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| Foto: Divulgação/PL |
O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) indicados por Lula (PT) e afirmou que, se eleito presidente, poderá indicar cinco integrantes da corte.
"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia. O que nós vimos, ontem, no meu ponto de vista, é uma esperança do povo brasileiro que ainda vive porque, sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o Judiciário vive", afirmou o senador em entrevista à imprensa.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira (16), em Juazeiro do Norte (CE), um dia após a tumultuada sessão do STF que discutiu relatório da Polícia Federal sobre diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O documento foi pedido pelo ministro André Mendonça e pode levar à abertura de uma investigação sobre a conduta de Moraes, o que nunca ocorreu no STF.
Flávio Bolsonaro classificou a sessão do STF como um "triste espetáculo", disse que houve uma tentativa de proteger Moraes e buscou associar Lula ao ministro: "Hoje quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes, mas isso tem dia e hora para acabar", disse.
A declaração aponta para uma estratégia da campanha do senador de associar Lula a Moraes. Os petistas, por sua vez, têm atuado no sentido contrário, lembrando que Moraes é ministro do STF desde 2017 e foi indicado ao cargo pelo então presidente Michel Temer (MDB).
Flávio Bolsonaro desembarcou em Juazeiro do Norte por volta das 10 horas desta quarta, acompanhado de candidatos do PL. Foi recepcionado por apoiadores e políticos locais no aeroporto e seguiu em carreata até o centro da cidade.
O senador cumpre agenda em estados do Nordeste esta semana. Na terça-feira (15), ele participou de um comício no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, onde foi recebido pelo deputado federal André Fernandes (PL) e uma multidão de apoiadores.
Na ocasião, o candidato buscou associar ministros do STF ao presidente Lula e afirmou que a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes só não foi iniciada hoje "porque a tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo".
"O julgamento vai avançar e fica aí o recado: ninguém pode acreditar que, com o Lula reeleito, alguma coisa vai mudar nesse país", afirmou o senador.
Flávio Bolsonaro é formalmente investigado no inquérito que apura a produção do filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro, hoje preso por liderar a tentativa de golpe de Estado.
A decisão que tornou o candidato alvo foi dada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho deste ano, a pedido da Polícia Federal.
A PF apura a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção no financiamento do filme, que recebeu recursos do Banco Master.
Na quinta-feira (17), Flávio Bolsonaro continua em périplo pelo Nordeste e vai à cidade de Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, onde participa de uma carreata e de um comício.
Por Yaçanã Neponucena e João Pedro Pitombo, Folhapress




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