Pedido de esclarecimentos foi feito pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara após relatório de congressistas dos EUA
O Ministério da Defesa terá de explicar à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, as relações entre Brasil e China que motivaram um relatório de uma parte dos congressistas dos Estados Unidos sobre uma possível base militar secreta na Bahia.
De acordo com a revista veja, os deputados querem saber o que é o Tucano Ground Station que, segundo os americanos, é a única base militar chinesa “não oficial” na América do Sul.
“As implicações militares são reforçadas pelos laços formais do projeto com as instituições de defesa brasileiras. A Alya Nanosatellites também assinou um memorando de entendimento com o Departamento de Tecnologia e Ciência da Força Aérea Brasileira, que inclui o treinamento de pessoal militar em simulação de órbita e a utilização de antenas da Força Aérea como backup para a base de Tucano. Essa integração proporciona à China um canal para observar e influenciar a doutrina espacial militar brasileira, ao mesmo tempo em que estabelece uma presença permanente em uma região vital para a segurança nacional dos EUA (…). A China poderia desenvolver uma capacidade de vigilância de alta revisitação capaz de identificar ativos militares camuflados e rastrear objetos espaciais estrangeiros em tempo real”, sustenta trecho do documento dos congressistas americanos.
Os congressistas americanos afirmam que o espaço funciona na Ayla Space, empresa brasileira do setor aeroespacial, que atua em parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology, para análise de informações de satélites. O pedido de esclarecimentos aprovado na Comissão partiu de uma requisição do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
“O relatório do Comitê Seletivo do Congresso dos EUA sobre Competição Estratégica entre os EUA e o Partido Comunista Chinês analisa como a República Popular da China está expandindo sua infraestrutura espacial na América Latina, usando projetos civis e comerciais como fachada para fortalecer a Consciência de Domínio Espacial (CDE) do Exército de Libertação Popular”, disse.
Por Revista Veja

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