Página



04 abril, 2026

Lula amplia verbas de propaganda de big techs, que superam SBT e Band pela primeira vez

A verba de propaganda do governo Lula (PT) destinada para Google e Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) superou pela primeira vez, em 2025, o valor em anúncios pagos para as redes de televisão do SBT e da Band.

O novo cenário reflete a decisão da gestão petista de ampliar de cerca de 20% para mais de 30% a fatia de gastos com campanhas publicitárias na internet.

Os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões dos cerca de R$ 681 milhões distribuídos em anúncios pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) e ministérios no último ano.

Os mesmos dados, que ainda são parciais, mostram as duas big techs pela primeira vez no topo do ranking das maiores beneficiadas pela propaganda federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record.
No último ano, o governo usou a verba publicitária para divulgar, entre outras ações, o slogan "Brasil Soberano", os programas Gás do Povo e Agora Tem Especialistas, além da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.

As ações publicitárias ainda ganham maior relevância ao governo em 2026, ano em que Lula disputará a reeleição ao Planalto.

No ano passado, o governo direcionou cerca de 34,5% dos recursos de propaganda para divulgação na internet. O percentual é cerca do dobro dos 17,7% registrados em 2022, no último ano da gestão Jair Bolsonaro (PL).

A Secom afirma que o reforço da verba para plataformas digitais "reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações", com aumento do tempo dedicado à navegação nas redes sociais. Diz ainda que o objetivo é ampliar o alcance das informações e serviços públicos.

A mudança fez a verba paga para o Google dentro das campanhas subir de R$ 10,5 milhões em 2023 para ao menos R$ 64,6 milhões no último ano.

Integrantes do governo dizem que as campanhas por meio do Google podem incluir a compra de espaço publicitário no YouTube e elevar o posicionamento dos links do governo na plataforma de busca, além da pulverização dos anúncios em diversos sites -modalidade chamada de publicidade programática.
Para a Meta, o valor passou de R$ 30,1 milhões para R$ 56,9 milhões no mesmo período. A plataforma distribui anúncios no Facebook, Instagram e WhatsApp.

O governo Lula, porém, manteve cerca de 45% dos anúncios em emissoras de TV, percentual próximo ao que já vinha sendo adotado ao menos desde o governo Bolsonaro. No último ano, os canais da Globo receberam cerca de R$ 150 milhões, enquanto a Record teve ao menos R$ 80,5 milhões em anúncios federais.

Já o SBT, com R$ 45,8 milhões em anúncios no último ano, e a Band, com R$ 24,4 milhões, ficaram atrás das duas plataformas digitais pela primeira vez.

No primeiro ano como presidente, Bolsonaro colocou Record e SBT à frente da Globo, que é líder de audiência na TV aberta, na distribuição da verba publicitária. O quadro mudou após o TCU (Tribunal de Contas da União) apontar que faltavam critérios técnicos na distribuição dos anúncios. As big techs, porém, ficaram atrás das principais emissoras de TV em todos os anos do último governo.

De 2020 a 2022, durante o governo Bolsonaro, Secom e ministérios zeraram os investimentos em anúncios na Folha de S. Paulo, em O Globo e no jornal O Estado de S. Paulo. Os veículos voltaram a receber publicidade federal no governo Lula.

Desde 2023, a Folha de S. Paulo recebeu ao menos R$ 3 milhões, enquanto o jornal O Estado de S. Paulo somou R$ 3,9 milhões. O Globo recebeu ao menos R$ 9,4 milhões no mesmo período em publicidade federal. O jornal Valor Econômico recebeu R$ 389 mil em anúncios do governo Bolsonaro e R$ 6,4 milhões desde 2023.

Já o UOL, empresa em que o Grupo Folha possui participação indireta e minoritária, recebeu cerca de R$ 3 milhões no governo Bolsonaro e R$ 18,23 milhões desde 2023.

Sob Lula, as redes Globo, Record, SBT e Band lideraram em anúncios nos dois primeiros anos do atual mandato, quadro que se alterou apenas em 2025. Ainda não há dados sobre as campanhas de 2026.
A nova estratégia também promoveu um salto de cerca de R$ 10 milhões para R$ 19,5 milhões em anúncios no Kwai, comparando 2023 ao último ano.

O governo Lula aumentou a aposta na divulgação de campanhas em plataformas de streaming. O Prime Video Ads passou a aparecer nos planos de mídia em 2025, quando recebeu R$ 5,5 milhões. A verba para a Netflix no ano passado alcançou R$ 3,28 milhões, ante cerca de R$ 1 milhão pago em 2024.

A gestão petista, porém, cortou a verba do X (antigo Twitter), plataforma que recebeu cerca de R$ 10 milhões em anúncios em 2023 e desapareceu dos planos de mídia após Elon Musk intensificar ataques ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e ao presidente Lula.

A estratégia de comunicação da Secom elaborada pelo ministro Sidônio Palmeira contrasta com a orientação anterior, de Paulo Pimenta (PT), que deixou o governo em janeiro de 2025 e defendia aumentar o investimento em rádios para alcançar a população mais pobre e distante das capitais.

Parte da equipe atual de comunicação do Planalto avalia que os mesmos resultados podem ser obtidos ao apostar em novas plataformas, como o Kwai. No último ano, a plataforma fez uma campanha em parceria com o governo com a participação de João Kléber, que promoveu um "Teste de Fidelidade ao Brasil", em alusão ao quadro popularesco que visava provocar e "flagrar" eventuais adúlteros.

O governo também tem contratado influenciadores digitais para promover as suas bandeiras. A Secom ainda contratou no último ano três agências para gestão de uma conta de R$ 100 milhões destinada à produção de vídeos, podcasts e outras propagandas do governo.

Ao assumir a Secom, Sidônio nomeou Mariah Queiroz para a Secretaria de Estratégias e Redes. Ela trabalhava na comunicação do prefeito do Recife, João Campos (PSB), um dos políticos de maior projeção nas plataformas digitais.

Em nota, o Kwai disse que é uma plataforma usada por anunciantes públicos e privados e que não participa da definição do orçamento público ou dos critérios de partilha da verba. A Meta afirmou que não desejava se manifestar sobre os valores das campanhas do governo federal. Procuradas, as demais empresas mencionadas não se manifestaram.

Os dados sobre a distribuição da propaganda da Secom e dos ministérios foram extraídos do portal administrado pela secretaria. As cifras, porém, não incluem os pagamentos feitos para propagandas de bancos públicos e das estatais, como a Petrobras, que são mantidos sob sigilo mesmo em processos fundamentados na Lei de Acesso à Informação.

A atualização do portal da Secom ainda é lenta, tornando subestimado o valor hoje disponível sobre a publicidade distribuída no último ano.

Como a Folha de S. Paulo mostrou, a verba para propaganda do governo atingiu, no último ano, o maior valor empenhado desde 2017, cerca de R$ 1,5 bilhão. A maior parte dess e valor é utilizada para a compra de espaço publicitário -não há um percentual fixo, mas a estimativa do TCU é de que 90% tenham essa função-, enquanto o resto é utilizado para a produção das campanhas.

O governo ainda aumentou a fatia da verba destinada para campanhas de comunicação institucional da Secom, ou seja, para promover bandeiras do governo, que somou R$ 924 milhões no último ano. O restante, cerca de R$ 613 milhões, foi aplicado na chamada comunicação de utilidade pública, principalmente nas ações do Ministério da Saúde, como de vacinação.
Por Mateus Vargas / Folhapress

Projeto secreto de compra do Master pelo BRB caiu por terra após descoberta das fraudes

A semana era de comemoração do aniversário de 59 anos do BRB (Banco de Brasília). Um show do cantor de piseiro João Gomes para 3.000 funcionários do banco estava marcado para 4 de setembro do ano passado no complexo da Arena BRB, no estádio Mané Garrincha.

O clima da festa, porém, azedou. Na véspera, o Banco Central tinha vetado a compra de uma parte do Master pela instituição.

Era o fim do projeto Vértice, como foi batizada a operação secreta montada pelo comando do BRB com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para alguns funcionários que alertaram o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, do risco de um negócio com um banqueiro novato e de baixíssima reputação, a sensação foi de alívio. Entre aqueles que jogaram o banco público numa crise sem precedentes havia uma grande tensão.

Antecipada pela Folha de S. Paulo, às 21h da noite do dia 3, a decisão do BC de barrar o negócio só seria comunicada oficialmente no dia seguinte.

A notícia não chegou a surpreender totalmente a Faria Lima, principal centro financeiro do Brasil, que acompanhava Vorcaro desde o fim do ano anterior, quando uma solução de mercado, patrocinada pelo BC com apoio de André Esteves, dono do BTG Pactual, foi tentada para evitar a quebra do Master.

A proposta não foi para a frente devido às resistências dos grandes bancos, em particular do Itaú Unibanco. Procurado, Esteves não quis comentar. A defesa de Vorcaro também disse que não iria se manifestar.

Quando percebeu que o negócio não sairia, Vorcaro começou a dizer a interlocutores, incluindo dirigentes do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que tinha um comprador para o banco.

Os executivos do setor bancário já tinham convicção da inviabilidade do Master. Eram crescentes os rumores sobre os problemas de liquidez e a insatisfação dos grandes bancos privados pelo crescimento do volume de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) emitidos pelo Master com garantia do FGC.

O que mais chamou a atenção do mercado financeiro foi a negociação com o BRB -um dos cinco bancos públicos regionais do país. O acordo foi bancado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que mantinha ligação com lideranças de partidos do centrão e conhecidos aliados de Vorcaro no mundo político.

Nos dias seguintes ao anúncio, a pergunta que circulava era: por que um banco público entrou na operação para salvar o Master?

A resposta é hoje um dos principais focos de investigação de um inquérito aberto pela Polícia Federal e que tem Ibaneis, Vorcaro e Paulo Henrique Costa, como investigados, além de integrantes do BRB.

O CEO de um banco, que falou na condição de anonimato, lembra que o negócio foi visto com estranheza: um banco estatal virando controlador de uma instituição privada com problemas sérios de liquidez e cujo dono alimentava a narrativa de que os grandes bancos não queriam concorrência. Eles defendiam que Vorcaro fosse banido do mercado pelo BC.

De fato, menos de uma hora após o anúncio da operação, Vorcaro não escondia em conversas relatadas à reportagem, o plano de integrar o conselho de administração do BRB.

Vorcaro dizia que a operação era ganha-ganha para os dois bancos e que teria uma cogestão com o BRB no banco. O Master passaria, segundo ele, a ter acesso ao funding do BRB, mais barato e de longo prazo, e o BRB teria um braço privado com menos amarras, inclusive de regras de licitação governamental, para atuar com maior autonomia.

O BRB vinha chamando atenção no noticiário pelo contrato de patrocínio do Flamengo e pelo empréstimo de R$ 3,1 milhões concedido ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para comprar uma mansão em Brasília, mesmo tendo salário mensal apontado como incompatível para o financiamento.

Apesar da surpresa quando a aquisição foi comunicada a BC, nos corredores do BRB corria um tititi muito antes, quando começaram reuniões frequentes com pessoas de fora do banco na chamada Sala 1, envidraçada, no gabinete da presidência.

Os encontros começaram em janeiro e logo atraíram a atenção dos funcionários do BRB, que passaram a chamar o grupo de trabalho de "secreto". Sabia-se nos corredores era que as tratativas visavam à aquisição de um banco. Em pouco tempo, alguns empregados já tinham conhecimento de que se tratava do Master.

Em relatório entregue ao BC no início de fevereiro de 2025, o então presidente do BRB defendia a compra como um movimento estratégico para o crescimento do banco.

Os principais interlocutores de Vorcaro e Paulo Henrique Costa no BC eram o ex-diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe do departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana. Os dois são hoje investigados por suspeita de facilitar os interesses do Banco Master.

Numa reunião em fevereiro entre Vorcaro, Costa e a diretoria de fiscalização, os representantes do BC pediram para que a proposta de compra fosse formalizada, segundo uma troca de mensagens vista pela reportagem. Procurado o BC, não respondeu a um pedido de informações sobre esse encontro.
O fato relevante da proposta de aquisição de 58% das ações do Master, com preço estimado na ocasião em R$ 2 bilhões, foi divulgado em 28 de março, quase três meses depois do começo das conversas no BRB.
Para integrantes do BC ouvidos na condição de anonimato, a data não é uma coincidência. Aquele era praticamente o fim de um prazo dado pelo órgão para que o Master adotasse medidas de correção, depois que o banqueiro descumpriu um plano para recuperação de liquidez de R$ 15,1 bilhões.

Até hoje, o ex-presidente do BRB defende que a operação de compra era vantajosa para o BRB. Procurada pela reportagem, a defesa de Costa afirma que a operação foi conduzida de forma institucional. "Essa tentativa de aquisição não se concretizou e não gerou qualquer impacto patrimonial no BRB", diz a defesa.
Até o veto da operação, foram 159 dias de análise do pedido pelo BC, sob a presidência de Gabriel Galípolo. O período foi marcado por pressões da área política e do setor financeiro, seja para aprovar a operação ou para derrubá-la.

O processo de análise passou por várias fases. No início, o BC buscou uma negociação de mercado com apoio do FGC. O fundo chegou a aprovar em maio de 2025 uma linha de assistência ao Master para honrar os CDBs que estavam vencendo.

O BRB, por outro lado, começou a desidratar a operação, deixando as de fora as operações de maior risco de Vorcaro.

As descobertas das fraudes e o avanço das investigações pelo BC enterraram as chances de aprovação do negócio.

Como mostrou a Folha de S. Paulo, dois meses antes da decisão final de barrar a compra do Master, o BC também já tinha comunicado as duas instituições financeiras que o pedido não poderia ser aprovado.
Em julho de 2025, Galípolo e o procurador-geral do BC, Cristiano Cozer, entregaram uma comunicação das irregularidades ao Ministério Público Federal.

"Os cadáveres demoram a aparecer", como resumiu o CEO de um grande banco. As fraudes e a liquidação do Master serão tema do próximo capítulo da série.

LINHA DO TEMPO CASO MASTER

Julho de 2024

BRB faz uma primeira rodada de operação de aumento de capital e uma segunda em dezembro com uso de fundos da Reag. Após as duas operações, consideradas suspeitas de serem irregulares pelos investigadores, Vorcaro, o seu ex-sócio do Master, Maurício Quadrado, e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, se tornam acionistas de 23,5% do capital do banco.

Dezembro de 2024

Fracassa solução de mercado para uma saída para o Master e Vorcaro propõe ao BRB a venda de uma parcela do Master. Ele quer uma vaga no conselho de administração do BRB.

Janeiro de 2025

Começam reuniões na sede do BRB do GT que trabalha na operação de aquisição de parcela Master. O negócio secreto é chamado de Projeto Vértice.

Fevereiro 2025

Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, comunicam informalmente a integrantes do BC intenção de fazer a operação.

Março de 2025

No dia 28 de março, o BRB formaliza em fato relevante interesse de fazer a operação de compra de parte do Master. O anúncio foi feito dias antes de expirar o ultimato que o BC deu para o Master resolver os problemas identificados pela área técnica de liquidez.

8 de Abril de 2025

Em 08 de abril, Vorcaro é formalmente informado pelo BC de que as ações adotadas até aquela data eram insuficientes para mitigar o risco de liquidez do conglomerado. Ele assina um novo acordo pelo qual tem que fazer a recomposição imediata da liquidez.

15 de abril de 2025

Vorcaro pede ao FGC uma linha de empréstimo para viabilizar uma reorganização societária e uma saída organizada do mercado.

4 de maio de 2025

O FGC concede uma linha emergencial de curto prazo de cerca de R$ 4 bi ao Master para a cobertura dos CDBs.

Julho de 2025

Após confirmar os sinais de fraudes em carteiras de crédito consignado, que surgiram a partir de análises aprofundadas realizadas em março de 2025, o BC comunica ao MPF as irregularidades para investigações.

3 de setembro de 2025

BC veta a operação e comunica a decisão ao BRB e ao Master Anúncio é feito no dia seguinte pela autarquia.
Por Adriana Fernandes / Folhapress

03 abril, 2026

PMBA realiza prisão em flagrante de indivíduo envolvido em ataque a policiais militares e apreende arma de fogo e drogas em Portão

O indivíduo, juntamente com o material apreendido, foi conduzido inicialmente à 34ª DT/Portão e posteriormente, à 23ª DT/Lauro de Freitas.

Na noite desta quinta-feira (02) policiais militares do Batalhão Apolo, em ação exitosa, apreenderam drogas e arma com um suspeito de tráfico na Segunda Travessa Queira Deus, bairro de Portão, em Lauro de Freitas.

A ação foi realizada por guarnições do batalhão que, durante patrulhamento preventivo a furtos e roubos de veículos, foram acionadas para prestar apoio a outras equipes na localidade supracitada, após ocorrência envolvendo disparos de arma de fogo contra policiais militares e consequente crise na localidade.

Durante as diligências, com base em informações sobre possíveis envolvidos no atentado, as guarnições identificaram um indivíduo, o qual possui diversas ocorrências policiais registradas em seu desfavor. Na abordagem, foram encontrados em sua posse aproximadamente 600 pedras de crack e uma pistola calibre .40.

O indivíduo, juntamente com o material apreendido, foi conduzido inicialmente à 34ª DT/Portão e posteriormente, à 23ª DT/Lauro de Freitas, para adoção de medidas cabíveis, onde foi lavrado o flagrante.
Fonte: DCS/ PM

PM prende armas de fogo, dinheiro e drogas em Cassange

Na noite desta quinta-feira (02) policiais militares do BPATAMO em apoio à 49ª CIPM, apreenderam armas de fogo, drogas e dinheiro com um suspeito de tráfico no Conjunto Habitacional Coração de Maria, Estrada das Pedreiras, em Salvador.

A ação foi realizada por policiais militares que, durante patrulhamento Tático na região informada, foram informadas por populares acerca da presença de diversos indivíduos portando armas de fogo e realizando tráfico de entorpecentes na localidade.

Diante das informações, as equipes deslocaram-se para averiguar a situação. Ao chegar no local, foi recebida por disparos de arma de fogo, sendo necessário o revide à injusta agressão. Após o confronto, os indivíduos evadiram-se em diversas direções, não havendo registro de feridos naquele momento.

Posteriormente, as guarnições retornaram à mesma localidade, ocasião em que foi novamente recebida a tiros, configurando um segundo confronto. Após cessarem os disparos, foi encontrado um indivíduo ao solo, ferido, porém com sinais vitais. De imediato, foi prestado socorro, sendo o indivíduo encaminhado à unidade hospitalar.

Em posse do mesmo foram encontrados uma espingarda cal. 12Ga, três cartuchos intactos, dois deflagrados, uma Pistola cal 9mm, cinco cartuchos intactos, dois celulares,130 Eppendorf contendo cocaína, um Relógio e R$14,00 reais em espécie.

Todo o material juntamente com o detido, foi encaminhado à Central de Flagrantes, para adoção de medidas legais cabíveis.
Fonte: DCS/ PM

Polícia Civil recupera motocicleta e celulares subtraídos em Eunápolis

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Federal e a Polícia Militar do Espírito Santo resultou no cumprimento de um mandado de prisão contra um homem investigado por estelionato, na prisão em flagrante de uma mulher por receptação e na recuperação de uma motocicleta e quatro celulares subtraídos, na quinta-feira (2). As investigações tiveram início na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Eunápolis), onde foram registradas ocorrências envolvendo a locação e a revenda fraudulenta de veículos.

A apuração teve origem a partir do relato de uma vítima, que informou que, no dia 31 de março, realizou a troca de cinco celulares por uma motocicleta. Após a concretização do negócio, ela constatou que o veículo era locado e pertencia a terceiros. Diante da fraude, a vítima devolveu a moto ao legítimo proprietário. O autor do crime fugiu e não manteve mais contato com ela.

Durante a investigação, os policiais coletaram informações que indicavam que um dos aparelhos subtraídos estava sendo ofertado em redes sociais. A anunciante foi intimada e compareceu à DRFR de Eunápolis, onde informou não ter conhecimento da origem ilícita e que o anúncio foi feito a pedido de sua vizinha, a qual foi localizada com mais um celular proveniente do golpe, sendo autuada em flagrante por receptação.

De acordo com as investigações, a mulher e o homem suspeito de estelionato se apropriaram de outras duas motocicletas locadas, vendendo-as a terceiros sem autorização dos proprietários. Um dos veículos foi recuperado na cidade de Porto Seguro, após o comprador apresentar voluntariamente a moto e prestar esclarecimentos.

Em ação conjunta e a partir do compartilhamento de informações entre a Polícia Civil da Bahia, a Polícia Federal e a Polícia Militar do Espírito Santo, o homem apontado como autor do golpe foi localizado e teve um mandado de prisão, expedido em virtude de crimes de estelionato praticados no estado do Ceará, cumprido. Ele havia saído de Eunápolis na noite de 31 de março, logo após o crime, de ônibus, tendo sido interceptado e preso na rodoviária da cidade de Linhares, no Espírito Santo. Com ele, foram apreendidos mais dois celulares.

A dupla poderá responder por estelionato, apropriação indébita e receptação. A mulher permanece à disposição da Justiça, enquanto o homem segue preso no Espírito Santo. A DRFR de Eunápolis continua com as investigações para identificar a possível participação de outros envolvidos na revenda dos objetos subtraídos e apurar se os investigados integram uma associação criminosa voltada a delitos patrimoniais na região.

Fonte: Priscila Costa/Divulgação ASCOM-PCBA

Líder de organização criminosa atuante em Vitória da Conquista é preso no município

O grupo é investigado pela prática de roubo, desmanche, adulteração e comercialização de veículos e peças de origem ilícita

Um líder de organização criminosa foi preso durante uma ação da Polícia Civil da Bahia, nesta sexta-feira (3), em um condomínio localizado no bairro Universitário, no município de Vitória da Conquista. Contra ele, havia uma decisão condenatória em vigor pelos crimes de organização criminosa, receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

A decisão é decorrente de investigações realizadas no âmbito da Operação Hidra, deflagrada na região em julho de 2019, pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco/Vitória da Conquista). A ação teve como objetivo desarticular uma estrutura criminosa voltada para o roubo, desmanche, adulteração e comercialização de veículos e peças de origem ilícita.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos com sinais de adulteração, incluindo uma caminhonete e caminhões roubados em outros estados, como Minas Gerais. A polícia também localizou depósitos contendo dezenas de cabines de caminhões e motores sem identificação.

Segundo as apurações, o grupo operava em núcleos distintos: um de liderança e gestão, um de aquisição e venda, e outro de descaracterização, que funcionava em uma oficina mecânica e em galpões locados especificamente para ocultar a atividade criminosa.

O suspeito, de 38 anos, apontado como líder do grupo criminoso, foi capturado por equipes do Draco, do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sudoeste), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista) e da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Vitória da Conquista).

Ele foi conduzido a uma unidade policial, onde foi cumprido um mandado decorrente de condenação ainda não transitada em julgado, e segue custodiado à disposição do Poder Judiciário.
Fonte: Guilherme Santos / Ascom PC-BA

02 abril, 2026

PMBA reforçará ações nas rodovias estaduais com a "Operação Semana Santa 2026"

A iniciativa visa intensificar o policiamento ostensivo e a fiscalização nas rodovias estaduais no feriadão
A Polícia Militar da Bahia (PMBA), por meio do Comando Especializado de Policiamento Rodoviário (CEPRv), realiza entre os dias 02 e 05 de abril a Operação Semana Santa 2026.

A iniciativa visa intensificar o policiamento ostensivo e a fiscalização nas rodovias estaduais no feriadão, período em que se projeta um aumento de 25% a 30% no fluxo de veículos.

O CEPRv irá coordenar em tempo real a operação que envolve o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e as Companhias Independentes de Policiamento Rodoviário (CIPRv) de Itabuna, Barreiras e Brumado.

Para reduzir sinistros e inibir crimes, as equipes irão utilizar radares portáteis para o controle do excesso de velocidade em locais de maior incidência de acidentes; etilômetros para evitar a combinação de álcool e direção, e o emprego de bases móveis e motocicletas para garantir pronta resposta e mais agilidade no atendimento de ocorrências e patrulhamento itinerante.
Fonte: PMBA – DCS

PM prende homens por tráfico de drogas em Pirajá

Os suspeitos e todo o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes.
Polícia Militar - DCS
Na tarde de quarta-feira (1º), militares da 9ª CIPM prenderam dois suspeitos por tráfico de drogas, no bairro de Pirajá.

Os policiais realizavam patrulhamento na Rua João Evangelista, Km 09, quando visualizaram um grupo de indivíduos que, ao perceber a presença das guarnições, fugiu para uma área de vegetação, efetuando disparos contra a equipe. Houve revide e, após varredura no local, dois suspeitos foram encontrados em uma área de matagal.

Durante a abordagem, foram apreendidos 56 pinos de cocaína, 138 porções de maconha e 109 porções de crack. Também foram encontrados um simulacro de arma de fogo, duas balanças de precisão, um celular, duas capas de colete balístico, dinheiro em espécie e diversos materiais utilizados para a produção e distribuição de entorpecentes.

Os suspeitos e todo o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi registrada para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: PMBA – DCS

Batalhão Rondesp BTS retira pistola calibre 9mm das ruas do Lobato

O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à unidade policial competente para adoção das medidas legais cabíveis.
Na madrugada de quarta-feira (1º), militares do Batalhão Rondesp BTS apreenderam arma de fogo e drogas, no bairro do Lobato.

Os policiais realizavam patrulhamento na Rua Divisa Alegre, quando visualizaram diversos indivíduos que fugiram ao perceber a presença policial. Um dos suspeitos foi alcançado nas escadarias de uma residência e, durante a abordagem, foram encontrados pinos de crack em sua posse.

Durante varredura no local, foram localizadas duas mochilas contendo uma pistola calibre 9mm e munições de diversos calibres, além de um coldre, cinto de guarnição e porta-carregador.

Também foram apreendidas porções de crack, totalizando três tabletes, 10 pacotes com pedras grandes e 199 porções fracionadas, além de 117 pinos e seis pacotes de cocaína, 18 porções de êxtase e duas porções de haxixe. Os policiais também encontraram três balanças de precisão, um aparelho celular e diversas embalagens utilizadas para o acondicionamento de drogas.

O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à unidade policial competente para adoção das medidas legais cabíveis.
Fonte: PMBA – DCS

01 abril, 2026

Em meio a processo de diálogo com governo Jerônimo Rodrigues, principal aliado de Elmar Nascimento é alvo de operação

Foto: Divulgação

A operação da Polícia Federal e Controladaria Geral da União (CGU), nesta quarta-feira (1), tendo como alvo o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), pricipal aliado do deputado federal Elmar Nascimento (União), ocorre na temporada de definições políticas. Nascimento se encontrou, recentemente, com o governador Jerônimo para, inclusive, debater a indicação da vice na chapa à reeleição.

O diálogo e o "clima de namoro" entre o parlamentar e o grupo governista na Bahia pode ter ficado somente naquele encontro. De acordo com aliados de Elmar e lideranças que participaram das costuras para uma possível migração, o movimento foi "sepultado" com a operação de hoje. Na análise dos procurados pela reportagem, a CGU teria forte relação política com operações deste tipo, pondendo, de certa forma, "incentivar ou minimizar" a execução da operação.

Equipes da PF cumprem mandados em Salvador, na residência do parlamentar, que fica localizada no condomínio Le Parc, na Avenida Paralela e na própria Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), além dos municípios de Serrinha, Santaluz, Araci e Feira de Santana. De acordo com a PF, as investigações são decorrentes de investigação relativa a desvio de verbas públicas decorrentes da execução de contrato de locação de veículos no município de Serrinha, além de crime de fraude à licitação, lavagem de capitais e organização criminosa.

A aproximação entre Elmar e o governo teve seu ponto alto com um encontro, que ocorreu no Palácio de Ondina. O debete foi feito para discutir possibilidades como a indicação de um nome da escolha de Elmar para assumir a vice na disputa de outubro. O nome do deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que seria uma das principais opções, por conta da relação com ambos os grupos e seria um “ponto médio”, foi alvo dessa operação da PF.

O movimento também deve reforçar a manutenção da aliança de Elmar com ACM Neto (União). O ex-prefeito de Salvador, inclusive, indicou que teria um encontro com Elmar para debater a relação com o grupo. A conversa seria realizada após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) confirmar que consultou o parlamentar sobre uma possível indicação para sua vice na disputa pelo governo neste ano. A fala ocorreu durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo, em Feira de Santana, Neto fez questão de apontar para a relação de amizade entre ambos.

OPERAÇÃO NA BAHIA
A investigação apontou que o então gestor municipal, juntamente com diversos outros servidores públicos do município de Serrinha, em conluio com a empresa vencedora, e outras empresas cooptadas, fraudaram as licitações de locação de veículos no município entre 2017 e 2024.

O ex-prefeito de Serrinha, na região sisaleira, Adriano Lima (PSD), também foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação deflagrada nesta quarta-feira (1°) pela Polícia Federal (PF). Outro político investigado é o deputado estadual Marcinho Oliveira (PRD), que tem base na mesma região e foi vice-prefeito de Santaluz entre 2017 e 2020.

A ação inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios de verbas públicas.

PF deflagra operação contra tráfico interestadual após apreensão de 3 toneladas de maconha em Vitória da Conquista

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a Operação Nostromo com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico de drogas interestadual. A ação cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais e Colombo, no estado do Paraná.

Segundo a PF, as investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um homem, em outubro do ano passado, durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-116, nas proximidades de Vitória da Conquista, no Sudoeste.
Na ocasião, foram apreendidas quase três toneladas de maconha, que estavam ocultas em meio a um carregamento de máquinas industriais.

A partir da análise do material apreendido, os investigadores identificaram a possível participação de outras pessoas no envio da droga, que teria como destino o estado do Ceará.

Entre os suspeitos estão o proprietário do caminhão utilizado no transporte e o suposto dono dos entorpecentes, apontado como responsável pela contratação do frete. Também foi cumprido um mandado de busca em um galpão onde, segundo as apurações, ocorreu o carregamento da droga no veículo.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e financiamento ou custeio do tráfico. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.

Ainda de acordo com a PF, o nome da operação faz referência à nave USCS Nostromo, do filme norte-americano Alien (1979), que transportava minério enquanto escondia uma carga desconhecida. A analogia, segundo os investigadores, remete ao uso de carga lícita para ocultar entorpecentes no caso investigado.

Postagem em destaque

Lula amplia verbas de propaganda de big techs, que superam SBT e Band pela primeira vez

A verba de propaganda do governo Lula (PT) destinada para Google e Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) superou pela primeira vez, ...