Religiosos criticam citações a Deus na sessão do impeachment na Câmara

                                      Foto: Antonio Augusto/ Câmara dos Deputados
As referências à fé foram frequentes durante os discursos dos deputados na votação do processo de impeachment na Câmara, mas o posicionamento não agradou representantes de entidades religiosas no Brasil que desejavam ver o tema afastado da política. Em entrevista à Agência Brasil, a presidente do  Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), Romi Bencke, afirmou que os discursos distorcem o sentido das religiões. “Infelizmente, vimos que os parlamentares que se pronunciaram em nome de Deus, ao longo do mandato, se manifestam contra mulheres, defendem a agenda do agronegócio e assim por diante. Nos preocupa bastante o fato de Deus ser invocado na defesa de pautas conservadoras", disse. Para o teólogo Leonardo Boff, que já foi sacerdote da Igreja Católica, as referências à religião colocaram o tema central do impeachment em segundo plano. "Poucas vezes se ofendeu tanto o segundo mandamento da lei de Deus que proíbe usar o santo nome de Deus em vão”, argumentou. Entre os pronunciamentos dos mais de 500 deputados no domingo (17), a palavra 'Deus' foi citada 59 vezes, quase o mesmo número que 'corrupção' falada 65 vezes. Presidente da Câmara, o evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também usou a religião para dar seu voto: "Que Deus tenha misericórdia desta Nação", disse.

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