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07 abril, 2026

Infarto avança entre jovens e acende alerta na Bahia

                                  Casos crescem antes dos 45 e mudam perfil da doença
O que antes parecia improvável — um infarto em pessoas jovens, ativas e aparentemente saudáveis — tem se tornado cada vez mais frequente no Brasil e também na Bahia. A mudança no perfil dos pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) preocupa especialistas e acende um alerta silencioso: a doença cardiovascular já não é mais exclusiva da terceira idade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que as doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no país, responsáveis por cerca de 30% dos óbitos anuais. Nos últimos anos, estudos da Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam aumento proporcional de casos em pessoas com menos de 45 anos, impulsionado por fatores como obesidade, estresse crônico, sedentarismo e alimentação inadequada.

Mudança de perfil - “O que temos visto na prática clínica é um paciente mais jovem, muitas vezes economicamente ativo, com múltiplos fatores de risco acumulados ao longo dos anos, mesmo que ele só perceba isso mais tarde”, afirma o cardiologista intervencionista Sérgio Câmara.

Segundo o especialista, o estilo de vida contemporâneo tem acelerado esse processo. “Sono irregular, alta carga de estresse, alimentação ultraprocessada e pouco acompanhamento médico criam um terreno propício para eventos cardiovasculares precoces”, explica.

Sinais ignorados - Um dos pontos mais críticos é a dificuldade de reconhecer os sintomas em pessoas mais jovens. Muitas vezes, o quadro é subestimado ou confundido com cansaço, ansiedade ou queda de pressão. “O jovem não se enxerga em risco. Isso faz com que ele demore mais a procurar ajuda, o que pode agravar o quadro e aumentar as chances de complicações”, alerta Sérgio Câmara.

O empresário Adriano Costa Rosa, de 42 anos, viveu essa realidade recentemente. Em 7 de março de 2026, após um treino longo de corrida, ele apresentou uma queda de pressão e buscou atendimento acreditando se tratar apenas de exaustão. “Fui para o hospital achando que era só uma queda de pressão por conta do volume de treino e acabei infartando lá”, relata.

O caso - Sem histórico familiar de doença cardíaca, Adriano lidava com hipertensão e obesidade, mas já havia iniciado mudanças importantes no estilo de vida — incluindo perda de 35 quilos ao longo de um ano e prática regular de atividade física. Mesmo assim, precisou ser submetido a um cateterismo com implante de stent.

O stent é uma pequena prótese metálica em forma de malha, implantada na artéria coronária durante o cateterismo para desobstruir o vaso e restabelecer o fluxo sanguíneo ao coração. O procedimento é minimamente invasivo e, na maioria dos casos, realizado de forma emergencial durante o infarto. “O stent funciona como uma espécie de ‘suporte’ dentro da artéria, mantendo-a aberta após a desobstrução. Ele é decisivo para salvar o músculo cardíaco e reduzir o risco de sequelas ou morte”, explica Sérgio Câmara.

“Eu me perguntava como aquilo estava acontecendo comigo, já que estava fazendo tudo certo há um ano. Hoje entendo que pode ter sido um acúmulo de fatores de uma fase anterior da minha vida”, diz. Atualmente, ele passa por reabilitação cardíaca e reforça mudanças na rotina, como controle do estresse e prioridade ao sono. “O sentimento é de gratidão pela segunda chance e pelo desejo de querer viver mais”, afirma.

Fatores de risco - De acordo com a Organização Mundial da Saúde, os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares são hipertensão, colesterol elevado, obesidade, diabetes, tabagismo e sedentarismo. “O problema é que esses fatores estão aparecendo cada vez mais cedo, e muitas vezes em combinação. Isso potencializa o risco e antecipa eventos como o infarto”, destaca Sérgio Câmara.

Outro ponto importante, segundo o especialista, é que a prática de atividade física, embora fundamental, não anula riscos quando outros fatores não estão controlados. “Não basta correr ou ir à academia. É preciso olhar o conjunto: exames em dia, controle da pressão, alimentação adequada, saúde mental e qualidade do sono”, conclui.

Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão – (71) 99964-5552
Carla Santana – (71) 99926-6898

Motta fará reunião de líderes para definir votações; veja temas no radar

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), realiza nesta terça-feira, 7, uma reunião com o colégio de líderes em sua residência oficial em Brasília. Na ocasião, os deputados devem discutir temas que ficaram pendentes em março, quando a Câmara fez menos sessões legislativas por causa da janela partidária. Veja a seguir os temas que estão no radar:

Piso constitucional para a assistência social

Motta afirmou que quer pautar nesta semana a PEC que estabelece que a União deve destinar anualmente ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) o montante de 1% da Receita Corrente Líquida. O valor é estimado em R$ 15 bilhões anuais em verbas federais.

De acordo com Motta, com a aprovação da PEC, haverá garantia de investimentos nos programas sociais. A proposta também assegura uma renda mínima para as pessoas em situação de pobreza.

"É a Câmara, mais uma vez, demonstrando seu compromisso com as pessoas que mais precisam no nosso país", disse Motta por meio de suas redes sociais, na semana passada.

O Ministério da Fazenda demonstra preocupação com o impacto fiscal. A proposta ainda não tem relator.

Marco do Transporte Público Coletivo Urbano

O relator, José Priante (MDB-PA), pode chegar a um acordo sobre o projeto que cria princípios em nível nacional para as políticas públicas para o transporte coletivo e permite repasses da União para o financiamento desses serviços. A questão atualmente está mais restrita ao âmbito municipal. A criação de taxações pelas prefeituras é o principal ponto de divergência.

O projeto, que já passou pelo Senado, cria o marco legal do transporte público coletivo urbano, com inovações como:

- gestão compartilhada;

- previsão de recursos no orçamento para cobrir custos de gratuidades e tarifas reduzidas;

- metas de universalização e transição energética; e

- transparência sobre custos e fiscalização.

De acordo com o relator da proposta, a integração física, operacional e tarifária é essencial para ampliar a oferta e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

Reenquadramento do MEI

Motta é favorável a ampliar o número de empreendedores a serem enquadrados como Microempreendedores Individuais (MEIs), o que isentará parcela desse público de tributos. O impacto fiscal ainda não foi esclarecido. O projeto tramita sob urgência e ainda não tem relator.

O PLP 108/2021 foi aprovado no Senado Federal com a proposta de enquadrar como MEI a empresa que tiver renda bruta de R$ 130 mil anuais, e não mais R$ 81 mil, como ocorre atualmente.

Durante almoço com empreendedores em Brasília, em março, Motta disse que o requerimento de urgência deve ter amplo apoio no plenário da Câmara, mas destacou a preocupação do Ministério da Fazenda com o impacto fiscal da medida.

Repercussão da crise dos combustíveis

Pode haver repercussões na reunião de líderes sobre as medidas anunciadas pelo governo federal para conter os impactos da alta da cotação dos combustíveis, em decorrência da guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

As medidas devem ser apreciadas pelo Congresso Nacional.

Eleição para o TCU

Motta pode anunciar a data da eleição para o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), a ocupar a cadeira deixada por Aroldo Cedraz em fevereiro. Seu candidato é o deputado Odair Cunha (PT-RJ).

Outros deputados pleiteiam o cargo: Elmar Nascimento (União-BA), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), Gilson Daniel (Podemos-ES) e Helio Lopes (PL-RJ).

Fim da escala 6x1

Os líderes podem repercutir a intenção do governo de enviar um projeto de lei sob urgência constitucional para dar fim à escala 6x1. Atualmente, a proposta tramita por meio de PEC e está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O colegiado realizará nesta terça-feira, 7, às 14h uma audiência pública com representantes dos setores produtivos.

Foram convidados representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); da Confederação Nacional da Indústria (CNI); da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A CCJ analisa duas propostas sobre o assunto:

- Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/25, que prevê a adoção da carga semanal de quatro dias de trabalho e três dias de descanso; e

- Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal do trabalhador brasileiro.

A audiência atende a pedido do deputado Paulo Azi (União-BA), relator das propostas no colegiado.

Regulação de mercados digitais

Sob urgência, o projeto tem como relator o deputado Aliel Machado (PV-PR) e causa preocupação às big techs. Machado ainda pode publicar novo parecer.

A proposta define critérios para identificar quais empresas digitais têm grande poder e influência no mercados. Além disso discute a determinação de obrigações especiais a estes agentes econômicos de relevância sistêmica e cria a Superintendência de Mercados Digitais no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Redata

Os líderes podem dar andamento ao projeto de lei complementar apresentado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), que busca viabilizar o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).

A proposta cria incentivos tributários para pessoas jurídicas que implementem projetos de instalação ou de ampliação de serviços de datacenter no território nacional. Ainda não foi definido relator.

Inteligência Artificial

O tema pode avançar nos próximos dias com a apreciação do parecer do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) na comissão especial da Câmara que discute a regulamentação da inteligência artificial (IA). Em seguida, a matéria, que já foi aprovada pelo Senado, deve ser analisada em plenário.

A proposta classifica os sistemas de inteligência artificial quanto aos níveis de risco para a vida humana e de ameaça aos direitos fundamentais. Também divide as aplicações em duas categorias: inteligência artificial; e inteligência artificial generativa.

O objetivo dessa avaliação é determinar o grau de risco do sistema, que dependerá de suas finalidades e do seu impacto. A análise deve ser realizada pelos próprios desenvolvedores, fornecedores ou aplicadores do sistema antes da chegada do produto ao mercado.

PLP dos bancos

O projeto estabelece regras para o socorro aos bancos em crise. O texto seria analisado antes da janela partidária, mas houve falta de acordo entre o relator, Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), e a bancada governista na Câmara.

O líder do governo na Câmara, deputado José Gumiarães afirmou no final de março, que o Executivo não vai apoiar o projeto pois, no entendimento do partido, a proposta permite que dinheiro público seja utilizado para socorrer bancos que estão quebrados

Para Guimarães, a discussão poderia ser deixada para depois das eleições. Motta anunciou o adiamento da votação, mas não informou nova data de apreciação.

Por Victor Ohana e Maria Magnabosco, Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro acusa Lula de tratar Brasil como “colônia chinesa” em entrevista

Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trata o Brasil como uma “colônia chinesa”. Na declaração, o parlamentar criticou a política externa do atual governo e disse que o país estaria “fechando as portas” para os Estados Unidos. A informação é do jornal O Globo.

Durante a entrevista, Flávio também reforçou sua intenção de disputar a Presidência da República em 2026 e afirmou que o Brasil precisa de “mudanças” e de um governo mais jovem e moderno. Em viagem aos Estados Unidos, ele participou da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), no Texas, onde defendeu que o Brasil pode ajudar a reduzir a dependência americana da China na produção de minerais críticos e terras-raras.

As declarações provocaram reações de integrantes do governo. A ministra Gleisi Hoffmann criticou a fala nas redes sociais, enquanto a deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República pedindo apuração sobre possível atentado à soberania nacional. O senador tem intensificado agendas internacionais como parte da estratégia para se projetar como nome da direita na disputa presidencial de 2026.

Por Redação

PF e Anvisa combatem comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento

Brasília/DF. A Polícia Federal, com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou, na manhã desta terça-feira (7/4), a Operação Heavy Pen, com o objetivo de reprimir a entrada irregular no país, a produção clandestina, a falsificação e o comércio ilegal de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados ao emagrecimento.

Estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além da realização de 24 ações de fiscalização, nos estados do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

A ação tem como foco o enfrentamento de grupos envolvidos na cadeia ilícita desses produtos, desde a importação fraudulenta até a distribuição e comercialização irregular de substâncias de uso injetável.
As ações concentram-se, especialmente, em produtos à base de princípios ativos como semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias correlatas, como a retatrutida, ainda sem autorização para comercialização no Brasil.

Durante as diligências, também são fiscalizados estabelecimentos como laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam à margem da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida.

Os elementos colhidos subsidiarão investigações em curso.

As condutas investigadas podem caracterizar crimes relacionados à falsificação e comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.

Coordenação-Geral de Comunicação Social

PF e SENAD iniciam a 54ª fase da Operação Nova Aliança

Assunção/Paraguai. A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD/PY) iniciaram, nesta segunda-feira (6/4), a 54ª fase da Operação Nova Aliança, uma das mais importantes iniciativas de cooperação internacional no combate ao narcotráfico na América do Sul. A ação conta ainda com o apoio da Força-Tarefa Conjunta e do Ministério Público do Paraguai.

Esta é a primeira etapa operacional de 2026 e reforça o compromisso bilateral no enfrentamento ao crime organizado transnacional, especialmente nas áreas de fronteira utilizadas para o cultivo e para a produção de drogas ilícitas.

Criada em 2012, a Operação Nova Aliança já contabiliza 53 fases realizadas, com resultados expressivos no combate ao cultivo ilegal de cannabis. Ao longo desse período, foram erradicados, aproximadamente, 14 mil hectares de plantações ilícitas e destruídas mais de 45 mil toneladas de maconha.

Em 2025, a operação registrou um recorde histórico com a erradicação de 5.464 toneladas de maconha, reforçando o impacto da cooperação entre Brasil e Paraguai na redução da oferta de drogas na região.

Ações operacionais

Nesta nova fase, as forças de segurança concentram suas atividades no departamento de Canindeyú, no Paraguai, área conhecida pela presença de grandes cultivos ilegais de cannabis.

As equipes realizam operações de localização, de erradicação e de destruição de plantações ilícitas, além da desarticulação de estruturas utilizadas pelo narcotráfico para produção e para armazenamento da droga.

A operação também inclui um importante eixo de cooperação técnico-científica entre os países. Peritos criminais federais do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal atuam em conjunto com especialistas do Laboratório Forense e do Centro de Evidências da SENAD, realizando a coleta e a análise de amostras de plantas e de solo nas áreas de erradicação.

Esses estudos contribuem para subsidiar investigações criminais e para fortalecer a produção de provas periciais em processos relacionados ao narcotráfico.

Recuperação ambiental

Além das ações repressivas, a operação incorpora iniciativas de recuperação ambiental. Por meio da Operação Restaurar, conduzida pelo Instituto Nacional de Florestas do Paraguai (INFONA), áreas degradadas pelo cultivo ilícito passam por processos de restauração ecológica.

Com mais de uma década de atuação conjunta, a Operação Nova Aliança consolidou-se como um marco da cooperação entre Brasil e Paraguai no enfrentamento ao narcotráfico.

A 54ª fase da operação reafirma a importância da integração entre instituições de segurança e de Justiça, para reduzir a oferta de drogas ilícitas, para enfraquecer o crime organizado e para promover a segurança regional, além de contribuir para a proteção da saúde pública e do meio ambiente.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal

06 abril, 2026

Caiado elogia ação que matou 122 no Rio e defende usar Forças Armadas na segurança

O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD)
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) elogiou a operação policial que vitimou 122 pessoas, em outubro passado, nos complexos da Penha do Alemão, no Rio de Janeiro. O ex-governador de Goiás defendeu ainda a presença das Forças Armadas na segurança das cidades do país.

"Foi uma operação a mais bem realizada estrategicamente no país. Olha, é invejável a estratégia daquela operação. A região mais habitada no Rio de Janeiro não teve nenhum civil envolvido", afirmou Caiado, nesta segunda-feira (6), ao Frente a Frente, programa de entrevistas do jornal Folha de São Paulo e do portal UOL.

A Operação Contenção, que também causou a morte de cinco policiais, foi a mais letal da história do estado e terminou sem prender Doca, o chefe do Comando Vermelho procurado.

Ecoando um discurso linha-dura na segurança pública, o presidenciável defendeu ainda a equiparação de organizações criminosas a terrorismo. Segundo ele, as Forças Armadas devem atuar contra a expansão desses grupos.

"Isso tem que estar na pauta no primeiro dia. Terroristas, sim, está certo? E você vê como a Brigada Vermelha foi combatida na Itália, que é um país democrático, assim também. E as Forças Armadas entrando. Eu preciso da Aeronáutica, da Marinha. A Amazônia hoje é 100% dominada".

Durante a entrevista, o ex-governador afirmou ainda que o STF (Supremo Tribunal Federal), agora em crise com as suspeitas de envolvimento de ministros com o caso Master, deve dar explicações à sociedade.

"O Supremo Tribunal Federal tem que dar à sociedade a resposta que a sociedade espera de cada poder, cabe ao Supremo um gesto maior".

Sem citar o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), Caiado tentou fazer um contraponto ao bolsonarismo ao defender as instituições. Segundo ele, não é possível ser simplista e achar possível governar sem os três Poderes.

Durante o evento que oficializou a pré-candidatura, na semana passada, Caiado afirmou à imprensa que, caso seja eleito presidente, seu primeiro ato será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Apesar de ter se distanciado de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, Caiado se reaproximou do ex-presidente esperando receber seu apoio.

Os movimentos de Caiado até a sua pré-candidatura começaram ainda em janeiro, quando deixou o União Brasil rumo ao PSD, partido que abrigou outros dois governadores para disputar uma candidatura ao Planalto: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Jr., do Paraná. Caiado oficializou a filiação do partido presidido por Gilberto Kassab poucos dias antes de Ratinho Jr. anunciar ter desistido da disputa presidencial. Nesse momento, o caminho ficou aberto para a candidatura de Caiado, que já havia tentado se eleger em 1989.

Na época, ele era presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e terminou em décimo lugar, não somando nem 1% dos votos. Caiado fazia oposição a Lula nos debates e acabou apoiando o candidato vencedor, Fernando Collor de Mello, do extinto PRN (Partido da Reconstrução Nacional).

Médico e com longa trajetória no Congresso —foram cinco mandatos como deputado federal e um como senador—, Caiado chegou ao Executivo goiano em 2018 e foi reeleito em 2022.

Por Gustavo Zeitel/Folhapress

Governo do Estado firma convênio inédito com consórcio intermunicipal para regulação de resíduos sólidos na Bahia

O Governo do Estado formalizou convênio de regulação dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos e limpeza urbana, ampliando a atuação no saneamento básico na Bahia. A parceria pioneira foi estabelecida entre a Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) e o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul (Ciapra), nesta segunda-feira (6), na Governadoria, em Salvador.

Presente ao ato, o governador Jerônimo Rodrigues, destacou que a iniciativa marca o início de uma nova modelagem regulatória no Estado, com potencial de expansão para outros consórcios e municípios baianos. “Estamos dando um passo histórico para garantir mais eficiência, transparência e qualidade na gestão dos resíduos sólidos na Bahia. Esse modelo fortalece os consórcios públicos, que atuam de forma regionalizada, e assegura que a população tenha acesso a serviços mais adequados, com responsabilidade ambiental e social”, destacou o governador.

O convênio prevê a delegação das competências de regulação e fiscalização à Agersa, abrangendo todas as etapas do manejo de resíduos sólidos urbanos, como coleta, transporte, transbordo, triagem, tratamento e destinação final. A medida também inclui resíduos domiciliares, públicos urbanos, da construção civil e dos serviços de saúde, além da coleta seletiva e atividades correlatas.

Para o diretor-geral da Agersa, Juvenal Maynart Cunha, a iniciativa representa um avanço institucional importante para o estado. “Esse convênio consolida o papel da regulação como instrumento essencial para garantir a qualidade dos serviços prestados, promover segurança jurídica, estimular investimentos no setor de saneamento e a organização socioprodutiva de catadores”, afirmou.

Selecionado como projeto piloto, o Ciapra reúne 15 municípios do território do Baixo Sul, entre eles Valença, Camamu, Ituberá e Gandu, e já atua na gestão integrada e sustentável dos resíduos sólidos, com foco em políticas públicas ambientais, desenvolvimento rural, inclusão social e geração de empregos.

O presidente do consórcio Manoel Ribeiro destacou o caráter inovador da parceria. “O Ciapra se orgulha de ser o primeiro consórcio a integrar esse novo modelo regulatório. É um grande avanço dessa iniciativa que fortalece nossa atuação e amplia nossa capacidade de oferecer soluções modernas e sustentáveis para os municípios consorciados”, pontuou.

Repórter: Simônica Capistrano/GOVBA
Agersa/Ciapra. Fotos: Wuiga Rubini/GOVBA

Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Por Andreia Verdélio/Agência Brasil

Relator pede prorrogação de CPI do Crime Organizado para aprofundar investigações do caso Master

Alessandro Vieira
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou nesta segunda-feira (6) um pedido para estender por 60 dias as atividades do colegiado, que se encerrariam em 14 de abril.

O documento foi assinado por 28 senadores, incluindo o presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), e o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O requerimento será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao pedir mais prazo, Alessandro Vieira afirma que os trabalhos da CPI "transcenderam a análise da criminalidade violenta tradicional" e, por isso, a prorrogação seria necessária para dar continuidade e aprofundar as investigações das fraudes envolvendo o Banco Master.

"Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, dotadas de complexas redes de lavagem de capitais que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados nos mais altos níveis de poder", diz o requerimento.

Segundo o relator, a comissão obteve "um volume monumental" de documentos recebidos a partir da investigação do Master, como arquivos decorrentes de quebras de sigilo, o que também "exige o cruzamento meticuloso de dados sensíveis e a realização de oitivas impreteríveis".

"Trata-se de um trabalho investigativo de elevada complexidade, que demanda tempo, rigor técnico e robustez probatória. O prazo original revelou-se materialmente insuficiente diante da magnitude dos fatos descobertos. A coleta adequada de provas e a análise detalhada, entre outros documentos, dos extensos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) exigem um período de trabalho que ultrapassa os limites inicialmente previstos", afirma.

O colegiado foi instaurado em novembro de 2025 na esteira da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. No entanto, como mostrou a Folha, o grupo se tornou uma das frentes encontradas pelos senadores para apurar o caso Master diante da resistência de Alcolumbre em abrir uma CPI sobre o tema.

No último mês, a prorrogação da CPI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi decidida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, diante da inércia do presidente do Senado em estender as atividades do colegiado.

Como mostrou a coluna Painel, da Folha, Alcolumbre já fez chegar a seus aliados que não vai instalar uma comissão para apurar as fraudes do banco. Senadores afirmam que ele não vai mexer no vespeiro em ano eleitoral. A avaliação é que o desgaste pode se multiplicar de forma incontrolável, comprometendo diversos partidos.

Por Isadora Albernaz/Folhapress

Governo faz política com escala 6x1, mas discussão precisa ser técnica, diz líder do PP

Dr. Luizinho
Líder do PP na Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho (RJ) diz que o governo Lula está fazendo política com o tema do fim da escala 6x1, quando a discussão deveria ser técnica.

O comentário foi feito em reação à decisão da gestão federal de enviar um novo projeto ao Congresso, com urgência constitucional. O objetivo é acelerar sua aprovação, ainda antes da campanha eleitoral.

"O governo está fazendo política, e usando os instrumentos constitucionais que tem a seu dispor. A gente respeita esse direito, mas essa é uma discussão que precisa ser técnica", diz o líder partidário, que é um dos mais próximos do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Segundo ele, o tema é complexo e demanda tempo para ser discutido. "Não dá para examinar um assunto dessa magnitude em prazo exíguo˜, afirma.

A decisão do governo de enviar um projeto de lei atropela a proposta de emenda constitucional que já tramita na Casa e tem respaldo de Motta.
Por Fábio Zanini/Folhapress

05 abril, 2026

Tragédia em Ibirapitanga: mulher e filho são mortos e suspeito tira a própria vida

Uma tragédia foi registrada neste domingo (05), em Ibirapitanga. Um homem identificado como Rollenberg Silva Pinto, de 22 anos, matou, no Bairro Novo, uma mulher identificada como Karielle Lima Marques Souza, de 23 anos, e seu filho, o pequeno Nicolas Souza, e, em seguida, tirou a própria vida.
Conforme apurou o Ubatã Notícias, o suspeito teria atacado as vítimas com golpes de faca. Após o crime, ele teria se enforcado numa propriedade rural. Há relatos de que o homem seria ex-companheiro da mulher e não aceitava o fim do relacionamento, mas essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia e a remoção dos corpos. O caso será investigado pela Delegacia Territorial de Ibirapitanga, que apura as circunstâncias e a motivação do crime. *Com informações do Ubatã Notícias, parceiro do GIRO

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