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22 julho, 2026

Mulher vai à delegacia na Bahia registrar queixa e acaba presa por estar foragida; acusada ainda tentou agredir agentes

Foto: Reprodução / Radar News
Uma mulher, de 37 anos, foi presa na Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur), em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, após comparecer à unidade para registrar a perda de documentos.

No entanto, durante o atendimento, os policiais identificaram que havia um mandado de prisão em aberto contra ela, expedido pela Justiça da comarca de Almenara, em Minas Gerais (MG).

De acordo com a Polícia Civil, via Radar News, parceiro do Bahia Notícias, ao ser informada de que seria presa, a mulher tentou fugir da delegacia e chegou a ameaçar os policiais, usando uma lâmina de barbear. Depois, ela acabou contida pelos agentes.

Ainda segundo a corporação, durante a revista pessoal foi encontrado entre os pertences da suspeita um invólucro contendo uma substância com características semelhantes à maconha. A mulher permanece custodiada na unidade à disposição da Justiça.

Polícia recupera cabeças de gado furtadas no Oeste da Bahia

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Policiais civis recuperaram nove bovinos furtados em Santa Rita de Cássia e Riachão das Neves, no Oeste baiano, nesta quarta-feira (22). A ação ocorreu no âmbito da Operação Laço Falso, deflagrada para combater furtos, roubos e receptação de animais.

Segundo a Polícia Civil, ao todo, as equipes cumpriram oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Jurisdição Plena de Santa Rita de Cássia, com diligências realizadas nos dois municípios.
Além dos animais, os policiais apreenderam três armas de fogo [duas armas longas e um revólver calibre .32], um aparelho celular, um equipamento de gravação de imagens (DVR) e documentos.A Operação Laço Falso foi coordenada pela 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Barreiras), por meio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Oeste).

A polícia informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos nos crimes.
Innformações: Bahia noticia

Caiado chama Eduardo Bolsonaro de “Pateta da política brasileira” após troca de farpas sobre tarifaço /Por Redação

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de “Pateta da política brasileira” durante uma troca de ataques nas redes sociais. O embate começou após Caiado criticar a obtenção do green card pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e cobrar maior defesa dos interesses dos produtores brasileiros diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A informação é do jornal O Globo.

Eduardo rebateu a declaração fazendo referência à condenação de aliados de seu pai pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que classificou como “golpe da Disney”. Em resposta, Caiado publicou uma enquete no X com personagens da Disney e, depois, afirmou que o “Pateta da política brasileira” estaria nos Estados Unidos e que suas ações poderiam prejudicar a indústria, as exportações e os empregos no Brasil.

A troca de farpas ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e à escalada das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Caiado tem como um dos adversários na corrida presidencial o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enquanto Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025 e recebeu recentemente autorização de residência permanente no país.

Abstenção crescente no Brasil desafia voto obrigatório e entra na conta eleitoral de candidatos

                              Não comparecimento mistura dificuldade de acesso e punição leve

A estudante universitária Ana Luiza Souza Ferreira, 20, teve um imprevisto nas últimas eleições e precisou se ausentar de Governador Valadares (MG). Ela pagou a multa da Justiça Eleitoral para manter seu título em regularidade.

Sem planos de viagem para este ano, ela pretende engrossar de novo as estatísticas de abstenção. "As promessas só surgem em época de eleição. Depois, nada acontece. Prefiro pagar multa."

A abstenção eleitoral crescente se tornou um desafio para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e entrou no cálculo das candidaturas num cenário de disputa acirrada pela Presidência da República.

Especialistas apontam que o maior prejudicado com o não comparecimento às urnas este ano deve ser o presidente Lula (PT), que busca a reeleição. Dados da Justiça Eleitoral e de pesquisas de intenção de voto indicam que o perfil dos eleitores que se abstém se assemelha mais aos do petista.

Ao mesmo tempo, o maior engajamento eleitoral feminino beneficia Lula, setor mais refratário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com pesquisas.

A abstenção vem crescendo desde 2002, primeira eleição geral integralmente feita pela urna eletrônica. Naquele ano, quando Lula foi eleito pela primeira vez para a Presidência, 17,7% dos eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e 20,4%, no segundo.

O percentual subiu ano a ano até 2022, quando 20,9% não participaram do primeiro turno. Pela primeira vez no período a abstenção caiu no segundo turno, atingindo 20,5%. Especialistas vinculam o movimento à acirrada disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O município com a maior abstenção no segundo turno de 2022 foi Maraã (AM), no coração da amazônia onde 45,5% dos eleitores estiveram ausentes.

Governador Valadares (MG) teve 27,5% de abstenção, a maior entre as cidades com mais de 200 mil eleitores —municípios em que há segundo turno nos pleitos municipais.

Moradores apontaram diferentes motivos para não comparecer às urnas. A advogada Késia Cristina Ferreira, 34, se ausentou da cidade para cumprir compromissos profissionais. "Eu pensei que meu voto não iria fazer tanta diferença para o momento que a gente estava vivendo."

O administrador Neuber Santos, 42, faltou ao último pleito porque teve uma viagem a lazer, mas diz que pretende comparecer. "Tem que votar, né?"

Cientistas políticos afirmam não existir pesquisas que ofereçam um diagnóstico sobre o fenômeno. Descrevem, porém, um somatório de hipóteses para o crescimento discreto, mas constante, da abstenção a cada eleição geral deste século.

As razões podem ir desde a dificuldade para acessar os locais de votações, mais comum na região amazônica e pequenas cidades, desinteresse pela disputa e até desatualização do cadastro de eleitores. Todas as possibilidades, apontam especialistas, se alimentam da punição quase simbólica pelo não cumprimento do voto obrigatório.

"Se você não entregar a declaração do Imposto de Renda no dia, você sabe qual é a implicação disso para a sua vida. Agora, se você não votar e faltar três eleições sucessivas, você sai do cadastro [do TSE]. Para os eleitores que não vão fazer viagem internacional, não vão fazer concurso, faltar não tem uma implicação pessoal tão grande", afirma o cientista político Jairo Nicolau, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O voto é obrigatório para todas as pessoas entre 18 e 70 anos, à exceção de analfabetos. O eleitor pode justificar sua ausência por meio do aplicativo e-Título, do TSE, sem necessidade de documento comprobatório. Caso não o faça no prazo, paga uma multa de R$ 3,51 por turno em que não compareceu. O título é cancelado após três ausências.

Em 2025, 5 milhões de pessoas tiveram o título cancelado após faltarem nos últimos três pleitos.

"Se você quisesse realmente ampliar a participação, passaria a multa para R$ 70. Tem uma vertente da Justiça Eleitoral que é a favor do voto facultativo. Isso não é dito. Não foi uma decisão do Legislativo. É [decisão] administrativa da Justiça Eleitoral facilitar a justificativa da ausência e aplicar uma multa que não é reajustada há 30 anos", afirma Nicolau.

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, avalia que a alta da abstenção, combinada com a queda nos votos inválidos (nulos e brancos) registrada em 2022 para todos os cargos, indica que "as pessoas estão entendendo como o sistema funciona".

"Se você não quer votar em alguém e a punição de não ir é pequena demais, é melhor você não ir do que ir e apertar um botão nulo ou branco. A abstenção se transformou num comportamento eleitoral", afirma Nunes.

O cientista político Antônio Alkmin aponta ainda para um contingente de pessoas que nem sequer tiraram título de eleitor.

"Em 1989 a gente tinha 10% da população que potencialmente poderia ter o título de eleitor e não tinha. Hoje, pelas estimativas, chega a 5%. Parece pouco, mas num eleitorado de 160 milhões, a gente está falando de 8 milhões de pessoas", aponta.

Dados do TSE mostram que a abstenção em 2022 foi maior entre os que possuem escolaridade mais baixa, eleitor mais alinhado à esquerda, de acordo com as pesquisas. Por outro lado, as mulheres, cuja intenção de voto era majoritariamente para Lula, apresentaram uma taxa de abstenção menor —19,96% contra 21,98% dos homens no primeiro turno.

"A abstenção é desigual pelo território e em termos sociais. [...] Foi fundamental para a vitória do Lula o voto das mulheres. Uma alta abstenção feminina é muito prejudicial à esquerda. Teria uma vitória mais forte de Bolsonaro em 2018 e uma vitória mais apertada ou eventualmente até uma derrota em 2022. Então a abstenção faz diferença, sim, porque ela é desigual", afirma Nicolau.

Os números da Justiça Eleitoral mostram que a queda na abstenção entre o primeiro e o segundo turnos foi mais intensa entre os menos escolarizados.

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Tática Eleitoral do PT, afirma que o tema está no radar do partido.

"É um motivo de preocupação pelo perfil das abstenções, de baixa renda. Está no nosso radar fazer uma campanha direcionada, mas quem tem que fazer esse trabalho de conscientização do voto e jogar pesado é o TSE. É competência dele dizer qual a importância do voto", afirmou o deputado.

Procurado, o TSE não se manifestou sobre como pretende ampliar a participação do eleitorado este ano.

O cientista político Antônio Alkmin aponta como campanhas podem também atuar no sentido inverso, a fim de desestimular o comparecimento de perfis do eleitorado mais alinhado ao adversário.

"A Cambridge Analytica fez consultoria em várias eleições no mundo. Em El Salvador, por exemplo, ela fez uma estratégia de estimular a abstenção entre os jovens com o discurso antissistema", afirmou.
Por Italo Nogueira/Folhapress

21 julho, 2026

Valdemar diz que Flávio Bolsonaro não estava preparado para concorrer à Presidência

Foto: Beto Barata/PL/Divulgação
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL)
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta terça-feira, 21, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não estava “preparado para ser candidato” à Presidência da República. Em dezembro, Flávio foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso, para concorrer pelo grupo neste ano.

“Ele foi escolhido pelo (Jair) Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato à Presidência da República. Bolsonaro escolheu Flávio e agora que estamos conseguindo andar nesse assunto”, afirmou Valdemar em entrevista à CNN Brasil.

O dirigente partidário fez a declaração enquanto falava sobre a construção de alianças com outros partidos para as eleições de 2026.

Valdemar descartou na entrevista o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa como vice de Flávio Bolsonaro. O presidente do PL defendia o nome da parlamentar por seu “carisma” e capacidade de atrair votos.

O acordo com Tereza, porém, não vingou. Na entrevista, Valdemar disse que a parlamentar não tem interesse em compor a chapa pois busca a presidência do Senado Federal.

Mesmo assim, o presidente do PL ainda acredita em um acordo com o partido da senadora para apoiar Flávio nas eleições.

Valdemar afirmou que fará uma reunião ainda nesta terça-feira com o pré-candidato e o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), para discutir as alianças com os partidos.

Até o momento, a federação União Progressista (que reúne o União Brasil e o PP) mantém uma postura neutra em nível nacional. Ou seja, cada Estado definirá qual candidato quer apoiar na corrida pelo Palácio do Planalto. Na segunda-feira, 20, a federação em São Paulo declarou apoio a Flávio Bolsonaro, mas o senador ainda não tem definições no Rio de Janeiro e em Minas Gerais – alguns dos principais colégios eleitorais do País.
Por Guilherme Matos/Estadão

PF apreende carros do Careca do INSS suspeitos de estarem escondidos no DF

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Polícia Federal apreendeu nesta terça-feira (21) veículos do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A suspeita de investigadores é de que os carros estavam escondidos.

Eles foram encontrados sem placa e cobertos com proteção em uma garagem no Distrito Federal.

O mandado foi expedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do inquérito da Operação Sem Desconto.

Procurada, a defesa do Antônio Carlos Camilo Antunes afirma que comunicou a existência dos veículos, nos autos, desde outubro de 2025.

Foram apreendidos três carros: um Audi R8 5.2 V10 Sport, uma BMW M5 e um Chevrolet Opala Diplomata 4.1/S.

Em nota, a PF disse que a busca e apreensão tem a "finalidade de descapitalizar investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso". A corporação também cita a investigação dos supostos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

"Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada. Desde então, a defesa reiterou a informação em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para apreensão", disseram, em nota, os advogados Danyelle Galvão e Leandro Raca, que defendem o Careca do INSS.

Antonio Carlos Camilo Antunes é suspeito de ser o articulador de um esquema bilionário de fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

As suspeitas da Operação Sem Desconto miram um esquema que teria descontado cerca de R$ 6,3 bilhões dos beneficiários do INSS de 2019 a 2024. A fraude consiste em descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Neste mês, a Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito da operação, com 48 indiciamentos relacionados ao caso da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

Por José Marques, Folhapress

Cozinheira é encontrada morta dentro de casa; namorado é o principal suspeito do crime

Uma cozinheira de 49 anos foi encontrada morta dentro da própria casa na manhã desta segunda-feira (20), em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A vítima foi identificada como Shirley Dias Guida. O corpo foi localizado pelo filho da vítima, que decidiu pular o muro do imóvel após não conseguir contato com a mãe. Ao entrar na residência, ele encontrou Shirley morta sobre a cama.

Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de que a vítima tenha sido asfixiada. O namorado de Shirley, com quem ela mantinha um relacionamento há cerca de quatro meses, é apontado como o principal suspeito do crime. Até o momento, ele não foi localizado.

De acordo com informações apuradas, o filho da vítima trabalhava com a mãe e estranhou a situação ao chegar à residência. A casa estava fechada e o carro de Shirley não estava na garagem, o que aumentou a preocupação. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido no domingo (19), mas as circunstâncias e a motivação ainda são investigadas. O caso é tratado como feminicídio pela Polícia Civil.

O corpo de Shirley Dias Guida foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por exames periciais que devem auxiliar nas investigações.

Três pessoas ficam feridas após caminhão tombar na BR-324; outro acidente com o mesmo veículo já havia matado pai e irmão

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Na última segunda-feira (20), um grave acidente na altura do KM 83, na BR-324, deixou três pessoas feridas, no trecho entre Nova Fátima e Riachão do Jacuípe. O sinistro envolveu três veículos: um caminhão e dois carros nos modelos Renault Duster e Fiat Toro.

Segundo informações divulgadas pelos socorristas da Brigada Anjos da Caatinga, o acidente aconteceu por volta das 8h30. No Duster, viajavam dois idosos. No outro carro havia apenas o motorista. O condutor do caminhão teve apenas ferimentos leves. As outras vítimas foram levados para o hospital de Nova Fátima.

Conforme divulgou o Calila Notícias, site parceiro do Acorda Cidade, apesar da gravidade do acidente, os envolvidos estavam conscientes e orientados Após o acidente, o caminhão e o Toro pararam no acostamento. O Duster também parou fora da pista de rolamento. Por conta disso, o trânsito não chegou a congestionar na região. A carga também precisou ser removida, mas não atrapalhou o tráfego.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local e registrou a ocorrência. As autoridades competentes vão apurar as circustâncias do acidente.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
        Acidente com o mesmo caminhão matou o pai e o irmão do motorista

Ainda segundo informações do Calila, o caminhão, que havia saído de Queimadas, interior da Paraíba, estava carregado com painel de fibras de madeira de média densidade, popularmente conhecido como MDF. Ele seguia com destino à cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano.

Segundo os socorristas da brigada, o motorista teria revelado que este mesmo caminhão já tinha se envolvido em um grave acidente que vitimou o pai dele e o irmão. Após recuperar o veículo desde sinistro, ele voltou a transitar pelas rodovias.

20 julho, 2026

Levantamento mostra Nikolas como político mais influente no Instagram; Lula aparece abaixo de vereadores do PL

Deputado tem média de 1,47 milhão de interações por post, segundo ranking da empresa Zeeng

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é o político brasileiro mais influente no Instagram, segundo um levantamento da empresa de marketing e análise de dados Zeeng. Ele lidera a lista dos 100 nomes de maior influência na plataforma com uma média de 1,47 milhão de interações por publicação, três vezes mais que a segunda colocada, Michelle Bolsonaro (PL).

Divulgado na última quinta-feira (16), o estudo define influência como o engajamento médio por publicação, ou seja, o total de curtidas e comentários divididos pelo número de postagens, e justifica o foco no Instagram por enxergar a plataforma como um "palco central no debate público no Brasil".

"É no feed, nos reels e nos stories que hoje se define quem influencia conversas, comportamentos e percepções, impactando diretamente a agenda política nacional", afirma a empresa.

Foram avaliadas 546 mil publicações de 3.100 políticos brasileiros de 1º de janeiro a 30 de junho de 2026.

Segundo a análise, Nikolas, que possui 22 milhões de seguidores na rede, consolidou sua presença digital ao adaptar sua mensagem política à lógica da plataforma, "com linguagem simples, mensagem clara e formatos orientados à viralização."

Assim como a jovem liderança do PL, outros políticos de direita dominam a lista. Nomes de centro-direita e da direita somam 76% do ranking. Sozinho, o PL tem 40% dos ranqueados, com oito dos dez melhores colocados.

"O partido reúne várias das figuras de maior projeção digital do país, e esses perfis se retroalimentam, compartilham pautas, engajam as mesmas comunidades e amplificam uns aos outros", diz Eduardo Prange, fundador da Zeeng, sobre o sucesso da legenda nas redes.

A pesquisa também mostra uma prevalência masculina, com apenas 23% dos políticos mais influentes sendo mulheres. Michelle Bolsonaro, em 2º, e Erika Hilton (PSOL), em 4º, são as representantes femininas mais bem colocadas no top 10, sendo Hilton a única do campo progressista. A vereadora Eduarda Campopiano (PL-SP) aparece em 7º.

Ainda assim, Prange ressalva que houve um crescimento de 3% em relação ao levantamento do ano anterior, quando apenas Hilton figurava no topo.

Ele afirma que a consistência no desempenho na deputada do PSOL tem relação com o fato de sua imagem estar associada a uma causa definida, sobre direitos humanos e representatividade. "Quem a segue sabe exatamente o que vai encontrar, e essa previsibilidade editorial constrói uma audiência que interage de forma recorrente", aponta.

O presidente Lula (PT) aparece na 11ª posição, com engajamento médio inferior ao de vereadores do PL em primeiro mandato, como Lucas Pavanato (3º) e Campopiano (7º), apesar de reunir um público muito maior no Instagram. Lula tem 14,7 milhões de seguidores, ante 5 milhões de Pavanato e 2 milhões de Campopiano.

Segundo Prange, a explicação pode ser justamente a base ampliada do mandatário. "A taxa de engajamento tende a cair conforme a base de seguidores cresce. Perfis gigantes acumulam seguidores inativos, e o algoritmo não entrega o conteúdo para toda a base", diz.

Além disso, ele aponta que o perfil institucional das postagens de Lula e o alto volume de publicações diárias podem prejudicar o engajamento e as interações do público.

"O caso ilustra justamente a tese central do estudo: número de seguidores é métrica de vaidade. Um vereador com estratégia digital nativa pode gerar mais impacto por publicação do que perfis com dez vezes mais audiência", afirma.

O levantamento ainda mostra a predominância do Legislativo no campo de influência. Deputados, vereadores e senadores respondem por 64% dos políticos mais influentes, enquanto governadores aparecem em posições mais baixas. Tarcísio de Freitas (SP), por exemplo, é o 23º, e Raquel Lyra (PE), a 88ª.
Por Andrei Ribeiro/Folhapress

ACM Neto diz que vai abrir as portas do governo para todos os municípios: “Vou governar com os 417 prefeitos da Bahia”

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (20), em entrevista à rádio Bahia FM, que tem ampliado o apoio de prefeitos em diferentes regiões do Estado e disse estar confiante em um desempenho melhor no interior da Bahia nas eleições de 2026.

“Somente na semana passada, tivemos o apoio dos prefeitos de Sítio do Mato, Utinga e Cruz das Almas. Hoje nós temos aliança com os prefeitos das maiores cidades da Bahia. No sábado, estive em Feira de Santana ao lado do prefeito Zé Ronaldo, e na quinta-feira, em Barreiras, ao lado do prefeito Otoniel. Isso demonstra o fortalecimento da nossa caminhada”, afirmou.

ACM Neto disse acreditar que o cenário eleitoral no interior será diferente do registrado em 2022. “A minha principal confiança na vitória está exatamente no interior. Há quatro anos, eu quase ganhei a eleição tendo vencido em apenas 54 cidades. Agora temos grupos políticos muito mais organizados nas pequenas e médias cidades, e isso nos dá a convicção de que teremos um resultado melhor”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que, caso seja eleito governador, manterá uma relação institucional com todas as prefeituras baianas, independentemente de posicionamento político. “Vou governar com os 417 prefeitos da Bahia. Não vou perseguir ninguém, não vou fazer distinção. Os problemas do estado exigem parceria, e as portas do governo estarão abertas para trabalhar com todo mundo”, declarou.

PGR dá seguimento a ação de Gilmar que pode tornar senador Alessandro Vieira inelegível

Procurador-geral Paulo Gonet diz enxergar abuso de poder no indiciamento de magistrado pela CPI do Crime Organizado e envia caso à Procuradoria Eleitoral em Sergipe para 'providências'

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, decidiu enviar "todo o dossiê" feito contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) a partir de representação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes para análise da Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe.

No despacho, ele pede que o procurador eleitoral do Estado tome "as providências que acaso se fizerem necessárias".

O magistrado acionou a PGR em abril pedindo que Vieira seja investigado por abuso de autoridade. Caso condenado, ele pode ficar inelegível.

Mendes sustenta que o parlamentar praticou desvio de finalidade como relator da CPI do Crime Organizado ao pedir o indiciamento dele por crime de responsabilidade no final dos trabalhos da comissão.

Na peça enviada à Procuradoria Eleitoral de Sergipe, Gonet concorda com os argumentos de Gilmar Mendes.

Ele afirma que "o ato promovido pelo Senador relator [de indiciar o ministro do STF] destoou sobremaneira do escopo investigativo [da CPI], desviando rumo, para vir a se deter em fatos e providências – crimes de responsabilidade e indiciamento de autoridades – estranhos ao objeto e à competência da comissão parlamentar".

Disse ainda que apenas o STF pode indiciar ministros da Corte. E criticou a divulgação do indiciamento, no encerramento dos trabalhos da CPI do Crime Organizado.

"A forma com que vertida a proposta de indiciamento, com solenidade, valendo-se —ainda que com equívoco jurídico —de expressões técnicas, de maneira pública e vexatória para o ministro, durante sessão própria ocorrida no âmbito do Senado Federal e perante os demais pares, agrava ainda mais o malfeito, por insinuar ao cidadão verossimilhança nas abismantes acusações deduzidas", diz Gonet.

"A extrapolação, que por si convence da realidade do abuso de poder e da arbitrariedade, é verificada não apenas na dissonância temática entre o objeto da CPI e o indiciamento formulado, também no desprezo por normas expressas de que o representado não poderia arguir ignorância", reforça o procurador-geral no documento enviado ao Estado onde o senador pretende se candidatar.

Alessandro Vieira havia pedido o arquivamento do caso alegando estar protegido pela imunidade parlamentar.

"É cristalino que um senador, ao manifestar sua avaliação jurídica sobre fatos concretos em voto proferido no âmbito de uma CPI, não comete abuso de autoridade e está resguardado pela imunidade parlamentar. Ameaças e tentativas de constrangimento não vão mudar o curso da história", escreveu ele quando a ação de Gilmar Mendes foi divulgada.

"As pessoas que estão sentadas na Suprema Corte não são donas do país. [...] Eu não me curvo à ameaça. Não me curvava cidadão, não me curvava delegado, não vou me curvar como senador da República", seguiu Vieira.

Ao enviar o caso ao procurador eleitoral de Sergipe, Gonet elencou ainda precedentes e citou o julgamento de Jair Bolsonaro no âmbito eleitoral.

"Há o marcante caso, julgado em junho de 2023, quando o Tribunal Superior Eleitoral proclamou a inelegibilidade do ex-Presidente da República Jair Bolsonaro. Decidiu que o abuso do poder político 'se caracteriza como o ato de agente público (vinculado à Administração ou detentor de mandato eletivo) praticado com desvio de finalidade eleitoreira, que atinge bens e serviços públicos ou prerrogativas do cargo ocupado, em prejuízo à isonomia entre candidaturas'", escreveu o procurador-geral.

Por Mônica Bergamo/Folhapress

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