR-420 para cumprir plantões médicos em cidades do Vale do Jiquiriçá. Nesta sexta-feira, entretanto, ele viajava em um veículo pertencente à esposa. O médico deixa esposa e uma filha. Muito querido pelos pacientes e reconhecido pela dedicação à profissão, Ângelo Bonfim deixa um legado de cuidado e compromisso com a saúde mental na região. *Com informações do Blog Marcos Frahm

18 junho, 2026

PGR defende lei que pode reduzir tamanho da pena de Jair Bolsonaro pelo 8/1

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quinta-feira (18) a validade da Lei da Dosimetria mesmo após decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pela suspensão da aplicação do texto em casos concretos até uma definição sobre o tema pelo plenário da corte.

A manifestação foi enviada a Moraes, relator das ações que questionam a legislação aprovada pelo Congresso Nacional e que pode reduzir as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por tentativa de golpe de Estado e pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com o PGR, o Congresso tem autonomia para definir políticas criminais e critérios de progressão de regime. Gonet avalia as alterações promovidas pelo Senado como técnicas e que não houve desrespeito ao rito ou casuísmo legislativo ilícito.

Gonet também afirma que a lei não individualiza beneficiários, não menciona pessoas determinadas, não se limita formalmente aos ataques de 8 de janeiro de 2023, nem condiciona a incidência à existência de condenações específicas proferidas pelo Supremo.

"Os acontecimentos concretos, as controvérsias públicas ou os diagnósticos institucionais provocados por situações históricas são fatores naturais de incentivo para a atuação legislativa. As inovações no direito positivo ocorrem justamente pela percepção de que a realidade comporta ou demanda esquadro regulatório diferenciado. Certamente isso não torna tais atos normativos necessária e indevidamente casuísticos", disse.

No documento, o PGR diz estar apresentando posição apenas sobre a necessidade de suspensão da lei e se colocando contra essa possibilidade.

"A Constituição não obsta a que o legislador reavalie, por motivos de política criminal, o tratamento penal ou executório conferido a determinadas categorias de delitos, nem, muito menos, que o faça, tendo em vista os resultados práticos que a aplicação do diploma que editara anteriormente produziu", disse.

De acordo com Gonet, nem toda lei penal mais benéfica a condenados conhecidos e editada em contexto político específico será inconstitucional.

Ministros da corte dizem apostar em uma confirmação ampla da Lei da Dosimetria mesmo após decisões de Moraes pela suspensão da aplicação do texto em casos concretos até uma definição sobre o tema pelo plenário.

Ainda de acordo com esses relatos, a tendência do STF deve ser a de validar a Lei da Dosimetria até para evitar um novo conflito com a cúpula do Congresso e com a maior parte dos congressistas. O projeto de lei foi aprovado por ampla maioria em dezembro, acabou vetado por Lula (PT) e, novamente, a maior parte dos parlamentares se posicionou a favor da lei, derrubando o veto em 30 de abril.

A interlocutores do Legislativo Moraes justificou sua decisão como necessária para buscar segurança jurídica, ou seja, para não correr o risco de que presos do 8 de Janeiro fossem soltos com base em uma lei que, mais adiante, seria considerada inconstitucional.

As ações que questionam a constitucionalidade da lei foram apresentadas pela federação PSOL-Rede, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa), o PT, o PDT, o PV e o PC do B. Elas afirmam que os dispositivos impugnados reduzem indevidamente a proteção penal conferida à ordem democrática e criam tratamento privilegiado para condenados por crimes praticados contra ela.

O próprio Moraes foi sorteado para comandar sua tramitação. Portanto, além de relatar os casos relacionados à trama golpista, o ministro também conduz as ações sobre a redução de penas aos crimes relacionados aos casos.

Com isso, cabe ao magistrado ditar o ritmo do andamento dessas ações, incluindo o momento em que elas irão ao plenário para o julgamento. Até o momento, ele apenas pediu informações das partes, Presidência e Congresso, sobre a matéria, como é praxe.

Por meio delas, ele poderia conceder uma liminar para suspender temporariamente a lei de forma geral. Mas isso levaria, de acordo com o regimento interno da corte, necessariamente ao encaminhamento da decisão para referendo do plenário.

Por enquanto, o ministro despachou apenas nos casos concretos, o que não exige a avaliação dos pares de forma automática.

Moraes foi um dos ministros do STF a manter um canal de diálogo com parlamentares sobre os contornos do projeto de lei, dando até sugestões concretas para a redação do texto.

Assessores e auxiliares de ministros avaliam que a vigência da Lei da Dosimetria pode ajudar a arrefecer as tensões, ao mesmo tempo em que preserva o poder do STF na execução das penas.
Por Ana Pompeu/Folhapress

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